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Brasília

Shoppings abrem normalmente amanhã, no feriado de 12 de outubro

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Principais monumentos e as lojas de rua e dos shoppings vão funcionar amanhã, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, assim como os principais pontos turísticos da capital e os parques. Alguns locais têm programação especial para o Dia da Crianças

O CCBB funciona normalmente e oferece programação voltada para o Dia das Crianças, das 9h às 21h
(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press )

Supermercados, bares, restaurantes e as lojas de rua vão funcionar normalmente amanhã, feriado em função de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Os shoppings têm programação especial por causa do Dia das Crianças. Para quem quiser aproveitar a folga em áreas públicas, os principais parques e monumentos estão abertos à visitação. Em caso de chuva, há os museus. Para os católicos, a programação começa cedo, com celebração na Esplanada dos Ministérios, a partir das 8h.

Por não ter planejado uma viagem, a estudante de direito Aline Rezende, 19 anos, vai aproveitar o feriado na capital. “Combinei com meus amigos de irmos em um bar na Asa Sul, na sexta e no sábado vamos andar de lancha no lago, se bronzear e matar o calor”, comentou ela, que também promete estudar.

O farmacêutico Alekssander Pires, 25 anos, e mais 15 amigos vão conhecer o Salto do Itiquira, em Formosa (GO), a 80 km de Brasília. “Quero aproveitar para descansar e relaxar. Além de conhecer uma nova paisagem’, afirma. No último feriado, em 7 de setembro, o grupo conheceu a cachoeira do Indaiá, também na cidade goiana.

Seguro na estrada

» Faça a revisão do veículo para que não tenha problema mecânico e evite acidentes;
» Não beba e dirija;
» Use o cinto de segurança, inclusive no banco de trás;
» Crianças devem ser sempre transportadas na cadeirinha;
» Mantenha a distância de segurança do veículo da frente;
» Usar os faróis é obrigatório nas rodovias e estradas federais para aumentar a visibilidade.

Fonte: Polícia Rodoviária Federal

O que abre e o que fecha

» Bancos

Não abrem. Caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos e atendimento telefônico funcionam normalmente. Os carnês e as contas de consumo (água, energia, telefone etc.) vencidos no feriado poderão ser pagos sem acréscimo no próximo dia útil.

» Comércio

O comércio de rua e de shopping funcionará. As farmácias terão expediente facultativo, a não ser as que estejam em escala de plantão, que são obrigadas a abrir. Supermercados, bares e restaurantes funcionarão normalmente.

» Saúde pública

Todas as unidades de urgência e emergência — hospitais regionais e UPAs — funcionarão normalmente no feriado. As unidades básicas de saúde e os ambulatórios estarão fechados.

» Segurança pública

Corpo de Bombeiros
A população pode acionar a corporação pelo número 193.
Polícia Civil
16 delegacias funcionam, em regime de plantão ininterrupto de 24h. São elas: 1ª DP (Asa Sul), 4ª DP (Guará 2), 5ª DP (Área Central), 6ª DP (Paranoá), 12ª DP (Taguatinga Centro), 13ª DP (Sobradinho), 18ª DP (Brazlândia), 20ª DP (Gama), 21ª DP (Taguatinga Sul) , 23ª DP (P.Sul Ceilândia), 24ª DP (Setor O), 26ª DP (Samambaia Norte), 27ª DP (Recanto das Emas), 30ª DP (São Sebastião), 31ª DP (Planaltina) e 33ª DP (Santa Maria). Também funcionam 24h a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) e as duas delegacias da Criança e do Adolescente (DCA I e II).

