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Secretário de Defesa dos EUA realiza visita surpresa ao Afeganistão

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Em meio a negociações de paz entre os EUA e os talibãs, Shanahan deve se reunir com altos funcionários afegãos e comandantes das tropas internacionais

Afeganistão: o governo afegão controla 55% de seu território, os talibãs dominam 11%, enquanto o restante é disputado (Idrees Ali/Reuters)

Cabul — O secretário interino de Defesa dos Estados Unidos, Pat Shanahan, chegou nesta segunda-feira ao Afeganistão em uma visita surpresa para se reunir com altos funcionários afegãos e os comandantes das tropas internacionais, em plenas negociações de paz entre Washington e os talibãs.

Uma fonte do escritório de relações públicas da missão da Otan e das forças dos EUA no Afeganistão confirmou à Agência Efe a chegada do chefe do Pentágono ao país, onde “deve se reunir com oficiais afegãos e da coalizão”.

Esta é a primeira visita de Shanahan desde que assumiu o posto interino em janeiro, em substituição de Jim Mattis.

Nos últimos meses, talibãs e representantes dos EUA mantiveram contatos nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, mas os insurgentes se negaram a se sentar à mesa com o Governo afegão e advogaram por falar só com Washington.

Além disso, na semana passada uma conferência interafegã reuniu durante dois dias em Moscou políticos de distintas ideologias – sem a presença do Executivo de Cabul -, cujos presentes transferiram o apoio às negociações entre os Estados Unidos e os talibãs.

Quanto à estratégia militar, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou recentemente de forma repentina um plano para retirar a metade do contingente que seu país mantém no Afeganistão, cerca de 7 mil soldados dos 14 mil desdobrados.

A maior parte destes soldados está integrada na missão de treino das tropas afegãs realizadas pela Otan, que conta, além disso, com o apoio das tropas americanas que realizam de maneira independente a antiterrorista Operação Sentinela da Liberdade.

O Governo afegão controla cerca de 55% do território do Afeganistão e os talibãs dominam em torno de 11%, enquanto o resto do território está em disputa, segundo dados do inspetor especial geral para a Reconstrução do Afeganistão (SIGAR), do Congresso dos Estados Unidos.

Fonte Exame

 

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Não há provas de que Trump tenha obstruído justiça, diz procurador-geral

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Trump e sua equipe são investigados pelo procurador especial Robert Mueller por uma suposta atuação com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, (Tom Brenner/Getty Images)

Washington — O secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta quinta-feira que a investigação do procurador especial Robert Mueller não encontrou qualquer evidência de que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha obstruído o inquérito que apura se ele ou membros de sua campanha atuaram juntos com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016.

“O vice-procurador-geral e eu concluímos que as provas levantadas pelo procurador especial não são suficientes para determinar que o presidente cometeu crime de obstrução de Justiça”, disse Barr em entrevista coletiva.

 

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Hostilidade contra jornalistas torna a profissão a mais perigosa no mundo

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Nos 180 países pesquisados, apenas 24% dos jornalistas se consideram em situação boa ou relativamente boa

A hostilidade contra jornalistas aumentou no último ano na América Latina (Francois LOCHON/Getty Images)

O número de países seguros para os jornalistas continua caindo no mundo, devido a uma hostilidade contra o exercício da profissão, segundo o relatório anual da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), que aponta que a maior deterioração ocorreu nas Américas do Norte e do Sul, com o prenúncio de um período sombrio no Brasil.

O País perdeu três posições (105 entre 180 países) no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, e se aproxima da zona vermelha, com quatro jornalistas assassinados. A eleição de Jair Bolsonaro, após uma campanha marcada pelo “discurso de ódio, a desinformação, a violência contra os jornalistas e o desprezo aos direitos humanos, prenuncia um período sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa”.

“A hostilidade contra os jornalistas e inclusive o ódio do qual fazem eco dirigentes políticos em muitos países, acabou provocando agressões mais graves e frequentes” contra estes profissionais, o que suscita um “clima de medo inédito em alguns lugares”, condenou nesta quinta-feira (18) a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A RSF lembra o papel primordial que o WhatsApp teve na campanha eleitoral brasileira. Pelo aplicativo circularam, por exemplo, informações falsas destinadas, sobretudo, a desacreditar o trabalho de jornalistas críticos ao candidato Bolsonaro.

