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Veja como é o panorama das armas nucleares no mundo

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Em reconhecimento ao aumento da ameaça nuclear, Nobel da Paz é dado à organização que visa banir tais armas. Veja como são os arsenais mundo afora

São Paulo – Em um momento em que as ameaças de uma crise nuclear se agravam graças às provocações da Coreia do Norte e a retórica descuidada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Prêmio Nobel da Paz trouxe uma importante mensagem ao nomear a Campanha Internacional para Banir Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês) como vencedora da edição 2017 da importante honraria.

De acordo com o Comitê Norueguês do Nobel, a organização internacional merece o prêmio “or seu trabalho de trazer atenção às consequências humanitárias catastróficas do uso de qualquer arma nuclear e pelo seu esforço revolucionário para atingir um tratado que proíba tal uso”. “Ameaçar usar armas nucleares é ilegal. Ter armas nucleares, possuir armas nucleares, desenvolver armas nucleares é ilegal”, disse Beatrice Fihn, diretora da ICAN.

Há pouco mais de três meses, centenas de países se reuniram sob a chancela da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir um tratado que pusesse fim aos arsenais nucleares mundo afora. 122 deles, Brasil, inclusive, aprovaram o documento, cuja autoria foi capitaneada pelo governo brasileiro ao lado da África do Sul, Áustria, Irlanda, México e Nigéria.

Em pleno 2017, no entanto, o mundo segue dividido em relação ao tema. Enquanto a maioria dos países membros discute e se mobiliza a favor do desarmamento nuclear, os países detentores dos maiores arsenais nucleares sequer participaram das negociações: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, por exemplo. A Coreia do Norte, que vem expandindo seu programa nuclear, tampouco se envolveu das tratativas.

A crise nuclear que tem o regime norte-coreano e os EUA como protagonistas não dá sinais de que irá se resolver tão logo. O resultado dessa turbulência é a possível desestabilização de uma região formada por países que podem ser considerados potências nucleares. Uma ameaça regional que tem a capacidade de impactar toda a humanidade.

Abaixo,  dados da ICAN que montam um panorama dos arsenais nucleares pelo mundo. Veja:

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Coreia do Norte acusa EUA de quererem provocar uma guerra

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Para Pyongyang, Washington está conduzindo lentamente os dois países ao conflito e que a única questão agora é saber quando ele explodirá

A Coreia do Norte acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de quererem provocar uma guerra na península coreana. O conflito, segundo o país asiático, seria um reflexo das recentes manobras militares de Washington e dos comentários “belicistas” das suas autoridades em direção a Pyongyang.

“Os comentários negligentes de guerra do círculo interno do presidente americano Donald Trump e os movimentos militares temerários dos Estados Unidos corroboram que o atual governo decidiu provocar uma guerra na península coreana”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano à agência estatal KCNA.

Pyongyang acredita que Washington optou pela estratégia de forçar “passo a passo” o conflito e que a única pergunta agora é “quando explodirá a guerra?”.

“Não desejamos uma guerra, mas não fugiremos dela”, aformou o porta-voz. Ele advertiu que sua “poderosa força nuclear” fará os Estados Unidos “pagarem caro pelas consequências” de provocar um conflito.

Os comentários da chancelaria norte-coreana acontecem ao mesmo tempo em que os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizam seu treinamento conjunto anual, o maior até o momento e que deve se prolongar até sexta-feira.

A tensão na península da Coreia aumentou após o último teste nuclear norte-coreano em setembro e os lançamentos de mísseis balísticos, o mais recente e mais avançado na semana passada.

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, o tenente-general Herbert Raymond “H.R.” McMaster, falou recentemente que a possibilidade de uma guerra com a Coreia do Norte “está aumentando a cada dia”, enquanto o senador republicano Lindsey Graham pediu ao Pentágono para começar a repatriar as famílias dos militares americanos, alegando que o conflito com o Norte está se aproximando.

