Nossa rede

Brasil

Após detectar variante de covid, Araraquara faz lockdown sob multa de até R$ 6 mil

Publicado

dia

Três cidades do interior de São Paulo já confirmaram a circulação de variantes do novo coronavírus

O comércio essencial só pode abrir até as 20 horas e atender com o uso de senhas (Sturm/Wikimedia Commons)

Três cidades do interior de São Paulo já confirmaram a circulação de variantes do novo coronavírus e estão adotando medidas mais drásticas para conter a disseminação. Em Araraquara norte do Estado, a prefeitura decretou lockdown por 15 dias, depois de detectar duas variantes do vírus – a de Manaus e a do Reino Unido – em 11 pacientes. Já a prefeitura de Jaú, região central do estado, confirmou a mesma variante de Manaus em amostras de três pacientes com a covid-19. Um caso da variante também foi registrado em Águas de Lindoia.

Decreto da prefeitura de Araraquara restringe a circulação de carros, bicicletas e pessoas pela cidade de 283 mil habitantes a partir desta segunda-feira, 15. O deslocamento só é permitido para acesso a serviços essenciais ou em caso de necessidade comprovada. Igrejas, templos, clubes recreativos e desportivos estão proibidos de abrir as portas nesses 15 dias.

O comércio essencial só pode abrir até as 20 horas e atender com o uso de senhas. Postos de combustível fecham a partir das 19 horas. Os infratores ficam sujeitos a multas que variam de R$ 120 a R$ 6 mil reais.

Devido ao aumento de casos de covid-19, a prefeitura estendeu o horário de atendimento em seis unidades de saúde, que fechavam às 17h, para até as 20 horas. “Araraquara vive o pior momento da pandemia. Mutações do coronavírus foram identificadas em nosso município. O alerta é de grau máximo”, disse o prefeito Edinho Silva (PT).

As variantes britânica e brasileira do coronavírus foram identificadas em 11 das 16 amostras enviadas ao Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, vinculado à Universidade de São Paulo (USP). Os exames foram encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz para confirmação. O prefeito já informou o achado ao Centro de Contingência da Covid-19 do governo de São Paulo.

Segundo ele, a investigação foi motivada pelo aumento da transmissão do vírus nas últimas semanas e a mudança no perfil dos internados, que são mais jovens. “Pelo histórico da pandemia desde março de 2020, nós estranhamos a velocidade das contaminações e a agressividade do vírus, a forma como os pacientes evoluíam. Sabemos que houve um relaxamento do distanciamento social, muita gente viajou, muitas festas familiares no fim do ano. Tudo isso ajudou no processo de contaminação, mas a doença apresentava uma característica diferente”, disse o prefeito.

Nos 12 primeiros dias de fevereiro, a cidade teve o maior número diário de mortes pela covid-19 desde o início da pandemia. O maior registro aconteceu na sexta-feira, 12, com seis óbitos em 24 horas. Também houve recorde de casos (123,5 em média por dia) e em número de pacientes internados (184). No sábado, 13, houve mais duas mortes e 201 casos. Neste domingo, 14, foram 167 casos e três mortes. A cidade atingiu 100% de ocupação de leitos de enfermaria e 96% em UTI. Araraquara soma 12.127 casos e 146 mortes pelo coronavírus.

Variantes preocupam outras cidades

Em Jaú, a prefeitura confirmou neste sábado, 13, a nova variante do coronavírus em amostras colhidas e analisadas pelo Adolfo Lutz, na capital. Das cinco amostras analisadas, três tiveram resultado positivo para a mutação chamada de P.1 detectada inicialmente em Manaus. O prefeito Ivan Cassaro (PSD) usou as redes sociais para fazer um alerta à população. “Venho aqui com muita preocupação e tristeza anunciar que, infelizmente, nossa cidade está passando o vírus que contagiou Manaus. Peço a população para ter cuidado triplicado. É um momento difícil para nós”, disse.

Segundo ele, houve a suspeita porque a doença passou a ter um curso mais rápido, mais virulento e com mortes de pessoas que estavam fora do grupo de risco. A prefeitura já estuda um endurecimento nas regras de isolamento social. A cidade de 152 mil moradores registra 7.242 casos positivos e 231 mortes pela covid.

