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Acesso de pessoas com deficiência a direitos básicos ainda é desafio no DF

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Celebrado hoje, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência existe há 27 anos e carrega história na conquista por benefícios

‘(Os bombeiros) ficaram falando, falando, e eu não entendia nada. Tentei sinalizar sobre a surdez, mostrei meu documento indicando a deficiência, mas não foi suficiente. Percebi que eles ficaram nervosos comigo, como se a culpa fosse minha” Ana Lúcia Alves
(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)

Há 27 anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) definia a data desta terça-feira (3/11) como

o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. À época, a entidade buscava conscientizar sobre as limitações e os desafios desse grupo de pessoas, que representa 10% da população mundial. Desde então, pessoas com deficiência tiveram diversas conquistas, inclusive garantias previstas em lei. Entre elas estão a isenção de alguns impostos, o acesso à aposentadoria e a gratuidade no transporte público. Entretanto, brasilienses com deficiência ainda encontram dificuldade para ter direitos básicos, como saúde, educação e emprego.

Em julho de 2015, a Lei n° 13.146, de 6 de julho, instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência. A medida, considerada um grande avanço, prevê uma série de direitos fundamentais para esse grupo, como acesso à educação, à saúde e ao mercado de trabalho, além de punições para quem infringir as normas. Uma das regras é a garantia de vagas de emprego em empresas com mais de 100 funcionários. Quanto maior a equipe, maior a porcentagem de pessoas com deficiência que devem se juntar a ela.

No âmbito do Distrito Federal, a luta por direitos também teve avanços. Com o objetivo de assegurar políticas públicas, em setembro deste ano, o governo local inaugurou a Secretaria da Pessoa com Deficiência. Segundo o subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Juvenal Araújo, ligado à pasta, uma meta é atuar na empregabilidade de pessoas com deficiência. “A lei existente que obriga empresas a contratarem pessoas desse grupo não é cumprida. Sabemos que menos de 15% delas obedecem às regras”, lamenta.

Além disso, hoje, um termo de cooperação será assinado entre a Secretaria do Trabalho, o Conselho Distrital da Pessoa com Deficiência e a Secretaria de Justiça e Cidadania. De acordo com Araújo, a ideia é focar primeiro na qualificação para impulsionar a entrada no mercado de trabalho. “Primeiro, vamos trabalhar a qualificação junto a esses parceiros. Em seguida, vamos para o cumprimento da lei que obriga empresas a se adaptarem”, afirma.
A demanda por oportunidades profissionais é anseio da população. Generson Alves de Abreu, 37 anos, perdeu a visão após ser acometido por catarata há cinco anos. De acordo com ele, essa condição fez com que perdesse direitos como cidadão. Apesar de ser beneficiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a vontade de voltar a trabalhar sempre esteve presente, porém ele ainda não conseguiu se reinserir no mercado. “A maioria das empresas abre espaço para vagas de serviços gerais. Porém como uma pessoa com deficiência visual vai limpar um chão, um balcão, retirar objetos de cima de mesas?”, questiona. Para Generson, outro problema encontrado no DF é a ausência de acessibilidade. “Minha esposa, que também tem deficiência visual, foi atropelada recentemente enquanto ia para uma consulta no hospital. Isso tudo por conta da falta de sinalização”, reclama.

‘Eu não lembro, meus pais que me contam que eles andavam comigo bebezinho no colo de escola em escola e ninguém queria me aceitar. Imagino a dor deles em ter uma filha bebê com deficiência e nenhuma escola aceitar” Ana Júlia Cardoso
(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)

Desconhecimento
Para manter a qualidade de vida de pessoas com deficiência, há uma série de benefícios garantidos por lei que, às vezes, deixam de ser utilizados por desconhecimento. Integrantes desse grupo são isentos de pagar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), têm desconto na conta de energia elétrica e não precisam pagar para usar o transporte público. Contudo, além da dificuldade para entrar no mercado de trabalho, alguns direitos, mesmo que básicos e que deveriam ser garantidos para toda população, deixam de ser respeitados.

