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Rússia responderá na mesma medida se EUA desenvolverem novos mísseis

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Declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin após o presidente norte-americano afirmar que os EUA pode se retirar de tratado histórico

Moscou – O Kremlin disse nesta segunda-feira que a Rússia será forçada a responder na mesma medida se os Estados Unidos começarem a desenvolver novos mísseis depois de saírem de um histórico tratado contra armas nucleares da época Guerra Fria.

No sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que Washington pode se retirar do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário porque a Rússia está violando o pacto, desencadeando um alerta de medidas retaliatórias de Moscou.

O tratado, assinado pelo então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan e pelo ex-líder soviético Mikhail Gorbachev em 1987, exigia a eliminação de mísseis nucleares e convencionais de curto e médio alcances pelos dois países. O fim do pacto elevaria a possibilidade de uma nova corrida armamentista.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres nesta segunda-feira que a decisão dos Estados Unidos tornaria o mundo um lugar mais perigoso e forçaria a Rússia a agir para restaurar o equilíbrio do poderio militar, caso Washington começasse a desenvolver novos mísseis após sair do pacto.

“Essa é uma questão de segurança estratégica. Medidas do tipo podem tornar o mundo mais perigoso”, disse Peskov sobre os planos dos EUA para sair do tratado.

O presidente russo, Vladimir Putin, já disse repetidamente que o fim do tratado forçaria a Rússia a tomar passos específicos para proteger sua própria segurança, segundo Peskov.

“Isso quer dizer que os Estados Unidos não estão disfarçando, mas estão abertamente começando a desenvolver esses sistemas no futuro e, se esses sistemas estão sendo desenvolvidos, então ações de outros países são necessárias, neste caso da Rússia, para restaurar o equilíbrio nesta esfera”, disse Peskov.

Os Estados Unidos terão um período de seis meses para se retirar do tratado depois que Washington notificar oficialmente sua saída, disse Peskov, algo que ainda não fizeram.

Isso quer dizer que a possibilidade da Rússia desenvolver seus próprios mísseis de alcance intermediário –algo que Washington já acusa Moscou de fazer –não é “para hoje ou amanhã”, acrescentou.

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Ousado, projeto de brasileiro propõe cobrir Notre-Dame com vitrais

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Quatro meses depois do incêndio que destruiu parte da Catedral de Notre-Dame, em Paris, um arquiteto brasileiro apresentou um projeto para reconstrução do local. A proposta é usar vitrais para refazer o teto e a agulha, as partes mais prejudicadas pelo fogo.

Em uma postagem no Instagram, o arquiteto responsável pelo projeto explicou que a ideia é usar a iluminação natural, que ao passar pelos vitrais, se multiplicará em diversas cores. Alexandre Fantozzi completou que para a parte da noite, a iluminação interior se tornaria uma grande cobertura retroiluminada.

O projeto, batizado de Couronne Divine – ou Coroa Divina – tem como objetivo exaltar uma das características mais importantes do estilo Gótico, que norteia a Catedral. A proposta é usar materiais mais tecnológicos para isso.

O arquiteto reforçou que não pretende intervir no design e não tem aspirações artísticas. Fantozzi afirmou que quer respeitar o significado sagrado de Notre Dame, uma Catedral inaugurada nos anos 1345.

O governo francês pretende entregar as obras de recuperação da estrutura em até cinco anos, mas ainda não deu detalhes da escolha de um projeto de reconstrução.

 

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Impasse político na Itália mantém navio com 134 imigrantes à deriva

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Em meio a uma batalha entre ex-aliados políticos, o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, impediu o desembarque do navio com imigrantes na Itália

Itália: a imigração se tornou um tema central do plano de Salvini para impor novas eleições (Guglielmo Mangiapane/Reuters)

Itália – Um navio de resgate com 134 imigrantes a bordo, a maioria africanos, aguardava no litoral da Itália nesta sexta-feira em meio a uma batalha entre ex-aliados políticos que impediu a embarcação de atracar em Lampedusa, ilha do sul do país.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, determinou que suas autoridades impeçam o navio de desembarcar os imigrantes, que foram resgatados no litoral da Líbia 16 dias atrás, desafiando seu próprio primeiro-ministro e apesar de seis nações da União Europeia terem concordado em recebê-los.

O sofrimento dos imigrantes ressalta o colapso da coalizão governista italiana e como a imigração se tornou um tema central do plano de Salvini de impor novas eleições à nação e voltar ao poder como premiê.

Cinco pessoas seriamente traumatizadas foram retiradas do navio Open Arms, operado por uma organização espanhola homônima, na quinta-feira, acompanhados de quatro familiares. Outras três pessoas que necessitavam cuidado médico urgente foram levadas à terra firme durante a noite com um acompanhante, informou o Open Arms no Twitter.

“Elas estão se flagelando e ficando com raiva de outras pessoas do grupo”, explicou Alessandro di Benedetto, psicólogo do grupo humanitário italiano Emergency, à rádio RAI depois de examinar as cinco pessoas desembarcadas na quinta-feira.

“Algumas delas estão tendo pensamentos suicidas, então pensam que é melhor morrer aqui do que voltar.”

 

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Israel autorizará visita de congressista americana por razão ”humanitária”

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O ministro Aryeh Dery decidiu nesta sexta-feira autorizar a entrada de Rashida Tlaib “para uma visita humanitária a sua avó”

(foto: Ahmad Gharabli/AFP)

Israel autorizará a entrada em seu território da congressista democrata americana Rashida Tlaib para uma “visita humanitária”, anunciou nesta sexta-feira o ministro do Interior.
As autoridades israelenses haviam proibido na quinta-feira as visitas de Tlaib e de outra congressista americana, Ilhan Omar, devido a seu apoio à campanha de boicote ao Estado hebreu e após um pedido do presidente americano, Donald Trump.
Mas o ministro Aryeh Dery decidiu nesta sexta-feira autorizar a entrada de Rashida Tlaib “para uma visita humanitária a sua avó”.
A própria congressista “prometeu não estimular a causa do boicote a Israel durante sua estadia”, afirma um comunicado divulgado pelo ministério.
Rashida Tlaib é a primeira congressista americana de origem palestina. O território de Israel é a porta de entrada para os Territórios Palestinos.
O movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) defende o boicote econômico, cultural e científico de Israel para protestar contra a ocupação dos Territórios Palestinos.
Israel aprovou em 2017 uma lei que permite a proibição de entrada em seu território dos partidários do BDS, que o país denuncia como antissemitas, acusações que os ativistas rejeitam.
Rashida Tlaib escreveu na quinta-feira às autoridades israelenses para solicitar autorização para visitar sua família, em particular sua avó, que mora em Beit Ur al Fauqa, perto da Ramallah, na Cisjordânia ocupada.
“Pode ser minha última oportunidade para visitá-la”, escreveu a congressista. “Me comprometo a respeitar todas as restrições e a não promover o boicote contra Israel durante minha visita”, completou no texto.
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