Nossa rede

Brasil

Após 11 dias, ocupação de sem-teto no ABC reúne 6 mil pessoas

Publicado

dia

Terreno particular em São Bernardo do Campo foi ocupado no dia 2 por 500 pessoas ligadas ao MTST. Prefeitura diz que aguarda PM fazer reintegração de posse.

Desempregados lotam ocupação do MTST em terreno de São Bernardo do Campo

Desempregados lotam ocupação do MTST em terreno de São Bernardo do Campo

Milhares de pessoas ocupam desde o começo do mês um terreno privado em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. São trabalhadores que ficaram desempregados, e sem ter como pagar aluguel, optaram por uma barraca de lona precária. Esse é a segunda mega ocupação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). A Justiça já determinou a reintegração da posse.

A ocupação fica no bairro dos Pimentas e começou no dia 2 com cerca de 500 pessoas. Segundo o movimento, após 11 dias de ocupação já são 6 mil pessoas. Elas estão vivendo no terreno sem luz, água ou energia e que vão continuar no local apesar da justiça já ter determinado a reintegração de posse da área no dia da ocupação mesmo.

Maria das Dores Cerqueira, coordenadora do MTST, diz que a área está abandonada há mais de 40 anos e não cumpria a sua função social. “Hoje cumpre através das famílias que estão aqui alojadas já que o déficit habitacional de São Bernardo do Campo é de 92 mil famílias sem moradia”, diz.

MTST ocupa terreno em São Bernardo do Campo e Justiça autoriza reintegração de posse

MTST ocupa terreno em São Bernardo do Campo e Justiça autoriza reintegração de posse

A primeira providência dos integrantes do movimento foi montar uma cozinha improvisada onde são preparadas quatro refeições por dia: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Os alimentos vem de doações.

Talita Nascimento chegou a morar na rua depois que ficou desempregada e deixou os três filhos com a mãe e desde o início da semana mora na ocupação. “Fiquei sem casa, estou desempregada, por isso estou aqui”, diz.

Girlei Souza, também desempregado, mora com a mulher e um bebê de um ano debaixo de uma barraca. Os outros filhos ficaram com uma vizinha.

“Sabe quando você olha pra um lado e olha pro outro e não sabe o que fazer? É assim que eu estou me sentindo”, diz. “É só vergonha, entendeu? É só humilhação. Eu não queria pedir nada pra ninguém, só queria um emprego digno.”

Em nota, a prefeitura de São Bernardo do Campo disse que aguarda que a polícia militar faça a reintegração de posse, autorizada pelo poder judiciário.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Brasil

São Silvestre é adiada pela primeira vez em 95 anos de provas; corrida deve acontecer em julho de 2021

Publicado

dia

Por

Por conta da pandemia do coronavírus, organizadores decidiram realizar duas edições do evento apenas em 2021.

Participantes da corrida de São Silvestre, na Avenida Paulista, em foto de 2017 — Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

Os organizadores da corrida internacional de São Silvestre decidiram nesta terça-feira (22) adiar o evento para 11 de julho de 2021 por conta da pandemia do coronavírus. Este é o primeiro ano em que a prova não acontecerá desde que o evento foi criado, em 1925. Tradicionalmente, a corrida acontece na cidade de São Paulo todo dia 31 de dezembro e reúne milhares de corredores profissionais e amadores.

“A decisão pela transferência leva em consideração a instabilidade do cenário atual, onde os decretos de quarentena estão sendo postergados, não havendo ainda uma definição de retorno das corridas de rua deste porte até o mês de dezembro”, disse a comissão em nota.

Com a decisão, a previsão é que o ano de 2021 conte com duas edições do evento: uma no dia 11 de julho e outra na tradicional data de 31 de dezembro.

Em julho, a Prefeitura de São Paulo já havia anunciado o cancelamento em 2020 de grandes eventos que reúnem multidões como a Parada LGBT e a Marcha para Jesus, além do adiamento da data do carnaval por conta da pandemia. A gestão municipal, no entanto, ainda não havia anunciado a definição sobre a São Silvestre, pois aguardava posicionamento dos organizadores.

De acordo com a comissão da corrida, a decisão desta terça-feira foi tomada com aprovação da Secretaria Municipal da Casa Civil.

Ver mais

Brasil

Chuva forte no RJ causa alagamentos e transtornos; sirenes são acionadas e ruas da capital são interditadas

Publicado

dia

Por

Só no Rio, choveu mais nas últimas 24 horas do que o previsto para setembro. Cidade está em estágio de atenção desde as 8h15 desta terça (22). Várias ruas estão alagadas e houve interrupção nos transportes. Tetos de unidades de saúde caíram.

