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Ano de 2016 prova que sua senha não protege mais nada

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Um dos alertas que a indústria de tecnologia faz há anos é de que as senhas não são mais suficientes para proteger ninguém. E o ano de 2016 fez o favor de lembrar a todo mundo que isso é mais verdade do que nunca. Uma senha não tem mais o poder suficiente para manter seus dados seguros.

O ano foi recheado de casos de perfis online de destaque hackeados, incluindo os de grandes CEOs da tecnologia. A situação mais notória foi a de Mark Zuckerberg, que teve três contas pessoais invadidas ao longo do ano, no Twitter e no Pinterest (duas vezes). Sundar Pichai, CEO do Google, também teve sua conta no site Quora invadida. O Twitter da Netflix foi hackeado neste mês.

A questão é que os métodos de ataque de força bruta têm ficado cada vez mais sofisticados, tornando mesmo as senhas mais complexas fracas quando se trata de um ataque direcionado. Mesmo os grandes nomes da tecnologia têm sido incapazes de manter seus perfis seguros com apenas uma palavra-chave.

Para piorar a situação, os casos de vazamentos de senhas têm se tornado cada vez mais frequentes e notórios. Recentemente, o Yahoo revelou que 1 bilhão de contas tiveram seus dados roubados, mas o fato é que esse tipo de brecha acontece toda hora, e muitas delas não chegam ao nosso conhecimento. A sua combinação de e-mail e senha já pode estar circulando na internet sem você saber em uma dessas listas, só esperando alguém fazer o teste.

Assim, a recomendação que deixamos para 2017 é para que ative a autenticação em duas etapas em todos os serviços que for possível para manter-se seguro. Uma senha mais forte pode te ajudar um pouco, mas o que realmente pode fazer diferença é não a repeti-la nos outros serviços que você usa. Assim, se uma conta online sua for invadida, pelo menos o hacker não ganhará acesso a outras com a mesma combinação de e-mail e palavra-chave.

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Black Friday: as empresas que mais gastam com publicidade na data

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Pesquisa da consultoria Kantar mostra que gastos com publicidade crescem em novembro; tendência deve se manter em 2021

Black Friday: gastos com publicidade crescem em novembro e Amazon e Casas Bahia lideram (Violeta Stoimenova/Getty Images)

Com a aproximação da Black Friday, que neste ano acontece em 26 de novembro, algumas marcas já queimam a largada quando o assunto é investimento em publicidade. Apostando no potencial da segunda vez em que a data acontece na pandemia, empresas estão dispostas a gastar até 43% a mais em publicidade. É o que mostra a pesquisa Data Stories, da Kantar IBOPE Media, braço de pesquisas da consultoria Kantar.

O relatório traz dados sobre como funciona a compra de propaganda nessa época, com informações relativas à última edição da Black Friday. O crescimento de 43% em compra de espaços publicitários aconteceu em novembro de 2020, quando comparado o volume de compras de janeiro a outubro.

Para este ano, não espera-se menos. A conclusão é que, além de aumentarem os cheques de publicidade, empresas também costumam concentrar esses investimentos. No último ano, 10% de todas as aquisições de publicidade aconteceram em novembro, somando 358 milhões de reais.

De outubro para novembro, alguns setores também costumam tradicionalmente gastar mais com campanhas. São eles: telecomunicação, turismo, comércio, serviços, imobiliário e eletrônicos e informática.

O que esperar da Black Friday

A popularidade cada vez da Black Friday tem tornado a data não apenas em um dos epicentros do varejo nacional, mas também no período que mais concentra investimentos publicitários no ano, superando até mesmo o Natal. A tendência é que isso se mantenha em 2021.

De forma geral, os varejistas que mais investiram em publicidade para a Black Friday em 2020 e que devem despontar nessa frente em 2021 são Amazon, Casas Bahia, Lojas Americanas, Magazine Luiza e Mercado Livre.

A mesma tendência de antecipação dos gastos pode ser vista neste ano, segundo a pesquisa. Algumas das varejistas que mais gastaram com publicidade em 2020 já começaram a se preparar para a data este ano. É o exemplo do Magazine Luiza, que no ano passado chamou o período de “Black das Blacks”, e agora já prepara shows com personalidades da música e da televisão.

