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Acesso de pessoas com deficiência a direitos básicos ainda é desafio no DF

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Celebrado hoje, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência existe há 27 anos e carrega história na conquista por benefícios

‘(Os bombeiros) ficaram falando, falando, e eu não entendia nada. Tentei sinalizar sobre a surdez, mostrei meu documento indicando a deficiência, mas não foi suficiente. Percebi que eles ficaram nervosos comigo, como se a culpa fosse minha” Ana Lúcia Alves
(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)

Há 27 anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) definia a data desta terça-feira (3/11) como

o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. À época, a entidade buscava conscientizar sobre as limitações e os desafios desse grupo de pessoas, que representa 10% da população mundial. Desde então, pessoas com deficiência tiveram diversas conquistas, inclusive garantias previstas em lei. Entre elas estão a isenção de alguns impostos, o acesso à aposentadoria e a gratuidade no transporte público. Entretanto, brasilienses com deficiência ainda encontram dificuldade para ter direitos básicos, como saúde, educação e emprego.

Em julho de 2015, a Lei n° 13.146, de 6 de julho, instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência. A medida, considerada um grande avanço, prevê uma série de direitos fundamentais para esse grupo, como acesso à educação, à saúde e ao mercado de trabalho, além de punições para quem infringir as normas. Uma das regras é a garantia de vagas de emprego em empresas com mais de 100 funcionários. Quanto maior a equipe, maior a porcentagem de pessoas com deficiência que devem se juntar a ela.

No âmbito do Distrito Federal, a luta por direitos também teve avanços. Com o objetivo de assegurar políticas públicas, em setembro deste ano, o governo local inaugurou a Secretaria da Pessoa com Deficiência. Segundo o subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Juvenal Araújo, ligado à pasta, uma meta é atuar na empregabilidade de pessoas com deficiência. “A lei existente que obriga empresas a contratarem pessoas desse grupo não é cumprida. Sabemos que menos de 15% delas obedecem às regras”, lamenta.

Além disso, hoje, um termo de cooperação será assinado entre a Secretaria do Trabalho, o Conselho Distrital da Pessoa com Deficiência e a Secretaria de Justiça e Cidadania. De acordo com Araújo, a ideia é focar primeiro na qualificação para impulsionar a entrada no mercado de trabalho. “Primeiro, vamos trabalhar a qualificação junto a esses parceiros. Em seguida, vamos para o cumprimento da lei que obriga empresas a se adaptarem”, afirma.
A demanda por oportunidades profissionais é anseio da população. Generson Alves de Abreu, 37 anos, perdeu a visão após ser acometido por catarata há cinco anos. De acordo com ele, essa condição fez com que perdesse direitos como cidadão. Apesar de ser beneficiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a vontade de voltar a trabalhar sempre esteve presente, porém ele ainda não conseguiu se reinserir no mercado. “A maioria das empresas abre espaço para vagas de serviços gerais. Porém como uma pessoa com deficiência visual vai limpar um chão, um balcão, retirar objetos de cima de mesas?”, questiona. Para Generson, outro problema encontrado no DF é a ausência de acessibilidade. “Minha esposa, que também tem deficiência visual, foi atropelada recentemente enquanto ia para uma consulta no hospital. Isso tudo por conta da falta de sinalização”, reclama.

‘Eu não lembro, meus pais que me contam que eles andavam comigo bebezinho no colo de escola em escola e ninguém queria me aceitar. Imagino a dor deles em ter uma filha bebê com deficiência e nenhuma escola aceitar” Ana Júlia Cardoso
(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press)

Desconhecimento
Para manter a qualidade de vida de pessoas com deficiência, há uma série de benefícios garantidos por lei que, às vezes, deixam de ser utilizados por desconhecimento. Integrantes desse grupo são isentos de pagar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), têm desconto na conta de energia elétrica e não precisam pagar para usar o transporte público. Contudo, além da dificuldade para entrar no mercado de trabalho, alguns direitos, mesmo que básicos e que deveriam ser garantidos para toda população, deixam de ser respeitados.

