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9,3 milhões de brasileiros vão deixar compras de Natal para a última hora

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Em levantamento do SPC Brasil, duas em cada dez pessoas afirmam que vão gastar mais do que devem na data

28% dos que vão às compras de Natal este ano possuem contas atrasadas. (Pixabay/Pixabay)

A velha mania do brasileiro de deixar as compras para a última hora continua firme neste ano. Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 9,3 milhões de pessoas ainda pretendem fazer compras de Natal.

Entre os que postergaram as compras natalinas para a última hora, a principal justificativa é a espera por promoções-relâmpago (55%) que podem ajudar a economizar na aquisição de presentes.

Outros 22% estão aguardando o pagamento da segunda parcela do 13º salário. A data limite para as empresas depositarem a cota é na próxima quinta-feira, dia 20.

14% alegam falta de tempo para procurar todos os presentes da lista. Há ainda outros 14% de entrevistados que admitem falta de organização e 5% que culpam a preguiça de fazer compras, deixando a tarefa para o limite da data comemorativa. A pesquisa também mostra que apenas 2% dos entrevistados vão adiar as compras natalinas para janeiro de 2019, preferindo aproveitar as liquidações de início de ano.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, deixar as compras de Natal para a última hora é uma atitude equivocada para quem pretende economizar. “É uma ilusão esperar que as lojas venham a oferecer grandes promoções faltando poucos dias para o Natal. As liquidações mais vantajosas costumam ocorrer após a virada do ano”, alerta.

Outro levantamento do SPC Brasil, mostra que as compras de fim de ano podem levar o brasileiro a começar 2019 endividado. Isso porque dois em cada dez consumidores gastam mais do que podem com presentes de Natal.

Entre esses consumidores, o maior percentual está entre as mulheres (23%) e classes C, D e E (22%). De acordo com Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, isso se explica porque as classes mais baixas possuem pouca margem de manobra. Como não tem um grande arrecadamento durante o ano, as compras em dezembro tem consequências ainda maiores no orçamento. Já com relação às mulheres, o alto índice ocorre pois elas são, normalmente, as principais responsáveis pelo orçamento familiar.

Ainda de acordo com a pesquisa, 23% dos consumidores que fizeram compras no final do ano em 2017, e pretendem repetir o ato em 2018, ficaram negativados. E 28% dos que vão às compras este ano possuem contas atrasadas. Ao todo foram 761 consumidores consultados nas 27 capitais do país.

Planejamento em casa

Segundo a economista, para evitar situações como as relatadas na pesquisa é necessário começar pelo planejamento em casa.

 O primeiro passo é decidir o quanto está disposto a gastar e depois escolher os destinatários dos presentes. “As vezes queremos comprar para todo mundo, mas isso acaba prejudicando as contas depois.” Para não deixar ninguém de mãos vazias, Marcela cita que lembrancinhas e a criatividade podem ajudar a economizar. “Uma boa escolha pode ser cozinhar o doce favorito da pessoa e levar na festa de natal, ao invés de comprar alguma coisa, por exemplo”.

Escolher os presentes antes também ajuda a poupar tempo e dinheiro. A economista aconselha a pesquisar na internet, procurando por preços menores e já definindo em qual estabelecimento será feita a compra.

Outro ponto importante ressaltado por ela, é não separar todo o 13° salário para as festas de fim de ano. “É necessário ter em mente a importância de guardar esse dinheiro para janeiro”.

Cuidados a serem tomados nos estabelecimentos

Mesmo seguindo esse planejamento, algumas atitudes dentro das lojas podem levar a gastos exagerados. Um exemplo disso é a chamada ‘correria’. “Quando a pessoa deixa para  efetuar a compra na última hora, ou em um horário muito cheio, acaba ficando sem paciência e com menos tempo, o que pode levar a decisões equivocadas”. Mônica também aconselha a deixar as crianças em casa. Segundo ela, os pequenos muitas vezes apressam o acompanhante e incentivam a gastar mais.

Já para quem está com problemas no cartão, sacar o dinheiro antes pode ser uma boa saída. “É interessante ir com o valor contado. Quando o consumidor está no meio da loja querendo comprar algo legal,  o cartão, tanto débito quanto crédito, pode ser um impulso para gastar mais.”

Com o final de ano, muitas pessoas começam a planejar mudanças para 2019. Para a economista, é interessante já colocar o natal de 2019 nessas metas.”Já começar a se planejar para o natal do ano que vem para comprar presentes legais e com tranquilidade”, completa ela. Fonte: Portal Exame

 

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Petrobras contrata bancos em meio a planos para emissão de títulos nos EUA

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Títulos seriam emitidos pela subsidiária integral Petrobras Global Finance, com garantia total e da estatal

Petrobras: operação será conduzida por BNP Paribas, Bank of America, Itau BBA USA, JPMorgan, Scotia Capital e SMBC Nikko Securities Americas como coordenadores (Sergio Moraes/Reuters)

A Petrobras planeja oferecer uma ou mais séries de títulos no mercado norte-americano em uma nova emissão, em operação para a qual já contratou bancos, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

Os títulos seriam emitidos pela subsidiária integral Petrobras Global Finance, com garantia total e incondicional da estatal, disse a companhia, com a ressalva de que a transação está “sujeita às condições de mercado”.