No ranking dos 180 países avaliados, apenas 24% (26% em 2018) estão em situação boa ou relativamente boa.

A Noruega se mantém pelo terceiro ano consecutivo na primeira posição, seguida de Finlândia e Suécia.

Fecham a lista o Turcomenistão, antecedido da Coreia do Norte. Também na lanterna, a China perdeu uma posição (177), assim como a Rússia (149), onde o Kremlin “acentuou a pressão” sobre os meios independentes e a Internet, “com detenções, revistas arbitrárias e leis liberticidas”.

Ameaças de morte nos EUA

Os Estados Unidos (48) perderam três posições e entram na zona “problemática”. Além das declarações do presidente Donald Trump contra a mídia, “os jornalistas americanos nunca tinham sido alvo de tantas ameaças de morte”, nem recorrido de forma tal à segurança privada para sua proteção pessoal, segundo a RSF.

A ONG, sediada em Paris, destaca ainda que a perseguição de jornalistas que incomodam as autoridades “parece agora não ter limites”. Cita o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado de seu país na Turquia, que “enviou uma mensagem assustadora aos jornalistas para além das fronteiras da Arábia Saudita “.

A Espanha subiu duas posições no ranking (29) e a França, uma (32).

O informe aponta que América do Norte e do Sul registraram a maior deterioração regional.

Desconfiança na América Latina

A melhora sutil registrada em 2018 na América Latina “foi breve”, visto que o ambiente em que trabalham os jornalistas é “cada vez mais hostil”. As eleições em países como México (144), Brasil (105), Venezuela (148) e Colômbia (129) provocou um “recrudescimento dos ataques contra jornalistas, praticados sobretudo pela classe política,funcionários públicos e cibermilitantes”.

Estes incidentes “contribuíram para reforçar um clima de desconfiança generalizada – às vezes de ódio – contra a profissão”.

A Nicarágua registrou uma das quedas mais significativas do mundo (114, perdendo 24 posições), segundo a RSF, que denuncia que os jornalistas que cobrem as manifestações contra o governo do presidente Daniel Ortega, considerados opositores, são frequentemente agredidos. “Muitos se exilaram para evitar ser acusados de terrorismo”, indica o informe.

Embora a chegada ao poder do presidente Andrés Manuel López Obrador “tenha acalmado um pouco” as relações entre o poder e a imprensa, o México continua sendo o país mais perigoso do continente para os jornalistas, com dez assassinatos em 2018.

A Venezuela perdeu cinco posições, aproximando-se da zona negra do ranking. O viés autoritário do governo de Nicolás Maduro provocou um aumento da repressão contra a imprensa independente, enquanto a RSF registrou um número recorde de prisões arbitrárias e atos de violência praticados por forças de ordem e serviços de Inteligência. Muitos jornalistas tiveram que se exilar, enquanto jornalistas estrangeiros foram detidos e, inclusive, expulsos.

Maus exemplos

Cuba se manteve como o pior colocado na região (169), apesar de subir três posições, caminho pelo qual segue a Bolívia (113, perda de três posições). Para a ONG, o presidente boliviano, Evo Morales, segue o “modelo cubano”, controlando a informação e censurando “as vozes demasiadamente críticas “.

“Alvo frequente” de ataques armados à imprensa, vítima ainda de pressões e de tentativas de intimidação de parte da classe política, El Salvador perdeu 15 posições e ficou em 81º lugar.

 

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Cúpula entre Putin e Kim Jong-un acontecerá este mês, diz governo russo

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A Rússia informou que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda metade de abril

A data e o local da reunião ainda não foram divulgados (KCNA/Maxim Shipenkov/Reuters)

Moscou — O Kremlin confirmou nesta quinta-feira a realização de uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, na segunda metade de abril.

“O presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda quinzena de abril a convite de Vladimir Putin”, indicou o Kremlin em comunicado.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já tinha afirmado nesta semana que a primeira reunião entre ambos os líderes estava sendo “preparada”, sem oferecer detalhes sobre a data e o local do possível encontro.

 

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