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Alemanha participa pela primeira vez de ataque contra EI na Síria

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A Força Aérea da Alemanha participou nesta quarta-feira pela primeira vez em um ataque coordenado contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) na Síria. A participação alemã se limitou a um avião-tanque Airbus A310, que permaneceu durante cinco horas no ar para possibilitar o reabastecimento, duas vezes, de caças da coalizão internacional que ataca o grupo jihadista.

Fontes do Exército citadas pelos diferentes meios de comunicação alemães não indicaram a nacionalidade dos aviões reabastecidos nem os alvos militares da operação aérea. O Bundestag (câmara baixa alemã) aprovou no início de dezembro uma missão militar alemã na Síria de apoio ao governo francês na luta contra o EI, após os atentados de Paris de 13 de novembro que deixaram 130 mortos. A missão envolve 1.200 soldados, seis caças-bombardeiros tipo Tornado para operações de reconhecimento, dois aviões-tanque e uma fragata, que tem por missão proteger o porta-aviões francês deslocado até a costa da Síria.

 

Petróleo – O Estado Islâmico está buscando possíveis ativos de petróleo vulneráveis na Líbia ou outros lugares fora do reduto do grupo na Síria, onde controla cerca de 80% dos campos de petróleo e gás, disse uma autoridade dos Estados Unidos nesta terça. A autoridade, que falou com o jornal The Washington Post sob condição de anonimato, disse que os Estados Unidos estão examinando cuidadosamente quem controlava os campos, oleodutos, rotas de caminhões e outras infraestruturas em locais que podem ser vulneráveis a ataques.

Esses locais incluem a Líbia e a Península do Sinai, acrescentou a autoridade. “Eles estão analisando ativos de petróleo na Líbia e outros lugares. Estaremos preparados”, disse. Os Estados Unidos estimaram que o Estado Islâmico vende até 40 milhões de dólares mensais (mais de 150 milhões de reais) de petróleo no mercado negro, constituindo a principal fonte de financiamento do grupo.

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Tensão no Atlântico: Irã desafia EUA e leva gasolina à Venezuela

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Estados Unidos têm frota naval militar a postos no Caribe, mas o país teme conflitos com a China e a Rússia, que apoiam a Venezuela

Execícios navais iranianos no estreito de Ormuz, em 3 de janeiro de 2012 (Ebrahim Noroozi/AFP)

Desde domingo, dia 24, navios-tanques do Irã cheios de gasolina começaram a atracar em portos da Venezuela. O trajeto das embarcações é considerado uma afronta ao governo americano, que impede os países de fazerem qualquer tipo de transação comercial com o Irã – e muitos menos de transitar mercadorias no litoral do continente americano, bem debaixo dos olhos do presidente Donald Trump.

O governo dos Estados Unidos disse estar considerando respostas militares ao envio dos carregamentos de combustível ao governo de Nicolás Maduro, já que tanto o Irã como a Venezuela estão sob sanções econômicas e não podem comercializar petróleo por vias legais. Depois das ameaças americanas de retaliação, imediatamente o governo iraniano alertou os Estados Unidos que revidaria qualquer provocação de natureza militar.

Os navios saíram do Irã em abril, passaram pelo Mediterrâneo e agora cruzam o Atlântico para chegar à Venezuela. Até agora, as embcarcações têm transitado livremente. Mas os Estados Unidos mantêm uma ativa frota naval militar na região do Caribe, inclusive em áreas não muito distantes do litoral venezuelano.

“É uma situação muito delicada porque qualquer ato de intimidação dos Estados Unidos pode esbarrar no poderio geopolítico e militar da Rússia e China, que são aliados da Venezuela”, diz Maria Teresa Belandría, embaixadora extraordinária da Venezuela no Brasil, que representa o líder da oposição Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019.