» Serviços públicos

Caesb
Não haverá expediente nas agências amanhã. As manutenções ocorrerão em esquema de plantão 24h, e o atendimento do telefone 115 funciona normalmente.
CEB
O teleatendimento pelo 116 e os serviços de urgência funcionarão normalmente 24h.
Detran
Não haverá atendimento ao público no feriado, mas a educação, engenharia e fiscalização de trânsito atuarão conforme suas escalas de plantão.
DFTrans
Os postos de atendimento do BRT Gama, BRT ParkWay, BRT Santa Maria, Planaltina, Rodoviária (Bilheteria) vão funcionar normalmente amanhã. As demais unidades, assim como a sede do DFTrans, não vão fazer atendimento ao público por conta do feriado.
Hemocentro
Fechado amanhã. No sábado, o atendimento será das 7h às 12h.
Limpeza urbana
Os serviços como a coleta porta a porta que acontece diariamente (de segunda a sábado), estarão suspensas neste feriado, mas as que acontecem em dias alternados (segunda, quarta e sexta-feira) terão funcionamento normal.
Na Hora
Fechados amanhã.
Procon
Não haverá expediente no feriado.

» Transporte público

Metrô
O horário de funcionamento previsto para o feriado será estendido em duras horas, das 7h às 21h.
Ônibus
Os ônibus vão circular, nesta sexta-feira, de acordo com os horários de domingo.

» Lazer

Biblioteca Nacional de Brasília
Fechada amanhã.
Biblioteca Pública (EQS 512/513)
Fechada amanhã.
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
Funciona normalmente e
oferece programação
voltada para o Dia das
Crianças, das 9h às 21h.
Centro Cultural Três Poderes 
Aberto das 9h às 18h.
Jardim Botânico
Abrirá normalmente, das 9h às 17h. A entrada custa R$ 5 por pessoa. Crianças de até 12 anos, idosos (acima de 60 anos) e deficientes não pagam ingresso. De terça a domingo, das 7h às 8h50, é permitida a entrada sem cobrança de ingresso somente a pedestres e ciclistas.
Memorial dos Povos Indígenas
Abre das 10h às 17h.
Museu Nacional Honestino Guimarães
Abre normalmente, das 9h às 18h30.
Museu Vivo da Memória Candanga
Aberto normalmente, das 9 às 12h e das 14h às 17h.
Parque Nacional de Brasília (Água Mineral)
O parque funciona normalmente, das 8h às 16h, com permanência permitida até as 17h. Para os visitantes com ingressos para entrada mensal, o acesso é permitida das 6h às 16h.
Torre de TV
Fechada para reforma. A feira ocorre das 9h às 18h.
Torre de TV Digital
São oferecidas visitas ao mirante. Horário de funcionamento nos feriados e nos fins de semana, das 9h às 17h.
Zoológico
Estará aberto normalmente no feriado, das 8h30 às 17h. A entrada custa R$ 10. Crianças de 6 a 12 anos, estudantes, idosos (acima de 60 anos), professores e beneficiários de programas sociais do governo pagam meia. Para crianças de até 5 anos e deficientes, o ingresso é gratuito.
Fonte: Correio Braziliense
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    Política BSB

    Nova bancada do PSL é pró-reforma e armas

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    Uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro, a flexibilização para acesso a armas de fogo, é o que encontra maior respaldo da bancada

    Brasília – A reforma da Previdência e a flexibilização do Estatuto do Desarmamento para ampliar a comercialização de armas de fogo estão entre as propostas legislativas que têm forte apoio na nova bancada de deputados federais do PSL, partido do candidato à Presidência Jair Bolsonaro. Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo e do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que ouviu metade dos 52 eleitos mostra um posicionamento majoritariamente favorável a mudar o regime previdenciário e a alterar a legislação sobre o acesso a armamentos. A reportagem procurou todos os eleitos, mas 26 não responderam.

    O levantamento também aponta que há uma divisão, entre os 26 entrevistados, em temas como privatização da Eletrobras e punição por abuso de autoridade.

    Tratada como prioridade pelo atual governo, a reforma da Previdência tem aval de 23 deputados da nova bancada do PSL. Só dois parlamentares se declaram contrários e um não tem opinião formada. Os favoráveis, no entanto, criticaram a proposta enviada pelo presidente Michel Temer à Câmara, e que não avançou. Seriam necessários 308 votos para aprová-la.

