Nossa rede

Mundo

Bill Gates se declara otimista com a luta contra pandemia

Publicado

dia

Ele disse que cientistas estão fazendo grandes progressos e que será preciso ficar atento ao preço das vacinas e ao seu acesso amplo às populações carentes

Melinda Gates e Bill Gates durante o evento “One World: Together At Home” em 18 de abril de 2020: casal otimista com luta contra pandemia (AFP/AFP Photo)

O bilionário americano Bill Gates se declarou otimista a respeito da luta contra a COVID-19 e defendeu a distribuição de remédios e vacinas aos que precisam, e não os que pagam as maiores quantias.

“Se deixarmos que os medicamentos e as vacinas sigam para os que oferecem os maiores preços, ao invés das pessoas que mais precisam, teremos uma pandemia mais longa, mais injusta e mais letal”, afirmou o fundador da Microsoft, em uma mensagem de vídeo em uma conferência virtual internacional sobre a COVID-19.

“Precisamos de líderes para tomar decisões firmes para uma distribuição baseada na equidade e não apenas em fatores relacionados com o mercado”, completou.

O filantropo, dedicado à luta contra as epidemias, destacou que a pandemia interrompeu as cadeias de abastecimento de remédios, incluindo os medicamentos de combate à aids, o que poderia “privar centenas de milhares de pessoas dos tratamentos que precisam, e não apenas na África subsaariana”.

Mas continuo otimista”, completou Bill Gates. “Vamos derrotar a COVID-19 e seguiremos avançando contra a aids e outras crises de saúde”.

Ele disse que os cientistas “estão fazendo grandes progressos. Melhores ferramentas de diagnóstico estão sendo desenvolvidas para identificar os infectados. Os investimentos vão para bancos de medicamentos antivirais, um ramo da ciência onde havia subinvestimento”.

A segunda razão de seu otimismo, completou, é a solidariedade em escala mundial, já manifestada na luta contra a aids, com o Fundo Mundial criado em 2002, e o programa de ajuda americano PEPFAR, lançado por George W. Bush e destinado sobretudo à região da África subsaariana.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Mundo

Cargo de prestígio ou mero auxiliar? Como é ser vice-presidente dos EUA

Publicado

dia

O pré-candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, disse que vai anunciar dentro de alguns dias quem o acompanhará na chapa às eleições de novembro

Joe Biden: o candidato, que se for eleito, terá 78 anos ao assumir o cargo, tem claro que se vê como uma figura de transição (Brendan McDermid/File Photo/Reuters)

O pré-candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, anunciará dentro de alguns dias quem o acompanhará na chapa às eleições de novembro. Mas o que realmente faz um vice-presidente nos Estados Unidos?

1. Eles realmente importam?

É possível que a vice-presidência americana não seja tão frustrante e desconcertante quanto o papel de Julia Louis-Dreyfus na série “Veep”, da HBO.

Os vices americanos são um pouco como os músicos de apoio de um show. Percorrem o país, dizendo às pessoas o quanto seu chefe é genial. E embora trabalhem em um dos edifícios mais famosos do mundo, não haverá muitas ruas com seus nomes quando saírem de lá.

Mas mesmo assim, são muito importantes por uma simples razão: estão a um triz da Presidência.

John Tyler, Millard Fillmore, Andrew Johnson, Chester Arthur, Theodore Roosevelt, Calvin Coolidge, Harry Truman e Lyndon Johnson viraram presidentes após a morte do mandatário.

No caso de Johnson, foi depois do assassinato do presidente John F. Kennedy, em 1963. Ele prestou juramento duas horas e oito minutos depois, a bordo do Air Force One. E Gerald Ford o fez apenas meia hora depois de Richard Nixon assinar sua renúncia, em 1974.

2. O que Biden procura?

O vice-presidente de Donald Trump, Mike Pence, se encaixa na imagem tradicional de um segundo violino.

Pence tem funções importantes, inclusive a de coordenar a equipe de resposta do novo coronavírus na Casa Branca, mas sua tarefa principal parece ser elogiar o trabalho de Trump.

Biden, que foi vice nos dois mandatos de Barack Obama, diz estar em busca de algo diferente.