O Brasil, assim como outros 59 países, não reconhece o governo do presidente Nicolás Maduro, acusado de fraudar nas eleições de 2018. Juan Guaidó é considerado pela oposição venezuelana como presidente da Assembleia Nacional e, conforme a legislação, o representante oficial do país em caso de fraude nas eleições ou impedimento do presidente em exercer o poder.

Três das cinco embarcações iranianas carregadas com milhares de barris de gasolina já atracaram na Venezuela. O cargueiro Fortuna chegou nesta segunda, dia 25, à refinaria El Palito. Segundo fontes próximas ao governo venezuelano, o pagamento pela gasolina vendida pelo Irã foi paga em nove toneladas de barra de ouro, já que as reservas de dólar do país estão em seus estertores finais.

Um fator de preocupação entre os países ocidentais é que os laços entre o Irã e a Venezuela parecem estar se estreitando. “Propagandas com o aiatolá Khomenei estão passando na televisão e o governo da Venezuela não cansa de agradecer a ajuda dos iranianos”, diz o analista venezuelano do mercado de petróleo José Martin.

“A Venezuela foi tomada pelo crime organizado, o que envolve desde tráfico de drogas até o de armas, com apoio de grupos como as Farcs e operativos iranianos”, afirma Maria Teresa. “Não sabemos se os navios iranianos estão levando só gasolina, já que não é possível fiscalizar os carregamentos. Há a suspeita que possam carregar também armamentos”.

Enquanto isso, a Venezuela mergulha cada vez mais em uma penúria econômica. Muitas regiões do país não contam com o fornecimento contínuo de energia elétrica e água potável. Segundo especialistas no mercado de petróleo, o combustível vindo do Irã deverá abastecer o país por apenas dez dias.

“É só um paliativo”, diz Martin. “A situação aqui é calamitosa”. O conavírus só piora a situação de saúde pública e da economia no país. Já há algum tempo, há carência de remédio e equipamentos básico de medicina.

O Brasil, assim como outros 59 países, não reconhece o governo do presidente Nicolás Maduro, acusado de fraudar nas eleições de 2018.

Até agora, os navios iranianos estão transitando livremente pelo Atlântico. Três das cinco embarcações do Irã já atracaram na Venezuela. O cargueiro Fortuna chegou nesta segunda, dia 25, à refinaria El Palito. Segundo fontes próximas ao governo venezuelano, o pagamento pela gasolina vendida pelo Irã foi pago em nove toneladas de barra de ouro, já que as reservas de dólar do país estão nos estertores finais.

Outro fator de preocupação nos países ocidentais é que os laços entre o Irã e a Venezuela parecem estar se estreitando. “Propagandas com o aiatolá Khomenei estão passando na televisão e o governo da Venezuela não cansa de agradecer o apoio dos iranianos”, diz o analista venezuelano do mercado de petróleo José Martin.

“A Venezuela foi tomada pelo crime organizado, o que envolve desde tráfico de drogas até o de armas, com apoio de grupos como as Farcs e Aliança Libertadora Nacional”, afirma Maria Teresa.

Enquanto isso, a Venezuela mergulha cada vez mais em uma penúria econômica. Muitas regiões do país não contam com o fornecimento contínuo de energia elétrica e água potável. Segundo especialistas do mercado de petróleo, o combustível vindo do Irã deverá abastecer o país por apenas dez dias. “É só um paliativo”, diz Martin. “A situação aqui é calamitosa”. O conavírus só piora a situação de saúde no país, em que há carência de remédio e equipamentos básico de medicina.

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Restrição de viagens do Brasil para os EUA pode durar meses

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A partir desta quarta, passageiros vindos do Brasil não poderão entrar no país, a exemplo do que já ocorre com viajantes da China e da Europa

Aeroportos: brasileiros podem chegar aos Estados Unidos a partir de um outro país (Rahel Patrasso/Reuters)

Começou a valer na madrugada desta quarta-feira (27) a medida que barra a entrada nos Estados Unidos de passageiros vindos do Brasil. A decisão foi tomada pelo presidente americano Donald Trump no domingo por causa do rápido aumento do número de casos da covid-19 no país. A Casa Branca havia divulgado inicialmente que a restrição entraria em vigor na sexta-feira, mas a medida foi adiantada em dois dias.