A prefeitura de Águas de Lindoia, na região de Campinas, confirmou na sexta-feira, 12, que uma moradora de 61 anos testou positivo para a nova variante do vírus causador da covid-19. Ela havia hospedado um visitante de Manaus, que apresentou sintomas da doença após chegar ao município paulista.

A paciente cumpriu isolamento domiciliar e já se recuperou. O viajante de Manaus foi atendido em um hospital particular de Mogi Guaçu, mas teve o quadro agravado e morreu. A prefeitura informou que a vigilância sanitária seguiu todos os protocolos de saúde para a condução do caso e que as recomendações para a prevenção da doença foram reforçadas.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Marco Vinholi, disse que os técnicos da pasta da Saúde acompanham e monitoram o surgimento de mutações do vírus no interior. O comitê de contingência estadual se reúne na manhã desta segunda-feira, 15, para discutir os rumos da pandemia e estratégias para conter a disseminação das novas variantes.

 

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Brasil

Toque de recolher e lockdown: novas medidas para conter avanço da pandemia no país

Publicado

dia

Por

Diante do aumento dos casos de internação por Covid-19, governadores e prefeitos ampliam as retrições de circulação de pessoas em todo o pais

Atendimento em UTI da Santa Casa de Porto Alegre: aumento de casos coloca em risco sistemas de saúde públicos e privados em todo o país (SILVIO AVILA / AFP/Getty Images)

A escalada da pandemia trouxe de volta o risco de uma medida temida, mas que se faz cada vez mais necessária: o lockdown total. O alto número de novos casos confirmados diariamente e a situação crítica na oferta de UTIs têm levado governadores e prefeitos a adotar medidas mais duras, como ocorreu no início da pandemia, em março do ano passado.

Com 255.018 mortes registradas e 10.549.129 pessoas contaminadas no Brasil, segundo o balanço do domingo do consórcio dos veículos de imprensa, toques de recolher e suspensão de atividades não essenciais têm sido adotados em todo o país.

No domingo, 28, Brasília suspendeu a abertura de todos os serviços não essenciais, incluindo escolas e faculdades. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, adotou a medida depois que na sexta-feira, 26, a ocupação das UTIs dedicadas ao tratamento de Covid-19 chegou a 98%, quando apenas um leito estava disponível. Rocha anunciou no fim de semana a abertura de mais 100 leitos nos próximos dias para conter a grave crise em Brasília.

Também com alta ocupação do sistema hospitalar, Goiânia e cidades da região metropolitana adotam a a partir desta segunda-feira, 1 de março, um lockdown por sete dias em Goiás.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), também prorrogou no domingo por mais 48 horas a suspensão de todas as atividades não essenciais que virou no fim de semana. Costa decidiu estender ainda o toque de recolher que limita a circulação de pessoas entre as 20h e as 5h até o domingo, 7 de março.

“Os hospitais privados continuam operando a quase 100%. A rede pública acima de 90%. Ao longo do dia de hoje estavam na fila esperando a regulação mais de 195 para leitos de UTI”, disse o governador Rui Costa, em vídeo publicado no Twitter.

Outros estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul elevaram as medidas de restrição nos últimos dias.

Pressionado pelo avanço da covid-19 e pela falta de vacinas para imunizar a população, o presidente Jair Bolsonaro tem desafiado governadores que decretaram medidas de isolamento a assumir os custos de um novo auxílio emergencial a trabalhadores informais e desempregados, medida preparada pelo próprio Executivo federal em negociação com o Congresso.

Auxílio às empresas

Com a explosão de casos e internações por covid-19 em vários Estados e a decisão de governadores de endurecer as medidas restritivas à circulação de pessoas, o governo federal deve reeditar a Medida Provisória (MP) que dá às empresas instrumentos para enfrentar a crise, segundo apurou o ‘Estadão/Broadcast’.

O texto deve ser feito nos mesmos moldes da MP 927, que no ano passado permitiu às companhias antecipar férias e feriados, conceder férias coletivas e adotar o teletrabalho.

A nova MP já está engatilhada e terá vigência imediata. Sua edição é considerada importante porque estados como o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal já anunciaram que apenas serviços essenciais continuarão abertos.