Ele fala com carinho de suas responsabilidades quando ocupava o cargo, enfatizando como dirigiu no governo o resgate maciço da economia em 2009. E diz que quer que seu próprio vice-presidente seja “simpático” como ele.

“Penso que Biden está procurando um parceiro político”, alguém que “realmente funcione como um de seus assessores mais próximos”, disse Joel Goldstein, professor de direito da Universidade de Saint Louis e especialista em vice-presidência.

Biden, que se for eleito, terá 78 anos ao assumir o cargo, tem claro que se vê como uma figura de transição. Seu (sua) adjunto(a), que provavelmente será alguém muito mais jovem, seria essencialmente o(a) próximo(a) candidato(a) democrata.

E visto que Biden declarou que escolherá uma mulher, ela faria História, independentemente de como for a sua gestão.

Só outras duas mulheres foram escolhidas até hoje candidatas à vice-presidência: Geraldine Ferraro em 1984 e Sarah Palin em 2008. Nenhuma delas chegou à Casa Branca.

E se a companheira de chapa de Biden chegar a sucedê-lo, ela se tornaria a primeira mulher a presidir os Estados Unidos.

3. São poderosos?

Formalmente, os vice-presidentes americanos têm a responsabilidade de emitir o voto decisivo quando são gerados becos sem saída no Senado.

Menos formalmente, alguns vice-presidentes, como Dick Cheney no governo de George W. Bush, ganharam fama de serem o verdadeiro poder por trás de um presidente inexperiente.

Mas a suposição de que a vice-presidência é um trampolim perfeito para o cargo mais alto não é tão certa. Apenas 14 vices chegaram à Presidência e deles, nove não foram eleitos, mas chegaram ao Salão Oval após a morte ou a renúncia do presidente.

O último vice-presidente a vencer eleições presidenciais foi George H. W. Bush, que governou entre 1989 e 1993.

4. Alguém se lembra deles?

Diferentemente dos presidentes, poucos vices são lembrados.

Quem ouviu falar de William Rufus King ou de William Wheeler? Mas é claro que há exceções, como Dick Cheney.

Ou Al Gore, que era quase inseparável de Bill Clinton na vice-presidência e, embora tenha perdido por uma margem apertadíssima as eleições presidenciais de 2000, conquistou fama internacional como ativista contra as mudanças climáticas.

Por fim, está o próprio ex-vice-presidente Biden. Se as pesquisas acertarem sobre suas chances de vencer Trump, ele terá um lugar de destaque nos livros de História.

Ver mais

Mundo

Praia na Espanha é considerada um exemplo de distanciamento social

Publicado

dia

Imagens feitas por um drone da praia de Regla, localizada na região de Andaluzia, na Espanha, viralizaram

Praia de Regla, em Chipiona, no sábado, 25 de julho: monitoramento por drones e marcações horizontais (Polícia Local Chipiona/Reprodução)

Imagens feitas por um drone da praia de Regla, em Chipiona, cidade localizada na região de Andaluzia, na Espanha, viralizaram. O vídeo foi divulgado pela policia local no dia 25 de julho. A imagem foi inicialmente divulgada pela Sky News.

Em entrevista ao Canal Sur Radio y Televisión, o prefeito da cidade comemorou a organização. Luis Mario Aparcero se mostrou satisfeito e disse que as imagens com drones é um dos métodos utilizados pela polícia para controlar as aglomerações no local.

Além dos drones que monitoram aglomerações, a praia tem marcadores horizontais com 5 metros de distância para guiar os banhistas. Os banhistas devem ficar na frente desses marcadores e contar seis passos de distância. Dessa forma, todos os grupos podem manter quatro metros de distância dos outros e ainda deixar um corredor de 1 metro de distância para passagem.

No domingo, 28, foi registrado um alto índice de ocupação da praia. Contudo, não foi necessário restringir o acesso ao local. Mas no sábado, 26, e em outras praias próximas da região foi necessário restringir o número de pessoas, que passaram do índice permitido.

