A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investigou um advogado, Guilherme Aguiar Alves, de 35 anos, suspeito de aplicar golpes que somam cerca de R$ 3 milhões. As vítimas são em sua maioria colegas da profissão e familiares.
O advogado oferecia um esquema que chamava de “aporte jurídico”. Ele dizia precisar de dinheiro para fechar contratos, comprar sistemas processuais ou realizar grandes demandas. Em troca, prometia devolver o valor com juros altos em poucos meses, em alguns casos mais que o dobro do investimento.
Uma das vítimas, um advogado de 34 anos, transferiu R$ 50 mil acreditando em um investimento com escritório em São Paulo, que prometia crescer para R$ 220 mil. Ele foi levado a São Paulo para uma reunião com supostos sócios do escritório, que nunca aconteceu. O advogado disse que o escritório estava vazio devido a um enterro, e as promessas de pagamento falharam, resultando em prejuízo de R$ 35,2 mil.
Em outro caso, uma moradora do Distrito Federal investiu R$ 80 mil em um negócio ligado a compra de um sistema de processos judiciais, com promessa de retorno de 100%. Ela recebeu seis repasses totalizando aproximadamente R$ 106 mil, mas os pagamentos foram interrompidos em novembro de 2025. Para garantir a dívida, um Renault Captur foi entregue, mas a vítima descobriu que o veículo estava à venda para outra pessoa e tinha rastreador instalado. O marido da vítima também investiu R$ 30 mil, com promessa de retorno que não foi cumprida.
Outro advogado de 39 anos denunciou ter sido enganado em setembro de 2025, transferindo R$ 50 mil com promessa de retorno de R$ 200 mil. Os pagamentos falharam a partir de novembro, e o suspeito usou diversas desculpas, como problemas de saúde, conflitos familiares e até acidentes, para justificar os atrasos. O prejuízo total estimado foi de R$ 35 mil.
As investigações continuam para esclarecer os fatos e buscar a responsabilização do suspeito.

