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Abandonados, postos comunitários acumulam prejuízos

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Locais que antes traziam segurança para a comunidade, espaços destinados a policiais militares se transformaram em abrigo para moradores de rua e usuários de drogas. Muitos desses equipamentos foram incendiados e destruídos

(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Criados em 2008 para trazer segurança e garantir presença ostensiva da polícia, os postos comunitários da PM se transformaram em estruturas fantasmas ao gasto de R$ 18 milhões aos cofres públicos. Nas regiões do Distrito Federal onde alguns resistem, apenas a estrutura se mantém erguida. Mas, dentro das unidades, o abandono de anos se reflete em equipamentos públicos quebrados, lixo no interior dos ambientes, restos de materiais e dejetos humanos. Sem uso, eles se tornam alvo da criminalidade. São incendiados, vandalizados, depredados e utilizados como abrigo para usuários de droga.
No Sudoeste, o posto da quadra 105 está abandonado e com a porta aberta, com acesso livre para qualquer pessoa. O interior da unidade se transformou num banheiro para moradores de rua. Na 216/416 da Asa Sul, a unidade está protegida com corrente e cadeado, restam apenas um banner da PM, uma televisão com antena e um ventilador quebrado. Já nas quadras QE 38 e QE 40 do Guará 2, os postos acabaram desativados após serem incendiados em abril e dezembro de 2014, respectivamente.
Para quem vive nessas cidades ou trabalha próximo aos postos, a sensação é de desperdício de dinheiro público. Morador do Sudoeste há 30 anos, Nelson Ribeiro, 73, se lembra que a presença dos policiais trazia segurança. “Com a PM aqui, o criminoso pensa melhor antes de cometer um crime. Agora, além do abandono e da falta da presença deles, a estrutura fica vulnerável para quem tem má intenção”, opina.
A bancária Raquel Sales, 38 anos, trabalha bem próximo à unidade abandonada há cerca de cinco anos. “O que era para dar segurança agora traz sensação de insegurança porque, com pouco movimento, atrai pessoas de rua e usuários de droga. É um dinheiro gasto que poderia ter sido investido em outras áreas, como na saúde”, ressalta.
Cada posto de segurança custou, em média, entre R$ 100 mil a R$ 150 mil. Eles foram instalados em 31 regiões administrativas, à época, para garantir a segurança da comunidade. Ao todo, eram 131 postos equipados com computador, telefone e torre de controle.
Autônomo e com um comércio no Sudoeste, José Mauro Barbosa, 48 anos, lamenta o abandono das unidades. “No estado em que estão, esses postos acabam servindo de esconderijo de bandido e abrigo para moradores de rua. Não adianta em nada ter um ponto de segurança que traz mais medo do que solução”, destaca.

Fechamento

Em junho de 2015, o Comando da Polícia Militar fechou 60 postos comunitários do Distrito Federal com a justificativa de não estarem ajudando a manter a segurança da população. Na época, a corporação questionava a efetividade de se colocar uma equipe fixa na unidade, sem poder circular. Com baixo efetivo, a prioridade foi para que os policiais fizessem a chamada ronda.
Mas a aposentada Neusa Vicentini, 66 anos, discorda da justificativa: “Se era para eles estarem circulando, cadê os policiais? Por que não se pensou nisso antes de construir as unidades”, questiona. Na opinião dela, uma estrutura abandonada causa fragilidade. “A nossa insegurança acaba sendo maior, porque são postos sem uso e deteriorados. É um absurdo se deparar com o tamanho de dinheiro público malgasto”, acrescenta.

Neusa Vicentini: “A nossa insegurança acaba sendo maior, porque são postos sem uso e deteriorados”
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Taxista de um ponto em frente à estrutura policial da 216/416 Sul, Edvaldo Luiz dos Santos, 76 anos, garante que a unidade funciona. Segundo ele, diariamente, param de três a quatro carros da PM em frente ao posto, mas, na tarde de sexta-feira, durante o tempo em que a reportagem ficou no endereço, encontrou o posto fechado, sem a presença de equipes. “Eles vêm, param a viatura de manhã, à tarde. É bom, porque inibe a presença de bandidos. Os policiais estão sempre por aqui”, afirma o motorista.