Surda desde o nascimento, Ana Lúcia Alves, 37 anos, conseguiu o Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC), pago pelo INSS. Entretanto, ressalta que o processo para obtê-lo foi marcado por dificuldades. A estudante queixa-se da falta de conhecimento de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e de intérpretes nos locais públicos de atendimento. “Sempre fui sozinha, não tenho família. Sem assistência nenhuma, eu nem conhecia meus direitos e cheguei a morar na rua. Uma amiga me ajudou com os documentos”, relata.

Além disso, Ana salienta que a impossibilidade de comunicação com servidores públicos impacta até mesmo no acesso à saúde. “Estive doente e precisei de vários remédios. Após a dificuldade na consulta, tive problemas na farmácia. Ninguém consegue entender meu pedido, nem ao menos me explicar as recomendações para ingestão do medicamento”, comenta. Há três anos, a estudante sofreu um acidente de trânsito e precisou de atendimento do Corpo de Bombeiros. Nenhum militar sabia se comunicar por meio de Libras.

A estudante Ana Júlia dos Santos Cardoso, 22, conta que o pai dela conseguiu comprar um veículo com isenção de impostos (veja Garantias por lei). Apesar disso, a cadeirante detalha que sofreu para ter acesso a outros direitos básicos, como educação. Segundo a jovem, durante a infância, ela teve a matrícula recusada em diversas escolas por falta de acessibilidade. “Meus pais contam que andavam comigo em diversos colégios e ninguém me aceitava. Imagino a dor deles”, diz.

Recentemente, Ana Júlia se formou em letras e também teve contratempos durante a graduação, mas conseguiu concluir essa etapa da vida. “Sabia que dava conta. Procuro sempre me superar e me sentir o mais normal possível. Quanto menos situações me lembrarem da minha limitação, melhor”, comenta. Ela reforça que a pessoa com deficiência não pode ser considerada incapaz. “Minha deficiência é física, eu tenho total capacidade cognitiva”, destaca a jovem, que teve paralisia cerebral ainda bebê. A doença afetou parte dos movimentos dela, além da fala.

Assistência

Em funcionamento no Distrito Federal desde 1998, a Associação de Apoio aos Portadores de Necessidades Especiais e da Comunidade (Adapte) recebe dezenas de pessoas diariamente em busca de informações sobre os próprios direitos. Uma das fundadoras da entidade, Aparecida Maria de Assis Medeiros Franco ressalta que muitos não têm noção do que esperar do governo. “Um dos objetivos de a associação ter sido aberta foi para esclarecer dúvidas. Tentar ajudar de alguma maneira. Hoje, prestamos, inclusive, assistência jurídica”, comenta.

Aparecida acredita que a realidade da pessoa com deficiência mudou muito desde que a Adapte foi inaugurada, mas lamenta que ainda falte investimento. “Temos muitas conquistas perto do que esta cidade já foi. Melhorou no sentido de emprego e um pouco em acessibilidade, mas ainda tem outras áreas que precisam de atenção, como a saúde”, frisa. Hoje, a associação atende 100 pessoas, sendo 60 crianças e 40 adultos. “Nosso objetivo é ajudar as pessoas a se encontrarem nesse meio. Tem muita gente que desconhece os direitos, e elas precisam saber.”

”A maioria das empresas abre espaço para vagas de serviços gerais. Porém como uma pessoa com deficiência visual vai limpar um chão, um balcão, retirar objetos de cima de mesas?” Generson Alves de Abreu
(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press).