A proibição se aplica aos brasileiros e aos cidadãos de quaisquer nacionalidades que estiveram em território brasileiro nos últimos 14 dias. Mas um brasileiro que chegar aos Estados Unidos a partir de um outro país – o Japão, por exemplo – ainda poderá entrar nos Estados Unidos, desde que não tenha passado pelo Brasil nos 14 dias anteriores.

Há exceções para cidadãos americanos ou pessoas com residência permanente nos Estados Unidos e seus familiares. Mas, nesses casos, as pessoas são orientadas a entrar nos Estados Unidos por meio de um dos 13 aeroportos preparados para receber passageiros de países com alta incidência da covid-19. Elas também são orientadas a fazer uma quarentena voluntária de 14 dias.

A restrição ao Brasil é igual à que foi adotada pelos Estados Unidos nos meses de fevereiro e março para passageiros que estiveram na China, no Irã e na maioria dos países europeus – incluindo todos os países da área de livre circulação de pessoas da União Europeia, o Reino Unido e a Irlanda.

O que chama a atenção é que, depois de mais de dois meses, as restrições para a entrada nos Estados Unidos continuam em vigor mesmo com a recente queda no número de casos na Europa e na China e com a flexibilização das medidas de quarentena. Isso sugere que ainda deve levar um bom tempo para que os brasileiros possam voltar a viajar para os Estados Unidos até que a pandemia esteja controlada por aqui.

Ontem, o Ministério da Saúde contabilizou mais de 16 mil novos casos da covid-19 no Brasil e 1.039 mortes. Com isso, o país chegou a 391.222 casos confirmados e 24.512 mortes. A proliferação do novo coronavírus fez o Brasil alcançar rapidamente o posto de segundo país com mais incidência da doença no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Em número de mortes, o Brasil é o sexto e já se aproxima da Espanha, um dos países mais castigados pela pandemia na Europa, que contabiliza 27 mil mortes.

O bloqueio à entrada de passageiros do Brasil é mais um golpe para as empresas do setor aéreo, que já estavam combalidas pela queda na demanda de viajantes durante a pandemia e por outras medidas de restrições às viagens. As duas maiores companhias aéreas da América Latina – Latam e Avianca – entraram recentemente com pedidos de recuperação judicial por causa dos efeitos da pandemia. Na noite de ontem, nenhum dos três principais aeroportos internacionais do país (Guarulhos, Galeão e Viracopos) listava a partida de voos para os Estados Unidos para esta quarta-feira.

Com menos voos entre o Brasil e os Estados Unidos, o transporte de carga aéreo também tende a ser prejudicado, afetando as operações de empresas que dependem da importação e da exportação de produtos e bens intermediários por esse meio de transporte – o que é mais uma notícia ruim para as companhias brasileiras em meio à crise. Como se vê, o Brasil está pagando um preço alto por causa da falta de controle da pandemia.

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Covid-19 provoca mais de 350 mil mortes e avança na América Latina

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Brasil é o país com mais mortes diárias de coronavírus, enquanto a flexibilização da quarentena avança na Europa

Coronavírus: América Latina é o novo epicentro da pandemia, diz organização (Bruno Kelly/Reuters)

O novo coronavírus matou mais de 350.000 pessoas no mundo e continua avançando na América Latina, especialmente no Brasil, enquanto na Europa a flexibilização do confinamento segue adiante, e a UE revela um plano bilionário de recuperação econômica.

Com 1.039 mortes por COVID-19 nas últimas 24 horas, o Brasil é o país que registra mais vítimas fatais diárias há dois dias, superando os Estados Unidos, cujo balanço diário de terça-feira foi de 657 óbitos.

