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5 efeitos colaterais da cloroquina, medicamento em teste para a covid-19

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O medicamento será usado, de forma experimental, pelo governo e empresas privadas para tratar pessoas contagiadas pelo novo coronavírus

(Pixabay/Exame)

A cloroquina e sua variante hidroxicloroquina são remédios apontados em estudos científicos preliminares como promissores para o tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Os medicamentos serão usados, em caráter experimental, pelo Ministério da Saúde para tratar pacientes que apresentam sintomas graves da doença covid-19, causada pelo coronavírus. Prevent Senior e a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein também fazem testes com a droga.

A cloroquina é um medicamento conhecido pela sua eficácia no tratamento de doenças como malária, lúpus e artitre reumatoide. A substância é vista por governos e especialistas como uma esperança no tratamento da covid-19, contraída por mais de 400 mil pessoas globalmente (sendo mais de 2 mil no Brasil, segundo o Ministério da Saúde).

Segundo a Mayo Clinic, organização Americana sem fins lucrativos voltada para a prática clínica, educação e pesquisa médica, a cloroquina não deve ser tomada junto com 14 medicamentos (amisulprida, aurotioglucose, bepridil, cisaprida, dronedarona, levometadil, mesoridazina, pimozida, piperaquine, saquinavir, sparfloxacina, terfenadina, tioridazina e ziprasidona).

Os efeitos colaterais da cloroquina junto a essas outras drogas podem ser os seguintes:

– Dor de cabeça;

– Visão embaçada;

– Náuseas e vômito;

– Câimbras;

– Diarreia,

Taquicardia, queda de pressão sanguíneia, coceira e manchas avermelhadas na pele também pode estar entre os efeitos colaterais do uso da cloroquina.

Efeitos colaterais parecidos estão associados com a variante hidroxicloroquina, ligada a convulsões e mudanças no estado mental, de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

O uso indiscriminado da cloroquina está ligado a casos de morte. Nesta semana, um americano morreu por ter tomado cloroquina sem supervisão médica. A Nigéria teve dois casos similares.

O presidente americano Donald Trump fez um discurso inflamado na semana passada afirmando que a cloroquina seria um medicamento que poderia curar a covid-19, uma afirmação sem embasamento científico adequado e sustentada apenas por estudos preliminares na China e na França a respeito da aplicação em pacientes contaminados pelo novo coronavírus.

Em entrevista coletiva transmitida via internet na última quarta-feira (25), organizada pelo Ministério da Saúde do Brasil, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Denizar Vianna, afirmou que o Brasil tem uma experiência de décadas no tratamento da malária em pacientes na região Norte, o que aumenta as chances de sucesso de especialistas brasileiros no uso da droga. O secretário disse que a equipe técnica do governo elaborou um protocolo, que prevê cinco dias de tratamento com cloroquina dentro do hospital e monitorado por um médico.

“Não usem o medicamento fora do ambiente hospitalar, isso não é seguro. É preciso ter supervisão médica. Tratamos pacientes de malária com cloroquina há décadas, mas os pacientes com covid-19 precisam de uma série de outras medidas para o tratamento da doença”, afirmou o secretário.

Na comunidade médica, há críticas ao uso da cloroquina em pacientes. Médicos reforçam que, no juramento da profissão, prometeram “nunca causar dano ou mal a alguém” e usar drogas para tratar doenças sem o devido aval da Organização Mundial da Saúde para tanto seria algo incondizente com a profissão.

 

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Saúde

Casos de coronavírus chegam a 240 no DF; sobe para 16 número de internados

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Levantamento aponta 37 novos casos em relação a quinta-feira (26). Há oito pacientes em estado grave.

Imagem microscópica do novo coronavírus 2019 n-CoV — Foto: NIAID-RML/AP

O governo do Distrito Federal (GDF) informou que, até o início da tarde desta sexta-feira (27), foram registrados 37 novos casos do novo coronavírus. Ao todo, a capital soma 240 registros. Até a noite de quinta (26), eram 203.

O levantamento aponta ainda que 180 pessoas se recuperam em casa e 16 estão internadas – destas, oito estão em estado grave. Até a última quinta-feira (26), eram 12 pacientes hospitalizados. Veja dados abaixo:

Casos de coronavírus no DF

  • Casos ativos: 240
  • Total de recuperados: 1
  • Total de óbitos: 0
  • Pacientes com infecções leves: 180 (se recuperam em casa)
  • Pacientes com infecções graves: 8 (internados em hospitais)
  • Pacientes com infecções críticas: 8 (internados em hospitais)
  • Pacientes em investigação: 44

Idade e regiões

Já em em relação à faixa etária dos infectados, segundo a Secretaria de Saúde, a maioria tem entre 31 e 50 anos.

  • De 11 até 20 anos: 7 casos – risco baixo
  • De 21 até 30 anos: 35 casos – risco baixo
  • De 31 até 40 anos: 71 casos – risco baixo
  • De 41 até 50 anos: 58 casos – risco baixo
  • De 51 até 59 anos: 31 casos – risco médio
  • De 60 para cima: 27 casos – risco alto

A pasta também divulgou as regiões da capital em que há mais registros de Covid-19. Até a noite de quinta-feira, o Plano Piloto liderava o ranking, com 50 casos. Em segundo lugar, aparecia o Lago Sul (veja imagem abaixo).

