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A picada da mosca que deixa vítimas em sono profundo

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Alterações de personalidade, confusão mental grave e má coordenação também podem acontecer

Esqueça o que você conhece por picada de mosquito. Enquanto o inseto é capaz de inserir sua micro e fina língua diretamente no sangue da vítima, muitas vezes sem nem ser ao menos notado, existe uma espécie cuja boca possui minúsculas serrilhas capaz de romper a pele para sugar o sangue. Trata-se da mosca tsé-tsé.

Para piorar, várias espécies dessa mosca podem transmitir doenças. Uma das mais perigosas é causada por um parasita: a doença do sono ou tripanossomíase humana africana (THA), para dar o nome oficial. Sem tratamento, ela é normalmente fatal.

Como tantas doenças tropicais, a doença do sono tem sido muitas vezes negligenciada pelos pesquisadores farmacêuticos. No entanto, investigadores têm se esforçado há tempos para compreender como ela engana os mecanismos de defesa do nosso corpo. Algumas de suas descobertas, porém, agora podem ajudar a eliminar a enfermidade completamente.

Há dois parasitas unicelulares que causam o sono mortal: Trypanosoma brucei rhodesiense e T. b. gambiense. Esse último é  predominante e é responsável por até 95% dos casos, principalmente na África Ocidental. Ele leva vários anos para matar uma pessoa, enquanto o T. b. rhodesiense pode causar a morte em poucos meses. Existem ainda outras formas que infectam o gado.

Após a mordida inicial, os sintomas da doença do sono muitas vezes começam com febre, dores de cabeça e dores musculares. À medida que ela avança, os infectados ficam cada vez mais cansados – e é daí que a doença recebe seu nome. Alterações de personalidade, confusão mental grave e má coordenação também podem acontecer.

Embora a medicação ajude, alguns tratamentos são tóxicos e podem ser letais, especialmente se ministrados depois que o mal alcançou o cérebro.

Controle?
É interessante notar que a doença do sono não é tão mortal como antes. No início do século XX, várias centenas de milhares de pessoas eram infectadas por ano. Na década de 60, a doença foi considerada “sob controle” e registrou números muito baixos, tornando sua propagação mais difícil. Mas nos anos 1970 houve outra grande epidemia, que demorou vinte anos para ser controlada.

Desde então, programas melhores de rastreio e intervenções antecipadas têm reduzido o número de casos dramaticamente. Em 2009, foram contados menos de 10 000 deles pela primeira vez desde que os registros começaram, e em 2015 esse número caiu para menos de 3 000, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. A OMS espera que a doença seja completamente eliminada até 2020.

Mas, enquanto o declínio parece positivo, pode haver muitos mais casos não registrados na zona rural da África. Para eliminar o problema completamente, as infecções têm de ser acompanhadas de perto. Uma série de novos estudos tem mostrado que o parasita é mais complicado do que se imaginava.

A doença do sono sempre foi considerada – e diagnosticada – como uma doença de sangue, pois o T. brucei pode ser facilmente detectado no sangue de suas vítimas. Num estudo publicado em setembro de 2016, porém, pesquisadores revelaram ter descoberto que o parasita também pode residir na pele e na gordura.

‘Corrida armamentista’
Essa não é a única razão pela qual os parasitas podem iludir nosso sistema imunológico. Em 2014, Etienne Pays, da Universidade de Bruxelas, na Bélgica, descreveu a história da doença do sono como uma “corrida armamentista” entre os humanos e o parasita.

Nessa batalha, nossa principal arma é uma proteína chamada apolipoproteína L1, que é resistente a uma forma anterior de T. brucei. Essa proteína foi “eficiente em matar o parasita no sangue”, disse Pays. “Pelo que sabemos, ela só estava lá para matá-lo.” Infelizmente, ao longo do tempo, o parasita encontrou uma maneira de burlar a proteção da proteína.

Enquanto a apolipoproteína L1 ainda pode matar a variante que infecta o gado, não é mais eficaz contra as duas estirpes do T. brucei que infectam os seres humanos. Essas duas “conseguiram escapar”, disse Pays. Mas ele e sua equipe conseguiram ajustar a proteína em seu laboratório para torná-la resistente ao T. b. rhodesiense, a forma rara, mas mais letal.

