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A evangélicos, Bolsonaro diz que ‘falta fé’ ao Brasil

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Presidente afirmou que está na Presidência cumprindo a “missão de Deus”; reunião em hotel no Rio de Janeiro também teve Dias Toffoli e Davi Alcolumbre

Jair Bolsonaro, Davi Alcolumbre, Silas Malafaia e Dias Toffoli, durante encontro do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB) – 11/04/2019 (Mauro Pimentel/AFP)

Os chefes dos três poderes da República se reuniram nesta quinta-feira com as principais lideranças evangélicas num hotel de luxo na Barra, no Rio de Janeiro. Diante da plateia de pastores, as autoridades procuraram ressaltar o seu lado religioso e agradar aos representantes da comunidade protestante, que elegeu uma bancada de mais de cem parlamentares e deu mais de 21 milhões de votos ao presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

Em seu discurso, o presidente da República afirmou que “falta fé” ao Brasil, que o seu governo passou a votar na ONU conforme o versículo bíblico João 8:32 (“conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”), que a sua eleição foi um milagre divino e que está no Planalto cumprindo a “missão de Deus”. Bolsonaro também dedicou parte da sua fala para elogiar Israel como exemplo de nação a ser seguida. “Olha o que eles não têm e o que eles são (referindo-se ao clima e geografia adversos e à tecnologia desenvolvida para produção agrícola). Nós temos tudo e olha o que não somos. O que nos falta? Falta fé”, acrescentou Bolsonaro.

O presidente do STF, Dias Toffoli, por sua vez, fez questão de dizer que também “professa a fé no nosso Senhor Jesus Cristo” e destacou o caráter conciliatório dos evangélicos. “Estou diante de uma verdadeira usina de solução de conflitos”. Em seguida, foi a vez do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que iniciou a fala afirmando “ter a honra” de ser “filho da terra prometida”.”É o nosso judeu cristão”, brincou Toffoli.

O clima do almoço foi de festividade e tietagem – uma longa fila se formou para cumprimentar o presidente e conseguir tirar uma selfie com ele. Antes do almoço de picanha, frango com ervas e macarrão, Bolsonaro arrancou risos da plateia ao comentar sobre um evento de pré-campanha feito no interior de São Paulo no meio do ano passado. “Pré-campanha, para deixar bem claro, Toffoli”, ressaltou ele. “Jamais vou confessar qualquer crime aqui”.

O evento também marcou o reencontro do presidente com o ex-senador Magno Malta, que o havia apresentado à maioria daqueles pastores durante a campanha eleitoral. Desde que perdeu a eleição para o Senado no Espírito Santo e não foi agraciado com nenhum ministério, Malta, o “vice dos sonhos”, segundo o próprio Bolsonaro, andava sumido. “Quase chorei. Que nunca mais nos afastemos”, comentou o presidente dirigindo-se a ele.

Apesar das autoridades de peso presentes, quem mais falou foi o pastor John Hagee, que lidera a igreja de Cornerstone, em San Antonio, no Texas. Líder do grupo “Christians United for Israel”, ele fez um apelo para que Bolsonaro mudasse a embaixada de Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Ele narrou um encontro que teve com presidente Donald Trump, a quem descreveu como alguém gracioso, cheio de compaixão e que “ouve muito”. “Ele me perguntou: ‘Será que vai começar uma guerra se eu reconhecer Jerusalém como capital eterna de Israel?’ Eu respondi: ‘Absolutamente não. Você reconhecer Jerusalém vai apenas sugar o oxigênio desse ambiente, vai até acelerar o processo de paz’”. Trump, então, lhe questionou como tinha tanta certeza disso. “É porque eu creio na Bíblia”, respondeu Hagee, sendo em seguida muito aplaudido pelos convidados.

O pastor Silas Malafaia, que organizou o evento, complementou a argumentação de Hagee, dizendo que o Brasil não tem o direito de dizer a uma nação soberana onde é a sua capital. “O Brasil pertence à ONU, mas não é subserviente a ela”, completou. No ato final, ele chamou os representantes dos três poderes para subirem ao palco – ou púlpito, dependendo do ponto de vista – para uma oração, e declarou duas vezes: “O Brasil é do Senhor Jesus”.

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Governistas querem defender Moro na CCJ; oposição promete questionamento

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Audiência será realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e está marcada para começar as 9h

Sergio Moro: ministro da Justiça e Segurança Pública está no Senado nesta quarta-feira, 19 (Bruno Kelly/Reuters)

Brasília — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, esttá no Senado nesta quarta-feira (19) para explicar as supostas mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato durante a Operação.