Implantação equivocada

Professor e pesquisador da área de segurança pública, o coronel da PM Nelson Gonçalves assumiu o cargo de subsecretário de Planejamento e Capacitação da Secretaria de Segurança Pública entre 2008 e 2010. Ele fez a primeira pesquisa de avaliação dos postos de segurança. “Naquela época, se observou que as estruturas foram instaladas sem qualquer estudo, onde não resolveria, e gerava imobilização do efetivo. Na proposta que o governador queria, precisaríamos de pelo menos mais 9 mil policiais somente para esses pontos”, reforça.
Segundo Nelson, a ideia dos postos funciona de forma efetiva em outros locais do Brasil e do mundo. A ideia nasceu no Japão e traz resultados positivos. No país, a Polícia Militar de São Paulo foi uma das primeiras a implementar as unidades, mas o pesquisador lembra que, quando o DF começou o projeto, a capital paulista ainda não tinha 100 postos funcionando. “Isso porque eles faziam um estudo muito minucioso, e o posto só era instalado onde, de fato, era adequado para segurança ao redor da comunidade”, destaca.
Em Brasília, Nelson conclui que o projeto teve conotação política. “Não houve qualquer estudo efetivo e se colocou onde não se resolveria o problema. Os endereços não foram tecnicamente selecionados, mas, sim, politicamente”, acrescenta.
Na opinião dele, uma forma de utilizar as estruturas ainda existentes é como postos de referência comunitária com serviços básicos, como atendimentos públicos do Na Hora. “Seriam postos de referência de diversos serviços do estado. A população ficaria melhor servida, e as unidades estariam tecnicamente instaladas de um jeito certo. Mas o que temos hoje é dinheiro público jogado fora e pessoas que não sabem bem o que fazer com isso”, lamenta.
A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar. A corporação informou que tem substituído os postos de segurança por policiamento a pé, além de uso das viaturas e bases móveis. Mas a instituição não respondeu aos questionamentos sobre quantidade de unidades vandalizadas desde 2015 e o número de postos doados a partir de 2016. Também não houve retorno sobre onde alguns ainda permanecem e por qual motivo não foram retirados.

Saiba mais

Espaço da música
Em 2016, ao menos 20 estruturas de postos comunitários de segurança foram transformadas em salas de aula da Escola de Música de Brasília (EMB). A proposta partiu de uma ideia da professora de canto erudito Denise Tavares e saiu do papel após parceria entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal, a Novacap e a PM. Além da Escola de Música, projetos sociais também receberam as unidades, como a cidade do Riacho Fundo 2, que transformou o posto em uma biblioteca pública.
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PEC da 2ª instância não é a única urgência do Brasil, diz Maia

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Presidente da Câmara afirmou que qualquer resposta precipitada do Parlamento pode gerar mais instabilidade política

Prisões: Maia admite liberar o avanço do tema na Câmara (Cleia Viana/Agência Câmara)

A defesa de um grupo de parlamentares para que o Congresso paute o mais rápido possível a discussão sobre a prisão após condenação em segunda instância não encontra respaldo no presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Maia disse que o tema “não é a única urgência do Brasil” e defendeu cautela na análise do assunto pelo Congresso. “Qualquer resposta precipitada que o Parlamento der, vai ser responsável por gerar mais instabilidade política”, afirmou.

Mesmo assim, Maia admite liberar o avanço do tema na Câmara, porque o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, transferiu parte da responsabilidade da Corte para o Legislativo.

“Ele não terminou o julgamento quando ele diz ‘o Congresso pode mudar’”, disse. “É óbvio que, se ele não entende isso como uma afronta à regra da harmonia, não sou eu que vou dizer que esse tema não poderá ser debatido na Câmara.”

Na semana passada, o Supremo reviu seu entendimento e permitiu a presos condenados aguardarem em liberdade até que todos os seus recursos sejam julgados pela Justiça, o que pode levar anos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros condenados da Lava Jato foram soltos a partir disso.

