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UE rechaça críticas e Otan agradece Trump por gastos com defesa

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Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, durante entrevista coletiva em encontro de cooperação entre Otan e União Europeia, em Bruxelas

EFE/ Olivier Hoslet

A União Europeia divulgou uma reação forte às críticas do presidente dos Estados Unidos,Donald Trump, sobre gastos com defesa, ressaltando os vínculos longínquos em segurança e advertindo os americanos para que não minem a aliança, um dia antes da reunião anual daOrganização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

As críticas “quase diárias” de Trump aos gastos da defesa na Europa ignoram o fato de que estes são bem maiores que os da Rússia e quase se igualam aos da China, afirmou nesta terça-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, após o bloco e a Otan firmarem um acordo para aprofundar a cooperação

Vinte e dois dos aliados europeus da Otan também são membros da UE. Eles investem na segurança comum da mesma maneira que os EUA, segundo Tusk, que lembrou a resposta europeia rápida aos ataques de 11 de Setembro em solo americano, incluindo o envio de tropas ao Afeganistão, onde 870 europeus foram mortos. “Dinheiro é importante, mas solidariedade genuína é ainda mais”, afirmou Tusk. “América, considere seus aliados, já que vocês não têm tantos.”

A UE tem elevado os gastos em defesa e também fortalece sua capacidade militar, além de melhorar sua mobilidade militar, de acordo com Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, o braço executivo do bloco.

Ainda assim, Juncker disse que há “muito mais” a ser feito. Ele reiterou o compromisso da UE e disse que o bloco pretende ampliar seu gasto com defesa 22 vezes entre 2007 e 2021, para 27,5 bilhões de euros (US$ 32,1 bilhões).

Trump, porém, foi ao Twitter nesta terça-feira para criticar os aliados da Otan por seus gastos militares e por práticas comerciais supostamente injustas. Ele disse que os demais integrantes da Otan precisam elevar sua contribuição, enquanto os EUA devem reduzi-la. “Os EUA gastam muitas vezes mais que qualquer país a fim de protegê-los. Não é justo com o contribuinte dos EUA”, afirmou Trump. “Além disso, nós perdemos US$ 151 bilhões em comércio com a União Europeia. Eles nos cobram grandes tarifas”, afirmou.

A postura de Trump preocupa aliados europeus, especialmente porque ele se reunirá com o presidente russo, Vladimir Putin, em Helsinque após o encontro da Otan. A UE pediu que Trump observe o quadro mais amplo e perceba que os EUA não têm aliado melhor que a Europa. “Sempre vale a pena saber quem é seu amigo estratégico e quem é seu problema estratégico”, afirmou Tusk. “Sr. presidente, por favor se lembre disso amanhã, quando nos reunirmos para o encontro da Otan, mas acima de tudo quando você se reunir com o presidente Putin.”

Otan agradece Trump

Por outro lado, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, agradeceu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela “liderança” dos americanos nos gastos com defesa. A declaração foi dada após Trump reclamar pelo Twitter que os EUA gastariam em demasia e os aliados, pouco (veja abaixo). Stoltenberg acrescentou que haverá discussões “robustas” nos próximos dias entre os membros da aliança, inclusive sobre gastos militares.

“Esta reunião mostrará o que somos capazes de entregar em segurança, defesa, apesar dos desacordos sobre comércio e outras questões”, disse o secretário-geral da Otan. Stoltenberg ainda disse que planeja minimizar efeitos negativos sobre a aliança das divergências entre EUA e UE em comércio.

Também nesta terça-feira, a embaixadora dos EUA na Otan, Kay Bailey Hutchison, disse que Trump está comprometido de modo incondicional com a segurança coletiva da Otan e dirá isso aos seus aliados. Em entrevista coletiva, Hutchison reafirmou que não há divergência entre todos os países da Otan sobre o Artigo 5 da Otan, a “fundação” da aliança, segundo ela.

Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 

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Trump chama de “traiçoeiras” discussões sobre sua possível destituição

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Segundo o ex-diretor interino do FBI, o procurador-geral adjunto teria discutido quantos membros do gabinete apoiariam a destituição de Trump em 2017

Trump: “Esta foi a ilegal e traiçoeira ‘apólice de seguro’ em plena ação”, afirmou o presidente (Chip Somodevilla/Getty Images)

Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira, que as discussões sobre a possibilidade de invocar a Constituição para afastá-lo da presidência dos Estados Unidos fazem parte de um movimento “traiçoeiro e ilegal” contra ele.

O procurador-geral adjunto dos Estados Unidos Rod Rosenstein teria discutido quantos membros do gabinete apoiariam a destituição de Donald Trump do cargo de presidente dos Estados Unidos em 2017, segundo admitiu o ex-diretor interino do FBI Andrew McCabe em entrevista transmitida no domingo.

McCabe sustentou que a possibilidade de invocar a 25ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos foi apresentada por Rod Rosenstein, depois que Trump demitiu o diretor do FBI James Comey, em 9 de maio de 2017.