Garantias por lei

Conheça alguns benefícios concedidos a pessoas com deficiência:

» Benefício assistencial  (BPC)
Garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência de baixa renda. Para ter direito, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja menor que 1/4 do salário mínimo vigente.
Como ter acesso
Efetuar o cadastramento do beneficiário e de sua família no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico.
» Desconto na conta de luz
As famílias incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais que tenham em sua composição pessoa com doença cujo tratamento exija o uso continuado de equipamentos com alto consumo de energia elétrica têm acesso ao desconto conforme faixa de consumo indicada em tabela.
Como ter acesso
O beneficiário ou alguma pessoa da família, munido de documentos de identificação, deve procurar um posto de atendimento da Companhia Energética de Brasília (CEB).
» Transporte público gratuito
Pessoas de deficiência física têm direito ao transporte coletivo gratuito. A gratuidade também é devida ao acompanhante da pessoa com deficiência que não pode se deslocar sozinha, desde que comprovado por atestado.
Como ter acesso
Cadastrar-se no Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) e pedir o cartão +Especial. A solicitação será validada após análise e validação médica. Mais informações no site passelivrepcd.df.gov.br.
» Carros mais baratos
Pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de 18 anos, podem adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional.
Como ter acesso

Para fazer a solicitação de isenção de IPI, é preciso reunir documentos e entregá-los na Delegacia da Receita Federal (Quadra 3, Bloco O, Sala 400, Setor de Autarquias Sul)

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Sanear-DF higienizará 97 escolas públicas de Ceilândia

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Mais de 50% dos colégios já foram sanitizados por equipes do programa

Das 686 escolas públicas espalhadas pelo DF, 355 foram sanitizadas em apenas uma semana | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

As 97 escolas públicas de Ceilândia recebem nesta semana a higienização necessária para combater o novo coronavírus. Responsável pela ação preventiva, o programa Sanear-DF começou, nesta segunda-feira (3), pela Escola Classe 12. Mesmo sem alunos, os colégios continuam recebendo servidores e pais de estudantes que buscam atividades para os filhos, além da Cesta Verde – arranjo composto de frutas e vegetais, juntamente com produtos básicos não perecíveis.

Veja mais no vídeo:

Das 686 escolas públicas espalhadas pelo Distrito Federal, 355 foram sanitizadas em apenas uma semana nas seguintes regiões administrativas: Candangolândia, Estrutural, Gama, Guará, Lago Sul, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria e Taguatinga. A sanitização das unidades escolares será feita a cada 15 dias, em ciclos. Quando chegar a vez da última escola, o serviço retornará para a primeira e assim por diante, até o fim do ano letivo.

“Nosso objetivo nesta parceria é preparar todos os ambientes escolares para a retomada das atividades presenciais com segurança sanitária para os estudantes, professores e toda a comunidade escolar”, afirma o secretário de Educação, Leandro Cruz.

O coordenador Regional de Ensino de Ceilândia, Marcos Antônio de Sousa, adianta que a previsão é sanitizar todos os centros de ensino ainda nesta semana. “Essa medida é associada a outras, como tapetes sanitizantes, álcool gel, máscaras, lavatórios e armários que desinfeccionam atividades recebidas por professores”, comenta.

Para o vice-diretor da Escola Classe 12, Paulo César de Almeida, a ação traz tranquilidade para a comunidade escolar que continua frequentando o colégio. “Estamos organizando tudo o que acontece aqui, como a entrega de materiais e alimentos, para que não ocorram aglomerações. Com esse tipo de medida, ficamos mais seguros e, consequentemente, mais confortáveis no ambiente”, destaca Paulo.

Cerca de 70 agentes do programa se revezam pelas cidades e utilizam hipoclorito de sódio para combater o coronavírus | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Sanear/DF nas escolas

Ao todo, 15 equipes do Sanear-DF atuam nas escolas do DF. São cerca de 70 agentes que utilizam hipoclorito de sódio, princípio ativo da água sanitária, para combater o coronavírus.

O primeiro colégio a receber a ação foi o Centro de Ensino Médio Urso Branco, no Núcleo Bandeirante. O secretário-executivo das Cidades, Valmir Lemos, explica que o Sanear-DF nas escolas faz parte de uma série de ações que o governo local tem executado para combater a doença.

“Estamos trabalhando para minimizar as possibilidades de contagem. Nosso objetivo é oferecer segurança para toda a comunidade escolar do DF”, salienta.

O programa foi proposto pela Secretaria Executiva das Cidades e pela Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), em virtude do Decreto nº 40.550, de 23 de março de 2020.