Ontem, a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) virou um terceiro turno da eleição entre petistas e bolsonaristas. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acusou o PT de ter mandado matar o ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. “Cuidado que eu vou ser eleito governador, hein?”, afirmou, dirigindo-se a deputados da oposição. O líder do PT, Paulo Pimenta (RS), devolveu a provocação, acusando a família Bolsonaro de ter contas pessoais pagas por Fabrício Queiroz. O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro é suspeito de embolsar parte dos salários de funcionários da Alerj.

No Senado, um grupo de senadores favoráveis à proposta de prisão após condenação em segunda instância defende barrar votações no plenário se o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não pautar o texto após votação na CCJ da Casa. O colegiado deve discutir a PEC no próximo dia 20.

A estratégia foi desenhada em uma reunião entre dez senadores com o autor da PEC, Oriovisto Guimarães (Pode-PR) e a relatora do texto, Juíza Selma (Pode-MT). “Na hipótese remota de ele se negar a pautar após a votação na CCJ, vamos partir para a obstrução. É coisa para daqui a 15 dias”, disse Oriovisto.

Na segunda-feira, 11, Alcolumbre cancelou uma sessão deliberativa do Senado, o que impediu o avanço da discussão sobre a segunda instância. Ele ainda não comentou a proposta desde o julgamento do STF.

Para Maia, obstruir a pauta “é um erro”, porque prejudica outros temas importantes que aguardam votação.

“O Brasil não tem apenas a distorção na morosidade do Judiciário. O saneamento público está pronto para ir ao plenário. Vamos deixar de votar?”, comentou. “O trabalho da CCJ é melhorar o texto. Falei já isso para o presidente do colegiado Felipe Francischini (PSL-PR): ‘Acho que vocês deveriam melhorar buscar outro caminho, outro artigo da Constituição, para que não se faça apenas um movimento político pragmático’”.

Maia avaliou o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após deixar a prisão, como “muito raivoso” e saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro.

“Ele é um ex-presidente da República, o presidente Bolsonaro não tem culpa pelos problemas que o Lula vive. É um discurso já politizando eleitoralmente e é ruim.”

Maia, que já disse não acreditar que o Supremo possa tornar Lula elegível, vê dificuldades para que o DEM tenha convergência com o PT.

“Infelizmente, o PT não considera a agenda das reformas, pelo menos até o momento, pelo resultado da Previdência.”

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Ineficiência de políticas públicas coloca futuro de adolescentes em risco

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Acesso à educação e amparo de egressos do Sistema Socioeducativo podem evitar que adolescentes sigam o caminho do crime. Enquanto isso, as unidades de internação correm risco de colapso, devido à falta de pessoal e de investimento

Unidade de Internação de Santa Maria é dos locais onde jovens infratores permanecem para cumprir medidas socioeducativas
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

À sombra da criminalidade, jovens quase sem perspectiva buscam a violência para conduzir a própria vida. A ausência de políticas públicas, principalmente o acesso à educação, e do amparo de egressos infratores, coloca em risco o futuro de muitos adolescentes da capital do país e do Entorno. Hoje,  800 das 868 vagas das unidades de internação provisória do Distrito Federal estão ocupadas. Paralelo à quase lotação, o Sistema Socioeducativo encontra-se defasado e pouco apresenta alternativa para aqueles que sucumbiram ao mundo do crime.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que jovens infratores podem cumprir medidas socioeducativas sem restrição de liberdade, com advertência e prestação de serviço à comunidade, ou nos regimes de internação e de semiliberdade. Levantamento da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) mostra que até 18 de outubro quatro das sete unidades de internação do DF estavam lotadas. Dessas, três extrapolavam a capacidade máxima.
Pesquisa de 2016, realizada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), por meio do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), indica que 47% do total de atos infracionais cometidos no país foram classificados como análogos a roubo. Em segundo lugar com cerca de 22% do total, vem o ato similar ao tráfico de drogas. O ato infracional análogo ao homicídio simboliza cerca de 10% dos atos cometidos naquele ano.Por dia, cerca de 18 adolescentes são apreendidos no Distrito Federal. Levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostra que 4.873 jovens passaram pelas delegacias da capital entre janeiro e setembro de 2019. Em comparação a igual período do ano passado, quando ocorreram 5.560 registros, houve redução de 12,4%. Além disso, há dezenas de ocorrências envolvendo menores de 18 anos. Entre elas está o assassinato do motorista de transporte por aplicativo Henrique Fabiano Dias, 25 anos, cometido por seis adolescentes de 14 a 17 anos em 13 de outubro.