Surda desde o nascimento, Ana Lúcia Alves, 37 anos, conseguiu o Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC), pago pelo INSS. Entretanto, ressalta que o processo para obtê-lo foi marcado por dificuldades. A estudante queixa-se da falta de conhecimento de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e de intérpretes nos locais públicos de atendimento. “Sempre fui sozinha, não tenho família. Sem assistência nenhuma, eu nem conhecia meus direitos e cheguei a morar na rua. Uma amiga me ajudou com os documentos”, relata.

Além disso, Ana salienta que a impossibilidade de comunicação com servidores públicos impacta até mesmo no acesso à saúde. “Estive doente e precisei de vários remédios. Após a dificuldade na consulta, tive problemas na farmácia. Ninguém consegue entender meu pedido, nem ao menos me explicar as recomendações para ingestão do medicamento”, comenta. Há três anos, a estudante sofreu um acidente de trânsito e precisou de atendimento do Corpo de Bombeiros. Nenhum militar sabia se comunicar por meio de Libras.

A estudante Ana Júlia dos Santos Cardoso, 22, conta que o pai dela conseguiu comprar um veículo com isenção de impostos (veja Garantias por lei). Apesar disso, a cadeirante detalha que sofreu para ter acesso a outros direitos básicos, como educação. Segundo a jovem, durante a infância, ela teve a matrícula recusada em diversas escolas por falta de acessibilidade. “Meus pais contam que andavam comigo em diversos colégios e ninguém me aceitava. Imagino a dor deles”, diz.

Recentemente, Ana Júlia se formou em letras e também teve contratempos durante a graduação, mas conseguiu concluir essa etapa da vida. “Sabia que dava conta. Procuro sempre me superar e me sentir o mais normal possível. Quanto menos situações me lembrarem da minha limitação, melhor”, comenta. Ela reforça que a pessoa com deficiência não pode ser considerada incapaz. “Minha deficiência é física, eu tenho total capacidade cognitiva”, destaca a jovem, que teve paralisia cerebral ainda bebê. A doença afetou parte dos movimentos dela, além da fala.

Assistência

Em funcionamento no Distrito Federal desde 1998, a Associação de Apoio aos Portadores de Necessidades Especiais e da Comunidade (Adapte) recebe dezenas de pessoas diariamente em busca de informações sobre os próprios direitos. Uma das fundadoras da entidade, Aparecida Maria de Assis Medeiros Franco ressalta que muitos não têm noção do que esperar do governo. “Um dos objetivos de a associação ter sido aberta foi para esclarecer dúvidas. Tentar ajudar de alguma maneira. Hoje, prestamos, inclusive, assistência jurídica”, comenta.

Aparecida acredita que a realidade da pessoa com deficiência mudou muito desde que a Adapte foi inaugurada, mas lamenta que ainda falte investimento. “Temos muitas conquistas perto do que esta cidade já foi. Melhorou no sentido de emprego e um pouco em acessibilidade, mas ainda tem outras áreas que precisam de atenção, como a saúde”, frisa. Hoje, a associação atende 100 pessoas, sendo 60 crianças e 40 adultos. “Nosso objetivo é ajudar as pessoas a se encontrarem nesse meio. Tem muita gente que desconhece os direitos, e elas precisam saber.”

”A maioria das empresas abre espaço para vagas de serviços gerais. Porém como uma pessoa com deficiência visual vai limpar um chão, um balcão, retirar objetos de cima de mesas?” Generson Alves de Abreu
(foto: Geovana Oliveira/Esp. CB/D.A Press).