    Alguns deles avaliam que policiais e militares devem ter regime diferenciado e ser poupados. “Não aceito tocar nos militares e policiais”, diz o empresário Heitor Freire, presidente da sigla no Ceará.

    A campanha de Bolsonaro tem defendido introduzir um novo regime de Previdência, em sistema de capitalização, no qual cada trabalhador, ao longo dos anos, contribui para uma espécie de poupança guardada para quando se aposentar e contará com os recursos que poupar. O modelo seria uma alternativa ao de repartição, que vigora atualmente, no qual os aposentados recebem do Estado, que arrecada de quem ainda trabalha.

    O apoio à reforma da Previdência tem menos consenso quando os deputados são questionados sobre a fixação de uma idade mínima para a aposentadoria e se deve haver um teto comum aos setores público e privado para o pagamento do benefício. Entre eles, 17 são favoráveis à fixação de idade mínima, quatro são contra e cinco não têm opinião formada. Já sobre o teto único de pagamento, 16 são a favor, quatro contrários e seis não opinaram conclusivamente.

    Alguns ponderam que reforma não deverá, necessariamente, ser apreciada em 2019, enquanto outros preferem aguardar um novo pacote e orientações do economista Paulo Guedes, que estaria à frente na política econômica num eventual governo Bolsonaro. É o que diz, por exemplo, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, descendente da família Real. “Outras medidas precisam ser tomadas antes, como a reforma dos privilégios.”

    Armas e abuso

    Uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro, a flexibilização dos critérios para acesso a armas de fogo é o que encontra maior respaldo da bancada e sensibilizaria 26 deputados a votarem a favor. Só uma declarou ser contra, a advogada Alê Silva (MG). Deputados de carreira militar defendem que uma lei armamentista determina critérios de seleção sobre quem deve ou não portar armas.

    Em seu plano de governo, Bolsonaro promete “reformular o Estatuto do Desarmamento para garantir o direito do cidadão à legítima defesa”. O presidenciável defende, por exemplo, que produtores rurais possam ter acesso a fuzis.

    A lei de abuso de autoridade, por outro lado, divide os correligionários do capitão reformado. A norma chegou a ser debatida e recebeu rechaço de integrantes do Ministério Público e do Judiciário, que viram no avanço das discussões uma forma de retaliação da classe política a investigações contra a corrupção, como a Operação Lava Jato. Treze novos deputados disseram ser contra mudar a legislação para punir juízes e procuradores por abuso de autoridade, enquanto 11 se declararam a favor e três não opinaram.

    Bolsonaro se diz vítima de abuso de procuradores da República nos processos que respondeu ou responde no Supremo Tribunal Federal. Ele declarou ser favorável à criminalização do abuso de autoridade, mas foi contra a inclusão de regras na votação das Dez medidas contra a corrupção, por suspeitar que parlamentares investigados tentavam se blindar.

    Eletrobras

    A privatização da Eletrobras também racha a bancada. Onze dos questionados disseram ser favoráveis à venda da estatal, enquanto sete foram contra e outros sete fizeram ressalvas como saber melhor das condições financeiras da companhia, uma eventual capacidade de recuperação, e estudar a proposta de desestatização. Outros vinculam uma posição favorável à redução na tarifa paga pelo consumidor final.

    “Acredito que a privatização de certas organizações será a principal e melhor saída para o Brasil. Em relação à Eletrobras, em particular, não gostaria de me posicionar porque não sei a posição de Bolsonaro”, diz o empresário Daniel Freitas (SC).

    Bolsonaro já sinalizou resistências à venda de companhias no setor de energia. Ele afirmou, em recente entrevista à TV Bandeirantes, que não aceitaria a privatização do setor de geração de energia elétrica, e deixou em aberto o setor de distribuição. As ações da Eletrobras despencaram na semana passada, em consequência à fala do presidenciável.