Ver mais

Mundo

Dez anos depois de resgate, “mineradores do Chile” se sentem esquecidos

Publicado

dia

Em 2010, deslizamento de terra prendeu grupo de mineradores debaixo da terra por quase dois meses

Minerador chileno Mario Sepúlveda: ele é um dos “33 mineradores do Atacama”, em sua casa de Santiago no Chile (AFP/AFP)

Dez anos depois de ficarem presos no fundo da mina San José, no norte do Chile, os “33 mineradores do Atacama”, sentem-se heróis caídos no esquecimento e no abandono.

Na quinta-feira de 5 de agosto de 2010, um deslizamento de terra prendeu este grupo de mineradores de entre 19 e 63 anos na antiga mina. No 17o dia, confirmou-se que estavam vivos. Mais de dois meses depois, a 600 metros abaixo da terra, foram resgatados e elogiados como heróis por sua tenaz solidariedade diante do confinamento.

Uma vez fora da mina, foram convidados para programas de televisão, viajaram pelo mundo, e um excêntrico empresário do setor de mineração deu US$ 10.000 a cada um deles. Cinco anos depois, Hollywood fez um filme sobre sua história chamado “Os 33”, protagonizado por Antonio Banderas e com a participação do ator brasileiro Rodrigo Santoro, como o então ministro da Mineração do Chile, Laurence Golborne.

A fama não durou muito, porém. Hoje, quatro deles relatam seus diferentes destinos à AFP, ainda afetados por traumas, pesadelos e doenças.

“Nunca vou me esquecer”

José Ojeda foi quem escreveu a famosa mensagem: “Estamos bem no refúgio, os 33”, alertando o mundo de que estavam vivos quando muitos já haviam perdido a esperança.

“As pessoas achavam que nós pagávamos pelas viagens. Acham que ficamos com muito dinheiro, e esse não é o caso”, afirma este homem de 57 anos de Copiapó, onde vive modestamente com a pensão que recebe do governo, de aproximadamente 320 dólares.

Jimmy Sánchez era o mais jovem do grupo. Começou a trabalhar na mina aos 19 anos, sem terminar o Ensino Médio.

“É como se tivesse acontecido ontem. Acho que nunca vou me esquecer”, disse ele, em Copiapó, a cerca de 800 quilômetros ao norte de Santiago, onde vive da pensão recebida pelas sequelas do acidente.

Nunca mais conseguiu trabalhar na mineração novamente. “Uma vez fui procurar emprego, mas souberam quem eu era e fecharam as portas. Não foi minha culpa ficar preso”, lamenta, aos seus 29 anos.

Mario Sepúlveda, hoje com 49 anos, denuncia que foram tratados mal.

Com o dinheiro que ganhou na televisão, cerca de US$ 150.000, Sepúlveda constrói hoje um centro de ajuda para crianças autistas e em risco de exclusão social, com base na experiência que vive com um de seus seis filhos, que possui um autismo severo.

Para Omar Reygadas, um dos mais experientes do grupo, “tudo o que vivemos na mina e tudo o que vimos ainda é muito latente”.
Hoje, Reygadas trabalha como motorista.

Indenização

Após o deslizamento, esses mineradores que mal se conheciam tiveram de se organizar para sobreviver, aprenderam disciplina e racionaram os poucos alimentos que havia no abrigo de segurança da mina.

Mas, por que não conseguiram manter essa união fora da mina?

“As famílias provocaram toda essa desunião entre nós. Houve um antes, um durante e um depois. E, depois que saímos, já se transformou em cada um por si”, acrescenta.

Além disso, a venda dos direitos de sua história aprofundou a divisão.

Poucas semanas depois de serem resgatados, os mineradores assinaram um acordo para transferir os direitos para um filme e um livro, com base em uma complexa estrutura legal. Agora, muitos se sentem enganados e entraram com uma ação na Justiça.

“A estratégia dos advogados era nos separar e conseguiram. Nos fizeram brigar”, disse Sánchez.

O ex-minerador chileno Jimmy Sánchez, o mais jovem dos “33 mineradores do Atacama” (AFP/AFP)

Oito anos depois, a Justiça condenou o Estado chileno a pagar uma indenização de US$ 110.000 a cada um e isentou a mineradora San Esteban.
O Conselho de Defesa do Estado (CDE) recorreu da decisão, porém, alegando que os mineradores já foram ressarcidos ao receberem pensões vitalícias (14 dos 33 por idade e patologias) e ajuda financeira privada. O recurso ainda não foi resolvido pelo Tribunal de Apelações de Santiago.