Pyongyang rotulou estes comentários de “belicistas” e disse que eles apenas podem ser interpretados “como um aviso para que estejamos preparados para uma guerra”, disse o porta-voz do Ministério, acrescentando que “o mundo não deveria abrigar nenhum preconceito quando se trata de discernir quem está por trás da tensa situação”.

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República Checa reconhece Jerusalém como capital de Israel

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Ministério de Relações Exteriores do país reconhece a porção ocidental cidade como capital israelense

A República Checa anunciou nesta quarta-feira o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel. Ao contrário da decisão do presidente americano Donald Trump, o país fez ressalvas sobre a medida, que foi comunicada por seu ministério de Relações Exteriores. O jornal Times of Israel e a rede americana CNN informaram sobre a resolução.

“A República Checa, antes da assinatura de um acordo de paz entre Israel e Palestina, reconhece Jerusalém como a capital de Israel nas fronteiras dos contornos demarcados de 1967”, lê-se o comunicado do ministério, referindo-se ao território israelense antes da Guerra de Seis Dias, quando forças judaicas capturaram a porção oriental da cidade que estava sob controle jordaniano desde 1948.

Em termos práticos, Praga assume que a parte ocidental de Jerusalém corresponde à capital israelense. A cidade como um todo, contudo, “é a capital futura de ambos os estados, ou seja, o Estado de Israel e o futuro Estado da Palestina”, diz a mensagem, que alega que o posicionamento é compartilhado por “outros membros da União Europeia”. É a primeira vez que um país do bloco reconhece Jerusalém – em todo ou em parte – como capital do Estado judaico.

A República Checa empossou nesta quarta-feira o novo primeiro-ministro do país, Andrej Babiš. O magnata, investigado por fraude durante a corrida eleitoral, fez do combate a imigrantes ilegais uma de suas principais bandeiras políticas. A decisão anunciada pelo ministério de Relações Exteriores sobre o status de Jerusalém pode ser um indicativo da visão do oficial sobre a questão, vista com um viés pró-Israel pela antiga legislatura. Em maio, o Parlamento aprovou uma resolução pedindo o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.

O anúncio de Praga descarta momentaneamente a mudança da embaixada do país para Jerusalém. “O ministro [das Relações Exteriores] poderá considerar a mudança da embaixada checa apenas baseado no resultado das negociações com aliados na região e no mundo”, diz o comunicado. Entretanto, o Canal 1 de televisão israelense reportou nesta quarta-feira que o país estaria efetivamente avaliando a medida. Segundo a emissora, o presidente Rodrigo Duterte, das Filipinas, também expressou interesse em mudar a embaixada do país asiático para Jerusalém.

 

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Trump vai reconhecer Jerusalém como capital de Israel

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Presidente americano anunciará sua decisão em discurso nesta quarta. Mudança pode provocar turbulência no mundo árabe

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, vai reconhecer em um discurso nesta quarta-feira Jerusalém como a capital de Israel. A informação foi confirmada por membros do governo a diversos veículos de imprensa americanos. Trump também vai iniciar os preparativos para transferir a embaixada americana no país de Tel Aviv para Jerusalém.

Uma promessa eleitoral do republicano, o reconhecimento de Jerusalém — cidade sagrada para judeus e muçulmanos e ponto de disputa entre israelenses e palestinos — como a capital do Estado de Israel pode provocar protestos e turbulência no mundo árabe.

Trump passou a terça-feira dando telefonemas para líderes da região para informar sobre sua decisão. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o rei da Jordânia, Abdullah II, o rei da Arábia Saudita, Salman, e o presidente do Egito, Abdel Fattah Sisi, foram alguns dos interlocutores. Todos advertiram que a mudança poderia prejudicar os esforços de paz entre israelenses e palestinos.

A transferência oficial da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém pode levar anos, advertiu a Casa Branca nesta terça. Segundo um oficial do governo de Trump, será necessário construir um novo edifício na cidade, o que pode levar pelo menos “entre três e quatro anos”.

 

Oposição

“Não sei se isso provocará distúrbios, mas haverá, sem dúvida, manifestações populares em toda parte”, disse Nabil Chaath, oficial de alto escalão do gabinete de Abbas. A medida, acrescentou, “será o fim do papel desempenhado pelos americanos neste processo”.