Árvore cai na Rua Jardim Botânico — Foto: Reprodução

A chuva no Rio causa transtornos para moradores da Região Metropolitana.

Chove forte desde a madrugada desta terça-feira (22) em vários pontos da capital, Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense. Desde 8h15, o município do Rio está em estágio de atenção devido ao temporal.

No início da tarde, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que só na capital, já choveu mais nas últimas 24 horas do que o esperado para todo o mês.

Alto da Boa Vista foi fechado por volta das 14h após atingir 265,0mm, o equivalente a 178% a mais de chuva em relação à média histórica para setembro (148,3 mm), de acordo com o Centro de Operações.

Na Zona Oeste, na Grota Funda, a média histórica é de 107,3mm e, nas últimas 24 horas, já choveu 188,4mm.

Um dos núcleos de chuva está estacionado na altura do Maciço da Tijuca,, região do Alto e da Zona Sul.

No final da tarde, por volta das 17h30, o sistema Alerta Rio da prefeitura informou que a chuva perdia força na região e a previsão era de chuva fraca a moderada nas próximas horas..

Seis ruas e avenidas tinham bloqueio total ao trânsito. Por volta das 16h, a queda de uma árvore interditou nos dois sentidos a Rua Jardim Botânico, uma das principais ruas da Zona Sul da cidade. Bombeiros trabalhavam no local para fazer a liberação do trânsito.

Confira quais são as outras interdições mais abaixo na reportagem.

As sirenes de alerta de 17 comunidades foram acionadas. O teto de três unidades de saúde caíram com a intensidade da chuva.

Desde as 10h30, os aeroportos Santos Dumont, no Centro, e o Internacional do Galeão, na Zona Norte, operam com a ajuda de instrumentos.

Por volta do mesmo horário, um trecho do corredor Transoeste do BRT foi fechado.

Também chove forte em outras regiões do estado do Rio. Na Região dos Lagos, foram registrados alagamentos e famílias estão desalojadas. Veja mais informações abaixo na reportagem.

Sirenes acionadas

A Defesa Civil municipal informou que, até as 15h50, foram acionadas as sirenes nas seguintes comunidades:

  • – Rocinha (7 sirenes) – 08:10;
  • – Formiga (3 sirenes) – 10:40;
  • – Sitio Pai João (1 sirene) – 10:53;
  • – Guararapes (1 sirene) – 11:48;
  • – Salgueiro (2 sirenes) – 12:49;
  • – Sumaré (2 sirenes) – 12:49;
  • – Borel (4 sirenes) – 13:56;
  • – Santa Marta (2 sirenes) – 13:57;
  • – Ladeira dos Tabajaras (1 sirene) – 14:10;
  • – Cabritos (2 sirenes) – 14:10;
  • – Escondidinho (1 sirene) – 14:10;
  • – Prazeres (1 sirene) – 14:10;
  • – Vila Elza (1 sirene) – 14:10;
  • – Babilônia (1 sirene) – 14:51.
  • – Chapéu Mangueira (2 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;
  • – Cantagalo (2 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;
  • – Pavão-Pavãozinho (3 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;

O Sistema de Alerta e Alarme Comunitário para Chuvas Fortes da Prefeitura do Rio monitora, ao todo, 103 comunidades de alto risco geológico, acionando as sirenes em caso de atingimento dos índices pluviométricos necessários para a desocupação preventiva.

Às 14h40, várias vias tinham grande acúmulo de água. Pelo menos 6 estavam interditadas.

  • Alto da Boa Vista (alagamento);
  • Rua Jardim Botânico (alagamento);
  • Rua do Catete (alagamento);
  • Av. Borges de Medeiros (alagamento);
  • Av. Mem de Sá; (queda de árvore);
  • Estrada da Gávea Pequena (deslizamento de terra).

Na Avenida Armando Lombardi, na Zona Oeste, a pista sentido Zona Sul ficou alagada. Motoristas encontravam dificuldade para passar pela Rua Paulo Mazzucchelli. A calçada foi completamente oculta pela água. Confira abaixo outras interdições.