Nos planos das marcas estão comunicações sobre descontos em produtos e serviços, nas unidades físicas ou digitais, e contagens regressivas, por exemplo.

Diferente do ano passado, o relatório agora chama a atenção para o potencial do setor de turismo na próxima edição da Black Friday. A alta está relacionada à retomada das viagens e eventos.

Televisão ainda lidera

Os comerciais televisivos são a preferência de grande parte das marcas durante o mês de novembro. Nessa época do ano, as empresas deixam de lado o investimento em publicidades veiculadas em canais digitais e decidem concentrar seus comerciais em canais de televisão, a fim de atingir o grande público. Segundo a pesquisa da Kantar, 58% de todo o investimento em publicidade em novembro acontece na TV.

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Apple inclui fornecedores em compromisso de energia limpa

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As empresas devem se comprometer a usar fontes de energia como solar ou eólica

(Barcroft Media via Getty Images)

A Apple disse nesta quarta-feira que 175 de seus fornecedores se comprometeram a usar energia renovável para o trabalho que fazem para a companhia, ajudando a trazer mais de 9 gigawatts de energia limpa para as redes elétricas.

As empresas devem se comprometer a usar fontes de energia como solar ou eólica, o que faz parte dos esforços da Apple anunciados no ano passado para que seus produtos tenham o que chama de impacto climático “líquido zero”. Entre a nova rodada de fornecedores está a SK Hynix da Coreia do Sul, que fornece chips de memória para dispositivos Apple e será uma das primeiras empresas coreanas a aderir ao programa da empresa.

Também se juntará ao fabricante franco-italiano de chips STMicroelectronics, um dos principais fornecedores de sensores e outros chips para iPhones que, segundo a Apple, iniciou nove novos projetos de energia renovável desde que se comprometeu com o programa. A Apple agora tem fornecedores no programa em 24 países, incluindo Índia, Japão e Coreia do Sul.

A empresa também anunciou que estava fornecendo financiamento para 10 projetos menores de energia renovável com o objetivo de ajudar comunidades com poucos recursos.

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UE pode limitar serviços de nuvem para frear empresas como Google e Amazon

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Um estudo sobre a nova lei antitruste da União Europeia, que busca mitigar o domínio das gigantes da tecnologia, alerta que o dispositivo ainda está tolerante com práticas abusivas na oferta de computação em nuvem

Gigantes da tecnologia: Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft (GettyImages/Getty Images)

O esboço das regras da União Europeia para limitar o poder de Amazon, Apple, Google, unidade da Alphabet, e Facebook também deve abordar provedores de serviços de computação em nuvem para possíveis práticas anticoncorrenciais, disse um estudo do Comitê de Concorrência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, na terça-feira, 26.

O relatório surge em meio a preocupações de que alguns legisladores da União Europeia que estão revisando o Digital Markets Act (DMA) proposto pela chefe antitruste do bloco, Margrethe Vestager, possam ser tolerantes com as empresas de computação em nuvem.

O Amazon Web Services foi o provedor líder no segundo trimestre, seguido por Azure, da Microsoft, e Google Cloud, segundo a empresa de pesquisa de mercado Statista. Outros incluem IBM Cloud, Alibaba Cloud, Salesforce e Oracle.

Frederic Jenny, presidente do Comitê, elaborou o estudo, a título pessoal, para a entidade comercial Cloud Infrastructure Services Providers in Europe (CISPE). Jenny disse que o estudo entrevistou cerca de 25 empresas que usam serviços de computação em nuvem, algumas das quais citaram questões como termos de licença injustos que obrigam os clientes a pagar novamente para usar um software que já possuem quando mudam para um concorrente.

Os entrevistados também estavam preocupados com o fato de os fornecedores agruparem produtos de software com sua infraestrutura em nuvem para tornar os produtos rivais menos atraentes ou mais caros. Google, Oracle e SAP não quiseram comentar. A Microsoft e a Amazon não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Os legisladores da UE precisam discutir o projeto do DMA com os países da União Europeia antes que se torne lei, possivelmente em 2023.
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Google e Microsoft dão continuidade à temporada de resultados das big tech

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Apesar da queda que as redes sociais tiveram em seus resultados, Google e Microsoft devem ter bom momento por adesão crescente da computação em nuvem

Microsoft: empresa deve aproveitar bom momento do mercado de computação em nuvem (Bloomberg / Colaborador/Getty Images)

Não é um trimestre fácil para as gigantes de tecnologia que vivem de vender anúncios online. Na semana passada, a Snap, desenvolvedora do Snapchat, deu o tom de que seria uma temporada de balanços complicada: trouxe resultados abaixo do esperado e as ações despencaram 22%. As vendas do Facebook,divulgadas ontem, também vieram abaixo das expectativas.

