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Após fim do isolamento, Índia se torna 4º país com mais casos de covid-19

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Aumento recorde de casos de coronavírus na Índia eleva temor de volta de restrições dias depois da suspensão

Coronavírus: Índia ficou em isolamento por 70 dias (Rupak De Chowdhuri/Reuters)

A Índia relatou um aumento diário recorde de casos do novo coronavírus nesta sexta-feira e se tornou o quarto país mais atingido do mundo, o que cria a perspectiva da volta de um isolamento dias depois de ele ser suspenso.

Ansioso para reativar a economia depois de um isolamento de quase 70 dias, o governo reativou a maior parte do transporte público, escritórios e shoppings centers nesta semana, embora as autoridades de saúde tenham dito que o país ainda levará semanas para achatar a curva crescente de infecções.

Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde disse que o número de casos aumentou em 10.956 em relação ao dia anterior, com grande quantidade de novas infecções nas cidades de Nova Délhi, Mumbai e Chennai.

O doutor V.K. Paul, chefe de uma força-tarefa do governo a cargo do surto, disse que não existe fim rápido à vista.

“Nossa população ainda está suscetível, este vírus está presente, nós o contivemos, mas esta luta continuará durante meses”, disse Paul em uma coletiva de imprensa.

Os novos casos elevaram o número total de infecções a 297.535 no país, que substituiu o Reino Unido como quarta nação mais assolada, de acordo com contagens da Reuters.

O número de mortes na Índia chegou a 8.498, o que autoridades disseram ser pouco em relação à sua população de 1,3 bilhão de habitantes. O Reino Unido acumula mais de 41 mil mortes.

O chefe da Jama Masjid, mesquita de Nova Délhi que é uma das maiores da nação, ordenou a suspensão das congregações até o final do mês.

“Que sentido faz visitar mesquitas no momento em que o vírus está se espalhando tão rápido?”, questionou o clérigo Syed Ahmed Bukhari, sugerindo que outras mesquitas façam o mesmo.

Praveen Khandelwal, secretário-geral da Confederação Geral de Comerciantes da Índia, disse que as lojas podem ter que fechar novamente na capital, onde se projeta que o número de casos crescerá dos 32.810 atuais para meio milhão até o final de julho.

A Suprema Corte pediu um relatório das autoridades de Nova Délhi dizendo que os pacientes enfrentam uma “situação horrenda” em hospitais lotados.

A cidade precisa de 80 mil leitos hospitalares até o final do mês – hoje ela tem 11 mil, segundo o governo.

 

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Casa Branca anuncia saída formal dos EUA da OMS

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A OMS tem sido uma das maiores entidades à frente do combate à pandemia do novo coronavírus

Trump: Estados Unidos se retiraram formalmente da OMS, afirmou nesta terça-feira, 7, uma autoridade do governo americano (Amanda Voisard for The Washington Post/Getty Images)

Os Estados Unidos se retiraram formalmente da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou nesta terça-feira, 7, uma autoridade da Casa Branca. A notificação foi enviada ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, segundo a fonte, e a retirada entrará em vigor em 6 de julho de 2021.

Em maio, o presidente americano, Donald Trump, havia anunciado que retiraria os EUA da agência da ONU, pelo que ele qualificou como um viés favorável à China. A OMS tem sido uma das entidades à frente da coordenação de uma resposta global à pandemia do novo coronavírus.

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Pequim não registra novos casos de covid-19 pela 1ª vez desde novo foco

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No total, 335 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus desde o surgimento do foco no mercado atacadista Xinfadi

Coronavírus na China: Pequim não registra novos casos de covid-19 pela 1ª vez desde novo foco (Kevin Frayer/Getty Images)

Pequim anunciou nesta terça-feira (7) que não registrou novos casos de contaminação do novo coronavírus pela primeira vez desde o surgimento de um foco de contágios na capital da China em junho, que chegou a provocar temores de uma segunda onda doméstica de contágios.