Garantias por lei

Conheça alguns benefícios concedidos a pessoas com deficiência:

» Benefício assistencial  (BPC)
Garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência de baixa renda. Para ter direito, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja menor que 1/4 do salário mínimo vigente.
Como ter acesso
Efetuar o cadastramento do beneficiário e de sua família no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico.
» Desconto na conta de luz
As famílias incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais que tenham em sua composição pessoa com doença cujo tratamento exija o uso continuado de equipamentos com alto consumo de energia elétrica têm acesso ao desconto conforme faixa de consumo indicada em tabela.
Como ter acesso
O beneficiário ou alguma pessoa da família, munido de documentos de identificação, deve procurar um posto de atendimento da Companhia Energética de Brasília (CEB).
» Transporte público gratuito
Pessoas de deficiência física têm direito ao transporte coletivo gratuito. A gratuidade também é devida ao acompanhante da pessoa com deficiência que não pode se deslocar sozinha, desde que comprovado por atestado.
Como ter acesso
Cadastrar-se no Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) e pedir o cartão +Especial. A solicitação será validada após análise e validação médica. Mais informações no site passelivrepcd.df.gov.br.
» Carros mais baratos
Pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de 18 anos, podem adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional.
Como ter acesso

Para fazer a solicitação de isenção de IPI, é preciso reunir documentos e entregá-los na Delegacia da Receita Federal (Quadra 3, Bloco O, Sala 400, Setor de Autarquias Sul)

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Tebet declara ao TSE R$ 2,3 milhões em bens; vice, Mara Gabrilli, R$ 12,9 milhões

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Tebet declara ao TSE R$ 2,3 milhões em bens; vice, Mara Gabrilli, R$ 12,9 milhões

Candidata à Presidência pelo MDB, Simone Tebet terá Mara Gabrilli, do PSDB, como vice na chapa — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

A candidata do MDB à presidência, Simone Tebet, informou à Justiça Eleitoral ter R$ 2,3 milhões em bens.

O valor é superior ao declarado por ela na eleição de 2014, quando foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul. Naquele ano, Tebet informou ter R$ 1,575 milhão em bens.

Já Mara Gabrilli (PSDB), vice na chapa de Tebet, declarou à Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 12,897 milhões em bens. Esse valor é três vezes maior que os R$ 4,3 milhões em bens declarados por ela nas eleições de 2018, quando foi eleita senadora por São Paulo.

Veja a lista de bens declarados:

Simone Tebet

  • Apartamento: R$ 81.903,69
  • Casa: R$ 52.000,00
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Terreno: R$ 457.209,33
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Casa: R$ 69.397,28
  • Terreno: R$ 100.000,00
  • Terreno: R$ 100.000,00
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Apartamento: R$ 200.000,00
  • Terreno: R$ 94.000,00
  • Apartamento: R$ 310.000,00
  • Depósito bancário em conta corrente no País: R$ 59.225,08

Mara Gabrilli

  • Caderneta de poupança: R$ 14.826,14
  • Outros fundos: R$ 91.462,00
  • Depósito bancário em conta corrente no País: R$ 10,00
  • Terreno: R$ 600.000,00
  • Depósito bancário em conta corrente no País: R$ 7.594,03
  • Veículo automotor terrestre: R$ 227.000,00
  • Outros bens imóveis: R$ 2.031.780,56
  • Outras aplicações e Investimentos: R$ 350.000,00
  • Outras aplicações e Investimentos: R$ 3.000,00
  • Fundo de Investimento Imobiliário: R$ 500.000,00
  • Apartamento: R$ 950.000,00
  • OUTROS BENS E DIREITOS: R$ 450.000,00
  • VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre: R$ 2.546.213,25
  • Outras aplicações e Investimentos: R$ 5.125.462,72

Registro de candidatura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu no sábado (6) o pedido formal de registro da candidatura de Simone Tebet (MDB) à Presidência da República.

O pedido de registro no TSE é o último passo para a oficialização de uma candidatura. Com a apresentação do registro, a Receita Federal fica apta a fornecer um número de CNPJ às chapas, que poderão arrecadar recursos e pagar despesas necessárias à campanha eleitoral.

Nos próximos dias, o TSE deve publicar um edital para que interessados sugiram, em até cinco dias, a impugnação dos pedidos de registro. Qualquer candidato, partido político, federação, coligação ou o Ministério Público pode impugnar o pedido de registro de candidatura.

O prazo para o protocolo das candidaturas vai até 15 de agosto. A Corte Eleitoral terá até o dia 12 de setembro para julgar definitivamente os pedidos de registro e eventuais recursos. O primeiro turno das eleições 2022 está marcado para o dia 2 de outubro.