(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Sistema frágil

Desde o fim do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), em 2014, o Sistema Socioeducativo passou a ser uma esperança para os jovens internos. Entretanto, trabalhadores da unidade exigem mais efetivo e melhor estrutura. Em 4 de agosto, funcionários da categoria cruzaram os braços por dois dias em busca de melhorias. Entre as reivindicações estava a instalação de postos policiais fixos 24 horas, identidade funcional e fim dos contratos temporários.
Desde a paralisação, o Governo do Distrito Federal (GDF) se mobilizou para sanar alguns desses problemas e encaminhou à Câmara Legislativa projeto de lei que prevê a criação do serviço voluntário para os agentes para, com isso, amenizar o problema de falta de efetivo. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa do DF (Sindsee-DF), Alexandre Rodrigues, as negociações entre as partes estão “caminhando”. Ele ressalta que as unidades são negligenciadas desde gestões anteriores. “Os prédios são sucateados, temos quadro baixo de servidores e falta investimento e formação”, diz.
Para Alexandre, o trabalho é perigoso e ocorrências de ameaças e agressões são comuns. “Somos cerca de 1.450 agentes para 800 jovens. Entretanto, trabalhamos em esquema de plantões e escalas”, ressalta. “Tudo funciona pela metade. As escolas, as atividades, as oficinas. Precisamos de políticas que incentivem o interno a não voltar à realidade (do crime) em que ele estava, que era sem perspectiva”, destaca.
Quem precisou passar por internação aponta dificuldades no processo de ressocialização. Aos 16 anos, Marcos (nome fictício) conta que permaneceu 20 dias internado no antigo Caje. “Hoje, tenho 40 anos e lembro que o lugar em que fiquei era como se fosse uma carceragem. Os agentes nos tratavam como detentos e vi muitas agressões”, lembra. Apesar do extenso intervalo de tempo, ele ressalta que acompanha até hoje a situação do sistema.
“Faço um serviço nas unidades de internação de levar uma mensagem de recuperação a esses jovens. Cometi vários delitos durante a adolescência, como tráfico de drogas, furtos e roubos. Hoje, consegui sair dessa vida e espero ajudar outras pessoas”, afirma. De acordo com ele, os locais onde os jovens ficam são diferentes do antigo Caje, porém a ressocialização ainda é um processo difícil. “Acredito que a maioria das pessoas caem no crime por curiosidade e quando fazem más amizades. O ideal é investir no cuidado desses adolescentes e, assim, mudar a vida deles”, diz.

Mudanças

Especialista em sociologia da Universidade de Brasília (UnB), Vicente Faleiros ressalta que as unidades socioeducativas são melhores do que o antigo Caje, principalmente porque os internos têm acesso a educação. Entretanto, ele aponta que ainda falta garantir o direito à saúde, ao esporte, ao lazer e à cultura. “Os agentes estão mal preparados para atender a condição do infrator. Eles não conseguem manter diálogo. Além disso, faltam projetos culturais e mais informações disponíveis para que os adolescentes saibam da própria situação”, comenta.
O estudioso ainda acrescenta que é necessário estabelecer uma “ponte” entre adolescente com alguma atividade que fortaleça a decisão dele de integrar e se incluir na sociedade. “Enfrentamos o problema do desemprego. Por isso, é preciso incluir estágios especializados e adaptados para formação e integração deles. Geralmente, as famílias desses jovens são de baixa renda, e eles precisam de apoio para fortalecer os vínculos e os valores da cidadania”, aponta.
Vicente comenta que a criação de escolas de tempo integral é uma medida que tem dado certo em outros países e em alguns estados brasileiros. “Na Paraíba, em municípios onde essa modalidade de ensino foi implementada, a condição dos adolescentes mudou. Isso acontece porque eles têm um lugar para ficar, conviver e se educar”, reforça. De acordo com ele, muitas famílias não têm condição de ficar com esses jovens o tempo inteiro, o que abre espaço para que eles sejam atraídos para a criminalidade.
Por meio de nota oficial, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) informou que, para evitar que jovens entrem na criminalidade, desenvolve atividades nos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (CCFV). De acordo com a pasta, a unidade presta assistência social para famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social. O órgão explica que o programa “estimula a integração e a troca de experiências entre os participantes, valorizando o sentido da vida coletiva, e promove o respeito às diferenças, a colaboração e o autoconhecimento, além de fortalecer o vínculo familiar”. Para participar do programa, o interessado precisa procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Crea) da região onde vive.