O que eles não perceberam é que há pessoas na África que já têm um sistema de defesa semelhante. Graças a uma mutação na mesma proteína, elas têm imunidade natural contra o T. b. rhodesiense. Pays agora suspeita que algumas pessoas sejam resistentes a todas as formas do parasita.

Essa imunidade natural infelizmente tem um custo. Ninguém ainda sabe por que, mas ela tem sido associada a doenças renais em idade mais avançada.

O desafio é fazer uma variante sem efeitos colaterais. A equipe de Pays produziu outra proteína capaz de matar ambas as formas, mas, quando eles a testaram em camundongos, os animais morreram. O pesquisador ainda está aprimorando a proteína em seu laboratório, na esperança de que ela irá fornecer uma cura eficaz. “Nós criamos outra, que estamos testando atualmente”, disse.

As fases
Se Pays atingir seu objetivo, os médicos simplesmente precisarão injetar a proteína em uma pessoa infectada. Em seguida, ela vai matar o parasita e desaparecer. Isso é promissor, mas há um desafio adicional.

A razão pela qual a doença do sono é tão mortal é que ela pode entrar no cérebro. Instalada lá, causa sintomas mais graves, como confusão, alucinações e má coordenação. Uma vez no cérebro, ela se torna mais difícil de tratar e, portanto, mais fatal. Médicos pensam nisso como um segundo estágio da doença, sendo a primeira quando o parasita infecta o sangue.

Para atingir o cérebro, o parasita deve atravessar a barreira sangue-cérebro, que bloqueia a maior parte das doenças e toxinas. A questão-chave é como ele atravessa – ao que parece, estamos olhando para o lado errado do problema.

Um estudo publicado em outubro de 2016 propõe que a doença do sono tem três fases, e não duas, como se pensava anteriormente. A primeira é a picada da mosca tsé-tsé, após a qual o parasita infecta o sangue da pessoa. Na segunda etapa, que não foi identificada anteriormente, o parasita aparece no líquido cefalorraquidiano e em três membranas que envolvem o cérebro, conhecidas como meninges.

Na terceira fase, as fronteiras de proteção do cérebro quebram e uma “invasão em massa” de tripanossomas atravessa a barreira sangue-cérebro, atacando-o.

Michael Duszenko, da Universidade de Tubingen, na Alemanha, e seus colegas descobriram o segundo estágio em camundongos. Eles também encontraram uma razão para que a terceira fase leve meses e às vezes anos para ocorrer: acontece que o parasita se mantém no segundo estágio, ativamente atrasando o progresso da doença.

Para conseguir isso, ele libera um composto chamado prostaglandina D2, que faz duas coisas. Em primeiro lugar, induz o sono no paciente, tornando-o mais vulnerável à picada de uma mosca tsé-tsé. Em segundo lugar, faz com que algumas das células de parasitas iniciem um processo chamado apoptose, ou “morte celular”. Em outras palavras, o tripanossoma propositadamente destrói algumas das suas próprias células.

Matar suas próprias células pode soar como uma má ideia, mas fazê-lo “reduz a carga do anfitrião e aumenta a probabilidade de parasitas serem transmitidos para a mosca tsé-tsé”, diz Duszenko.

O conceito é manter o hospedeiro vivo, de modo que o parasita tenha mais tempo para infectar outras pessoas. Se a concentração de parasitas subir muito rapidamente, o anfitrião morreria antes de o parasita se espalhar. Essa descoberta pode ajudar a explicar por que algumas pessoas vivem com níveis crônicos da doença por anos. Livros didáticos devem agora ser reescritos em conformidade com essas pesquisas, diz Duszenko.

Adversário difícil
Apesar desses avanços, ainda há o problema de que o T. brucei é muito bom em se manter um passo à frente da defesa dos seus anfitriões. O parasita é particularmente hábil em “variação antigênica”: tem mais de 1 000 versões de uma proteína em sua superfície exterior, mas exibe apenas uma versão de cada vez, de modo que o sistema imunológico do hospedeiro só produz anticorpos contra a proteína que está à mostra.

Nesse meio-tempo, alguns dos parasitas mudam para outra versão, que não podem ser atacadas por esses anticorpos. Toda vez que o anfitrião produz anticorpos contra uma nova onda de parasitas, alguns tripanossomas mudam para uma nova camada. “A resposta imune está sempre tentando recuperar o atraso com os parasitas”, diz Martin Taylor, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Em parte por isso, não houve novas drogas durante décadas. Um dos medicamentos recomendados é a pentamidina, que trata a primeira fase do T. b. gambiense – ela foi desenvolvida em 1940. O melarsoprol, que trata a fase final, foi desenvolvido em 1949 – é tóxico e causa a morte em cerca de 5% dos casos.