    O cientista político Carlos Melo, do Insper, diz que tanto os consensos quanto as divisões entre os deputados eleitos sobre os temas questionados pela reportagem refletem os sinais que vêm do candidato a presidente.

    Segundo ele, é normal que deputados se alinhem com o presidenciável, mas no caso do PSL isso se dá ainda mais forte porque não há uma definição partidária programática e orgânica, mas uma bancada eleita muito por conta do candidato. “Não está havendo um amplo debate”, afirma.

    No dia 11, quando a reportagem já entrevistava a bancada eleita, Bolsonaro orientou seus aliados a não conversar com jornalistas.

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    Política BSB

    19 candidatos a distrital tiveram menos de 30 votos na eleição

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    Desse total, 16 são mulheres. Partidos negam que o lançamento dessas candidaturas seja para cumprir a cota da legislação

    (foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR)

    Dona de um quiosque em Samambaia e ex-presidente do sindicato que representa os comerciantes do setor, Maria de Fátima Azeredo Oliveira, 62 anos, disputou um mandato de deputada distrital pela segunda eleição consecutiva. Concorreu pelo MDB, mas teve apenas um voto. A fisioterapeuta Rita de Cássia Siqueira, 69, também entrou na corrida por uma cadeira na Câmara Legislativa e recebeu R$ 5 mil do PRTB para a campanha. Mas, encerrada a votação, o sistema eleitoral apontou que ela conquistou 16 votos nas urnas. Dos 946 candidatos que disputaram o cargo de distrital neste ano, 19 tiveram menos de 30 votos. Entre eles 16 são mulheres.

    Os partidos negam o lançamento de candidaturas de laranjas ou o registro de mulheres na Justiça Eleitoral só para completar a cota mínima exigida pela legislação — a lei eleitoral estabelece a necessidade de que de 30% das candidaturas sejam de pessoas do sexo feminino. As siglas alegam que esses políticos prometem engajamento, mas, depois do início da corrida eleitoral, não pedem votos; por isso, terminam com resultados pífios.

    A maioria desses concorrentes não declarou receitas ou despesas durante a campanha, não criou páginas na internet para divulgar propostas ou saiu às ruas para o corpo a corpo com os eleitores. Mas houve casos em que as legendas repassaram recursos aos filiados e, ainda assim, eles tiveram uma votação inexpressiva.

    A policial militar Ângela Cristina do Nascimento Augusto, 54, recebeu R$ 10 mil do PSC para divulgar a candidatura a deputada distrital. Mas, encerrada a votação, a PM teve 27 votos. Outra que teve suporte do partido foi Maria Trindade Braga Soares, 65. Lançada na eleição como Pastora Maria Trindade, ela ganhou repasses de R$ 5 mil do PSC, porém, só obteve 18 votos.

    O presidente do PSC no DF, Zenóbio Oliveira Rocha, nega que as candidatas mal votadas tenham sido lançadas apenas para completar a cota obrigatória de mulheres. “A gente apostou em figuras que prometeram um potencial de votação, que acabou não se concretizando. Essa pastora, por exemplo (Maria Trindade), é uma líder religiosa, garantiu que conseguiria mais de mil votos, mas ficou longe disso, infelizmente”, conta Zenóbio. “As pessoas, muitas vezes, se filiam ao partido e acham que a legenda vai pagar todas as contas de campanha. E não é assim que funciona, os candidatos têm de correr atrás”, acrescenta Zenóbio. Ele defende que as siglas lancem um número menor de concorrentes para que a situação não fuja do controle das lideranças.

    Reprodução

    Engajamento

    Dos 19 candidatos com menos de 30 votos, cinco são do PMB. A dona de casa Flávia Conceição dos Reis, 38, recebeu duas doações individuais de pessoas físicas, no total de R$ 2 mil. Acabou a corrida eleitoral com 22 votos. A correligionária Laís Natália Soares de Souza, 27, teve desempenho pior: dois apoios nas urnas. Também do PMB, Danielle Pereira Leite chegou a cinco votos.