Mapa das regiões com mais casos de coronavírus no DF — Foto: Reprodução TV Globo

Mapa das regiões com mais casos de coronavírus no DF — Foto: Reprodução TV Globo

Medidas de contenção no DF

Desde a declaração de pandemia do novo coronavírus no mundo, o governador Ibaneis Rocha (MDB) determinou uma série de medidas para tentar impedir a proliferação do vírus. Entre elas estão:

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Saúde

Covid-19: População do DF reconhece atuação dos profissionais de saúde

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Agentes de saúde receberam rosas e demonstrações de carinho

Profissionais de saúde foram homenageados pela população
(foto: Divulgação)

Enquanto a população do Distrito Federal tenta cumprir a quarentena e o isolamento social por causa da ameaça do novo coronavírus, profissionais de saúde se mantém trabalhando para salvar vidas e, consequentemente, reduzir os prejuízos trazidos pela infecção da Covid-19.
Como forma de agradecimento, a população da capital tem surpreendido os agentes de saúde com diversas demonstrações de carinho. Nesta quarta-feira (25/3), os profissionais foram pegos de surpresa com a entrega de rosas e outras demonstrações de agradecimento.
Na Unidade Básica de Saúde 1 de Águas Claras, a equipe da Sala de Vacinação recebeu bilhetes, rosas e palavras de agradecimento aos serviços prestados durante a campanha de vacinação e dos cuidados preventivos contra o coronavírus, causador da doença Covid-19.
A equipe que atua na tenda da dengue, instalada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), também foi surpreendida com a homenagem de uma floricultura de Águas Claras. A intenção da comunidade é agradecer aos trabalhadores da saúde que fazem a diferença.
Com o mesmo propósito, o GDF mantém as medidas de restrição na atividade comercial e à circulação de pessoas em determinados espaços públicos, enquanto multiplica ações de combate à nova doença, que já atingiu milhares de pessoas em todo o mundo.
Com informações da Agência Brasília
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Saúde

Ingerir muito sal pode prejudicar o sistema imunológico, diz pesquisa

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Pesquisadores da Alemanha descobrem que ingestão exagerada de sal pode inibir células imunológicas

Pesquisas: estudo indica que ingestão exacerbada de sal pode prejudicar sistema imunológico (GettyImages/Reprodução)

Segundo um estudo realizado pelo Hospital Universitário de Bonn, na Alemanha, manter uma dieta rica em sal pode prejudicar, além da pressão sanguínea, o sistema imunológico. A partir de uma análise de laboratório com ratos, os pesquisadores descobriram que alimentos com bastante sal podem gerar infecções bacterianas graves no organismo.

Publicado na revista Science Translational Medicine, a pesquisa consistiu em analisar os efeitos que a ingestão excessiva de sal pode causar nos indivíduos. No caso dos voluntários humanos, eles consumiram seis gramas a mais de sais do que geralmente consomem – e isso causou problemas imunológicos, assim como nos ratos de laboratórios. O valor ingerido é o mesmo do que comer duas refeições de fast-food por dia.

O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é que humanos consumam, no máximo, uma colher de chá de sal por dia, o que corresponde a cinco gramas diárias. O Instituto Kobert Koch, que faz parte do governo federal alemão, aponta que é comum que os alemães excedam o número sugerido. De acordo com a agência, os homens ingerem cerca de 10 gramas de sal por dia, enquanto as mulheres ingerem cerca de 8 gramas.

Anteriormente, já era de conhecimento dos pesquisadores de que muito sal no organismo aumenta a pressão sanguínea, aumentando as chances de um ataque cardíaco ou derrame. Christian Kurts, do Instituto de Imunologia Experimental da Universidade de Bonn, acrescentou, em nota no estudo, que a descoberta é inesperada. Outros estudos anteriores apontavam que o cloreto de sódio era capaz de matar parasitas presentes no organismo de animais, o que demonstra uma melhora significativa da imunidade.

Mas Katarzyna Jobin, principal autora do estudo, acredita que sua pesquisa demonstra que não é possível generalizar com um único estudo. Ela acrescentou que, por outro lado, existem partes do corpo dos animais que não são expostas diretamente ao sal que vem dos alimentos. Nesse caso, o cloreto é filtrado pelos rins e sai pela urina, o que ativa um sensor que faz com que o glicocorticóides, que inibem a função de células imunizadoras – granulócitos -, estejam acumulados no organismo. Quando isso acontece, o corpo fica indefeso e a quantidade de bactérias e parasitas aumenta consideravelmente.

No caso dos humanos, a pesquisa também demonstrou que a ingestão exacerbada de sal também aumentou o nível de glicocorticóides. Para Kurts, o único meio de descobrir tal acontecimento é investigando o organismo como um todo: “Somente através de investigações em um organismo inteiro fomos capazes de descobrir os complexos circuitos de controle que levam da ingestão de sal a essa imunodeficiência. Nosso trabalho, portanto, também ilustra as limitações de experimentos puramente com culturas de células”, acrescentou o pesquisador.

 

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