Também fazem parte desse projeto as administrações regionais do DF; as secretarias de Comunicação, Transporte e Mobilidade, Segurança Pública, Políticas Públicas, Educação e DF Legal; o Serviço de Limpeza Urbana (SLU); o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF); o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF); e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

* Com informações da Secretaria de Educação

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Transplantes de medula óssea estão suspensos no DF por falta de medicamento

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Instituto de Cardiologia confirma falta de insumos e diz que procedimentos devem ser retomados em agosto. Unidade é única do Centro-Oeste a atender pelo SUS.

Fachada do Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) suspendeu a realização de transplantes de medula óssea em pacientes com câncer devido à falta de medicamentos. O hospital é o único a realizar o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em toda região Centro-Oeste.

De acordo com o ICDF, o serviço está mantido apenas para procedimentos que não envolvem doadores, no caso de transplantes “autólogos”. Já os “alogênicos” – quando o paciente recebe células de familiares – e os “não aparentados”, células do banco de doadores de medula, estão suspensos desde abril.

“[Os transplantes] foram interrompidos temporariamente […] para adequação de insumos específicos para sua realização”, disse a direção do instituto em nota . O ICDF é administrado pela Fundação Universitária de Cardiologia (FUC). A estimativa de retorno é para o “final de agosto de 2020”.

Já a Secretaria de Saúde afirmou que, em janeiro, foi informada pelo ICDF de que o instituto “estava com dificuldades em adquirir alguns insumos e custear alguns procedimentos necessários ao transplante de medula óssea (TMO) alogênico”.

Falta remédio

O GDF também informou que a ala que seria usada para receber pacientes com leucemia, linfomas e mielomas foi destinada para o tratamento de pessoas com a Covid-19 durante a pandemia.

A secretaria disse ainda que os procedimentos de transplante são pagos pelo Ministério da Saúde e, após o faturamento, a secretaria do DF repassa o valor do serviço executado ao Instituto de Cardiologia. A reportagem aguarda um posicionamento da pasta federal sobre a falta da Filgrastima.

Longa espera

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

Com o procedimento suspenso, os pacientes com câncer e que necessitam de um transplante de medula óssea no Distrito Federal enfrentam a incerteza da espera. Já quem entrou na Justiça devido à urgência do procedimento foi encaminhado para a realização do transplante em São Paulo.

De acordo com fontes ouvidas , até este sábado (1º), cerca de 20 pessoas aguardavam por um transplante de medula óssea no DF. Se o procedimento clínico não for feito em tempo hábil, o paciente pode ir a óbito.

O ICDF não informou, no entanto, o total de pessoas à espera do transplante. De acordo com médicos hematologistas, o paciente pode ser curado caso tenha a possibilidade de receber células do próprio corpo. Já para pacientes que necessitam de doadores, a substituição das células do sangue, feita por meio do transplante, é a única chance de cura.

ICDF em crise

Em outubro de 2018 o Instituto do Coração do Distrito Federal suspendeu a marcação e a execução de procedimentos eletivos – aquele sem urgência, agendados previamente. À época, o hospital disse enfrentar instabilidade financeira e um “sério desabastecimento de insumos”.

Ao G1, o ICDF responsabilizou o governo do DF. Em um ofício enviado à Secretaria de Saúde, o hospital acusa a pasta de não realizar os pagamentos dos dois contratos vigentes. Já o GDF negou essa falha nos repasses.

Outros transplantes

O Instituto de Cardiologia do DF é uma instituição sem fins lucrativos que realiza atendimentos de alta complexidade cardiovascular e transplantes desde 2009.

Apesar da interrupção do atendimento a pacientes com câncer, o ambulatório e a enfermaria do ICDF seguem funcionando.

De janeiro a julho deste ano, o instituto realizou 90 procedimentos de transplantes. Neste período, 38 passaram por cirurgia de fígado, outros 24 de medula óssea, 14 de rim, 9 de coração e 5 de córneas.