Os mineradores também criticam o pouco acompanhamento recebido após o resgate: “Nos abandonaram rapidinho; ficamos em terapia por apenas um ano”, reclama Sepúlveda.

Uma década depois, os 33 mineradores não se reúnem, e apenas alguns mantêm contato. Para o futuro, seus sonhos são modestos.

Jimmy Sánchez deseja ter sua casa própria. José Ojeda clama por ajuda para pagar seu tratamento médico contra uma diabetes avançada, e Mario Sepúlveda afirma que trocaria tudo o que viveu para voltar a trabalhar em uma mina.

Ver mais

Mundo

Vietnã registra primeira morte por coronavírus desde o início da pandemia

Publicado

dia

Desde abril, o Vietnã não registra nenhum caso de transmissão local, mas um foco de covid-19 foi detectado em uma cidade turística no final de semana

Coronavírus: a primeira vítima de covid-19 no Vietnã foi um homem de 70 anos (Linh Pham/Getty Images)

O Vietnã, que parecia ter conseguido controlar a epidemia de coronavírus, registrou nesta sexta-feira a primeira morte provocada pela covid-19, anunciou a imprensa oficial.

A vítima é um “homem de 70 anos residente de Hoi An (centro), que testou positivo no início semana”, de acordo com a imprensa.

De meados de abril a meados de julho, o país não registrou nenhum caso de transmissão local, mas um foco foi detectado no fim de semana passado na cidade turística de Da Nang (centro) e se propagou para várias localidades, nas quais foram reportados mais de 100 novos casos.

Apenas nesta sexta-feira foram registrados 45 casos, um recorde diário desde o início da crise de saúde, segundo as autoridades.

O governo teme a propagação do vírus em Hanói, a capital do país.

Quase 21.000 habitantes da capital que passaram recentemente por este balneário estão sendo submetidos a exames de diagnóstico. Desde quarta-feira os bares foram fechados e reuniões foram proibidas.

A maioria dos 1,1 milhão de habitantes de Da Nang foi convidada a permanecer em casa e os transportes para a cidade foram interrompidos.

Pouco depois de detectar os primeiros casos em janeiro, o Vietnã, que compartilha uma longa e porosa fronteira com a China, decretou uma quarentena rígida. Dezenas de milhares de pessoas foram internadas em campos vigiados pelo exército em todo o país.

As autoridades estabeleceram um monitoramento rigoroso das pessoas infectadas, com base nas redes utilizadas por décadas pelo regime comunista para levar o trabalho do partido aos bairros.

Ver mais

Mundo

Hong Kong adia de vez eleições para daqui a um ano. Oposição questiona

Publicado

dia

Após barrar nesta semana 12 candidatos de oposição, a líder do governo subordinado à China, Carrie Lam, anunciou hoje o adiamento total

Carrie Lam, líder de Hong Kong e próxima a Pequim: motivo oficial para adiamento das eleições é a alta do coronavírus (Lam Yik/Reuters)

Hong Kong decidiu cancelar de vez as eleições legislativas previstas para setembro deste ano. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 31, pela líder do governo na ilha, Carrie Lam.

O motivo oficial para o adiamento é uma nova alta de casos de coronavírus em Hong Kong. A ilha, que é território da China e onde vivem cerca de 7,5 milhões de pessoas, vem registrando mais de 100 casos diários de coronavírus — antes menos de 10 diários em meses como maio e junho.

Nesta semana, o governo já havia anunciado que as eleições poderiam ser adiadas. Dias depois, proibiu 12 candidatos de oposição de participar do pleito e disse que novas candidaturas poderiam ser ainda barradas nas próximas semanas.

As eleições foram adiadas para daqui a um ano, outro motivo questionado pela oposição, uma vez que vem sendo comum, durante a pandemia do coronavírus, que países adiem eleições por somente alguns meses ou semanas.

Lam é alinhada ao governo central chinês, que controla Hong Kong desde que a ilha deixou de ser uma colônia britânica em 1997. O adiamento das eleições vem um mês depois de a China aprovar uma nova lei de segurança para a ilha, que restringe as liberdades políticas no território.