A senadora Simone Tebet (MS) foi oficializada no dia 27 de julho pelo MDB como candidata à Presidência.

Simone será apoiada pela coligação “Brasil para Todos”, composta pelo MDB, Podemos e pela federação partidária PSDB-Cidadania.

Simone, 52 anos, é filha do ex-governador, ex-senador sul-mato-grossense e ex-ministro da Integração Nacional Ramez Tebet. Mestre em direito do Estado, trabalhou como professora universitária.

Simone foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas, vice-governadora do Mato Grosso do Sul e se elegeu senadora em 2014.

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Em culto, Bolsonaro afirma que ‘reza todos os dias’ contra o comunismo

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Presidente também comparou a situação atual do Brasil com outros países da América do Sul, como a Argentina, o Chile e a Colômbia; ato evangélico ocorreu em São Paulo

Presidente Jair Bolsonaro falou a apoiadores sobre as eleições presidenciais deste ano

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de um culto na Igreja Mundial, no Brás, zona leste da capital paulista, na última sexta-feira, 5. No local, o mandatário afirmou que reza todos os dias para livrar o país do comunismo. Na reunião com evangélicos, o chefe do Executivo federal lembrou do momento difícil que passou antes de chegar à presidência. “Quis o destino que, em 2014, eu resolvesse disputar as eleições. Algo, realmente, tocou em mim. Quem podia acreditar? Antes, passei por um momento difícil. Uma facada. Entendo que a mão de Deus me salvou. Um milagre também de uma eleição”, disse. O líder voltou a enfatizar o enfrentamento à pandemia da Covid-19 e posicionou-se de maneira contrária às drogas, ideologias de gênero e aborto. Bolsonaro ressaltou, ainda, que o país se destaca em relação aos vizinhos da América do Sul. “Devemos comparar o Brasil, por exemplo, com o país que é o mais rico em petróleo no mundo: a Venezuela. Comparar o que aquele povo está sofrendo, o que está passando. Olharmos para outros países da América do Sul como o Chile, a Argentina e agora a Colômbia. Para onde esses países estão indo e por quê? É muito simples, nós somos escravos das nossas decisões. Decisões erradas ou feitas com o coração, ou emoção, deixando de lado a razão, o sofrimento pode se abater em todos nós”, pontuou.

O presidente revelou que reza todos os dias para que o comunismo não chegue ao Brasil. “Só peço a Deus uma coisa: primeiro uma rotina que tenho, como hábito, todos os dias levantar e rezar um pai nosso e pedir que nosso país não experimente as dores do comunismo. Outro, é que cada um de vocês bem saibam escolher para que não possam se arrepender. Nosso país é fantástico e ninguém tem o que nós temos. Mas situações erradas nos colocam numa situação de sofrimento. Temos tudo para sermos uma grande nação”, ressaltou. Por fim, o mandatário finalizou dizendo que Deus lhe deu a missão de ocupar a presidência e pediu forças para resistir e decidir pelo melhor à nação.

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Damares quebra acordo com Bolsonaro e lança candidatura avulsa ao Senado no DF

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Damares será candidata em chapa avulsa e enfrentará nas urnas a ex-ministra Flávia Arruda, do PL de Bolsonaro

Damares: A primeira-dama Michelle Bolsonaro endossou a escolha de Damares e compareceu ao evento do Republicanos que cravou a candidatura (Adriano Machado/Reuters)

Em rompimento ao acordo costurado pelo presidente Jair Bolsonaro a pastora evangélica Damares Alves (Republicanos), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, “relançou” nesta sexta-feira, 5, sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, como antecipado na quinta-feira pelo Broadcast Político. A primeira-dama Michelle Bolsonaro endossou a escolha de Damares e compareceu ao evento do Republicanos que cravou a candidatura.

Damares será candidata em chapa avulsa e enfrentará nas urnas a ex-ministra Flávia Arruda, do PL de Bolsonaro. Ainda assim, a ex-ministra decidiu apoiar a candidatura à reeleição de Ibaneis Rocha (MDB), que formou chapa com Flávia, e terá o apoio do União Brasil, com o presidente do partido no DF, Manoel Arruda, como suplente.