Morto asfixiado

Os adolescentes apreendidos confessaram o assassinato de Henrique. De acordo com os investigadores, eles pediram corrida na saída de uma igreja, em Águas Claras, com destino ao Guará. Durante o trajeto, anunciaram o assalto. Os acusados estavam com uma arma falsa e contaram aos policiais que o motorista reagiu ao assalto; por isso, o mataram enforcado. O corpo dele foi abandonado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

MEMÓRIA

Passado de descaso
Desativado em 2014, o Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) abrigava adolescentes no cumprimento de medidas socioeducativas. Localizada no Plano Piloto, a unidade sofria com superlotação e apresentava vários problemas estruturais, como falta de ventilação, pintura na parede e higienização. Desde a inauguração, em 1976, dois servidores e 30 adolescentes morreram no local. No ano em que os últimos internos deixaram a unidade, o governador à época, Agnelo Queiroz (PT), determinou a demolição da unidade. A derrubada do lugar gerou expectativa de que o processo de ressocialização de jovens infratores seria melhorado na capital.

Vagas no sistema

Unidade de Internação Provisória de São Sebastião (UIPSS)
» Capacidade 180
» Ocupação 111
Unidade de Internação de Santa Maria (UISM)
» Capacidade  160
» Ocupação 150
Unidade de Internação de São Sebastião (UISS)
» Capacidade  120
» Ocupação 126
Unidade de Internação de Planaltina (UIP)
» Capacidade 88
» Ocupação 88
Unidade de Internação do Recanto das Emas (Unire)
» Capacidade 180
» Ocupação 198
Unidade de Internação de Brazlândia (Uibra)
» Capacidade 60
» Ocupação 68
Unidade de Internação de Saída Sistemática (Uniss)
» Capacidade 80
» Ocupação 59
*Os dados são do efetivo do dia 18 de outubro
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Servidores do GDF terão feriadão prolongado a partir desta quarta-feira

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Por causa do encontro dos Brics, funcionários públicos do DF e de parte dos Três Poderes terão ponto facultativo nesta quarta-feira (13/11) e quinta-feira, véspera do Dia da Proclamação da República. Saúde, educação e transporte sofrerão alterações

O tráfego de veículos na Esplanada dos Ministérios ficará suspenso por 48 horas, na quarta e na quinta-feira
(foto: Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)

Os servidores públicos do Distrito Federal e de parte dos Três Poderes terão feriado prolongado a partir desta quarta-feira (13/11). De acordo com decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), 13 e 14 de novembro serão ponto facultativo para o funcionalismo, emendando com o Dia da Proclamação da República, na sexta-feira. Por isso, é importante estar atento aos serviços do governo nessas datas para não perder tempo saindo de casa. Além disso, a Esplanada dos Ministérios ficará interditada nesse período.

O chefe do Executivo local deliberou pelo feriadão, levando em consideração a XI Cúpula da Coordenação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics), a ser realizada em Brasília nas datas que antecedem o 15 de novembro. O decreto determina que unidades que prestam atendimentos essenciais à população deverão manter escalas, para garantir o fornecimento ininterrupto dos serviços.

Na quarta-feira, a maior parte do funcionalismo público atenderá até as 12h, como é o caso das consultas e dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), em ambulatórios hospitalares, na Farmácia do Componente Especializado e na Farmácia de Alto Custo. Quem tiver horário marcado nas unidades de saúde após o meio-dia terá os exames reagendados. Os serviços de emergência dos hospitais, das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Hemocentro não sofrerão alterações.

Os trabalhadores que dependem do transporte público precisarão se organizar para evitar imprevistos. Enquanto a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF) funcionará normalmente no período, os horários dos ônibus serão alterados. Até as 14h de quarta-feira, os coletivos que ligam as regiões administrativas seguirão a escala normal. Depois disso e até o fim do feriadão, motoristas e cobradores farão viagens conforme a escala de sábado.