Moro vai ao Senado um dia depois de novas mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, nas quais o ex-juiz teria questionado, em 2017, uma investigação envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O ministro fala agora por 30 minutos para fazer uma exposição inicial. Na sequência, cada senador terá cinco minutos para fazer perguntas. Moro terá cinco minutos para responder, além de dois minutos para réplica e outros dois para tréplica.

As inscrições para os senadores começaram mesmo antes do início da audiência. O primeiro a chegar, às 7h45, e a se inscrever foi o líder do PDT, Weverton (MA). A segunda foi a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).

A estratégia de governistas é defender Moro no colegiado atacando a invasão de celulares e classificando como normais os contatos entre magistrados e procuradores.

Já a oposição quer concentrar as perguntas no conteúdo das mensagens divulgadas, questionando o ministro sobre sua conduta enquanto juiz da Lava Jato. Alguns parlamentares ponderam que ainda querem aguardar novas revelações do caso.

Nesta terça, 18, o ministro da Justiça almoçou com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e com a senadora Soraya. Ela relatou que Moro mostrou tranquilidade com sua presença no Senado.

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G20: Bolsonaro diz que terá reunião privada com primeiro-ministro do Japão

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Na terça-feira foi Dia da Imigração Japonesa no Brasil e o presidente aproveitou a data para anunciar o encontro com Shinzo Abe

Jair Bolsonaro: presidente anuncia, via Twitter, encontro com primeiro-ministro japonês durante o G20 (Antonio Cruz/Agência Brasil)

São Paulo — O presidente da República, Jair Bolsonaro, utilizou sua conta pessoal no Twitter na manhã desta quarta-feira, 19, para anunciar que na próxima semana irá a Osaka, no Japão, onde ocorrerá o encontro do G20, e tem planos de se encontrar, “em reunião privada”, com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Esta terça-feira, 18 de junho, foi Dia da Imigração Japonesa no Brasil. Hoje, o presidente aproveitou a data para anunciar o encontro com Abe e exaltar os descendentes de japoneses no país, que vêm promovendo “imensa contribuição cultural, econômica e tecnológica” para o país, de acordo com Bolsonaro.

 

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Bolsonaro diz que nada pode fazer se decreto de armas for derrubado

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Presidente defendeu medida que facilita porte destes artefatos e acrescentou que tenta convencer senadores a manter o texto

O presidente da República, Jair Bolsonaro fala com a imprensa em Dallas, no estado americano do Texas – 15/05/2019 (Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta terça-feira, 18, que é um “democrata”, e não um “ditador”, ao responder sobre o que faria caso o Congresso Nacional derrube o decreto de armas editado por ele. “Eu não posso fazer nada, não sou um ditador, sou democrata”, disse. Por outro lado, o presidente voltou a defender o decreto, e disse que tem conversado com senadores sobre o tema. O Senado deve decidir nesta terça-feira se derruba ou não o texto assinado por Bolsonaro que flexibilizou o porte de armas no Brasil.

“Tenho conversado, sim, com senadores, explicando, conversando. Sabemos que no Brasil hoje em dia quem está à margem da lei está armado. Nada mais estou fazendo do que atendendo à vontade do povo expressa nas urnas em 2005 por ocasião do referendo”, disse Bolsonaro à imprensa após a cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, que antecedeu a reunião de conselho do governo.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou os projetos para anular o ato do presidente. A Constituição permite que o Congresso derrube um decreto que ultrapasse o poder regulamentar ou que trate de algo limitado exclusivamente ao Legislativo. Neste caso, o projeto de decreto legislativo precisa passar pelo plenário do Senado e pela Câmara dos Deputados para ser aprovado.

Naquela ocasião, os senadores rejeitaram relatório do senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que recomendava a derrubada dos sete projetos. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foi feito um acordo com as lideranças para que a proposta de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fosse analisada nesta semana.

O relatório favorável ao decreto presidencial teve nove votos favoráveis e quinze contrários na CCJ. Votaram contra os parlamentares dos partidos PT, Rede, Podemos, PSDB, PSB e PDT. Já o PSL, o DEM e o PSD votaram a favor. Agora, de acordo com o blog Radar, o clima em determinadas bancadas apontam para uma nova derrota de Jair Bolsonaro nesta terça.

O decreto de Bolsonaro questionado pelos senadores promove várias flexibilizações para o acesso a armas. Entre elas, concede o porte a 20 categorias profissionais e amplia de 50 para 5 mil a quantidade de munições que podem ser compradas por ano. A medida presidencial também amplia a possibilidade de importação de armas e permite que menores de 18 anos de idade, inclusive crianças, possam praticar tiro desportivo desde que autorizado pelos pais ou responsáveis legais.

 

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