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sexta-feira, 10/07/2026

Ativistas criticam deportações dos EUA e pedem apoio a migrantes no Brasil

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Em Brasília

Ativistas de direitos humanos discutiram as deportações em massa pelos Estados Unidos e os desafios enfrentados por migrantes no Brasil durante uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

A reunião ocorreu após mobilizações internacionais em defesa dos direitos dos migrantes, motivadas pelas ações rigorosas do ICE, órgão de imigração dos EUA, que recentemente deteve milhares de pessoas em poucos dias. Bárbara Corrales, membro do comitê da Jornada Continental pela Migração em São Paulo, destacou que as deportações têm continuidade apesar das manifestações contra o ICE nos EUA, e que o orçamento do órgão foi ampliado significativamente.

De janeiro de 2025 até junho, cerca de 600 mil pessoas foram deportadas dos EUA, incluindo 4,6 mil brasileiros, além de 60 mil detidos, a maioria sem antecedentes criminais.

Heloísa Galvão relatou a situação difícil dos brasileiros detidos nos EUA, estimando 17 mil enfrentando longas detenções e falta de defesa adequada.

A diplomata Carlota Ramos, do Ministério de Relações Exteriores, explicou que o Brasil baseia sua atuação em princípios de não criminalização da migração, proteção dos direitos dos migrantes, e busca por integração socioeconômica. Ela ressaltou que o país tem adotado uma postura contrária aos discursos anti-imigração globais e implementado ações como a Operação Acolhida para venezuelanos e o Plano Nacional de Migrações.

Rui Falcão pediu mais investimentos para reintegrar brasileiros deportados, ressaltando a necessidade de moradia, benefícios sociais e acesso ao mercado de trabalho para os afetados.

Constance Salawe, do Conselho Municipal do Migrante de São Paulo, afirmou que a legislação migratória brasileira é avançada, porém precisa ser aplicada efetivamente. Ela destacou a contribuição dos imigrantes para a sociedade brasileira e que migrar é reconstruir vidas.

Reimont defendeu o livre deslocamento das pessoas além das fronteiras administrativas, e Erika Kokay sugeriu a criação de um observatório para acompanhar a situação dos migrantes, além de uma moção contra a política anti-imigração dos EUA.

Muna Muhammad Obdeh, palestina e professora na Universidade de Brasília, citou a Declaração Universal dos Direitos Humanos como base para sua vida no Brasil, evidenciando a importância da dignidade e direitos humanos para os migrantes.

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