A operação será conduzida por BNP Paribas, Bank of America, Itau BBA USA, JPMorgan, Scotia Capital e SMBC Nikko Securities Americas como coordenadores, acrescentou a Petrobras, sem mencionar possíveis valores para a captação.

 

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Economia

Japão aprova novo estímulo de US$1,1 tri para conter impacto da pandemia

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Com pacote que representa cerca de 40% do PIB do Japão, governo tenta evitar profunda crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus

Japão: pacote está entre os maiores do mundo para lidar com o coronavírus (Kyodo News / Colaborador/Getty Images)

O gabinete do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aprovou nesta quarta-feira um novo pacote de estímulo de 1,1 trilhão de dólares que inclui gastos diretos significativos para impedir a pandemia de coronavírus de levar a terceira maior economia do mundo a uma recessão ainda mais profunda.

O estímulo recorde de 117 trilhões de ienes, que será financiado em parte por um segundo Orçamento extra, seguiu outro pacote de 117 trilhões de ienes lançado no mês passado.

O novo pacote leva os gastos totais do Japão para combater as consequências do vírus para 234 trilhões de ienes (2,18 trilhões de dólares), ou cerca de 40% do Produto Interno Bruto do país.

Os gastos combinados estão entre os maiores pacotes fiscais do mundo para lidar com o coronavírus, aproximando-se do tamanho do programa de ajuda de 2,3 trilhões de dólares dos Estados Unidos.

O pacote mais recente inclui 33 trilhões de ienes em gastos diretos, disse o Ministério das Finanças do Japão.

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Confiança da indústria no Brasil tem leve recuperação em maio, diz FGV

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Índice de Confiança da Indústria teve alta de 3,2 pontos em maio, para 61,4 pontos; em abril, o índice havia tocado a mínima recorde de 58,2 pontos

Indústria: Índice de Expectativas (IE) — que mede a percepção dos empresários sobre o futuro da indústria — teve alta de 5,3 pontos este mês, para 54,9 pontos (Getty Images/Getty Images)

A confiança da indústria no Brasil apresentou leve recuperação em maio, mas a alta nem de longe compensa as fortes perdas registradas entre fevereiro e abril diante das consequências da pandemia de coronavírus, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve alta de 3,2 pontos em maio, para 61,4 pontos, o segundo menor valor da série histórica. Em abril, o índice havia tocado a mínima recorde de 58,2 pontos.

Segundo a FGV, a leitura de maio representa recuperação de apenas 7,4% em relação à queda de 43,2 pontos observada entre fevereiro e abril desse ano.

“A Sondagem da Indústria de maio sinaliza acomodação da situação atual em níveis muito baixos e alguma calibragem das expectativas para os próximos meses”, disse em nota Renata de Mello Franco, economista do FGV-Ibre.

“(…) Ainda é cedo para concluirmos se o pior momento da crise ficou para trás. Para os próximos meses, o elevado nível de incerteza e de pessimismo em relação ao futuro podem colocar em xeque uma recuperação mais consistente da confiança.”

O Índice de Expectativas (IE) — que mede a percepção dos empresários sobre o futuro da indústria — teve alta de 5,3 pontos este mês, para 54,9 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA), por sua vez, subiu apenas 1,2 ponto, para 68,6 pontos. Ambos os índices mostraram leve recuperação ante mínimas históricas.

A maior contribuição para o IE em meio veio da melhora das expectativas dos empresários sobre a produção nos próximos três meses. Já o fraco desempenho do ISA é resultado da combinação de melhores níveis de estoques, da estabilidade do grau de satisfação dos empresários com a situação atual dos negócios e de piora da avaliação sobre a demanda atual.

 

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UE apresenta plano de 750 bi de euros para recuperação após coronavírus

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Maior parte do dinheiro irá para Itália e Espanha, que receberão 313 bilhões de euros dos 750 bi de euros tomados no mercado

Itália: junta da Espanha, país será o que receberá mais ajuda (Alessandro Garofalo/Reuters)

A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira um plano para tomar emprestado no mercado e então disponibilizar a países da UE 750 bilhões de euros em subsídios e empréstimos para ajudá-los a se recuperar dos impactos do coronavírus.

A maior parte do dinheiro irá para Itália e Espanha, os mais afetados pela pandemia, que juntos receberão 313 bilhões de euros em subsídios e empréstimos.

