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“Sim, eu tenho cabelos brancos e está tudo bem”

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Joanna Moura tem fios brancos desde adolescência e é um exemplo de como é possível ter uma relação mais leve com essa característica natural.

Na coluna #VamosPensarSobreBeleza da nossa edição de julho, colocamos em pauta a pressão estética que, até hoje, mulheres sofrem por causa de algo natural que chega com o tempo: o cabelo branco. Apesar de estarmos vivenciando um momento de maior aceitação na moda e na beleza, ainda é raro ver campanhas que representem essa característica. É só reparar: os comerciais de produtos ainda focam na cobertura como única opção e não em tratamentos para deixar o cabelo saudável.

Com as redes sociais e mais tipos de beleza sendo expostos, perfis como o Advanced Style mostraram para o mundo que atributos que sempre foram criticados podem ser ressignificados — e também ajudaram a desmistificar a velhice, principalmente quando relacionada à moda. A questão de gênero também fica evidente, uma vez que, na maior parte do tempo, a idade para os homens é associada à sabedoria e os cabelos brancos, a charme.

E não é preciso ter mais de 60 anos para vivenciar esse tipo de pressão. A blogueira Joanna Moura é um exemplo. Dona de fios brancos desde a adolescência, ela começou a lidar bem cedo com os estereótipos. Neste depoimento, ela relembra os primeiros fios e reforça que a ideia não é ir contra pintar o cabelo quando se tem vontade — coisa que ela mesma faz — mas retirar os julgamentos das que escolhem mantê-los como estão. Leia abaixo:

Joanna Moura, do blog Um Ano Sem Zara:

Eu tenho cabelos brancos desde que me entendo por gente. Como eles apareceram bem cedo na minha vida — lá pelos meus 18 anos — eu não me incomodei. Pelo contrário, eu era novinha, não tinha rugas, não sentia que os fios grisalhos eram um sinal de velhice, olhava pra eles e achava legal, engraçado, uma particularidade minha, um pedacinho de mim que me tornava diferente.

Mas eu sempre gostei de brincar com cabelo, e o ato de pintar e cortar fazia parte dessa brincadeira. Então, por muito tempo, eu pintei o cabelo, o que acabava escondendo os brancos. Quando me mudei para Califórnia passei um tempo sem pintar. Eu não tinha um cabeleireiro de confiança por lá e resolvi que ia pintar de novo só quando fosse para o Brasil. Eis que a raiz foi crescendo, os brancos foram ficando superaparentes e eu fui deixando, abraçando o novo look sem nenhuma nóia. Lembro do meu marido falar que eu parecia a Vampira dos X-Men — tem elogio melhor?

A verdade é que eu só me dei conta do incômodo das pessoas com cabelos brancos quando começaram a aparecer comentários nas minhas fotos do Instagram perguntando se eu estava grávida ou se a mexa bem na frente do meu cabelo era branca ou loira, ou simplesmente questionando a razão por eu ter parado de pintar. O mais engraçado é que quando alguém ia lá comentar sobre os meus grisalhos, sempre aparecia alguém para me “defender” falando que obviamente não era grisalho, a luz da foto deveria estar ruim e o loiro ficou parecendo cinza.

Achei bem louco entender que as pessoas sempre tinham que tentar achar uma justificativa para o meu cabelo estar branco. Não passava pela cabeça delas que era uma escolha minha, que eu tinha optado por não pintar e estava me sentindo bem e bonita daquele jeito mesmo. Foi então que resolvi escrever um post sobre o assunto. Falando que, sim, eu tenho cabelos brancos e que estava tudo bem.

A gente vive em uma sociedade que celebra a juventude e condena o envelhecimento. E lógico que essa pressão por permanecer jovem é muito maior nas mulheres. Consequentemente, os fios brancos acabam sendo um sinal de velhice e devem ser escondidos a todo custo, senão é sinal de desleixo, de mulher que não se cuida.

Acho que quanto mais a gente falar sobre o assunto, mais chance temos de mudar essa percepção. Hoje ter cabelo branco é um sinal de ativismo, de luta contra um padrão de beleza que restringe e força as mulheres a estarem sempre se modificando. O que eu quero é que um dia ter cabelo branco seja normal. Apenas uma escolha individual.

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Sandálias sucesso nos anos 90 estão de volta

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Ícones de sua época, as plataformas de borracha prometem retornar com tudo!

Já sabemos que a moda é cíclica. Basta olhar para as passarelas de qualquer semana de moda e ver o retorno de tendências que bombaram em décadas passadas. E foi entrando nessa onda de rememorar sucessos, que a marca Steve Madden trouxe de volta suas famosas sandálias plataformas de borracha.

A partir de uma parceria com a Urban Outfitters, as sandálias queridinhas dos anos 90 retornam em edição limitada, com duas opções de modelo. As versões em estilo “chinelo de dedo” custam 70 dólares (cerca de R$ 276) e estão disponíveis nas cores rosa chiclete, amarelo neon e preta. Já os modelos de tira reta saem por 60 dólares o par (aproximadamente R$ 236) e podem ser encontrados nas cores preto, laranja e prateado.

“Desde o princípio, as plataformas têm sido tudo para nós”, disse Madden no anúncio oficial. “Então percebemos que agora era o melhor momento para reinventar esses modelos.”