Com mais de 24.500 mortes e 391.222 contágios oficialmente declarados, o Brasil é o segundo país com mais casos de COVID-19 no mundo e o sexto em número de mortes. Especialistas afirmam que, devido à falta de exames, o número real de infectados pode ser até 15 vezes maior.

Os novos casos diários na América Latina superam os da Europa e dos Estados Unidos, o que tornou o continente latino-americano, “sem nenhuma dúvida”, o novo epicentro da pandemia, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

De acordo com um balanço da AFP com base em fontes oficiais, atualizado nesta quarta-feira, 75% das mortes provocadas pelo coronavírus estão na Europa e nos EUA. Em todo mundo, a COVID-19 infectou mais de 5,5 milhões de pessoas.

Com a economia mundial paralisada, os estragos do coronavírus nas áreas econômica e social são devastadores. Nesta quarta-feira, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considerou que um em cada seis jovens está sem trabalho por causa da pandemia.

A Comissão Europeia divulga nesta quarta-feira os planos para sair da profunda recessão em 2020, com um fundo de reconstrução de 750 bilhões euros. Para isso, ainda precisa convencer os 27 governantes do continente.

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou um plano muito aguardado, mas fonte de divergências entre os países do norte e do sul do bloco.

Duramente afetadas pela pandemia, Espanha e Itália acusam os países do norte de falta de solidariedade. De acordo com fontes da Comissão, serão as nações mais beneficiadas por este plano.

A divisão se concentra em saber se o apoio aos países mais atingidos pela COVID-19 deve acontecer com empréstimos, como defende a Holanda, aumentando a já volumosa dívida dos primeiros, ou por meio de ajuda direta.

Pedir comida pela primeira vez

A crise de saúde agravou a situação dos mais vulneráveis. De acordo com a ONG Oxfam, a pandemia pode levar 500 milhões de pessoas à pobreza.

Na Espanha, a crise impactou uma economia que já registrava a segunda maior taxa de desemprego da Eurozona, atrás apenas da Grécia, e levou muitas pessoas a pedir comida pela primeira vez na vida.

O país, que nesta quarta-feira iniciou um luto nacional de 10 dias em memória dos mais de 27.000 mortos de COVID-19, avança na flexibilização do confinamento.

Com quase 33.000 mortos, a Itália também está recuperando uma relativa normalidade. Quase todos os monumentos e edifícios mais famosos da península reabriram ao público, entre eles Pompeia, a Basílica de São Pedro em Roma, a Galeria Borghese, os museus da capital, ou as catedrais de Florença e Milão.

Será necessário aguardar até 1o de junho para entrar no Coliseu de Roma, o local turístico mais visitado da Itália, e nos museus do Vaticano.

Em Istambul, o Grande Bazar, um gigantesco mercado coberto, preparava-se para abrir as portas nesta quarta-feira, após o fechamento mais longo de sua história. Seus comerciantes continuam preocupados, porque seu trabalho depende agora do retorno do turismo.

Muitos países pressionam para reativar o turismo, setor-chave em muitas economias e totalmente paralisado com a pandemia.

Neste sentido, a Itália pede uma retomada coordenada dos deslocamentos na Europa a partir de 15 de junho, que poderia virar o “Dia D” do turismo, declarou seu ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio.

Uma igreja de luto

Nos Estados Unidos, o país mais afetado e perto de superar a barreira simbólica de 100.000 mortos, foram registradas menos de 700 mortes em 24 horas, pelo terceiro dia consecutivo, segundo o balanço da Universidade Johns Hopkins.

Em Nova York, a cidade mais atingida pela doença no país, a igreja do pastor Fabián Arias está de luto. A congregação perdeu 44 fiéis em dois meses, devido ao coronavírus. Pelo menos 90% deles são imigrantes latinos.

Em meio à tragédia, este pastor luterano argentino que denuncia as desigualdades exacerbadas pela administração Trump estabeleceu uma rede para alimentar mais de 500 famílias por semana. Por causa do desemprego gerado pela pandemia, elas não têm o que comer.

