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Rússia rejeita acusações sobre descumprimento de tratado nuclear

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O porta-voz russo afirmou que as acusações por parte da Otan e dos EUA foram feitas sem apresentar provas

A Rússia denunciou, nesta quarta-feira (5), as acusações “sem fundamento” dos Estados Unidos que afirmam que Moscou violou o Tratado INF sobre os mísseis nucleares de médio alcance firmado entre ambos os países em 1987.

“Reiteram acusações sem fundamento”, declarou a porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

“Não se apresentou qualquer prova das acusações americanas”, acrescentou Zakharova, que considerou que o tratado INF é um “ponto-chave da estabilidade e da segurança estratégica internacional”.

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou aos jornalistas que “distorceram os fatos para camuflar o verdadeiro objetivo da retirada americana desse tratado”.

Na terça-feira, Washington deu à Rússia um prazo de 60 dias para que cumpra “plenamente” o tratado e ameaçou desrespeitá-lo em caso contrário.

“Os Estados Unidos declaram hoje que a Rússia violou substancialmente o tratado, e suspenderemos nossas obrigações (…) em 60 dias, a menos que a Rússia volte a cumpri-lo plenamente e de forma verificável”, afirmou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) adotou uma declaração, acusando Moscou de ter violado o tratado e de pôr a segurança euroatlântica em risco.

“A Rússia tem, agora, uma última oportunidade de voltar a cumprir o tratado INF, mas também devemos começar a nos preparar para um mundo sem o tratado”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em entrevista coletiva ao fim da reunião.

O prazo de 60 dias corresponde à próxima reunião de ministros da Defesa da Otan, prevista para 14 e 15 de fevereiro. Fonte-Portal Exame

 

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Presidente do Haiti rompe silêncio após semana de protestos violentos

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O presidente do Haiti descartou a renúncia e pediu diálogo após os protestos violentos no país

O Haiti enfrenta uma profunda crise política desde 7 de fevereiro (Jeanty Junior Augustin/Reuters)

Porto Príncipe — O presidente do Haiti, Jovenel Moise, adotou um tom combativo na quinta-feira em seu primeiro pronunciamento desde que protestos violentos aconteceram na capital, rejeitando pedidos de renúncia, mas pedindo diálogo para tratar da inflação em disparada e de uma suposta malversação de fundos.

Milhares de manifestantes vêm pedindo há dias a renúncia de Moise e uma investigação independente sobre o destino dos recursos do acordo PetroCaribe, uma aliança entre países caribenhos e a Venezuela.

Os termos preferenciais do acordo para a compra de energia deveriam ajudar a liberar fundos para auxiliar o desenvolvimento do país, assolado por desastres naturais e listado como o mais pobre das Américas, segundo o Banco Mundial.

Os protestos, que supostamente deixaram vários mortos e muitos outros feridos, sublinharam os temores generalizados com o estado da economia diante de uma inflação crescente e da dificuldade da população para arcar com necessidades básicas.

Também na quinta-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a saída de todos os funcionários norte-americanos não envolvidos em emergências e seus familiares devido aos distúrbios contínuos, citando a queima de pneus, os bloqueios de ruas e os crimes violentos, inclusive roubos a mão armada.

Em um discurso no palácio presidencial, Moise disse que não entregará a nação a traficantes de drogas e que o diálogo é a única maneira de evitar uma guerra civil

“Eu, Jovenel Moise, chefe de Estado, não entregarei o país a gangues armadas e traficantes de drogas”, afirmou, se referindo a autoridades de governo que, segundo ele, foram às ruas com “chefes de gangues procurados pela lei”.

Mas ele acrescentou: “Ouvi a voz do povo. Conheço os problemas que o atormentam. É por isso que o governo adotou muitas medidas. Pedi ao primeiro-ministro que as explique e as aplique sem demora para aliviar a miséria”.

O Haiti tem uma longa tradição de corrupção, e parceiros internacionais e agências reguladoras anti-corrupção culparam políticos haitianos muitas vezes por não reprimirem essa prática.

Fonte Exame

 

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Trump levará muro adiante, abrindo nova frente de incertezas

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Presidente americano deve declarar uma emergência federal para conseguir 8 bilhões de dólares para erguer o prometido muro na fronteira com o México

DONALD TRUMP: na terça-feira ele disse que não estava feliz com texto do Congresso / Win McNamee/Getty Images (/)

A sexta-feira será de alívio e de preocupação nos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, deverá assinar hoje um acordo de segurança proposto pelo Congresso e, com isso, evitar uma nova paralisação do governo. Essa é a parte do alívio. A preocupação decorre do fato de que, ato contínuo, Trump deve declarar uma emergência federal para conseguir as verbas que deseja para construir o famoso muro na fronteira com o México.