Outra questão é que as empresas farmacêuticas não têm investido muito dinheiro em pesquisas sobre a doença do sono: ela é uma das chamadas doenças negligenciadas. “A razão pela qual elas são chamadas de doenças negligenciadas é porque elas foram negligenciadas”, diz Taylor. “Porque são doenças das pessoas mais pobres dos países em desenvolvimento, e, uma vez que leva milhões de dólares para desenvolver uma droga para o mercado, não há o incentivo econômico para criar novos medicamentos.”

Isso parece ter mudado um pouco nos últimos anos. Algumas empresas farmacêuticas até fizeram parcerias com organizações sem fins lucrativos que pressionam por novos remédios. MacLeod diz que há duas novas drogas “em vias de desenvolvimento”, que estão passando por testes. “Recentemente, tem havido um esforço para encontrar drogas para essas doenças negligenciadas”, afirma.

A doença do sono certamente continuará presente nos próximos anos. Mas, ao revelar mais segredos do parasita, um dia poderemos ser capazes de colocá-la para dormir de vez.

 

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Mutirão em Ceilândia oferece serviços gratuitos de assistência social, saúde e beleza neste sábado

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Atividades, na Praça da Bíblia vão das 9h às 16h. Veja como participar.

Imagem aérea do Centro de Ceilândia, no DF, em período de isolamento social durante a pandemia de Covid-19 — Foto: TV Globo/Reprodução

A Praça da Bíblia, em Ceilândia, no Distrito Federal, recebe neste sábado (16) uma série de serviços gratuitos para a população. Das 9h às 16h, será possível ter orientações na área da assistência social, orientação nutricional, serviços odontológicos, oficinas de gastronomia, de moda, beleza e saúde.

O mutirão é promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal. Conforme a Fecomércio, “cada serviço terá um número de atendimento estabelecido, dependendo da área”.

“A carreta da mulher, por exemplo, fará cerca de 20 atendimentos. Mas, no evento, poderá ter 2,5 mil pessoas ao mesmo tempo. Alguns atendimentos terão senhas, para evitar aglomeração”, diz a Fecomércio.

“Estaremos com a carreta da mulher para a realização de exames preventivos de mamografia e papanicolau. Neste mês, vamos reforçar a campanha Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama. A unidade móvel de odontologia também estará presente para atendimentos e uma psicóloga abordará sobre saúde mental”, diz o diretor regional da instituição, Valcides de Araújo Silva.

Alunos e instrutores do Senac vão atender a população nos espaços de massoterapia, aferição de pressão, medição de glicemia, corte de cabelo e oficinas de biscoitos, entre outros. Já o Sesc-DF vai mostrar alguns dos seus programas, nas áreas de saúde, assistência social, recreação, relacionamento com o cliente, educação e cultura.

“O Sesc, o Senac, o Instituto Fecomércio e a Federação oferecem diversos serviços sociais, de qualificação profissional, de educação e lazer. Estaremos lá de portas abertas para que a população de Ceilândia também possa conhecer oportunidades de cursos ofertados pelo Senac”, explica a diretora regional do Senac-DF, Karine Câmara.

Na área de educação, o planetário móvel vai ensinar sobre astronomia. A carreta do projeto BiblioSesc também estará na Praça da Bíblia com música, pedal kart para as crianças e distribuição de picolé e pipoca.

Segundo a Fecomércio, o evento vai seguir todos os protocolos para evitar a proliferação do coronavírus. O uso de máscara será obrigatório, assim como o distanciamento, e os organizadores vão disponibilizar álcool em gel para quem for ao local.

Serviço

Sistema Fecomércio Perto de Você

  • ​Data: sábado (16)
  • Horário: das 9h às 16h
  • Local: Praça da Bíblia, Ceilândia
  • De graça

 

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Egov ganha sala de inovação e estúdio de gravação

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Novo espaço ficará à disposição de todos os órgãos do GDF para projetos com foco em estratégias inovadoras e na melhoria do serviço público

A Secretaria de Economia (Seec) inaugurou, nessa quinta-feira (14), a primeira sala de inovação, localizada na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), órgão que pertence à Secretaria Executiva de Qualidade de Vida e Valorização do Servidor (Sequali) da pasta.