“Não queremos que as pessoas morram. Queremos que as pessoas possam viver com dignidade”, declarou o pastor, que participou de 20 funerais para vítimas do vírus, inclusive nas residências das vítimas, quando a família não tem condições de pagar por uma funerária.

Se os números parecem estáveis nos Estados Unidos, na América Latina, os balanços diários de mortes continuam aumentando.

A propagação do coronavírus está “acelerando” no Brasil, no Peru e

no Chile, advertiu a OPS, que defende a continuidade das medidas de contenção.

O Peru registrou mais de 5.000 novos casos confirmados de COVID-19 em 24 horas, um recorde, o que eleva para 130.000 o número de contágios no país. O número de óbitos passa de 3.780.

O México superou 8.000 mortes por coronavírus, número que o governo havia calculado que seria o máximo de vítimas fatais no país durante a pandemia.

Na Venezuela, o governo de Nicolás Maduro anunciou que até domingo passado o vírus deixou 1.121 contagiados e dez mortos neste país de 30 milhões de habitantes.

Os dados foram chamados de falsos e “absurdos” pela ONG Human Rights Watch (HRW) e pela Universidade Johns Hopkins.

“Acreditamos que os números, as estatísticas divulgadas pelo governo da Venezuela, as estatísticas de Maduro, são absolutamente absurdas e não são confiáveis”, afirmou o diretor da HRW para as Américas, José Miguel Vivanco.

Uma estimativa conservadora situaria a quantidade de mortos pelo vírus no país em “pelo menos 30.000”, segundo a Universidade Johns Hopkins.

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Uruguai reforça medidas na fronteira com Brasil por surto de Covid-19

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Cidade na fronteira com Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, registrou novo foco da doença com duas mortes no final de semana

Uruguai reforça controle de fronteiras com Brasil para evitar Covid-19 Governo do Uruguai/Divulgação

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou nesta segunda-feira 25 o reforço das medidas sanitárias de monitoramento do coronavírus na fronteira com o Brasil, onde foi registrado um surto de Covid-19 que causou duas mortes neste fim de semana.

Em entrevista coletiva, o presidente disse que conversou pela manhã com seu colega brasileiro, Jair Bolsonaro, para colocar em prática um tratado de ação sanitária binacional já existente. “Reunimos a aprovação do presidente brasileiro para aplicar esse tratado e, nas próximas horas, o colocaremos em prática”, disse, acrescentando que há “preocupação recíproca com o que está acontecendo na fronteira”.

Lacalle Pou também informou que os ministérios do Interior e da Defesa adicionarão dois postos migratórios e sanitários aos dois já existentes nos pontos de fronteira para minimizar o tráfego de e para a capital do departamento homônimo. Além disso, suspendeu-se o início das aulas na cidade, programado para os dias 1º e 15 de junho, e ordenou-se um aumento dos recursos de saúde, como ambulâncias e leitos de terapia intensiva.

O Uruguai tem 769 casos confirmados de coronavírus, com 22 mortes. No final de semana, houve o primeiro óbito em Rivera, cidade na fronteira com Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

As medidas estão “focadas no respeito à vida binacional, mas ao mesmo tempo tentando garantir que surtos de contágio não migrem da Rivera para resto do país”, disse Lacalle Pou. O presidente também informou que serão feitas inspeções em lojas locais, e a realização de 1.100 testes aleatórios na cidade para dimensionar a quantidade de infectados.

As medidas estão “focadas no respeito à vida binacional, mas ao mesmo tempo tentando garantir que surtos de contágio não migrem da Rivera para resto do país”, disse Lacalle Pou. O presidente também informou que serão feitas inspeções em lojas locais, e a realização de 1.100 testes aleatórios na cidade para dimensionar a quantidade de infectados.

Com 374.898 casos e 23.473 mortes até agora, o Brasil é o país mais afetado na América Latina e o segundo no mundo devido à pandemia de coronavírus, depois dos Estados Unidos.