No total, 335 pessoas foram infectadas desde o surgimento do foco no mercado atacadista Xinfadi, em Pequi, no início de junho.

A Comissão de Saúde da capital chinesa informou nesta terça-feira que detectou apenas um caso assintomático na véspera, que a China não inclui no balanço de casos confirmados.

As autoridades chinesas ainda investigam a causa do último foco, mas foi revelado que o vírus teria sido detectado em tábuas utilizadas para cortar salmão importado no mercado de Xinfadi, o que provocou a proibição de importação de alguns produtos e um maior rigor com os fornecedores de alimentos estrangeiros.

O governo de Pequim testou mais de 11 milhões de pessoas para COVID-19 desde 11 de junho, quase metade da população, informaram as autoridades da cidade.

Moradores formaram longas filas em pleno verão diante dos locais que organizavam os exames em toda a cidade no mês passado, com centenas de milhares de mostra coletadas a cada dia.

Os confinamentos localizados em toda a cidade foram flexibilizados nos últimos dias. As pessoas que moram em áreas da cidade consideradas de “baixo risco” agora podem viajar de maneira livre novamente.

O foco de Pequim está “estabilizando e melhorando”, afirmou Pang Xinghuo, subdiretor do Centro para Controle de Doenças de Pequim.

A China controlou em grande medida a epidemia antes de detectar o novo foco em Pequim.

Desde então, o governo impôs um bloqueio rígido para quase meio milhão de pessoas na província vizinha de Hebei para conter um novo foco, incluindo as mesmas medidas rígidas adotadas no pico da pandemia no epicentro da cidade de Wuhan no início do ano.

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Em primeira viagem ao exterior, presidente do México encontrará Trump

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Apesar das críticas do republicano aos latinos, López Obrador optou pelo pragmatismo para lidar com o imprevisível Trump

Andres Manuel Lopez Obrador: objetivo da visita será celebrar a entrada em vigor do novo acordo de livre-comércio norte-americano T-MEC (ou USMCA, na sigla em inglês) (Hector Vivas/Getty Images)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, visita nesta quarta-feira (8) seu colega americano, Donald Trump, conhecido por sua dura retórica antimexicana, em um ponto crítico da pandemia e no calor da campanha presidencial de novembro nos EUA.

É a primeira viagem de López Obrador ao exterior em 18 meses de governo, na qual ele optou pelo pragmatismo para lidar com o imprevisível Trump. Na campanha eleitoral de 2016, o então candidato americano chamou os mexicanos de “estupradores” e “criminosos” e insistiu na construção de um muro na fronteira.

Segundo AMLO, amanhã, o objetivo será celebrar a entrada em vigor do novo acordo de livre-comércio norte-americano T-MEC (ou USMCA, na sigla em inglês) e agradecer a Trump por facilitar a compra de equipamentos para enfrentar a COVID-19.

Com mais de 30.000 mortos, o México é o segundo país com mais vítimas fatais pela doença na América Latina.

“Não é surpreendente que AMLO faça sua primeira viagem para fora do país, como presidente, à Casa Branca. Sua política para os Estados Unidos sob Trump tem sido (…) evitar qualquer conflito”, e ele conseguiu, disse à AFP o diretor do “think tank” Inter-American Dialogue, Michael Shifter, com sede em Washington.

O presidente mexicano, que embarca hoje e retorna na quinta-feira, concentra no T-MEC suas esperanças de recuperação da economia mexicana, que poderá cair até 8,8% este ano, devido à crise da saúde.

Para além do acordo comercial, que também envolve o Canadá, a visita de López Obrador ocorre a quatro meses da eleição presidencial.

Críticas à visita

Os congressistas democratas hispânicos pediram a Trump que cancele o encontro, alegando que “politiza” a relação bilateral.

Em nota divulgada ontem, porém, a Casa Branca disse que o presidente receberá López Obrador “como parte de sua aliança contínua sobre comércio, saúde e outros assuntos fundamentais para a prosperidade e a segurança da região”.