O objetivo também é proteger o mercado único da União Europeia de se fragmentar diante de crescimentos econômicos e níveis de riqueza divergentes conforme o bloco de 27 países emerge de sua recessão mais profunda esperada para este ano.

Dos 750 bilhões de euros, dois terços serão em subsídios financiados por tomadas de empréstimos conjuntos e um terço em empréstimos.

Os subsídios, embora controversos, são necessários porque Itália, Espanha, Grécia, França e Portugal já têm dívidas altas e dependem bastante do turismo, que foi interrompido pela pandemia. Seria mais difícil para eles do que para países do norte retomarem suas economias através de empréstimos.

O fundo de recuperação soma-se ao Orçamento de longo prazo da UE para 2021-27, que a Comissão irá propor em 1,1 trilhão de euros.

“No total, o Plano de Recuperação Europeu colocará 1,85 trilhão de euros para ajudar a impulsionar nossa economia e garantir que a Europa avance”, disse o Executivo da UE em documento intitulado “Momento da Europa: Reparo e Preparo para a Próxima Geração”.

Preocupação

Os 500 bilhões de euros em subsídios estão em linha com o desejo das duas maiores economias da UE –França e Alemanha– embora alguns países preferissem ver apenas empréstimos no pacote de recuperação.

A tomada de empréstimos terá que ser saldada, o que significa contribuições nacionais mais altas para o Orçamento da UE no futuro ou novos impostos.

A Comissão propôs novas receitas na forma de um imposto sobre plásticos, algum dinheiro de um esquema de negociação de CO2, imposto sobre serviços digitais, uma parte das taxas corporativas nacionais e um imposto de importação sobre produtos feitos nos países com padrões mais baixos de emissão de CO2 do que a UE.

Também propôs que o Orçamento da UE deveria receber uma fatia maior do Imposto sobre Valor Agregado pago pelos governos à UE.

 

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Dólar recua para abaixo dos R$ 5,40 e caminha para 5ª queda seguida

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Possível vacina e reabertura das principais economias aumentam apetite a risco

Dólar: moeda americana recua com ajuda do cenário externo (Chung Sung-Jun / Equipa/Getty Images)

O dólar recua frente ao real, nesta terça-feira, 26, refletindo o maior apetite a risco por parte dos investidores globais, que repercutem o afrouxamento das quarentenas nas principais economias do mundo e a possibilidade de uma nova potencial vacina se mostrar eficaz contra o coronavírus. No Brasil, a moeda americana caminha para o quinto dia consecutivo de desvalorização. Às 12h20, o dólar comercial caía 1,6% e era vendido por 5,372 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, recuava 1,4%, cotado a 5,59 reais.

Desta vez, o mercado deposita suas expectativas em cima da possível vacina desenvolvida pela Novavax, do estado americano de Maryland. A empresa informou, na véspera, que começou a fase de testes em seres humanos. A corrida pela vacina tem sido uma das principais fontes de otimismo junto com a reabertura das economias.

Nos Estados Unidos, onde foram registrados o maior número de infectados pela doença, todos os estados já deram início ao processo de redução do isolamento social. Em Nova York, epicentro do coronavírus no país, a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) retoma, hoje, o pregão presencial.

“O investidor está menos receoso, então ele deixa o porto seguro, que é o dólar, e vai para ativos de risco”, afirmou Jefferson Ruik, diretor de  câmbio da Correparti.

Com as principais economias do mundo deixando para trás as medidas mais rígidas de quarentena, Ruik acredita que o dólar possa perder ainda mais valor frente ao real. “O dólar ainda está alto. Só está nesses níveis por causa da pandemia”, afirmou.

No exterior, a moeda americana se desvaloriza contra as principais moedas emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, a lira turca e a rúpia indiana. O índice Dxy, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de divisas fortes, como o euro, a libra esterlina e o iene, cai 0,7%.

 

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Economia

PIB do Brasil deve cair 6% em 2020, diz Fitch

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Em relatório, a instituição cita a “deterioração da crise de saúde” provocada pelo coronavírus no Brasil

PIB: economia dos países emergentes deve ter queda de 4,5% neste ano (Cesar Okada/Getty Images)

A Fitch Ratings prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrará contração de 6% em 2020, uma piora em relação à projeção anterior, publicada em abril, quando a estimativa apontava para retração de 4%. Em relatório divulgado nesta terça-feira, 26, a instituição cita a “deterioração da crise de saúde” provocada pelo coronavírus no País.

A revisão nos números brasileiros contribuiu para novo corte na previsão para o PIB dos países emergentes, excluindo China, que agora é de queda de 4,5% neste ano.

Na última atualização, a Fitch projetava contração de 3,9%.

Ainda segundo o documento, a economia da Índia deve encolher 5% no atual ano financeiro, que termina em março de 2021, frente à previsão anterior de crescimento de 0,8%.

 

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