No Rio Grande do Sul, estabelecimentos como academias, teatros e cinemas serão fechados, e restaurantes poderão funcionar apenas por meio de tele-entrega ou retirada, com 25% da capacidade e do número de trabalhadores. O DF deve seguir esquema semelhante.

Para evitar um desfalque grande no caixa das empresas ou uma avalanche de demissões, o governo vai lançar mão da MP com as medidas trabalhistas. O texto deve permitir antecipar férias de forma individual (com pagamento postergado do terço de férias como medida de alívio às companhias), conceder férias coletivas, antecipar feriados, constituir regime especial de banco de horas entre outras iniciativas.

A MP 927 de 2020 previa ainda a possibilidade de os empregadores adiarem os depósitos do FGTS sobre o salário dos trabalhadores, mediante reembolso posterior. Segundo apurou o Estadão/Broadcast essa medida está em estudo e pode ser incluída na MP, mas ainda depende de cálculos sobre as condições de liquidez do fundo de garantia, isto é, se esse diferimento não compromete sua capacidade de honrar todos os desembolsos e saques previstos para o período.

Ver mais

Brasil

Quase 20 capitais estão à beira do colapso na saúde: veja ranking da Fiocruz

Publicado

dia

Por

Florianópolis, com mais de 96% de ocupação de leitos de UTI, é a segunda capital em pior situação no país; vagas estão acabando em outros estados

 (MICHAEL DANTAS / AFP/Getty Images)

O país vive seu pior momento desde o início da pandemia, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A entidade elaborou um ranking das capitais com as taxas mais altas de ocupação de leitos de UTI dedicados à Covid-19.

É a situação mais crítica desde o registro dos primeiros casos, há um ano”, diz Margareth Portela, pesquisadora do Observatório Fiocruz Covid-19. Pelo menos 12 estados e o Distrito Federal, que atingiu 96% de lotação das unidades de atendimento intensivo nesta sexta-feira, dia 26, entraram em um quadro de alerta máximo.

Entre as capitais, 17 estão na mesma situação, com uma taxa de ocupação de leitos de UTI superior a 80%. “Quando chega a esse nível, é considerado algo muito preocupante, à beira do colapso, de acordo com diretrizes da Organização Mundial de Saúde”, afrma Portela. “Para passar de 80% a 90% ou até mais não é muito difícil, ainda mais se tratando da Covid, que pode ser uma doença de rápida evolução”.

Veja, a seguir, as capitais com as taxas de ocupação mais altas de leitos de UTI:

  • Porto Velho (RO): 100%
  • Florianópolis (SC): 96,2%
  • Manaus (AM): 94,6%
  • Goiânia (GO) e Fortaleza (CE): 94,4%
  • Teresina (PI): 93%
  • Curitiba (PR): 90%
  • Natal (RN): 89%
  • Rio Branco (AC): 88,7%
  • São Luís (MA): 88,1%
  • Campo Grande (MT): 85,5%
  • Rio de Janeiro (RJ): 85%
  • Porto Alegre (RS): 84%
  • Salvador (BA): 82,5%
  • Palmas (TO): 80,2%
  • Recife (PE): 80%

Na região Norte, Rondônia, com lotação de 97,1% de leitos de UTI, já entrou em um cenário de colapso na saúde pública, seguida pelo Amazonas (94,6%). “Quando os leitos de unidade de terapia intensiva se esgotam, isso quer dizer que provavelmente o hospital não terá condições de receber mais pacientes em estado crítico não só da Covid-19, mas também de outras doenças”, diz Portela.No Sudeste, a ocupação das UTIs está em 70%, em média, como é o caso de São Paulo. “Nos estados da região, também preciso atenção, já que deve haver uma tendência de aumento de internações”, avalia Portela. “Não há medidas muito restritivas de distanciamento social e muitas pessoas não usam máscara nem seguem outras recomendações para evitar o contágio”.Santa Catarina é o estado com situação mais alarmante no Sul, com 93,4% de lotação dos leitos de UTI. Florianópolis é a segunda capital do país, depois de Porto Velho, em Rondônia, com a pior taxa, de 96,2%. Tecnicamente, o estado esgotou sua capacidade de tratar doentes de covid que chegam aos hospitais. Nesta sexta-feira à tarde, a situação piorou ainda mais — restam apenas cinco leitos de UTI dedicados à covid.