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Enem 2020: pré-vestibular no DF abre 180 vagas gratuitas para estudantes de baixa renda

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Aulas serão pela internet. Oportunidade é para alunos de todo país; inscrições vão até dia 12 de agosto.

Caderno de provas do Enem 2019 – 1º dia — Foto: Ana Carolina Moreno/G1

Um curso pré-vestibular do Distrito Federal está com 180 vagas abertas para estudantes de baixa renda estudarem de maneira gratuita. Desta vez, a preparação dos alunos será para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previsto para os meses de janeiro e fevereiro de 2020.

As aulas do Galt Vestibulares serão online, nos períodos matutino, vespertino e noturno, por conta da pandemia do novo coronavírus. Candidatos de todo o país podem se inscrever pela internet, até o dia 12 de agosto. O processo seletivo é limitado a até 1 mil inscritos, segundo a organização.

O curso preparatório atua no DF desde 2015. As aulas são voltada para alunos da rede pública e para bolsistas de escolas particulares (veja abaixo como participar). As aulas começam no dia 29 de agosto.

Pré-requisitos

Para participar da seleção, os candidatos devem pagar a quantia de R$ 15 para cobrir os custos operacionais. Depois disso, o aluno não precisará pagar mais nenhuma taxa.

Para concorrer a uma vaga no cursinho é preciso atender aos seguintes critérios:

  • Ter concluído ou estar matriculado no último ano do ensino médio em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral, e ter cursado os dois primeiros anos em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral.
  • Ter finalizado ou estar matriculado no último ano do ensino médio, tendo estudado em escola particular sem bolsa integral durante o ensino médio, desde que esteja inscrito no Cadastro Único.
  • Possuir celular, tablet ou computador com acesso à internet para acompanhar as aulas na modalidade a distância, realizar simulados e outras atividades.

Processo seletivo

O processo seletivo para escolha dos novos alunos será composto por duas etapas: avaliação e entrevista – ambos acontecerão pela internet. Os candidatos classificados na avaliação, ou seja, que estiverem entre os 360 primeiros classificados, passarão por uma entrevista social.

As entrevistas ocorrem no dia 23 de agosto, e os horários de cada candidato serão disponibilizados no site e nas redes sociais, bem como enviados por e-mail.

Após a seleção, os estudantes aprovados terão acesso, de graça, às aulas de todas as disciplinas, atendimento com psicólogos, simulados, monitorias e acesso a plataformas de ensino de instituições parcerias do cursinho.

Vagas para todo país

Segundo um dos fundadores do Galt, Rubenilson Cerqueira, a ideia de expandir o processo seletivo para todo país surgiu depois que a pandemia do coronavírus exigiu que o cursinho adotasse o ensino à distância.

“Acreditamos que podemos ajudar outros brasileiros que não têm condições de preparo. Além do fato de estarmos na modalidade EAD desde o início da pandemia”, explica.

Serviço:

Curso preparatório para o Enem

  • Inscrições: até 12 de agosto pelo site do Galt Vestibulares
  • Taxa: R$15
  • Entrevista para seleção: 23 de agosto
  • Total de vagas: 180
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Síndrome rara que acomete crianças com covid-19 é registrada no Brasil

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Pelo menos dois hospitais do Rio de Janeiro trataram crianças com a recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica causada pelo coronavírus

Síndrome rara: a medicina vem registrando uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2 (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

No último 2 de julho, uma quinta-feira, Alice, de 3 anos, acordou cheia de manchas pelo corpo e com febre. Os pais, preocupados, ligaram imediatamente para a pediatra que, pelos sintomas descritos, excluiu a possibilidade de ser covid-19.

“Nem me passou pela cabeça que pudesse ser o novo coronavírus por conta de todos os cuidados que estávamos tomando”, diz a mãe da menina, que preferiu não se identificar. “E a própria médica também não achou que fosse. Mesmo assim, resolveu pedir um exame PCR, que deu negativo.”