As eleições legislativas, previstas para 6 de setembro, elegeriam metade do chamado “mini-Parlamento” de Hong Kong. A outra metade é preenchida por candidatos que não foram eleitos, a maioria indicada pelo governo chinês.

O objetivo da oposição era angariar votos suficientes para preencher boa parte das cadeiras disponíveis e tentar reverter algumas das decisões do governo central em Pequim.

Uma mostra do apoio da oposição no momento veio em 2019, quando houve em Hong Kong eleições distritais. As eleições foram consideradas uma espécie de “referendo” sobre os protestos de oposição contra o regime de Pequim que varreram Hong Kong. Apesar de, na prática, os cargos em disputa na ocasião não serem os mais importantes do país, mais de 70% dos eleitores compareceram às urnas, cerca de 3 milhões de pessoas, um dos maiores comparecimentos da história.

O grupo de candidatos pró-democracia, junto aos grupos que pediam auto-determinação, conseguiram uma vitória sem precedentes e conquistaram a maioria em 17 dos 18 distritos. O número de cadeiras pertencente a esses grupos de oposição triplicou, de 124 para 388.

Joshua Wong, ativista de oposição em Hong Kong

Joshua Wong, ativista de oposição em Hong Kong, ao se registrar para eleições legislativas: barrado pelo governo da ilha (Tyrone Siu/Reuters)

Desde que deixou de ser colônia britânica, Hong Kong tem mais autonomia do que o restante do território governado pelo Partido Comunista Chinês, em um modelo que ficou conhecido como “um país, dois sistemas”. Mas o regime vem sendo endurecido, sobretudo no mandato do atual presidente chinês, Xi Jinping.

A ilha se consolidou nas últimas décadas como uma cidade vibrante, com grande fluxo financeiro e presença internacional. A relativa liberdade democrática fez a cidade se tornar um dos polos financeiros globais faz parte do próprio sucesso da economia da China, a segunda maior do mundo.

O adiamento das eleições pode gerar retaliações de potências do Ocidente, que desaprovam o aumento das restrições políticas em Hong Kong. Ministros das Relações Exteriores de Reino Unido, Estados Unidos e Austrália haviam se pronunciado nos últimos dias afirmando que observariam as eleições de Hong Kong de perto.

Com a nova lei de segurança nacional, os EUA já haviam retirado de Hong Kong um status especial que permitia à ilha não sofrer algumas das restrições comerciais e econômicas impostas ao território continental da China — com quem os EUA enfrentam uma guerra comercial há pelo menos dois anos.

Ver mais

Mundo

Reino Unido adia próxima fase de flexibilização da quarentena

Publicado

dia

A próxima fase da flexibilização será adiada em pelo menos duas semanas, informou o primeiro-ministro Boris Johnson

Reino Unido: país adia flexibilização após aumento de casos de covid-19 (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse nesta sexta-feira que adiará o próximo estágio de afrouxamento da quarentena por pelo menos duas semanas devido a um aumento nas taxas de infecção pelo coronavírus.

“No sábado, 1º de agosto, esperávamos reabrir várias dos estabelecimentos de maior risco que permanecem fechados na Inglaterra… Hoje, sinto dizer que estamos adiando essas mudanças por pelo menos duas semanas”, disse Johnson em coletiva de imprensa.

“Eu sei que os passos que estamos tomando serão um verdadeiro golpe para muitas pessoas. Sinto muito por isso, mas simplesmente não podemos correr o risco.”

Preocupadas com uma segunda onda de infecções pela covid-19 na Europa, autoridades britânicas já haviam informado nesta semana que não hesitariam em reativar medidas de quarentena, como fizeram em relação à Espanha. Johnson chegou a dizer que o coronavírus estava parcialmente controlada no Reino Unido, mas que o avanço da doença em algumas nações europeias mostrou que a pandemia não acabou.

O Reino Unido é o terceiro país com mais mortes por coronavírus no mundo. No total, 46.084 britânicos já morreram por covid-19 e mais de 303 mil já foram infectados, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

(*Com informações da Reuters)

 

Ver mais

Hoje é

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?