O presidente da TurquiaRecep Tayyip Erdogan, foi mais incisivo e disse na terça que o país poderia romper os laços diplomáticos com Israel caso os Estados Unidos tomem uma decisão nessa direção. “Senhor Trump, Jerusalém é a linha vermelha para os muçulmanos”, disse o mandatário turco em uma reunião de governo. “É uma violação da lei internacional tomar uma decisão apoiando Israel enquanto as feridas da sociedade palestina ainda estão sangrando.”

O rei saudita, Salman, advertiu que a medida também pode ser considerada uma provocação para os muçulmanos de todo o mundo. “Este passo perigoso é provocador para os sentimentos de todos os muçulmanos do mundo, devido ao lugar de destaque que ocupa a mesquita de Al Aqsa” em Jerusalém, destacou o monarca, em declarações veiculadas pela agência de notícias oficial da Arábia Saudita, SPA. A mesquita é o terceiro lugar mais sagrado do islã após as cidades sauditas de Meca e Medina.

Uma lei de 1995 determina que a representação dos Estados Unidos fique em Jerusalém e estipula que a cada seis meses Washington justifique, por motivo de segurança nacional, o porquê da manutenção da representação em Tel Aviv. O prazo para anúncio se esgotou na última sexta-feira, sem que houvesse uma manifestação oficial sobre o assunto, informou o jornal britânico The Guardian.

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ONU compara repressão aos rohingyas a genocídio

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É a primeira vez que o órgão usa oficialmente o termo em referência à situação da minoria muçulmana

 

A repressão sistemática e generalizada à qual o Exército birmanês submeteu a minoria muçulmana rohingya tem “elementos de genocídio“, denunciou nesta terça-feira o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“Considerando a discriminação sistemática da qual são vítimas os rohingyas, as torturas ou maus-tratos, os deslocamentos forçados e a destruição sistemática de vilarejos (…) pode-se negar a possível presença de elementos de genocídio?”, questionou.

O alto comissário foi o primeiro orador de uma sessão especial que o Conselho de Direitos Humanos da ONU organizou nesta terça para analisar a situação da minoria rohingya, uma comunidade de muçulmanos que vivem há séculos no norte de Mianmar, mas que não são reconhecidos como cidadãos pelas autoridades do país.

Em meados de agosto, o Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA) atacou postos das forças de segurança birmanesas. Em resposta, o Exército e polícia de Mianmar organizaram uma devastadora repressão. Cerca de 626.000 pessoas foram obrigadas a fugir para Bangladesh desde então.

Segundo Zeid, a repressão brutal é somente mais um exemplo da discriminação a qual a comunidade foi submetida durante décadas. “Os rohingyas sofreram uma progressiva intensificação da discriminação durante os últimos 55 anos, e muito mais nos últimos cinco do que nos 50 anteriores”, disse.

O alto comissário afirmou ainda que “não houve nenhuma reação por parte das autoridades para evitar” a incitação ao ódio e à violência contra a comunidade. Pediu aos 47 Estados membros do Conselho que “tomem as ações apropriadas para acabar agora com esta loucura”.

Além disso, Zeid lamentou a proibição instalada pelas autoridades birmanesas à entrada dos investigadores e funcionários da ONU na região oeste de Mianmar. A fronteira entre Mianmar e Bangladesh está coberta de minas terrestres instaladas pelo Exército, “possivelmente para evitar que os refugiados voltem à Mianmar”.

A ONU denunciou em várias ocasiões a “limpeza étnica” das autoridades birmanesas, majoritariamente budistas, contra a minoria muçulmana. Porém, essa foi a primeira vez em que o termo genocídio foi usado oficialmente.