Como fica o cenário para Google e Microsoft, duas das das gigantes que trazem seus resultados a analistas e investidores nesta terça-feira, 26? Se Snap e Facebook estão sendo impactadas por novas políticas de privacidade nos iPhone, instauradas pela Apple, a realidade não poderia ser mais diferente para Google e Microsoft.

As duas empresas devem continuar se aproveitando do bom momento no mercado de computação em nuvem, com cada vez mais empresas procurando soluções de digitalização de negócios.Outros negócios, como o LinkedIn e o Xbox, na Microsoft, e as divisões Android e Nest (de produtos inteligentes para casa), no Google, devem se beneficiar do atual momento de reaquecimento de mercados pelo mundo, ajudando as duas empresas a traçar um panorama diferente das redes sociais até aqui.

É esperado um faturamento de 63,4 bilhões de dólares no Google, e 43,8 bilhões de dólares na Microsoft.

O mercado de tecnologia segue aquecido, ontem a Tesla alcançou o valor de mercado de 1 trilhão de dólares, se juntando na marca justamente a Google e Microsoft. O bom momento das gigantes de tecnologia deve continuar, apesar de alguns percalços.

 

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Com balanço abaixo do previsto, Facebook promete bilhões para Metaverso

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O compromisso financeiro da maior empresa de mídia social do mundo é o de construir um ambiente virtual explorável, e ocorre no momento em que enfrenta documentos vazados pela ex-funcionária Frances Haugen

O projeto Horizon, do Facebook, é uma prévia do que planeja a empresa para o Metaverso (Jakub Porzycki/NurPhoto/Getty Images)

Se o Facebook até então só cambaleava na reputação de sua imagem pública, o balanço trimestral apresentado nesta segunda-feira, 25, mostra que o negócio liderado por Mark Zuckerberg está, aos poucos, sentindo as consequências no próprio bolso.

A começar pelo alerta da própria empresa, que divulgou que as novas regras de privacidade da Apple pesarão na renda da empresa no próximo período, a receita de julho, agosto e setembro, abaixo da previsão do mercado, dão um prévia do que pode enfrentar o Facebook.

Os resultados de hoje mostram que a marca teve uma receita de 29 bilhões de dólares, aumento de 35% na comparação com o mesmo período de 2020. A gigante da tecnologia registrou uma receita de  28,2 bilhões de dólares com anúncios, um aumento de 33% na comparação com o ano passado. Mas analistas previam receita de 34,84 bilhões, um salto de 24,1% sobre um ano antes, de acordo com dados da Refinitiv.

Ainda assim, outros tipos de receita cresceram 195%. O lucro por ação da marca foi de 3,22, dólares aumento de 19% na comparação com o 3° trimestre de 2020.

E além dos resultados fiscais, o Facebook também registrou um aumento no número de usuários. No trimestre encerrado em setembro, a rede social registrou 1,93 bilhão de usuários ativos diários, 6% a mais na comparação com o ano passado.

Contudo, o diretor financeiro, David Wehner, também disse que o Facebook espera que o investimento da empresa na divisão de hardware, Facebook Reality Labs, reduza o lucro operacional geral em 2021 em aproximadamente 10 bilhões de dólares.

O compromisso financeiro da maior empresa de mídia social do mundo para construir o que chama de “metaverso” ocorre no momento em que a empresa é inundada pela cobertura jornalística de documentos vazados pela ex-funcionária e denunciante Frances Haugen, que disse que a empresa escolheu o lucro em vez da segurança do usuário.

O CEO Mark Zuckerberg disse que o Facebook nos próximos anos será visto como uma empresa de “metaverso” em vez de uma companhia de mídia social, já que faz uma série de investimentos para expandir a tecnologia.

O metaverso, um termo cunhado pela primeira vez em um romance distópico três décadas atrás, atraiu muita atenção no Vale do Silício. O termo refere-se amplamente a um ambiente virtual compartilhado que pode ser acessado por pessoas usando diferentes dispositivos.