 

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Mesmo seguindo as orientações da OMS, Peru tem quase 124.000 casos

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População de baixa renda se expõe na retirada do auxílio emergencial em agências bancárias e na compra de alimentos

Com a maioria da população sem refrigeradores em casa, ir ao mercado é um ato cotidiano, mesmo em tempos de distanciamento social – 08/05/2020 Sebastian Castaneda/Reuters

Apesar de o Peru ter seguido todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a Covid-19, causada pelo novo coronavírus, o país se tornou um foco da doença na America do Sul, com quase 124.000 casos, atrás apenas do Brasil. A desigualdade social força boa parte da população a violar as regras de confinamento, seja para buscar os meios de sobrevivência ou para obter o auxílio emergencial, em um quadro similar ao brasileiro.

O presidente, Martín Vizcarra, estendeu pela quinta vez o estado de emergência do país na sexta-feira 22. A nova data prevista para o fim da quarentena é 30 de junho e, até lá, o confinamento e toques de recolher continuarão em vigor. Vizcarra condenou a atitude dos peruanos que saíram de casa desde que o país entrou no combate a Covid-19.

“Esse tipo de comportamento é individualista, egoísta e ignora o que está acontecendo ao nosso redor e, principalmente, o que trouxe essa situação sobre nós, não apenas no Peru, mas no mundo todo”, afirmou o presidente.

Com 123.979 casos confirmados e 3.629 mortes, a situação no sistema pública de saúde começa a preocupar as autoridades. Segundo o governo, 85% dos leitos de UTIs já estão ocupados, e com uma média de 4.000 novos casos por dia, não irá demorar muito para que os hospitais entrem em colapso.

Seguindo a tendência de outros países, o governo peruano aprovou um pacote de estímulo econômico para auxiliar a população mais vulnerável, porém a distribuição do recurso foi alvo de críticas. Segundo dados oficiais, 38% dos adultos no país não possuem uma conta bancária na qual o governo possa fazer o depósito. A consequência é clara: milhares de pessoas vão aos bancos para sacar o dinheiro, assim como acontece no Brasil.

O dinheiro do auxílio é gasto principalmente nos mercados para a compra de alimentos. Segundo o senso de 2017 do país, 49% das casas peruanas possuem um refrigerador, sendo que a maioria deles se encontram nos grandes centros urbanos. Esse fator força metade das famílias a fazer compras diárias nos mercados.

“Nós devemos enfrentar (as aglomerações) porque não há outra alternativa”, disse uma peruana para a emissora CNN. “Se não, nós não vamos ter comida. Nós não temos o que comer, por isso viemos aqui”.

A prorrogação do estado de emergência veio com novas medidas. Agora, o governo permitirá a reabertura de alguns estabelecimentos, como salões de beleza, serviços de entregas de comida e consultórios de dentistas. Na segunda-feira 25, Vizcarra anunciou que a prioridade será reforçar os protocolos de saúde nos supermercados do país.

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Xi Jinping pede que a China esteja preparada para combate militar

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De acordo com a televisão estatal, a pandemia de coronavírus está tendo um profundo impacto na segurança nacional da China

China: “Desempenho no combate ao coronavírus mostrou o sucesso da reforma militar”, disse Xi Jinping (Jason Lee/Reuters)

O presidente da China, Xi Jinping, disse nesta terça-feira que o país tem de intensificar sua preparação para combates armados e melhorar sua capacidade de cumprir tarefas militares, pois a pandemia de coronavírus está tendo um profundo impacto na segurança nacional chinesa, informou a televisão estatal.

O desempenho da China no combate ao coronavírus mostrou o sucesso da reforma militar, disse Xi, segundo a emissora estatal, acrescentando que as Forças Armadas devem explorar novas formas de treinamento em meio à pandemia.

Xi, que preside a Comissão Militar Central da China, fez os comentários quando participava de sessão plenária da delegação do Exército de Libertação Popular e da Polícia Armada do Povo em meio à sessão anual do Parlamento chinês.

 

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