(com EFE e AFP)

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Novo incêndio deixa 27 mil pessoas desabrigadas na Califórnia

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Chamas avançam rumo às cidade de Santa Paula e Ventura

Menos de dois meses após o incêndio florestal que matou 44 pessoas e é considerado o mais grave dos últimos 84 anos na região, a Califórnia, nos Estados Unidos, enfrenta outra grave queimada. O fogo atingiu o sul do Estado e já forçou cerca de 27.000 pessoas a deixarem suas casas nas cidades de Santa Paula e Ventura. Batizado de Thomas Fire, o incêndio tem causas desconhecidas e começou durante a noite (horário local) em uma área de 50 hectares. O anúncio de desocupação da área foi feito por telefone e com os bombeiros indo de casa em casa.

Por causa dos ventos fortes, as chamas estão se espalhando rapidamente e já atingiram mais de 150 construções em 45.000 hectares. Os bombeiros alertaram que não estão conseguindo conter o avanço do fogo e que a única solução em um incêndio com tantos ventos é a desocupação. O fogo está se espalhando na direção de Santa Paula, cidade a 97 quilômetros de Los Angeles.

Um bombeiro ficou ferido, informou o corpo de bombeiros de Ventura, e uma pessoa morreu em um acidente de carro enquanto tentava fugir das chamas. Cerca de 8.000 casas já foram esvaziadas, além de uma universidade com cerca de 350 alunos. Por volta de 180.000 pessoas estão sem energia e as escolas da região permancerão fechadas.

“As perspectivas de contenção não são boas”, disse o chefe dos bombeiros em Ventura, Mark Lorenzen. “A mãe natureza vai decidir quando teremos a capacidade de contê-lo, porque está avançando rápido”. Segundo ele, mais pessoas ainda poderão ser retiradas de suas casas. Segundo a CNN, este incêndio corresponde a duas vezes o tamanho da ilha de Manhattan.

“Vista atual do Porto de Ventura. @VCFD_PIO, Ventura Fire e todos os que estão combatendo [o fogo] estão fazendo um trabalho incrível lutando contra esse incêndio. #ThomasFire”

 

 

Outro incêndio, provavelmente originado do Thomas Fire, atinge o condado de Los Angeles, segundo informou o chefe-adjunto dos bombeiros na região. Batizado de Check Fire, o fogo já atingiu mais de 4.000 hectares e continua crescendo. As autoridades emitiram uma lista de ruas que devem ser desocupadas.

Incêndios de outubro

Em outubro deste ano uma série de incêndios atingiu o norte da Califórnia. Mais de 20 focos de incêndios cresceram devidos às condições climáticas desfavoráveis, como seca e ventos, e atingiram 245.000 hectares.

Mais de 90.000 pessoas foram forçadas a deixar suas casas e estima-se que pelo menos 8.000 construções ficaram destruídas. O fogo deixou 44 pessoas mortas e 185 feridas, no que foi a semana mais mortal envolvendo incêndios florestais nos Estados Unidos. A queimada mais violenta atingiu a cidade de Santa Rosa, no condado de Sonoma.

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Acidente de trem deixa feridos na Alemanha

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Colisão entre um trem de passageiros e um de carga aconteceu na cidade de Meerbusch

A colisão entre um trem de passageiros e um comboio de carga na cidade de Meerbusch, no oeste da Alemanha, perto de Düsseldorf, deixou 47 pessoas feridas, informaram as autoridades alemãs.

No Twitter, o Corpo de Bombeiros local apontou que 41 pessoas estão levemente feridas, enquanto outras seis se encontram em estado mais grave. O trem transportava 150 passageiros, que estão sendo resgatados aos poucos. As autoridades locais garantiram que a situação já está sob controle.

O trem ia de Colônia para Krefeld, segundo o Bild. O acidente aconteceu no fim da tarde e, segundo a imprensa local, provocou a queda de cabos de energia. O local permanece às escuras, o que dificulta os trabalhos de resgate.

De acordo com as primeiras informações, o trem de carga estava parado nos trilhos quando houve a colisão, mas ainda se sabe o motivo. Segundo o Bild, pouco antes do acidente, o condutor avisou os passageiros sobre a batida e pediu que todos deixassem o primeiro vagão do trem o mais rápido possível.

 

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