Pelas particularidades de sua profissão, a mãe da Alice continuava indo ao trabalho diariamente. Seguia, porém, todas as medidas de segurança preconizadas, como uso de máscara e de álcool gel. “Eu só entrava em casa depois de tirar o sapato, não tocava em nada”, conta. “Minha roupa ia para a máquina de lavar e eu, para o banho.”

O pai da Alice ficou em home office, isolado com a filha. E até para pedir comida em casa a família foi parcimoniosa. Eles receberam poucas refeições por delivery. Mesmo assim, seguindo todos os cuidados recomendados. “Realmente, seguimos a quarentena.”

De fato, nenhum dos dois apresentou sintoma da doença. Por isso mesmo, eles não se surpreenderam quando o PCR da filha deu negativo. Mas o estado de saúde da menina começou a se agravar, sem que ninguém conseguisse chegar a um diagnóstico.

Também surgiram outros sintomas incomuns, como olhos vermelhos, barriga inchada, pés e mãos descamando e febre intermitente.

No sétimo dia consecutivo de febre, um exame de sangue revelou uma inflamação generalizada e Alice foi internada na UTI pediátrica de um hospital particular da zona oeste do Rio. Ela tinha uma síndrome inflamatória rara ligada à infecção pelo novo coronavírus.

Gravidade

Os casos confirmados de covid-19 em crianças e adolescentes chegam, no máximo, a 3,5% do total de registros. Essa faixa etária é a menos afetada e a grande maioria das ocorrências é muito branda.

Ainda assim, um pequeno número tem problemas sérios relacionados à infecção. Esses casos muito graves que, invariavelmente, acabam nas UTIs são provocados pela recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP).

Trata-se de uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2. Até agora, foram descritos pouco mais de 200 casos no mundo. A OMS e o CDC já emitiram alertas sobre esses episódios.

“A síndrome não ocorre na fase aguda da covid-19. Em geral, aparece depois e pode ocorrer mesmo em crianças que apresentaram um quadro brando da doença”, explicou a pediatra Tania Petraglia presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj).

Primeiros relatos

As manifestações raras da doença em crianças não foram observadas na China, onde a epidemia surgiu, no fim do no passado. Foi só em abril que médicos do Reino Unido relataram os primeiros casos. Em maio, a Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu nota de alerta sobre a síndrome e seus riscos.

No Brasil, ainda não há números oficiais sobre a doença, mas os pediatras confirmam a ocorrência de casos como o de Alice. Somente na UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, no Rio, referência para o tratamento da covid-19, já foram atendidas oito crianças. O hospital onde Alice ficou internada registrou outros dois casos.

Os relatos indicam a apresentação de um quadro muito parecido com o da raríssima Síndrome de Kawasaki, uma inflamação sistêmica de causa desconhecida, mais comum na Ásia.

Entre os sintomas mais frequentes, febre, conjuntivite, manchas no corpo, vermelhidão na sola dos pés e na palma das mãos. A principal complicação é a ocorrência de aneurismas na artéria coronária. Se não for tratada adequadamente, a doença pode levar à morte.

Dúvidas

Os especialistas não sabem por que a síndrome só ocorre em crianças, nem por que acomete algumas e poupa outras. Um grande estudo do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA está no início e vai acompanhar 6 mil crianças para tentar chegar a algumas respostas.

“Ela costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico do coronavírus”, disse a chefe da UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, Raquel Zeitel, presidente do Departamento de Emergências da Soperj.

“Trata-se de uma resposta imunológica exacerbada, com febre persistente, sintomas abdominais, diarreia vômito, lesões cutâneas, conjuntivite. E pode evoluir para quadro semelhante a um choque, com aumento dos marcadores inflamatórios, anomalias coronarianas e disfunções cardíacas.”

Alice ficou quatro dias internada. “Como não sabíamos o estágio da evolução da doença e havia preocupação com a parte cardíaca, achamos melhor interná-la”, contou a mãe da menina.

“Por 24 horas ininterruptas, ela recebeu infusão de imunoglobulina (anticorpos que agem neutralizando o patógeno). E teve os sinais vitais monitorados a cada 15 minutos.”