    A presidente do PMB no Distrito Federal, Léia Santos, nega que as mulheres com poucos votos sejam candidatas para completar a cota. “Faltou engajamento pessoal”, lamenta Léia. Segundo ela, as concorrentes registradas para disputar a Câmara Legislativa pelo PMB prometeram fazer campanha, mas desistiram em cima da hora. “Mulher é muito difícil. É por isso que a maioria dos deputados são homens. Muitas reclamam, mas falta comprometimento. Depois que entregamos a lista à Justiça Eleitoral, muitas sumiram, nem atenderam mais o telefone”, reclama Léia.

    Na lista dos candidatos com menos de 30 votos há, ainda, três homens. Raimundo Resende do Nascimento, do PPL, que usou o nome político de Pai Resende, teve 17 votos na disputa pela Câmara Legislativa. O vigilante Francisco de Assis Pessoa (PMB), 61, também conquistou a mesma quantidade. Geisimar Borges de Oliveira, o Geisimar Morro da Cruz, concorreu pelo PSC e terminou a eleição com 16 votos.

    Fonte: Correio Braziliense
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      Brasília

      Justiça nega pedido para Luiz Estevão voltar a trabalhar na Papuda em busca de redução de pena

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      O empresário e senador cassado Luiz Estevão — Foto: Ueslei Marcelino/Agif/AE

      A Justiça negou um pedido do senador cassado Luiz Estevão para voltar a trabalhar internamente no Complexo Penitenciário da Papuda em troca de redução de pena. Para a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP), o presídio tem autonomia para definir como gerencia as vagas de trabalho interno – não cabendo interferência do Judiciário.

      Ao G1, o advogado do empresário, Marcelo Bessa, disse que o presídio e a Justiça se recusam a dar uma vaga para que Estevão possa trabalhar porque avaliam que o político é vulnerável e corre “risco de vida em função da situação pessoal e financeira”.

      “O diretor [do presídio] não quer colocar ele em nenhum trabalho que tenha contato com outros presos. O que significa que não há trabalho algum para ele.”

      Atualmente, Luiz Estevão está lotado na Ala de Vulneráveis da Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), um dos blocos que compõem o Complexo da Papuda. Ele cumpre a pena de 26 anos de prisão em regime fechado.

      Em 2016, enquanto ocupava outro bloco da Papuda, o Centro de Detenção Provisória (CDP), o político cassado trabalhou como entregador de marmita para outros colegas detentos. Já em janeiro de 2017, ele foi desclassificado do trabalho interno, depois de supostamente cometer infração grave na cadeia.

      Ele teria desacatado o então coordenador-geral da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), delegado Guilherme Nogueira, ao ser questionado sobre itens proibidos na cela, como chocolate, cápsula de café e cafeteira elétrica. O episódio foi investigado, e Luiz Estevão acabou absolvido.

      Desde então, ele tenta na Justiça o retorno às atividades, que garantem um dia de pena a menos a cada três dias de serviço prestado.

      Entrada do Complexo Penitenciário da Papuda — Foto: TV Globo/Reprodução

      Falta de vaga

      Um dos argumentos oficiais para não “empregar” Luiz Estevão é a falta de vaga para trabalho interno no PDF I. Ainda assim, a defesa do empresário buscava na Justiça a contratação imediata dele, por meio de um pedido liminar (urgente). No entendimento da juíza Leila Cury, a demanda não procede.

      “Destarte, não cabe falar em direito adquirido à classificação interna pelo trabalho, até porque esta depende, por óbvio, da existência de vagas laborais na unidade onde o apenado se encontra”, declarou a magistrada.

      A demanda por trabalho interno nos presídios é tanta que existe fila de espera para preencher as vagas. O G1 aguarda retorno da Secretaria de Segurança Pública sobre a quantidade de postos disponíveis na unidade onde Luiz Estevão está lotado.

      Trecho da decisão que nega vaga imediata para trabalho interno a Luiz Estevão — Foto: Reprodução

      Fonte:  G1 DF.

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