 (@stevemadden/Instagram)

 (@stevemadden/Instagram)

 (@stevemadden/Instagram)

 

 (@sisiliapiring/Instagram)

 

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As 5 dúvidas mais comuns sobre cuidado das unhas

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Alongamentos estragam a unha? Esmaltes escuros a enfraquecem? Saiba alguns mitos e verdades

Cuidar das unhas se tornou uma das principais rotinas da beleza feminina. Cada vez mais surgem tendências e novas colorações de esmaltes. Mas, além de acompanhar as novidades, é também essencial entender um pouco mais sobre a saúde das suas unhas.

Para saber quais são os mitos e verdades na área das unhas, a equipe de CLAUDIA conversou com as manicures Jay e Diana, especialistas do Espaço Soul, em São Paulo. Confira:

 (Amir Mukhtar/Getty Images)

Alongamentos estragam a unha?

MITO: Com a manutenção, cuidados corretos e não alergia aos componentes do processo, o alongamento não estraga as unhas naturais. Porém é importante cuidar e hidratar as unhas.

Alongamento em fibra de vidro é melhor do que o de gel?

MITO: Não necessariamente. Existem diversos tipos de alongamentos, como de acrílico, fibra de vidro, gel e tips. Você deve escolher o seu pensando no que irá se adaptar melhor à sua rotina e o que está dentro do seu orçamento.

Um fator que cria um diferencial entre os diferentes tipos é a troca de cor. O alongamento com fibra de vidro é resistente e tem a vantagem de suportar a acetona, facilitando a troca de esmalte em casa. Já o de gel é um pouco mais barato, porém corrói mais facilmente com acetona.

 (PeopleImages/Getty Images)

Tirar as cutículas com frequência prejudica as unhas?

VERDADE: “A cutícula é mesmo a proteção das unhas. Por isso, o ideal é sempre retirá-las superficialmente, mantendo um formato bonito sem prejudicá-las”, afirma Jay.

Uma dica para quem se incomoda com o rápido crescimento das peles é praticar uma rotina de cuidados cujo o principal foco é a hidratação. Os produtos que podem ser utilizados são as manteigas e os óleos específicos para as cutículas.

 (debbiehelbing/Getty Images)

Lavar muita louça prejudica as unhas?

VERDADE: O contato em excesso com a água pode estragar sua manicure. Isso porque a unha é feita de várias camadas de queratina (proteína) e a penetração excessiva de água pode deixar as camadas amolecidas.

Uma dica para evitar os problemas é usar luvas ao manipular produtos, aplicar hidratantes de mão e cutículas e reaplicar a top cot periodicamente.

 (mikroman6/Getty Images)

Esmalte escuro enfraquece as unhas?

MITO: A cor do esmalte não interfere na saúde das unhas. O que é verdade é que é interessante deixar as unhas sem esmalte de vez em quando, já que o excesso de produto pode deixá-las amareladas.

 

 

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Toxina botulínica pode ser usada em rugas, cicatrizes e diminuição de suor

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Ela vendo sendo utilizada há 30 anos para tratar rugas de expressão, melhorando o envelhecimento cutâneo

A toxina botulínica vendo sendo utilizada há 30 anos para tratar rugas de expressão, melhorando o envelhecimento cutâneo. A toxina botulínica neutraliza a ação da acetilcolina, que é um neuromodulador e relaxa a musculatura diminuindo a força das rugas de expressão. A aplicação é feita de forma superficial sem efeitos colaterais importantes.

A toxina botulínica também é usada para o tratamento da hiperidrose e, quando aplicada nas axilas, diminui a quantidade de suor por sete a oito meses.

No 14º World Congress of Cosmetic Dermatology – Lima 2019, foi enfatizado o potencial da toxina botulínica para o tratamento de alterações dermatológicas como rugas de expressão, excesso de suor, rosácea, hidrosadenite, desidrose, herpes simples, cicatrizes hipertróficas e queloides.

No caso de qualquer trauma na pele, como um corte cirúrgico, a toxina pode ser utilizada ao redor do mesmo para evitar a tensão excessiva no local. Além disso, a toxina botulínica pode ser aplicada nas cicatrizes espessas, vermelhas e doloridas, que são chamadas hipertróficas. A toxina botulínica pode ser injetada com agulhas delicadas dentro da cicatriz para diminuir a inflamação e a fibrose e, dessa forma, melhorar a aparência da mesma. São utilizadas cerca de 1 a 2 unidades de toxina botulínica para cada centímetro quadrado da cicatriz. Os resultados aparecem por volta de 15 dias após esta aplicação.

Esse tratamento pode ser realizado a cada 15 dias, de duas a quatro sessões para diminuir o tamanho das cicatrizes hipertróficas e também para o tratamento de queloides. A injeção da toxina botulínica nas cicatrizes é ligeiramente dolorosa.

O mecanismo de ação envolvido no tratamento das cicatrizes com toxina botulínica ainda não é totalmente esclarecido. A ação dessa substância é bastante ampla e age em receptores neuro-hormonais, modulando a inflamação. Também há referências de melhora do eritema da rosácea quando tratada com toxina botulínica.

A equipe da dra. Denise Steiner publicou um trabalho utilizando 10 unidades de cada lado do rosto de toxina botulínica para tratamento do flushing, com melhora significativa.

Enumeramos mais uma utilização interessante do uso da toxina botulínica para tratamento de cicatrizes hipertróficas e queloides.

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