A infusão, que previne aneurismas coronarianos, é o tratamento padrão para a síndrome de Kawasaki. Ele vem sendo usado também nessas complicações em crianças pós-covid, juntamente com corticoides (anti-inflamatórios).

“Como se trata de uma doença que resulta em manifestações inflamatórias intensas, o tratamento inclui medicamentos para controlar esse processo e evitar comprometimento do coração”, explicou o médico Leonardo Campos, integrante do Comitê de Reumatologia da Soperj e do Hospital Antonio Pedro, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

Alice chegou a ter febre de 40 graus, mas, depois, a inflamação cedeu, sem comprometer o coração. “Mesmo assim, nos próximos dois meses, ela vai fazer exames frequentes e, depois, uma vez por ano”, disse a mãe da menina. “Foi um susto, mas acho importante falar para que as pessoas fiquem atentas.

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400 PMs do Rio são suspeitos de pedir auxílio emergencial indevidamente

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Levantamento constatou que foram pagos de R$ 600 a R$ 1,2 mil para 401 PMs; investigação do comando militar indica que solicitações podem ser maiores

Auxílio emergencial: a secretaria de Polícia Militar iniciou uma apuração interna que revela que o número de solicitações indevidas feitas pelos agentes pode ser ainda maior (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Centenas de policiais militares do Rio de Janeiro estão sob suspeita de terem dado entrada indevidamente em pedidos para receberem o auxílio emergencial do governo federal em razão da pandemia do novo coronavírus.

Um cruzamento de dados feito pela Corregedoria-Geral da União e o Tribunal de Contas do estado do Rio constatou que foram pagos benefícios de R$ 600 e R$ 1,2 mil para 401 PMs.

A partir do levantamento, a secretaria de Polícia Militar iniciou uma apuração interna que revela que o número de solicitações indevidas feitas pelos agentes pode ser ainda maior.

O GLOBO teve acesso a parte dos relatórios elaborados por unidades da PM por determinação do secretário, coronel Rogério Figueredo. A apuração já confirmou que pelo menos 29 policiais receberam o auxílio e outros 291 tiveram a solicitação negada.

Os relatórios estão sendo elaborados por comissões criadas em cada unidade da Polícia Militar, seja ela operacional ou administrativa. Há documentos que ainda estão em fase de preparo.

Os dados sobre os recebimentos indevidos dos auxílios foram enviados no dia 23 de junho pela presidente do Tribunal de Contas do Rio, Marianna Montebello Willeman, para o coronel Figueredo.

No documento, Marianna solicita que os servidores sejam alertados individualmente sobre as regras para recebimento do benefício e ressalta que “as condutas de solicitação e de recebimento do auxílio emergencial, mediante inserção ou declaração de informações falsas em sistemas de solicitação do benefício, podem caracterizar os crimes de falsidade ideológica e estelionato”.

Pela regra, aqueles que possuem emprego formal ativo não têm direito ao auxílio. Também há restrições para quem recebe benefícios previdenciários e para determinadas faixas de renda familiar.

As comissões ouviram alguns policiais que receberam ou solicitaram o benefício. O GLOBO teve acesso a algumas dessas declarações.

Há casos como os do soldado Vinícius Cerqueira Louvera e Renan Leite Santos, lotados no 2º BPM (Botafogo), que alegaram ter solicitado o auxílio por acharem que estavam enquadrado nas hipóteses de recebimento.

Na época em que entraram com o pedido, ambos ainda eram alunos do Curso de Formação da PM. Os dois receberam R$ 600 cada e se colocaram à disposição para devolver os valores.

A comissão do 2º BPM entendeu que há indícios de que os dois cometeram crime de improbidade administrativa e sugeriu a remessa dos casos para a Polícia Federal.

Na UPP da Chatuba, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, sete policiais cujos CPFs foram usados para pedir o auxílio colocaram a culpa em suas mulheres.

Todos alegaram que foram suas esposas que fizeram as solicitações sem o aval deles, de acordo com o relatório feito pela comissão criada na UPP. Nesses casos, os benefícios foram negados.