A volta de Damares à corrida pelo Senado é mais um capítulo da cisão do bolsonarismo no Distrito Federal. Por intervenção direta do presidente da República, a pastora teve de abandonar sua candidatura na aliança de Ibaneis. Acabou resgatado acordo firmado em 2021 entre o chefe do Executivo local e Flávia Arruda. A costura deixou a ex-ministra da Mulher sem espaço e irritou o Republicanos, que apoia a reeleição de Bolsonaro.

Em evento em Brasília nesta sexta-feira, Damares afirmou que o chefe do Executivo não vai se envolver na disputa. “Tanto eu como a Flávia não seríamos irresponsáveis de colocar o presidente da República na parede. O presidente tem que cuidar da campanha dele. Ele tem que ganhar a eleição. Então, o presidente da República não vai se envolver na campanha local. Não vai”, declarou.

A primeira-dama, por outro lado, terá papel ativo na campanha, afirmou a pastora. “Nós queremos fazer uma bancada pró-vida no Senado Federal. E ela com certeza vem. Vem para apoiar, vem para ajudar, vem para pedir voto. Vem para estar comigo”, declarou.

A ex-ministra também disse respeitar Flávia, mas que “vai para a disputa”. “Eu entendo que a população do DF precisa ter uma outra proposta”, afirmou. “Vai ganhar quem tiver mais voto. E digo para vocês: quem vai ganhar sou eu”.

Damares ainda revelou não ter conversado com Flávia, mas que Bolsonaro já sabe da sua candidatura. “O presidente quando soube que eu voltei para o páreo, disse simplesmente ‘tudo bem’, ‘apoio’, ‘seja o resultado que as urnas desejarem’. Ele está muito confortável. Ele tem duas candidatas”.

O presidente do Republicanos-DF, Wanderley Tavares, disse que Bolsonaro, “no fundo”, nunca quis tirar Damares da disputa. “É do coração dele. É a fiel escudeira dele e provou isso no dia que ele pediu para ela (deixar a disputa pelo Senado). Ele pediu para ela desistir de um sonho, porque quando você se lança na política, você não é um candidato de um CNPJ, não é um poste”, declarou. “Tentaram calar o sonho dela, mas aqui no Republicanos não calaria a causa que ela defende. O Republicanos é o verdadeiro partido conservador do País. E a Damares é hoje a maior representante dessa classe no País”, emendou.

O Republicanos queria lançar Damares ao Senado numa chapa com o senador Reguffe (União Brasil), mas o parlamentar não foi oficializado por seu partido como candidato ao governo do DF. Diante disso, Tavares procurou Ibaneis na noite desta quinta-feira, 4, e fechou a aliança em torno da reeleição do emedebista.

A reportagem já havia adiantado em 27 de julho que o Republicanos havia se irritado com Bolsonaro e negociava lançar Damares em chapa avulsa.

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Ciro escolhe Ana Paula Matos, vice-prefeita de Salvador, como candidata a vice

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A falta de alianças com outros partidos obrigou o PDT a lançar uma chapa puro-sangue, ou seja, formada por pessoas da mesma sigla

Ciro Gomes: O candidato repete agora uma fórmula usada na eleição de 2018, quando lançou uma mulher na vice, também do PDT, por falta de alianças: a senadora Kátia Abreu, hoje no PP (Youtube/Reprodução)

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, escolheu a vice-prefeito de Salvador, Ana Paula Matos, como sua vice na disputa pelo Palácio do Planalto. A falta de alianças com outros partidos obrigou o PDT a lançar uma chapa puro-sangue, ou seja, formada por pessoas da mesma sigla. A escolha por Ana Paula foi feita em reunião da executiva nacional da legenda na manhã desta sexta-feira, 5, em Brasília.

Ciro disputa a Presidência pela quarta vez (também concorreu em 1998, 2002 e 2018) e nunca chegou ao segundo turno. O candidato repete agora uma fórmula usada na eleição de 2018, quando lançou uma mulher na vice, também do PDT, por falta de alianças: a senadora Kátia Abreu, hoje no PP.