Diante da insistência dos comentários de que Trump poderá usar a reunião para fins eleitorais, López Obrador alega que não viaja para “fazer política partidária”, mas para uma “reunião de trabalho”.

Ele afirma, porém, que “a política é como andar na corda bamba, é preciso correr riscos”.

Hoje, vivem nos EUA cerca de 12 milhões de pessoas nascidas no México e 26 milhões de segunda, ou terceira, gerações. Em 2019, suas remessas para sua terra natal somaram US$ 36,045 bilhões.

Superado nas pesquisas de opinião por seu concorrente democrata Joe Biden, o presidente dos EUA lida com os efeitos devastadores da COVID-19, que fez dos Estados Unidos o país com mais mortes (130.000) e infectados (2,8 milhões).

O presidente mexicano descartou uma reunião com Biden, argumentando que “não seria correto (…) falar com candidatos”.

Na opinião do ex-ministro das Relações Exteriores Jorge Castañeda (2000-2003), a visita de López Obrador é “desnecessária”, apresenta “muitos riscos e nenhuma vantagem para o México” – além de não agregar nada ao T-MEC.

Castañeda questiona que o presidente possa acabar dando um impulso eleitoral a Trump, sem sequer poder abordar temas urgentes para o país, como o envio dos Estados Unidos para o México de demandantes de refúgio, enquanto aguardam uma resposta dos órgãos competentes, uma medida imposta por Washington.

Também não está na pauta a crescente deportação de mexicanos que vivem há anos nos Estados Unidos, ou o cancelamento de vistos de trabalho sob o pretexto da crise deflagrada pela pandemia.

Castañeda sustenta que outras questões deveriam estar sobre a mesa, como os danos sofridos pelas comunidades fronteiriças mexicanas pelas restrições de trânsito, devido à COVID-19, assim como o tráfico de drogas e armas que causa milhares de mortes no país latino-americano.

“Mas agora Trump se dedica exclusivamente à sua reeleição, à pandemia e à economia … Não parece um momento muito favorável”, acrescenta.

Para o internacionalista Hernán Gómez, o encontro ajuda Trump a “reforçar sua narrativa de que alcançou sucesso nas promessas de campanha”, ao substituir o NAFTA (na sigla em inglês) pelo T-MEC.

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Bolsonaro, Boris Johnson e Trudeau: quais líderes já pegaram coronavírus?

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Líderes mundiais, como o presidente canadense e o primeiro-ministro do Reino Unido, que chegou a ficar internado, também tiveram coronavírus

Jair Bolsonaro: presidente fez o exame após apresentar sintomas da covid-19, como febre de 38º C, cansaço e dor muscular (Isac Nobrega/Flickr)

Além do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que afirmou nesta terça-feira ter sido contaminado pela covid-19, outros líderes mundiais também tiveram diagnósticos positivos. O primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, foi um desses nomes. No Reino Unido, outra figura importante também teve covid-19: o herdeiro do trono e futuro chefe de Estado do país, Príncipe Charles.

No Irã, um dos países que viveram momentos dramáticos com a alta da infecções, o vice-presidente Eshaq Jahangiri também foi infectado. Já na América Central, o presidente de Honduras precisou ficar internado por 16 dias. Veja abaixo a lista de líderes mundiais que contraíram o vírus.

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil

BOLSONARO: ao se unir ao centrão, o presidente está apenas fazendo jus à sua própria trajetória política.

O presidente do Brasil Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira que contraiu o novo coronavírus. O presidente fez o exame após apresentar sintomas da covid-19, como febre de 38º C, cansaço e dor muscular. Bolsonaro tem histórico de minimizar o impacto da doença, que oficialmente já contaminou pelo menos 1,6 milhão de brasileiros e matou mais de 65.000.

Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, e esposa

Justin Trudeau Sophie Trudeau

A esposa do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau teve a covid-19 no mês de março, quando a pandemia ainda estava no ínicio, e precisou ficar em isolamento. O político também ficou em isolamento com a esposa, mas não apresentou sintomas.

Príncipe Charles do Reino Unido

príncipe charles

Herdeiro do trono britânico, o príncipe Charles foi diagosticado com a covid-19, causada pelo novo coronavírus também em março. Charles tem 71 anos e é o filho mais velho da rainha Elizabeth II.

Eshaq Jahangiri, vice-presidente do Irã

De acordo com a rede de TV Al Jazeera, o vice-presidente do Irã foi outro líder mundial que também contraiu a covid-19, assim como dois ministros do país também no mês de março.

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson foi diagnosticado com a covid-19 no final de março, teve complicações e precisou ser internado poucos dias depois. O primeiro-ministro chegou a passar alguns dias na unidade de tratamento intensivo.

Príncipe Albert II de Mônaco

O chefe de Estado do principado de Mônaco também teve a covid-19. Com 62 anos, Albert II não teve complicações da saúde.

Juan Orlando Hernández, presidente de Honduras

Na América Central, o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, foi outro líder mundial diagnosticado com a covid-19 e precisou ficar internado por 16 dias em junho.

Francis Suárez, prefeito de Miami

Após encontro com a comitiva brasileira do presidente Jair Bolsonaro, que teve diversos casos de confirmados de covid-19, o prefeito de Miami foi outro líder diagnosticado com o novo coronavírus.

 

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Reino Unido deve abrir mão da Huawei para seu 5G; China reage

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Embaixador chinês no Reino Unido disse que o país terá de suportar as consequências se não permitir que a Huawei se envolva nas redes de telecomunicações

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Austrália fecha fronteira estadual pela 1ª vez em 100 anos por covid-19

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Número de casos de covid-19 de Melbourne aumentou nos últimos dias, o que levou autoridades a adotarem medidas rígidas de distanciamento social

Austrália: o estado de Vitória relatou 127 infecções novas por covid-19 de domingo para segunda-feira (James Ross/Reuters)

A fronteira entre os dois Estados mais populosos da Austrália fechará a partir de terça-feira por tempo indeterminado, disse o premiê do Estado de Vitória, Daniel Andrews, nesta segunda-feira, devido a um surto local de coronavírus.

A decisão marca a primeira vez em que a divisa com a vizinha Nova Gales do Sul foi fechada em 100 anos – autoridades impediram a circulação entre os dois Estados em 1919, durante a pandemia de gripe espanhola.

O número de casos de Covid-19 de Melbourne, a capital de Vitória, aumentou nos últimos dias, o que levou as autoridades a imporem ordens rígidas de distanciamento social em 30 subúrbios e a colocar nove torres de moradias públicas em isolamento total.

O Estado relatou 127 infecções novas por Covid-19 de domingo para segunda-feira, seu maior aumento de um dia desde que a pandemia começou, e também uma morte, a primeira do país em mais de duas semanas, o que elevou o total nacional a 105.

“É a decisão sensata, a decisão certa neste momento, dados os desafios significativos que enfrentamos para conter o vírus”, disse Andrews aos repórteres em Melbourne ao anunciar o fechamento da fronteira.

Mas a interdição provavelmente será um golpe na recuperação econômica da Austrália, que ruma para sua primeira recessão em quase três décadas.

Andrews disse que a decisão de fechar a fronteira, que entra em vigor às 23h59 de terça-feira, foi tomada juntamente com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, e com a premiê de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian. A única outra divisa interna de Vitória, com o Estado da Austrália do Sul, já está fechada.

A Austrália está se saindo melhor do que muitos países durante a pandemia de coronavírus, já que teve pouco menos de 8.500 casos até o momento, mas o surto de Melbourne causou alarme. O país relatou uma média de 109 casos diários na semana passada – na primeira semana de junho a média foi de somente 9 casos diários.

 

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