Alagamentos e interdições

No Rio, várias alagamentos foram registrados e em alguns bairros, as ruas foram interditadas e isso torna o trânsito difícil. Às 13h, várias vias tinham grande acúmulo de água. Pelo menos 4 estavam interditadas. Confira abaixo os principais pontos:

Zona Oeste

  • Av. Ministro Ivan Lins, altura do Hotel IBIS, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. Ministro Ivan Lins, altura da Praça Euvaldo Lodi, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. Armando Lombardi, altura do Barra Point, na Barra da Tijuca, sentido Recreio
  • Av. Armando Lombardi, altura da R. Aldo Bonadei, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. das Américas, altura do Downtown, na Barra da Tijuca, sentido S. Conrado (pista central)
  • Av. das Américas, altura do Barra Garden, na Barra da Tijuca, Sent. S. Conrado (pista lateral)
  • Estrada da Barra da Tijuca, nº1.020, no Itanhangá, sentido Alto
  • Estrada da Pedra, em Guaratiba, próximo do número 5.000
  • Estrada dos Bandeirantes, em Varges Grande
  • Estrada do Catonho, nº 17, sentido Sulacap
  • Av. Lúcio Costa, altura da Ponte Lúcio Costa

Zona Sul

  • Av. Epitácio Pessoa, sentido Rebouças, altura da R Fonte da Saudade
  • Av. Borges de Medeiros, altura da Praça Marcos Tamoyo
  • R. Humaitá – Alt. R. da Saudade – Humaitá – sentido Lagoa
  • Rua do Catete, altura da R Silveira Martins, no Catete – INTERDITADA
  • Rua do Catete, altura da R Pedro Américo, no Catete – INTERDITADA
  • Rua Prof. Saldanha, altura da R. Jardim Botânico – INTERDITADA
  • Rua Jardim Botânico, altura da R. Pacheco Leão, no Jardim Botânico – INTERDITADA
  • Lagoa-Barra, entrada do túnel Zuzu Angel, em São Conrado, sentido Lagoa
Localização dos principais pontos de alagamento no Rio do começo da tarde desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Localização dos principais pontos de alagamento no Rio do começo da tarde desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo..

Ruas do Catete viram um rio

No Catete, na Zona Sul, um rio se formou na esquina das ruas do Catete com Silveira Martins.

O ponto, próximo ao Museu da República, é conhecido pelos alagamentos. O trânsito não foi interrompido, mas poucos motoristas se arriscam a passar no meio da água. Alguns carros foram abandonados.

Poucos motoristas se arriscavam a passar pela esquina das ruas do Catete com Silveira Martins, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Poucos motoristas se arriscavam a passar pela esquina das ruas do Catete com Silveira Martins, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

 

Rio das Pedras

Em Rio das Pedras, na Zona Oeste, um colchão foi arrastado para o meio da rua. Chove forte desde a noite de segunda (21) e os moradores fizeram um esforço para tentar desentupir os bueiros.

Comerciantes colocaram tapumes na tentativa de evitar que a água dos alagamentos entrasse nas lojas.

Poucos motoristas se arriscam a passar por alagamento no Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Poucos motoristas se arriscam a passar por alagamento no Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Centros de saúde

A chuva também causou estragos nos centros de saúde da cidade. No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento.

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu.

Na Clínica Vila do João, na Maré, parte do teto de gesso já tinha caído por causa de outra chuva, mas não houve reparo e o problema piorou. A Rio Saúde informou que acionou a empresa de manutenção para fazer o conserto.

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu — Foto: Reprodução/ TV Globo

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu — Foto: Reprodução/ TV Globo.

No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Chuva na manhã

Pela manhã, as vias com maior acúmulo de água eram as avenidas Ministro Ivan Lins e Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Porém, ao longo da manhã foram registrados bolsões d’água nas avenidas Niemeyer, das Américas e Ayrton Senna.

Equipes da prefeitura trabalhavam também para limpar a Rua Humaitá e as avenidas Borges de Medeiros e Francisco Bicalho, onde bolsões d’água se formaram.

Quedas de árvores, galhos e poste

Entre a noite de segunda e a madrugada desta terça-feira (21 e 22/09), foram registradas nove quedas de árvores no município do Rio, sendo cinco em andamento e quatro já finalizadas.

Em andamento:

  • Curva Anísio, sentido Av. Ayrton Senna/Linha Amarela
  • R. Capitão Salomão, no Humaitá
  • Lagoa-Barra, no acesso para o Túnel Zuzu Angel, sentido Lagoa
  • Rua José Higino, altura da Av. Maracanã (próximo ao Extra), na Tijuca
  • Av. Mem de Sá, altura da R. do Rezende

Há também uma queda de poste na Estrada Roberto Burle Marx, altura do nº 4181, em Barra de Guaratiba. A via está parcialmente ocupada.

Rio tem bolsões d'água e pontos com acúmulo de água no começo da manhã desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Rio tem bolsões d’água e pontos com acúmulo de água no começo da manhã desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Niterói e São Gonçalo

Devido a núcleos de chuva, de intensidade moderada a forte, que avançam no Rio de Janeiro para a cidade de Niterói, o município está em estágio de atenção desde as 10h25.