Segundo a rede CNN, o anúncio será feito por volta das 13h de Brasília, e prevê um orçamento de 8 bilhões de dólares para o muro. É mais do que os 5,7 bilhões de dólares que Trump queria incluir no orçamento federal de 2019 e que, por falta de apoio no Congresso, levou a uma paralisação de 34 do governo entre dezembro e janeiro, no mais longo “shutdown” da história do país. Cerca de 800.000 funcionários federais ficaram sem receber em virtude do impasse.

A lei de segurança nacional foi aprovada pelo Congresso na noite de ontem, e prevê 1,4 bilhão de dólares para a construção de 89 quilômetros de barreiras de aço na fronteira com o México. A divulgação dos detalhes do texto fez com que Trump afirmasse, na terça-feira, que não estava feliz, uma vez que um muro na fronteira era uma de suas principais promessas de governo.

Donald Trump já declarou emergência nacional em três ocasiões em dois anos de mandato, entre elas para lidar com impasses com Rússia e Nicarágua. Em nenhuma delas, porém, a declaração pressupunha o uso de verbas federais para fins diferentes do aprovado pelo Congresso. Os 8 bilhões de dólares viriam de fontes como do programa de interdição de drogas e do orçamento de construção militar, ambos do ministério da Defesa. Democratas devem entrar na Justiça contra a decisão de Trump, e o caso deve ir parar na Suprema Corte.

Fonte Exame

 

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Juan Guaidó arrecada US$ 100 milhões em doações

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Desde o reconhecimento de Guaidó por parte da comunidade internacional, países começaram a enviar doações para remédios e alimentos

Juan Guaidó, que se proclamou presidente interno da Venezuela e ganhou amplo apoio internacional (Carlos Becerra/Bloomberg)

Representantes do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, anunciaram na quinta-feira, 14, durante conferência da Organização dos Estados Americanos (OEA), ter arrecadado mais de US$ 100 milhões em ajuda humanitária para o povo venezuelano.

A prioridade é fazer com que as doações cheguem à Venezuela no dia 23, conforme vem anunciando Guaidó, que foi reconhecido por quase 50 países como presidente interino.

Segundo David Smolansky, um dos nomes de oposição e parte da delegação de Guaidó na OEA, vários países se comprometeram com doações e logística para apoiar a chegada de ajuda humanitária à Venezuela.

Os mais de US$ 100 milhões representam a soma do que já havia sido anunciado por nações como EUA e Canadá e novos compromissos de doação, feitos hoje, segundo a delegação venezuelana.

“Arrecadamos US$ 100 milhões de dólares e isso demonstra a solidariedade para a luta democrática na Venezuela. Essa é uma pequena parte de tudo que podemos alcançar uma vez que acabe a usurpação (de poder por Nicolás Maduro)”, afirmou o embaixador de Guaidó nos EUA, Carlos Vecchio. “Não há forma de resolver a profunda crise se não cessarmos a ditadura.”

Desde o reconhecimento de Guaidó por parte da comunidade internacional como presidente interino da Venezuela, países começaram a anunciar valores disponíveis para remédios e alimentos. Os EUA já haviam oferecido US$ 20 milhões para ajuda humanitária à Venezuela e o Canadá anunciou o equivalente a US$ 40 milhões. Além dos dois países, Alemanha, Holanda, Reino Unido, e Taiwan se comprometeram com as doações, segundo os venezuelanos.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, disse que outras conferências como esta serão organizadas pela Venezuela. “A ajuda humanitária que a Venezuela mais precisa é uma mudança de regime, é a saída da ditadura usurpadora”, afirmou.

Os representantes de Guaidó convidaram empresários, diplomatas, especialistas e ONGs de 60 países para o que chamaram de Conferência Mundial da Crise Humanitária da Venezuela, organizada na sede da OEA, em Washington. A organização do evento chegou a anunciar a participação de Guaidó em transmissão ao vivo no encerramento da conferência, mas a conexão não funcionou.

Lester Toledo, um dos nomes da oposição a Maduro e representante de Guaidó, disse que a entrada dos alimentos e remédios será feita por meio dos venezuelanos.

“Gente, gente e mais gente, organizadas, pacíficas”, afirmou Toledo. Uma das pontes por onde a ajuda humanitária entraria na semana passada foi bloqueada. O governo Maduro acusa os EUA de pretenderem usar a entrada da ajuda para um golpe de estado e a vice Delcy Rodríguez chegou a afirmar que os produtos enviados pela comunidade internacional eram contaminados e cancerígenos.

O chanceler de Maduro, Jorge Arreaza, disse ontem na ONU que o governo estava criando um grupo de 50 países para denunciar o que consideram a ameaça de uma invasão militar dos EUA. Arreaza esteve acompanhado de diplomatas de países como Rússia, China, Cuba e Nicarágua.

Na OEA, os representantes de Guaidó agradeceram os governos do Brasil e da Colômbia pelo apoio logístico para armazenar a ajuda humanitária.

Fonte Exame

 

 

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