A sala de inovação pode receber palestras, cursos, dinâmicas em grupo, apresentações e workshops | Fotos: Divulgação/Seec

A sala de inovação é o que há de mais moderno nas grandes empresas, instituições e governos. Com a metodologia baseada no conceito de learning by doing –  aprender fazendo -, a Egov adapta-se ao futuro da educação. Além de inovar, também impulsiona uma nova cultura, em que a construção criativa e o domínio da tecnologia contribuem para o processo de capacitação dos servidores e dos empregados públicos do GDF.

Participaram da cerimônia de descerramento da placa e entrega das instalações oo secretário de Economia, André Clemente; da secretária executiva Adriana Faria; a diretora executiva da Egov, Juliana Tolentino; a secretária executiva do Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental, Rose Rainha; o secretário executivo da Secretaria de Projetos Especiais, Roberto Vanderlei de Andrade, e a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

Evento de inauguração da sala de inovação na Escola de Governo

“Estamos colocando a Escola de Governo em um elevado patamar com esta entrega. O que estamos fazendo desde o início deste governo é inovação. Todos os dias pensamos em uma forma diferente de fazer as coisas. Essa entrega só é possível porque o governador Ibaneis Rocha confia em nós e nas nossas ideias”, celebrou o secretário de Economia.

A sala de inovação ficará à disposição de todos os órgãos do GDF para reuniões, grupos de trabalho, cursos e outros projetos voltados à inovação e melhoria do serviço público. O espaço pode receber palestras, cursos, dinâmicas em grupo, apresentações e workshops.

“A Egov está ainda mais conectada com a inovação – tema de destaque no ambiente corporativo dos setores públicos e também do ambiente educacional – e mostra-se preparada para enfrentar os novos tempos, com o compromisso de capacitar os servidores do GDF”, afirmou a secretária-executiva da Sequali. “Acreditamos nas inovadoras práticas de ensino e de aprendizagem que estimulam a aquisição de conhecimento independente.”

O evento também contou com palestra do coordenador de Projetos Estratégicos da Defensoria Pública do DF, Rogério Leitão, que falou sobre inovação no setor público. “As transformações tecnológicas, econômicas e sociais contemporâneas têm exigido dos governos respostas a novos desafios e às demandas diversificadas da sociedade civil e do setor produtivo. O Estado deve servir à população de forma mais eficiente e efetiva”, disse o gestor.

“As metodologias de inovação chegaram para ficar. Elas melhoram todo o desempenho de projetos e a realização dos trabalhos, além de proporcionarem uma melhor entrega utilizando a implementação das políticas públicas. O uso dinâmico da sala estimula a gestão participativa, a criatividade e o engajamento das equipes”, comemorou a diretora da Egov.

Estúdio

Estúdio de gravação

O estúdio de gravação foi inaugurado para melhor atender ao novo formato de cursos e palestras por meio de videoconferências ou remotos realizados pela Egov.

Juliana Tolentino ressaltou a procura por atividades de aprendizagem remota: “Apenas este ano, quase 4 mil servidores se inscreveram nas atividades remotas oferecidas pela Egov, tanto nos cursos autoinstrucionais quanto nas aulas ministradas por meio de plataformas virtuais. Estamos investindo nos cursos a distância, e o estúdio de gravação de aulas proporcionará produção de conteúdo mais dinâmica e ajudará a ampliarmos a nossa meta, que é oferecer a cada dia mais opções para os nossos servidores”.

*Com informações da Secretaria de Economia

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Zoo de Brasília inaugura brete de treinamento para elefante

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Equipamento ajudará nos cuidados veterinários sem a intervenção anestésica

Com o objetivo de promover o bem-estar e a saúde dos animais sob seus cuidados, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) agora conta com um brete de treinamento exclusivo para elefantes. Por meio do novo equipamento, construído sob as medidas dos elefantes da FJZB, é possível realizar procedimentos veterinários e análises clínicas sem a intervenção anestésica.

Os treinamentos são realizados pelo Núcleo de Bem-Estar Animal, em conjunto com os cuidadores do setor, e ocorrem duas vezes por semana, com duração de aproximadamente 45 minutos | Fotos: Divulgação/Zoo Brasília

Para isso, são realizados treinamentos duas vezes por semana por uma equipe híbrida, composta por biólogos, médicos veterinários e cuidadores de animais. Para que os animais atinjam o comportamento esperado pelo Núcleo de Bem-Estar Animal (NBEA), a técnica adotada é a condicionamento operante com reforço positivo.