Ver mais

Brasil

Toda a população de SP será vacinada até fevereiro de 2021, diz Doria

Publicado

dia

Por

De acordo com o governo do estado, a previsão é de que a vacinação contra a covid-19 comece em dezembro deste ano

(Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

 

Os 46 milhões de habitantes do estado de São Paulo serão vacinados contra a covid-19 até fevereiro de 2021. A afirmação foi feita pelo governador João Doria em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 21.

O estado, por meio do Instituto Butantan, desenvolve um imunizante junto com o laboratório chinês Sinovac. Os testes estão na fase 3, a última antes de comprovar a eficácia, e a expectativa é que este processo vá até outubro. Com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a imunização poderia começar já em dezembro.

“Aos brasileiros de São Paulo garanto que teremos a vacina para atender a totalidade da população já no final deste ano e ao longo dos dois primeiros meses de 2021. Temos  que, evidentemente, terminar esta terceira fase de testagem e esperamos que tudo ocorra bem.”

disse Doria em entrevista no Palácio dos Bandeirantes

Nos próximos dias, o Butantan vai receber as primeiras 5 milhões de doses da vacina e a expectativa é de que até dezembro o total importado chegue a 46 milhões de doses. Em 2021, um total de 100 milhões.

Além da importação, o governo de São Paulo vai construir uma fábrica com capacidade de produzir 120 milhões de doses da vacina . De acordo com a previsão feita pelo governo de São Paulo, as obras serão iniciadas em novembro deste ano e o projeto executivo já foi contratado.

Parte do investimento — 160 milhões de reais — vem da iniciativa privada. Outra parte do dinheiro — perto de 2 bilhões de reais — ainda depende do Ministério da Saúde. O governo federal ainda não respondeu se vai investir na vacina desenvolvida pelo Butantan.

Para captar todo o recurso necessário para concluir a obra, o governo do estado está fazendo a interlocução com a iniciativa privada. Este processo é feito pelo vice-governador Rodrigo Garcia e por Wilson Mello, presidente da InvestSP, braço de investimentos do governo paulista.

 

Ver mais

Brasil

Mato Grosso pede Força Nacional contra queimadas no Pantanal

Publicado

dia

Por

Segundo o governo estadual, a União já sinalizou que vai enviar o reforço para conter as queimadas que já destruíram cerca de 15% do Pantanal

Defesa Civil informou que houve redução de 20% dos focos de incêndios de sábado para domingo (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), formalizará nesta segunda-feira, 20, pedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para envio da Força Nacional para atuar no combate às queimadas no Pantanal e em outras regiões do Estado. Segundo o governo estadual, a União já sinalizou que vai enviar o reforço. No fim de semana, as chuvas ajudaram a reduzir os focos de incêndio, que já destruíram cerca de 15% do bioma.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil do Mato Grosso, Mauro Carvalho, a informação do envio da Força Nacional foi confirmada pelo secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, Júlio Alexandre. Procurada, a pasta da Justiça não respondeu até 20h30 de ontem.

“O governador vai solicitar já de manhã todo o apoio de estrutura e de pessoas para contribuir com o combate aos incêndios em todo o Estado do Mato Grosso. Já temos o apoio do Exército, que está na região do Araguaia, temos o apoio da Marinha, que está no Pantanal, mas a Força Nacional vem somar mais esforços no combate aos focos de incêndios”, disse Carvalho ao Estadão.

Segundo ele, a Defesa Civil informou que houve redução de 20% dos focos de incêndios de sábado para domingo graças às chuvas na região. A precipitação, ainda fraca, foi registrada na região de Poconé, a 100 quilômetros de Cuiabá. Segundo o Corpo de Bombeiros, só em 72 horas será possível avaliação mais precisa sobre a evolução dos incêndios. O intervalo coincide com a previsão de mais chuvas no Pantanal, que devem atingir a região até amanhã.

Carvalho afirmou que ainda não há dados sobre a estrutura e o número de efetivo federal a ser deslocado para o Estado. “Vamos priorizar as áreas que têm mais necessidade hoje. Em função das chuvas, tem áreas que já não tem tanta necessidade como na semana passada. Uma reunião estratégica vai definir os locais onde a Força Nacional vai atuar”, disse.

Na semana passada, o governo mandou o ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, a Mato Grosso, anunciar recursos. Ao todo, a pasta liberou R$ 13,9 milhões para o enfrentamento das queimadas. Segundo o Ministério da Defesa, as Forças Armadas coordenam operação de combate aos incêndios que emprega, neste momento, 542 profissionais.

Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes usou sua conta no Twitter para criticar os incêndios na região. “As queimadas no Pantanal representam um risco crítico ao bioma. Animais estão morrendo. Milhares de famílias que sobrevivem do Rio Paraguai, que já atingiu seu menor nível em 50 anos, estão em risco”, escreveu.

Ver mais

Brasil

Chegou o dia: greve dos Correios é julgada nesta segunda

Publicado

dia

Por

Sindicatos se reúnem no final da tarde para deliberar se continuam a paralisação, diante da decisão tomada pelo tribunal do trabalho

Categoria promove manifestação: greve será julgada nesta segunda pelo tribunal do trabalho (Alex de Jesus /O Tempo/Estadão Conteúdo

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta segunda-feira, dia 21, a greve dos Correios. O julgamento começa às 13h30 e deverá ser transmitido ao vivo. A paralisação já dura mais de um mês.

No último dia 11, não houve acordo entre a categoria e a empresa durante a audiência de conciliação. Na ocasião, a ministra Kátia Arruda, relatora do processo, disse que os representantes de ambos os lados poderiam ter apresentado contrapropostas, o que não aconteceu.

Uma das principais demandas da categoria é a manuntenção do acordo coletivo definido no ano passado, com cláusulas como a licença-maternidade de seis meses, o bônus de Natal e creche para crianças de até sete anos. Esses benefícios foram suprimidos com a suspensão do acordo — a estatal alega que a crise econômica causada pela pandemia não permite gastos extras.

Outro motivo da paralisação é a privatização da empresa. Os funcionários são contra a venda da estatal. “Somos 98.000 pais e mães de famílias que podem ficar sem emprego se os Correios forem privatizados”, diz José Aparecido Gandara, presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect). “Além disso, há o risco de entregar um patrimônio nacional a uma empresa estrangeira.

O presidente dos Correios, Floriano Peixoto, disse que a privatização já começou. Os estudos que vão servir de base para as condições da venda da estatal devem ser finalizados até novembro, quando o projeto de lei da desestatização deverá ser enviado ao Congresso, segundo os Correios.

O Findect e os sindicatos que representam a categoria devem se reunir nesta segunda no final do dia para deliberar sobre a decisão tomada pelo TST. “Vamos consultar as bases para resolver quais serão os passos seguintes”, diz Gandara. “Ainda é cedo para qualquer suposição, mas existe uma possibilidade de que a greve possa continuar se o tribunal der total razão à empresa”.

Ver mais

Brasil

Média móvel de mortes por covid-19 cresce pelo 3º dia seguido no Rio

Publicado

dia

Por

Aumento de 30% na comparação com duas semanas atrás pode representar ascensão no contágio da covid-19 no Rio de Janeiro

RJ: ao todo, são 17.677 vítimas e 251.909 infectados pela covid-19 desde o início da pandemia (Dado Galdieri / Bloomberg/Getty Images)

O Estado do Rio registrou 43 mortes e 648 novos casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com os dados divulgados neste domingo, dia 20, pelo governo estadual. Ao todo, são 17.677 vítimas e 251.909 infectados pela Covid-19 desde o início da pandemia, em março. Com a última atualização, há aumento pelo 3º dia consecutivo na média móvel de mortes, o que aponta para uma tendência de crescimento no contágio da doença.

A média móvel agora passa a ser de 98 mortes e 1345 casos por dia. Há aumento de 30% na média de óbitos na comparação com as duas semanas anteriores, o que, por estar acima dos 15%, indica um cenário de crescimento no contágio da doença em território fluminense. A última vez que o estado viveu este cenário de aumento foi no fim de agosto.

A média móvel de 7 dias faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

As cidades com mais mortes pela Covid-19 no RJ são:

Rio de Janeiro – 10.495

São Gonçalo – 695

Duque de Caxias – 689

Nova Iguaçu – 569

São João de Meriti – 420

Niterói – 413

Campos dos Goytacazes – 360

Belford Roxo – 283

Magé – 214

Itaboraí – 210

Os municípios com maior acúmulo de casos confirmados são:

Rio de Janeiro – 98.162

Niterói – 12.395

São Gonçalo – 11.865

Duque de Caxias – 9.117

Belford Roxo – 9.090

Macaé – 8.053

Volta Redonda – 6.418

Nova Iguaçu – 6.198

Campos dos Goytacazes – 5.422

Teresópolis – 5.407

Ver mais

Hoje é

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?