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Ciência

Último livro do Stephen Hawking responde suas questões mais frequentes

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Iniciado em 2017, a obra foi finalizada por parentes e amigos

São Paulo – Durante sua vida, o mais célebre astrofísico do século 20, Stephen Hawking, foi bombardeado com questões a respeito do universo e do futuro da espécie humana. Algumas das respostas podem finalmente ser encontradas no livro póstumo que acaba de ser lançado.

Intitulado “Breves Respostas para Grandes Questões”, o livro foi iniciado ano passado por Hawking, que faleceu em março deste ano, aos 76 anos de idade. Membros da família e amigos acadêmicos finalizaram a obra usando materiais de seu vasto arquivo pessoal.

Questões existenciais, tecnologia e universo

Na obra são abordadas questões diversas que habitavam a mente inquieta de Hawking, como a existência de Deus, o início de tudo, o que há dentro de um buraco negro, a possibilidade de prevermos o futuro ou viajar no tempo, se poderemos sobreviver no planeta Terra e se seremos superados pela inteligência artificial.

Algumas opiniões presentes no livro já eram de conhecimento do público que acompanhou a trajetória do astrofísico, como a de que os humanos não têm opção a não ser deixar a Terra. A obra pretende ser a junção de todos os pensamentos finais de Hawking sobre a humanidade, a tecnologia e o universo.

Para os acadêmicos saudosos, o cientista deixou um artigo sobre o cálculo da entropia de buracos negros, revisado por sua equipe de físicos e publicado no início deste mês.

O lançamento do livro no Brasil está previsto para o dia 14 de novembro e será publicado pela editora Intrínseca.

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Ciência

Estudo aponta meditação como eficaz frente estresse pós-traumático

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A meditação pode ser tão eficaz quanto as terapias que já são usadas atualmente, de acordo com um estudo realizado com ex-soldados americanos

Meditação

Paris – A meditação pode ser tão eficaz para tratar as vítimas de estresse pós-traumático (ESPT) quanto as terapias que já são usadas atualmente, de acordo com um estudo realizado com ex-soldados americanos publicado na revista científica Lancet Psychiatry nesta sexta-feira (16).

O ESPT pode ocorrer depois que uma pessoa vive uma experiência traumática relacionada, por exemplo, com a morte, a violência, ou uma agressão sexual.

Caracteriza-se, sobretudo, por recordações repetitivas, pesadelos, tentativas de evitar tudo o que possa lembrar o acontecimento, estado de irritabilidade e depressão.

Acontece principalmente entre vítimas de atentados e soldados, e calcula-se que 14% dos militares americanos que serviram no Iraque ou Afeganistão sofram de ESPT.

Entre os tratamentos atuais destaca-se a terapia por exposição. Esta consiste em expor gradualmente o afetado a situações, lugares, imagens, sensações, barulhos e cheiros associados ao evento traumático para que o seu organismo “se acostume” a não reagir de maneira tão intensa, reduzindo pouco a pouco o estresse.

Mas esta técnica é dolorosa para as vítimas de ESPT e entre 30% e 45% dos pacientes abandonam o tratamento, segundo o estudo.

Os pesquisadores de três universidades americanas testaram a meditação em um estudo com 203 ex-soldados afetados.

Os militares, mulheres e homens, foram distribuídos em três grupos: um praticou a meditação, o segundo a terapia por exposição e o terceiro recebeu um curso teórico sobre ESPT.

Dos ex-soldados que praticaram 20 minutos de meditação diariamente, 60% registraram uma melhora significativa dos sintomas, e este grupo foi o que mais pessoas chegaram até o final do estudo em relação aos que foram submetidos à terapia por exposição.

A meditação consiste em concentrar o espírito em algo concreto, como a respiração ou um objeto, para conseguir se concentrar no presente, que é denominado estado de plena consciência. Desta maneira, pode-se afastar de pensamentos ou sentimentos dolorosos.

Esta prática “pode ser feita sozinho, em praticamente todos os lugares e a qualquer momento, sem necessidade de um equipamento especializado ou de um apoio personalizado”, indicou à AFP Sanford Nidich, autor principal do estudo.

“Diante do crescente problema que o ESPT apresenta em Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros lugares do mundo, as terapias alternativas, como a meditação, devem fazer parte das opções oferecidas pelas autoridades de saúde”, afirmou.

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Ciência

Genética influencia preferência por café ou chá, aponta estudo

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De acordo com o estudo, pessoas geneticamente predispostas a preferir gostos amargos, em geral escolhem café por seu maior teor de amargor

Grãos caídos de café

Café: Participantes do estudo geneticamente mais sensíveis ao gosto amargo eram mais propensos a preferir café

Paris – Chá ou café? O gosto parece estar determinado parcialmente pela genética, como aponta um estudo feito com britânicos e publicado no periódico “Scientific Reports”, ligado ao grupo Nature.