McCabe e Rosenstein “parecem que estavam planejando um ato muito ilegal e foram descobertos”, reagiu Trump no Twitter.

“Esta foi a ilegal e traiçoeira ‘apólice de seguro’ em plena ação”, continuou ele.

Trump tem atacado constantemente as investigações federais sobre os supostos vínculos de sua campanha presidencial com a Rússia, rotulando-as de uma “caça às bruxas” que busca sabotar sua presidência.

A “apólice de seguro” sobre a qual escreveu se refere a uma mensagem de texto ambígua enviada à sua amante por um importante investigador do FBI em agosto de 2016 e que alude às suas preocupações sobre a candidatura de Trump. Um texto que segundo o presidente indica a conspiração contra ele.

“Eu quero acreditar no caminho que estabeleceu no escritório de Andy – de que não há como ele ser eleito -, mas temo que não possamos correr esse risco”, escreveu o investigador Peter Strzok. “É como uma apólice de seguro no caso improvável de que morra antes dos 40 anos”.

Trump repente demitiu Comey em meio a tensões pela investigação do FBI sobre as possíveis ligações entre a campanha do presidente republicano em 2016 e o governo russo.

Fonte Exame

 

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Explosões na cidade síria de Idlib deixam pelo menos 13 mortos, diz ONG

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De acordo com a Defesa Civil, várias equipes de resgate estão socorrendo os civis que estão área onde aconteceram as explosões

Guerra na Síria: mais de 400 pessoas morreram na região no ano passado (Anas Alkharboutli/Getty Images)

Beirute — Pelo menos 13 pessoas morreram nesta segunda-feira e 25 ficaram feridas em duas explosões que aconteceram na cidade de Idlib, no norte da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre os 13 mortos há dez civis, enquanto as demais vítimas ainda não foram identificadas, indicou a ONG.

O Observatório não explicou mais detalhes nem a origem dessas duas explosões, e acrescentou que, segundo sua última apuração, pelo menos 475 pessoas morreram, entre civis e combatentes, desde abril do ano passado nesta região.

A Defesa Civil Síria, cujos membros são conhecidos como “Capacetes Brancos”, também informou sobre a dupla explosão em Idlib, que causou “vários civis mortos”, mas não especificou o número.

Segundo o texto, várias equipes de resgate dos “Capacetes Brancos” estão socorrendo os civis que estão área onde aconteceram as explosões.

Idlib atualmente está sob controle da Organização de Libertação do Levante, como é denominada a coalizão armada criada em torno do antigo braço da Al Qaeda.

Por sua vez, a província onde fica a cidade, de mesmo nome se transformou no último bastião opositor ao presidente sírio, Bashar al Assad.

Fonte Exame
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Governo de Maduro anuncia “grande show” na fronteira com a Colômbia

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Evento vai coincidir com show promovido pela oposição na cidade onde estão as cargas de ajuda humanitária enviadas pelos EUA

Venezuela: País passa por onda de protestos por conta de crise política e econômica (Andres Martinez Casares/Reuters)

Caracas – O governo de Nicolás Maduro anunciou nesta segunda-feira que nos próximos 22 e 23 será realizado um “grande show” com o lema “Mãos fora da Venezuela” na fronteira com a Colômbia, que coincidirá com o show em apoio à ajuda humanitária que será realizado na sexta-feira na cidade colombiana de Cúcuta.

“Aceitamos uma proposta de uma grande quantidade de artistas venezuelanos que pediram para fazer um encontro cultural, um grande concerto pela paz, pela vida”, disse o ministro de Informação, Jorge Rodríguez, em declarações à emissora de televisão estatal “VTV”.

Rodríguez não esclareceu quais artistas se apresentarão neste evento que acontecerá na ponte Simón Bolívar, que liga Venezuela e Colômbia, mas disse que dois dias de shows é pouco, dada a quantidade de “irmãos de todas partes do mundo que querem participar”.O ministro afirmou que o evento se trata de uma “mensagem de denúncia contra a agressão brutal à qual tentam submeter o povo venezuelano”.

No próximo sábado também será realizado outro “grande show” no lado colombiano da fronteira, em Cúcuta, chamado “Venezuela Aid Live”, que foi anunciado no dia 14 de fevereiro pelo empresário britânico Richard Branson, fundador do Grupo Virgin.

Nessa cidade estão armazenadas toneladas de ajuda humanitária que esperam para serem enviadas à Venezuela, país que há quase cinco anos sofre de escassez de remédios, enquanto os alimentos só podem ser adquiridos a preços que maioria dos venezuelanos não pode pagar.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, e o líder do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela em janeiro, destacaram na última sexta-feira a importância deste evento para mobilizar o mundo em apoio à ajuda humanitária para o país.

Entre os artistas convidados estão Anitta, J Balvin, Luis Fonsi, Alejandro Sanz, Juanes, entre outros.

Fonte Exame

 

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