“Além de tornar o treinamento mais seguro, tanto para nós quanto para os animais, o brete nos dá muitas possibilidades de desenvolver inúmeras tarefas com os elefantes”Marisa Carvalho, bióloga e chefe do Núcleo de Bem-Estar Animal

Toda vez que o animal realiza o movimento solicitado, como dar a pata para os cuidados de suas unhas ou a orelha para facilitar a colheita de sangue, uma recompensa alimentar é fornecida. Caso o animal não o execute, não ocorre nenhuma punição. A bióloga e chefe do NBEA, Marisa Carvalho, explica a importância do brete e dos treinamentos na garantia da qualidade de vida do animal.

“Além de tornar o treinamento mais seguro, tanto para nós quanto para os animais, o brete nos dá muitas possibilidades de desenvolver inúmeras tarefas com os elefantes. O mais importante para nós é ter acesso às patas para fazermos todos os cuidados necessários. Aos poucos, estamos conseguindo ganhar a confiança dela”, explica, em relação à elefante Bela.

Além disso, o equipamento facilitará procedimentos veterinários, como colheita de sangue e exames preventivos. Por meio dos treinamentos, tais práticas ocorrerão de forma com que o próprio animal, de maneira cooperativa, permita que a equipe técnica se aproxime para a execução dos procedimentos.

Toda vez que o animal realiza o movimento solicitado uma recompensa alimentar é fornecida 

“O nosso objetivo inicial é que o animal permita ficar perto da equipe de forma segura, sem medo. Depois, começamos o processo de dessensibilização, ou seja, de tirar o incômodo do animal, por meio da escovação e do toque. A orelha, por exemplo, é muito importante porque é onde se faz a colheita de sangue em elefantes”, detalha a bióloga.

Os treinamentos são realizados pelo NBEA, em conjunto com os cuidadores do setor, e ocorrem duas vezes por semana, com duração de aproximadamente 45 minutos. Por enquanto, somente a elefante Bela passa pelos treinamentos, mas a expectativa é que em breve o elefante Chocolate também comece com as atividades de condicionamento.

*Com informações do Zoo Brasília

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Documentação Urbanística amplia acesso ao público

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Site possui acervo de 20 mil documentos urbanísticos abertos à população 

“Essa democratização do acesso à informação beneficia profissionais da área, órgãos públicos em geral, pesquisadores, estudantes e toda a população”Mateus Oliveira, secretário de Desenvolvimento Social e Habitação

O Sistema de Documentação Urbanística e Cartográfica do Distrito Federal (Sisduc) foi oficializado nesta semana, com a publicação do decreto n° 42.599 no Diário Oficial do Distrito Federal, assinado pelo governador Ibaneis Rocha. “O decreto veio para ser um instrumento legal que oficialize o sistema, que guarda todos os projetos urbanísticos desde o início de Brasília”, resume a coordenadora do Sistema de Informação Territorial e Urbano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Litz Bainy.

Gerido pela Seduh, o sistema possui um acervo de 20 mil documentos urbanísticos abertos à consulta da população. Há plantas gerais, projetos de urbanismo, memoriais descritivos, normas de gabarito, tabelas de classificação de usos e atividades, planos diretores e parâmetros de urbanismo.

Sistema oferece diversas informações aos usuários | Foto: Divulgação/Seduh

“Essa é mais uma ação de transparência ativa e desburocratização, que constituem pilares importantes da nossa gestão”, afirma o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira. “Essa democratização do acesso à informação beneficia profissionais da área, órgãos públicos em geral, pesquisadores, estudantes e toda a população.”

Tudo que o cidadão precisa saber sobre as normas e os parâmetros urbanísticos para a edificação de um lote, por exemplo, pode ser encontrado de forma on-line no sistema. Todo o acervo foi digitalizado, em um processo que começou em 2006, quando os documentos originais começaram a ser escaneados.

Os documentos originais foram fotocopiados e digitalizados para facilitar a organização e a busca de quem acessa o Sisduc. “Antes, havia filas de pessoas para ter uma cópia desses documentos, e ainda tinham que pagar por eles”, comenta Litz Bainy. “Atualmente, o sistema é totalmente transparente, gratuito, e a pessoa pode ter acesso da própria casa.”