Ver mais

Brasil

Comitê de Saúde de SP estuda fechar até serviços essenciais para conter covid-19

Publicado

dia

Por

Na quinta-feira, 25, o estado atingiu o maior número de internações em UTI desde o início da pandemia: 6.767. A taxa de ocupação está em 70%

Rua 25 de Março, São Paulo. (Fabio Marra/Getty Images)

O Centro de Contingência da Covid-19 do estado de São Paulo estuda medidas mais restritas para conter o avanço no número de internações pela doença, que chegou ao maior pico desde o início da pandemia na quinta-feira, 25, com 6.767, segundo dados da Secretaria da Saúde. A taxa de ocupação de leitos de UTI está em 70% tanto no estado quanto na capital paulista

Entre as possibilidades analisadas está a suspensão até mesmo das atividades essenciais, como supermercados, postos de gasolina e farmácias, e se aproximar de um lockdown, em que qualquer deslocamento é proibido. A medida foi amplamente adotada na Europa.

“Estudamos para propor a inclusão de uma nova classificação no Plano São Paulo,  com mais restrições do que a fase vermelha. Lembro que na fase vermelha somente os serviços essenciais podem funcionar. Mas pela característica da epidemia nessas últimas semanas, com o que vem acontecendo na região Sul, em Manaus, tudo está em estudo. Isso ainda está em fase de avaliação, e poderá ser encaminhada ou não ao governo de São Paulo”, disse João Gabbardo, coordenador-executivo do comitê de saúde paulista, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

A quarentena em São Paulo é divida em fases, que vão da 1 vermelha – a mais restrita em que somente serviços essenciais podem funcionar – até a 5 azul, em que quase todas as atividades econômicas voltam, mas com algum protocolo, como o uso de máscara e álcool em gel.

esta sexta-feira, 26, o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, apresentou a evolução da doença no estado desde o dia 11 de fevereiro, véspera de Carnaval. Naquele momento, as autoridades alertavam para o aumento nas internações pelas possíveis aglomerações do período. As pessoas internadas em leitos de UTI saltaram de 5.982 para os quase 7.000 em duas semanas, uma taxa diária de crescimento de 1,6%.

Com este cenário, o governo de São Paulo reclassificou as fases da quarentena em todo o estado nesta sexta-feira, 26. O quadro ficou pior em quatro regiões, que passam da fase 3 amarela e regridem para a fase 2 laranja. Neste grupo está a Grande São Paulo, Sorocaba, Registro e Campinas. As medidas começam a valer a partir de segunda-feira, 1° de março.

Com a mudança, o horário de abertura do comércio fica reduzido, passando de até 22 horas para até 20 horas. A capacidade permanece a mesma, com 40%, escolas também ficam abertas. Os bares precisam fechar.

“Nós temos o risco de esgotamento de leitos de UTI no estado se estas medidas não fossem tomadas. Na Grande SP o esgotamento, o colapso, seria em 19 dias. Estamos fazendo o melhor mas tudo tem limite, recursos humanos, espaço em UTI, nós temos o risco de colapsar, e a população tem de acolher aos nossos chamados”, alertou Jean Gorinchteyn, em entrevista coletiva.

 

Ver mais

Brasil

DF tem só um leito de UTI vago para adultos com covid-19 na rede pública

Publicado

dia

Por

A taxa de ocupação chegou a 98,12% nesta tarde; governador Ibaneis Rocha decretou lockdown a partir de segunda-feira, 1º

Ver mais

Brasil

Proposta cria fundo administrado pelo Sebrae para fornecer aval a microempresas

Publicado

dia

Recursos virão do Sebrae, do Orçamento da União, do Fundo de Amparo ao Trabalhador e de fundos constitucionais

O Projeto de Lei 163/21 cria um fundo, administrado pelo Sebrae Nacional, para fornecer o aval ou fiança a empréstimos bancários contratados por micros e pequenos empresários e microempreendedores individuais (MEI). O texto tramita na Câmara dos Deputados.

O Fundo Garantidor de Crédito para Micro e Pequenas Empresas (FGCMPE) será formado por diversas fontes, como recursos aportados pelo Sebrae, pelo Orçamento da União, pelos fundos constitucionais (como o FNE) e pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

As condições do fundo garantidor, como percentual de aval a ser concedido, serão definidas posteriormente por regulamento do Poder Executivo.