Ciro aparece em terceiro lugar nas pesquisas com 8% dos votos, atrás de Lula (PT), que aparece com 47%, e de Jair Bolsonaro (PL), com 29%. Os dados são da pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 passado.

Na sexta-feira,(29), ao participar de evento na Universidade de Brasília (UNB), Ciro afirmou que deve crescer nos próximos levantamentos com o início da propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão, marcado para 26 de agosto. Além disso, o presidenciável disse que essa será sua última tentativa de chegar ao Planalto, caso não seja eleito.

Esta sexta é o prazo final para a realização das convenções, nas quais partidos e federações oficializam a escolha dos candidatos para disputar as eleições deste ano.

As siglas têm até o dia 15 deste mês para registrar as candidaturas a presidente, vice-presidente, governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual, conforme o cronograma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

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Barroso diz que manifestações do 7 de setembro podem mostrar ‘o tamanho do fascismo no Brasil’

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Para ministro, se manifestações no dia forem de apoio a um candidato não será problema, mas se for contra instituições como o Supremo Tribunal Federal, mostrará o tamanho do sentimento antidemocrático brasileiro.

© AP Photo / Eraldo Peres

Durante uma palestra no 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo em São Paulo nesta sexta-feira (5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, declarou que não deve se ter preocupação com a manifestação de 7 de setembro se ela servir de apoio a um candidato, mas que pode mostrar “o tamanho do fascismo no Brasil”.

“O 7 de Setembro se forem os apoiadores de um dos candidatos [mostrando suporte], faz parte da democracia. E devemos olhar isso com todo o respeito. Agora, se for o episódio para fechamento do Supremo ou do Congresso, aí vamos saber mesmo o tamanho do fascismo e do sentimento antidemocrático no Brasil”, disse Barroso citado pelo jornal O Globo.

O ministro ainda afirmou ser necessário separar apoio aos candidatos, que chamou de “liberdade democrática”, dos ataques às instituições.
“Uma coisa é a liberdade de apoiar qualquer candidato, a outra coisa é querer destruir as instituições. Apoiar um candidato é liberdade democrática. Agora, destruir as instituições é fascismo, um sentimento antidemocrático. E isso precisa ser reprimido”, complementou.
Barroso também comemorou o dado divulgado na semana passada pelo Instituto Datafolha que mostrou que 79% dos brasileiros confiam nas urnas eletrônicas usadas nas eleições, conforme noticiado. Em maio, o percentual era de 73%. Barroso disse esperar que os 20% que não acreditam “sejam convertidos”.
“Depois de mais de um ano de ataques diários do presidente da República e de setores importantes da sociedade levantando suspeitas, só 20% não confiam. Eu fico feliz”, comentou.
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Bolsonaro concederá entrevista ao Jornal Nacional em 22 de agosto

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Presidente será o primeiro entrevistado na série de sabatinas com candidatos à presidência

Bolsonaro pediu para que entrevista seja feita diretamente do Palácio da Alvorada

 

O Presidente da República Jair Bolsonaro (PL) participará das tradicionais entrevistas do Jornal Nacional, da TV Globo, com candidatos à presidência. A confirmação da participação foi feita pelo filho do presidente, Flavio Bolsonaro, nas redes sociais. Bolsonaro participará em 22 de agosto, diretamente do Palácio da Alvorada. A entrevista fora do estúdio é uma opção tradicional de presidentes que tentam reeleição e também aconteceu com Lula, em 2006, e Dilma, em 2014. As entrevistas com todos os presidenciáveis terão duração de 40 minutos e serão conduzidas pelos âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos. Bolsonaro será o primeiro. No dia 23 seria André Janones (Avante), mas ele retirou a candidatura nesta quinta-feira; dia 24 Ciro Gomes (PDT), dia 25 de agosto Lula (PT) e, encerrando, dia 26 Simone Tebet (MDB). Em 2018 Bolsonaro também concedeu entrevista.

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