O Facebook, que investiu pesadamente em realidade virtual e realidade aumentada, incluindo a compra de empresas como a Oculus, este ano criou uma equipe para trabalhar no metaverso. Este mês, a companhia disse que planeja contratar 10 mil funcionários na Europa nos próximos cinco anos para trabalhar nesta iniciativa.

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Mais de 40% dos novos perfis do Facebook (FBOK34) seriam duplicados

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Segundo a ex-diretora e delatora Frances Haugen, uma pesquisa interna do Facebook mostra que entre 40% e 60% das novas contas são “duplicatas” de pessoas já cadastradas.

Segundo Joe Osborne, assessor da rede social, essa informação não seria uma novidade, e não “explicaria todos os acontecimentos” (OLIVIER DOULIERY/AFP).

O período turbulento do Facebook (FBOK34) parece não ter fim.

Primeiro, a série de matérias do Wall Street Journal que mostraram a toxicidade das mídias sociais, especialmente para os usuários mais jovens.

Em seguida, as denúncias públicas da ex-diretora Frances Haugen, que revelou os segredos da rede social.

E, há duas semanas atrás, o blecaute global para todas as plataformas do grupo liderado por Mark Zuckerberg.

A última notícia negativa para o Facebook foram os novos números sobre os usuários da rede social, também divulgados em depoimento por Haugen.

Segundo a delatora, uma pesquisa interna de 2021 e realizada com 5.000 novos usuários mostra que entre 40% e 60% das novas contas são “duplicatas” de pessoas já cadastradas.

Um número considerado preocupante, considerado que, de acordo com a rede social, haveria atualmente um número maior de novos assinantes no mercado dos EUA na faixa de 18 a 30 anos do total de cidadãos americanos da mesma idade.

Documentos internos de 2018 redigidos por funcionários do Facebook e Instagram mostram a existência deu uma estratégia de negócios deliberadamente baseada em incentivar usuários a criar várias contas.

Os alvos principais dessa estratégia seriam, novamente, os mais jovens.

De acordo com outro “vazamento” publicado pelo Wall Street Journal, nos Estados Unidos e no Reino Unido a popularidade da rede social entre os adolescentes estaria, respectivamente, entre 108% e 132%, graças a contas duplicadas.

Muitas vezes um desses perfis é público e o outro é privado.

Segundo Joe Osborne, assessor da rede social, essa informação não seria uma novidade, e não “explicaria todos os acontecimentos”.

Entretanto, todos esses elementos tornam o Facebook menos confiável aos olhos dos usuários e principalmente de seus concorrentes.

Segundo os resultados do segundo trimestre de 2021, o Facebook teria registrado 2,9 bilhões de usuários mensais ativos em todo o mundo. Além disso, o número de assinantes cresceu 7% na comparação anual.

No balanço divulgado pela rede social não há referência ao problema de contas duplicadas.

Em 2020 a empresa de Zuckerberg havia minimizado o problema, salientado que eram apenas 11% dos casos.

Entretanto, de acordo com o que Haugen revelou, os números seriam bem diferentes.

Os usuários diários do Facebook nos últimos dois anos teriam diminuído em até 13% na faixa de 18 a 29 anos. E essa tendência, nos próximos anos, poderia chegar até 45%.

Mas por que superestimar o número de usuários?

Em primeiro lugar para objetivos de arrecadação publicitária, oferecendo aos investidores uma audiência sem limites que certamente desperta um grande interesse em termos de receitas.

Dessa forma, o Facebook teria sido capaz de gerar mais lucros do que os números permitiriam.

Um processo que, segundo outros documentos internos que se tornaram públicos, alguns funcionários chegaram a contestar, declarando que a empresa estava obtendo “lucros que nunca deveria ter tido”.

Já em 2016, o Facebook foi forçado a reembolsar 40 milhões de dólares (cerca de 250 milhões de reais) para alguns vendedores por manipular o número de visualizações de alguns anúncios de vídeo.

Em alguns casos, os números foram inflados em até 900%.

O mundo aguarda os resultados do terceiro trimestre de 2021 do Facebook. Também para ver se esse período turbulento da rede social está prestes a acabar, ou se estamos vivenciando apenas o início do Calvário de Zuckerberg.

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