De acordo com o estudo, pessoas geneticamente predispostas a preferir gostos amargos, em geral escolhem café por seu maior teor de amargor.

Com a evolução humana, desenvolvemos a capacidade de detectar o amargor como um sistema natural de alerta para proteger o corpo de substâncias danosas.

Em termos evolutivos, portanto, deveríamos querer rejeitar um café mais amargo.

Participantes do estudo geneticamente mais sensíveis ao gosto amargo eram, porém, mais propensos a preferir café a chá.

“Seria esperado que pessoas que são particularmente sensíveis ao gosto amargo da cafeína beberiam menos café”, ressaltou a professora de Medicina Preventiva Marilyn Cornelis, também coautora do estudo.

“Os resultados contrários do nosso estudo sugerem que consumidores de café adquirem um paladar, ou uma habilidade, para detectar cafeína, devido ao aprendizado do reforço positivo provocado pela cafeína”, disse ela.

“Isso sugere que os consumidores de café desenvolvem um gosto, ou uma capacidade maior para detectar a cafeína”, afirmou Marilyn.

Então, completou a pesquisadora, indivíduos geneticamente pré-programados para gostar do amargor do café aprendem a associar “coisas boas com isso”.

Liang-Dar Hwang, do Diamantina Institute, da Universidade de Queensland, coautor do estudo, disse à AFP que o fato de algumas pessoas preferirem café mostra como as experiências do dia a dia podem superar tendências genéticas, quando se trata de paladar.

A percepção dos gostos também está influenciada por nossos comportamentos.

Pessoas mais sensíveis aos sabores amargos da quinina e a um paladar relacionado aos componentes dos vegetais são mais propensos a evitar o café em favor de seu contraparte mais doce, o chá.

“Mesmo que, de forma natural, os humanos não apreciem o amargor, podemos aprender a gostar, ou a apreciar, os alimentos amargos, depois de expostos a fatores ambientais”, afirmou o pesquisador.

Os bebedores de café são, geralmente, menos sensíveis do que os bebedores de chá ao amargor, o que os torna menos propensos a rejeitar outras comidas também amargas, como as verduras, completou Hwang.

Baseado nos dados genéticos de cerca de 438.000 participantes britânicos, o estudo por enquanto “não é generalizável para outros países e culturas”, advertem os autores. Fonte: Exame

 

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Ciência

Comunidade científica altera padrão para pesar 1 quilograma

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A partir de 20 de maio de 2019, a unidade básica de peso será medida por uma fórmula matemática em relação à chamada “constante de Planck”

A comunidade científica mundial aprovou nesta sexta-feira a maior revisão do Sistema Internacional de Unidades (SI) desde sua instauração, em 1960, com a redefinição de quatro de suas sete unidades e o abandono do padrão físico do quilograma.

A partir de 20 de maio de 2019, Dia Mundial da Metrologia, quando entrará em vigor o novo sistema, a unidade básica de peso não estará definida pelo cilindro guardado há 130 anos nos arredores de Paris, que será substituído agora por uma fórmula matemática.

A resolução foi aprovada por unanimidade pelos delegados dos 60 Estados-membros do Escritório Internacional de Pesos e Medidas com direito a voto no fechamento da 26ª Conferência Geral, após três dias de debates.

“Este congresso ficará na história como o maior evento para a metrologia porque marca uma transformação radical no sistema-base para a ciência e o intercâmbio econômico global”, afirmou durante a conferência o presidente da Academia de Ciências da França, Sébastien Candel.

O quilograma era o último sobrevivente definido por um objeto físico, um cilindro de platina e irídio conhecido como o “Grande Quilo” que, segundo os cientistas, tinha perdido, por motivos desconhecidos, 50 microgramas.

A partir de agora, o quilo será definido em relação à constante de Planck, central na teoria da mecânica quântica e que deve o nome a um de seus pais, o físico e matemático alemão Max Planck.

Junto à unidade básica de massa, o congresso também acordou a redefinição de outras três unidades em função de constantes universais invariáveis: o ampère, o kelvin e o mol, enquanto o metro e a candela não mudam, mas terão suas definições reformuladas.

A revisão adotada hoje fornecerá maior precisão em âmbitos como a administração de remédios, análises médicas, sistemas de navegação por satélite e competições esportivas e garantirá trocas comerciais mais equitativas no mercado mundial.

Fonte: Portal Veja

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