O projeto é do deputado Pastor Gil (PL-MA) e foi baseado no Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), criado pelo Sebrae para garantir até 80% do aval exigido de financiamentos para pequenos negócios. O Fampe surgiu para combater os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre os micronegócios.

Para o deputado, há mais vantagens, para os pequenos empreendimentos, em focar nas garantias do que na concessão de empréstimos diretos. “Quando um fundo empresta com recursos próprios, cada R$ 1 que sai vira R$ 1 de crédito concedido. O fundo sendo o avalista, para cada R$ 1 pode-se gerar R$ 2, R$ 3, R$ 4 ou vários reais em crédito, a depender da modelagem do programa de garantias”, disse Pastor Gil.

Modalidades

Pelo projeto, o FGCMPE fornecerá aval para quatro tipos de empréstimos:

  • investimento, com ou sem capital de giro;
  • capital de giro puro;
  • produção, comercialização e prestação de serviços; e
  • desenvolvimento tecnológico e inovação.

Poderão operar o fundo instituições financeiras pertencentes ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) e Empresas Simples de Crédito (ESCs). Elas deverão celebrar convênio com o Sebrae para se utilizarem da garantia prestada pelo FGCMPE.

Pela concessão da garantia, os bancos e ESCs cobrarão do beneficiário, em nome do Sebrae, uma Comissão de Concessão de Garantia (CCG) e uma Comissão de Concessão de Garantia Adicional (CCGA). Os valores de ambas serão regulamentados pelo Poder Executivo.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Natalia Doederlein

Ver mais

Brasil

Briga por caixa de som termina com mãe queimando o filho em BH

Publicado

dia

Por

Segundo a polícia, mulher diz que o jovem trafica e faz uso de drogas e que os dois têm uma relação conturbada. Desta vez, aparelho foi estopim para a discussão

(crédito: Marcos Michelin/EM/DA Press)

Uma mulher de 48 anos foi presa por lesão corporal contra o próprio filho, de 18, na noite dessa quarta-feira (24/2) no Bairro Novo Aarão Reis, Região Norte de Belo Horizonte. Os dois têm uma convivência conturbada e, desta vez, o motivo da briga foi uma caixa de som. O rapaz foi socorrido no Hospital João XXIII.

A Polícia Militar (PM) foi chamada pouco depois das 21h com a denúncia de que uma mulher havia ateado fogo no filho dela. Chegando ao endereço, eles encontraram a suspeita tentando apagar as chamas de uma cama. Foi dada voz de prisão e ela foi levada à sede da companhia da PM da área para o registro.

A vítima foi levada por vizinhos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, e de lá, transferida para o João XXIII, na Região Centro-Sul. Ele sofreu queimaduras de segundo grau nas pernas e no braço direito.

De acordo com a polícia, a mulher contou que o filho é usuário e também trafica drogas nos bairros Novo Aarão Reis, Novo Tupi, e bailes funk em Belo Horizonte. Ela também disse que o rapaz já deu um tapa no rosto dela na frente da outra filha, que tem 13 anos, mas que ela não denunciou.

Na noite desta quarta (24), ela discutiu com ele por causa de uma caixa de som da casa que ele havia levado para um desses bailes. Como o bate-boca se agravou, temendo as ameaças do filho, ela foi até um posto de combustíveis e comprou meio litro de gasolina para “assustá-lo”.

Conforme a PM, ela alega ter jogado o líquido no chão, caindo nas pernas da vítima. Na versão dela, estava nervosa, e teria jogado um fósforo ou o cigarro que estava fumando no chão. O fogo se espalhou e pegou na cama que fica na sala, segundo ela.

Já o rapaz, que foi ouvido no hospital, alegou que desde terça-feira (23/2), a mãe cobrava uma caixa de som que ele emprestou para um amigo e ameaçava incendiar a casa se o objeto não aparecesse. Segundo ele, a mulher jogou gasolina no sofá, na cama, e o fogo o atingiu. Ele saiu correndo e foi salvo pelos vizinhos.

A ocorrência foi registrada como crime de lesão corporal e encaminhada à Central de Flagrantes 1 (Ceflan 1) da Polícia Civil.

Ver mais

Hoje é

segunda-feira, 1 de março de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?