O Sisduc está disponível neste site.

Portal da Regularização

Outra ferramenta da Seduh que garante mais transparência à população é o Portal da Regularização, que mostra processos referentes a novos parcelamentos no Distrito Federal.

Por meio do portal, qualquer pessoa pode consultar informações em um mapa sobre a região em que tenha interesse e consultar o processo de regularização daquela área. Confira aqui o portal.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação

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Brasília

Reinauguração: Na Hora da Rodoviária volta a funcionar nesta quinta (14/10))

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A unidade de atendimento permaneceu fechada por 90 dias para reforma. O governador Ibaneis Rocha participou da entrega

 

Na Hora da Rodoviária do Plano Piloto voltará a atender a população a partir desta quinta-feira (14/10), após ficar fechada por 90 dias para a primeira reforma em quase 20 anos de funcionamento. O governador Ibaneis Rocha (MDB) esteve presente na reinauguração para prestigiar a nova estrutura. O chefe do executivo local andou pela unidade, conheceu as salas e puxou uma multidão consigo.

“A Sejus está de parabéns. Vamos levar esse atendimento para todas as cidades do Distrito Federal, nós queremos exatamente um Na Hora prestando serviços à comunidade. Essa é a prova de que é possível melhorar o atendimento e a vida das pessoas”, ressaltou Ibaneis.

A secretária de justiça Marcela Passamani e o vice-governador Paco Britto também compareceram na unidade. A reforma e modernização da unidade na rodoviária foi uma parceria com o Banco de Brasília (BRB).

Reforma

Nos últimos três meses, a unidade passou por uma ampla reforma, que incluiu a troca de piso, banheiros, copa e substituição do sistema elétrico e do parque tecnológico. Agora, o espaço também disponibilizará atendimento por linguagem de sinais e bilíngue.

Para os servidores foi inaugurada a Sala de Descompressão, bem como redefinição do layout, mobiliários e divisórias, que vão possibilitar a ampliação de serviços públicos pelos órgãos parceiros e uma melhor experiência por parte do usuário.

Além do posto na Rodoviária do Plano Piloto, o Na Hora tem outras unidades no Riacho Fundo, Taguatinga, Ceilândia, Gama, Brazlândia e Sobradinho.

Atendimentos

O Na Hora reúne 14 serviços públicos:

  • Caesb
  • Codhab
  • Detran
  • Defensoria Pública da União
  • Instituto de Identificação da Polícia Civil do DF
  • Neoenergia
  • Ouvidoria do Corpo de Bombeiros Militar do DF
  • Polícia Rodoviária Federal
  • Procon
  • Secretaria de Economia
  • Secretaria de Desenvolvimento Social
  • Tribunal Regional Eleitoral
  • Secretaria de Administração Penitenciária
  • Banco de Brasília (BRB)
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Brasília

Caesb lança programa para renegociar dívidas de empresas, com descontos de até 99% nos juros

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Medida teve início nesta quarta-feira (13), para companhias que quiserem pagar débitos à vista, com desconto máximo. A partir de 1º de novembro, também será possível parcelar dívida.

Registro de consumo de água da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) — Foto: TV Globo/ Reprodução

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) lançou um programa para renegociação de dívidas de empresas junto à estatal. A iniciativa começou nesta quarta-feira (13) e vai até 29 de novembro, para companhias que quiserem pagar o débito à vista, com desconto de 99% sobre os juros de mora.

Já para aquelas que quiserem parcelar a dívida, o prazo de adesão é entre 1º e 30 de novembro. Neste caso, o desconto sobre os juros é gradativo, e varia entre 60% e 90% (veja mais abaixo). No entanto, há cobrança de juros de 0,52% ao mês em cima do parcelamento.

De acordo com a Caesb, podem participar empresas de qualquer categoria, menos as públicas. A iniciativa permite a inclusão de faturas vencidas até 31 de agosto.

Pagamento à vista

A estatal afirma que as empresas elegíveis vão receber um comunicado sobre o programa, junto com um código de barras para pagamento do débito, à vista, em até 15 dias.

Porém, o aviso não será enviado para os usuários que tiverem entrado na Justiça contra a Caesb, questionando o faturamento das contas d’água, assim como os que estão sendo cobrados pela companhia em ações judiciais.

 

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