Em diversas unidades, há também casos em que os policiais negam terem pedido o benefício e afirmam que foram vítimas de fraude. O cabo Jorge Romero, do 2º BPM, alegou que em abril deste ano teve seus dados pessoais e bancários vazados em um site de compras. A solicitação dele também não foi aceita.

O relatório produzido pela Diretoria de Veteranos e Pensionistas revela ainda que foram feitas solicitações com os CPFs de três policiais mortos. O documento, no entanto, não deixa claro se o pedido foi aceito e se os valores foram pagos.

De acordo com a assessoria da imprensa da PM, todos os relatórios que estão sendo elaborados serão encaminhados para uma comissão na Diretoria-Geral de Pessoal. Se for o caso, novas diligências poderão ser solicitadas.

Em seguida, todo o material será remetido para a Corregedoria-Geral da PM, que vai apurar os casos individualmente “para dar sustentação às medidas subsequentes que serão adotadas na área correcional da corporação”.

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Projeto Bike em Dia leva informação e segurança para ciclistas na W3 Sul

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Iniciativa do Detran tem como objetivo orientar e ensinar os cuidados essenciais que ciclistas devem ter nas vias do DF

Foto: Paulo H carvalho / Agência Brasília

Os ciclistas e pedestres que aproveitaram a manhã de sol deste domingo (2) para caminhar na W3 Sul tiveram uma atração diferente: na altura da 506/507 Sul, o Projeto Bike em Dia levou, por meio de ações educativas, orientações e cuidados essenciais que os ciclistas devem ter em todos os tipos de vias.

A iniciativa do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) já havia passado por outros locais nas últimas semanas e, com o sucesso do projeto Viva W3, também marcou presença na nova via de lazer dominical dos brasilienses. Nas duas estruturas amarelas, cor característica do Detran-DF, agentes do Núcleo de Ações Educativas abordavam ciclistas para participarem da iniciativa.

Enquanto as bicicletas dos participantes recebiam manutenção preventiva e gratuita dos funcionários de uma empresa parceira do projeto, como calibragem de pneus e lubrificação de correntes, os agentes do Detran-DF transmitiam as informações sobre as normas que os ciclistas devem respeitar nas ruas e ciclovias e quais são os itens obrigatórios de segurança.

Praticante de ciclismo há cinco anos, o servidor público Espedito Henrique de Souza aprovou a realização do Projeto Bike em Dia: “Essa ação educativa é muito importante porque a gente acha que sabe tudo, mas a gente sempre aprende alguma coisa quando escuta. Hoje aprendi algumas coisas que eu não sabia”.

Até mesmo quem está começando a praticar o esporte há pouco tempo também aproveitou a iniciativa para saber um pouco mais sobre o universo do ciclismo: o pequeno Vinícius, de quatro anos de idade, já sabe andar de bicicleta sem o auxílio das rodinhas de equilíbrio.

O pai dele, Ricardo Souza, fez questão de parar no stand do Detran-DF para que ambos participassem da ação educativa: “Essa conscientização tem que começar desde cedo. Achei muito bacana a ação, principalmente por também abordar esses temas com as crianças. Ele vai crescer já sabendo as regras corretas”.

A harmonia entre ciclistas e motoristas pelas ruas do DF é um dos motivos principais da iniciativa do Detran-DF, como explica o diretor-geral do órgão, Zélio Maia: “Brasília não pode ser vista como a cidade só dos automóveis, Brasília é a cidade dos brasilienses. Com essa campanha, queremos contribuir com a divulgação dos espaços públicos destinados aos cidadãos, tanto pedestres quanto ciclistas. O carro começa a ser figurante, e essa é a nossa ideia para as campanhas educativas”.

“O Detran não administra apenas veículos, mas também vidas. Estamos preparando campanhas publicitárias direcionadas aos ciclistas, pedestres e corredores de rua, e vamos executar ainda mais ações educativas”, finaliza o diretor-geral.

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

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