A segurança pública do Distrito Federal, que inclui o Corpo de Bombeiros Militar, a Defesa Civil e as polícias Civil e Militar, trabalhará em escala de fim de semana. Isso não afetará o atendimento 24 horas para toda a população no feriadão. Postos do Departamento de Trânsito (Detran) e do Na Hora funcionarão até as 12h desta quarta-feira (13/11). Na quinta e na sexta-feira, não haverá expediente.

Trânsito

O tráfego será fechado na Esplanada dos Ministérios por 48 horas, na quarta e na quinta-feira. A Via S1, que desce para o Congresso Nacional, será interditada na altura da Catedral. Nenhum motorista poderá acessar a N1, que sobe para a Rodoviária do Plano Piloto. A interdição começa na L4, perto do Corpo de Bombeiros, e se estende até a L2 Norte. O trânsito também será interrompido na S2, na altura da L2 Sul (rotatória atrás da Catedral) até a L4 Sul, ao lado da Procuradoria-Geral da República. Na N2, o fluxo de veículos será fechado desde o Buraco do Tatu.

As alterações no trânsito também alcançarão as proximidades do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), no Setor de Clubes Esportivos Sul. As reuniões do Brics ocorrerão no local; por isso, as vias de acesso serão fechadas da 0h às 20h desta quarta-feira (13/11).

Colaborou Cibele Moreira

Três Poderes

Os servidores públicos da Esplanada dos Ministérios também terão ponto facultativo nesse dois dias. Assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a portaria saiu publicada no Diário Oficial da União, em edição extraordinária. A norma dispensa do trabalho os servidores da administração pública federal durante o encontro do Brics. A portaria vale apenas para os órgãos localizados na Esplanada ou em vias adjacentes.

O que abre e o que fecha

Saúde
As Unidades Básicas de Saúde, os ambulatórios e a Farmácia do Componente Especializado funcionam até as 12h desta quarta-feira (13/11). Na quinta e na sexta-feira, os serviços não funcionam e serão reagendados. O Samu, as emergências hospitalares e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não sofrerão alterações. O Hemocentro fechará no dia 15, sexta-feira.

Segurança
A Defesa Civil funciona em esquema de plantão, com equipe de campo e emergências pelo 199. Usuários com vistorias marcadas para quarta-feira à tarde e quinta-feira deverão procurar os postos onde houve o agendamento, entre 18 e 20 de novembro. O Corpo de Bombeiros trabalha em escala diferenciada entre esta quarta-feira (13/11) e sexta-feira. A Polícia Militar não terá expediente administrativo entre as 13h de quarta-feira e a quinta-feira. A Polícia Civil funciona em escala de plantão de fim de semana a partir desta quarta-feira (13/11). A Delegacia Eletrônica funciona normalmente (https://delegaciaeletronica.pcdf.df.gov.br).

Educação
Nesta quarta-feira (13/11), cada escola seguirá escala própria e ficará responsável por informar aos pais se haverá aula ou não. Na quinta e na sexta, não haverá aula.

Transporte
O serviço do metrô não sofrerá alteração nesta quarta-feira (13/11) e quinta-feira. Os ônibus circulares (dentro das cidades) rodarão sem mudanças nesta quarta-feira (13/11). Na quinta e na sexta-feira, seguirão escala de sábado. As linhas que ligam as regiões administrativas só funcionarão normalmente até as 14h desta quarta-feira (13/11). A partir desse horário, seguem a tabela de sábado.

Trânsito
Postos do Departamento de Trânsito (Detran) e do Na Hora funcionarão até as 12h desta quarta-feira (13/11). Na quinta e na sexta-feira, não haverá expediente.

Bancos
As agências do Banco do Brasil funcionarão normalmente até quinta-feira, mas fecham no feriado da Proclamação da República. A Caixa Econômica Federal não respondeu à reportagem.

Esporte
Os Centros Olímpicos e Paralímpicos do Distrito Federal aderiram ao ponto facultativo e não funcionarão a partir desta quarta-feira (13/11).

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