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Republicanos temem onda democrata em distritos antes seguros nos EUA

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Em oposição a Donald Trump, americanos que votavam no partido do presidente, agora optam por candidatos democratas nas eleições legislativas

Spotsylvania – Na última vez que foram realizadas eleições legislativas em Spotsylvania, distrito do centro do Estado norte-americano da Virgínia, Meg Sneed votou em Dave Brat, republicano que já ocupava uma vaga de deputado, enquanto a amiga Cheryll Lesser nem sequer foi votar.

Na semana passada as duas estavam na segunda fileira de um comício realizado em uma academia de artes marciais ouvindo a democrata que concorre contra Brat, Abigail Spanberger, e concordaram com muito do que ela tinha a dizer.

Mas a verdadeira razão de sua presença era básica: Donald Trump. Elas não gostam do presidente, e não estão dispostas a votar em ninguém que o apoie, como Brat.

“Mais do que as políticas, é a animosidade que ele está fomentando no país”, disse Meg a respeito de Trump.

Eleitoras como ela e Cheryll são um motivo considerável para os democratas estarem acreditando agora que o partido pode conseguir mais do que as 23 cadeiras adicionais de que precisa para assumir o controle da Câmara dos Deputados nas eleições de meio de mandato de 6 de novembro. Alguns preveem que os democratas podem conseguir até 40 vagas convertendo distritos como o de Brat na Virgínia.

No início deste ano a cadeira de Brat era considerada garantida. Mas se a chamada “onda azul” se materializar, levará distritos como o seu, que inclui bolsões de eleitores que vêm se afastando cada vez mais dos republicanos.

“Os republicanos estão na defensiva em cada vez mais lugares”, disse Doug Heye, ex-funcionário do Comitê Nacional Republicano. “O mapa dos democratas continua a crescer. O mapa dos republicanos continua a encolher. Isso é um problema real”.

Se os democratas conquistarem a Câmara, grande parte da pauta de Trump será freada e seu governo será alvo de uma devassa ainda maior.

A previsão é que os republicanos manterão o Senado. Se por um lado os democratas precisam de somente dois assentos para controlá-lo, também precisam defender cadeiras em vários Estados conservadores.

Os democratas inundaram de recursos não somente distritos como o de Brat, mas outros que entraram em sua lista de territórios em disputa em locais como a Pensilvânia, Carolina do Norte, o sul da Califórnia e outras partes da Virgínia, como o distrito representado atualmente pelo republicano Scott Taylor.

Neste último Estado eles têm sido apoiados por grupos de ativistas abastados como o House Majority PAC, que começou a veicular anúncios de televisão anti-Brat no mês passado, e o NextGen, fundado pelo bilionário californiano Tom Steyer, que neste verão decidiu iniciar esforços para incentivar o comparecimento do eleitorado jovem do distrito.

Fonte: Portal Exame

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Estação de trem é fechada após tomada de reféns da Alemanha

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O suposto autor da tomada de reféns na estação central de trem de Colônia, no oeste da Alemanha, ficou gravemente ferido

Policial em frente a estação de trem fechada na Alemanha

Alemanha: de acordo com a polícia, não houve indícios do uso de armas de fogo no incidente

Berlim – A tomada de reféns que levou à evacuação da estação central de trem de Colônia, no oeste da Alemanha, acabou após a intervenção de uma unidade especial das forças de segurança, informou a polícia local.

“Uma refém ficou ferida levemente e está recebendo atendimento”, informou a polícia do estado federado de Renânia do Norte-Vestefália no Twitter.

A polícia acrescentou que o suposto autor da tomada de reféns ficou “gravemente” ferido e está recebendo assistência médica.

O alerta que levou à evacuação aconteceu por volta de 12h45 locais (7h45 em Brasília), depois que a polícia recebeu informações sobre uma “situação de ameaça” em uma farmácia.

De acordo com veículos de imprensa locais, algumas testemunhas disseram ter ouvido disparos, mas a polícia declarou que não tem indícios do uso de armas de fogo no incidente.

 

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Rei saudita não sabe o que aconteceu com jornalista turco, diz Trump

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O jornalista saudita Jamal Khashoggi escrevia para o jornal “The Washington Post” foi supostamente assassinado no consulado da Arábia Saudita na Turquia

Ativistas de direitos humanos e amigos de jornalista saudita Jamal Khashoggi protestam em frente ao consulado da Arábia Saudita em Istambul

Khashoggi: Trump disse que o secretário de Estado dos EUA viajará “imediatamente” à Arábia Saudita para se reunir com o rei

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz, não sabe o que aconteceu com o jornalista saudita Jamal Khashoggi, que desapareceu no dia 2 de outubro depois de entrar no consulado de seu país em Istambul.

“Acabo de conversar com o rei da Arábia Saudita, que nega qualquer conhecimento sobre o que pode ter acontecido (a Khashoggi). Disse que estão trabalhando estreitamente com a Turquia para encontrar uma resposta”, afirmou Trump no Twitter.

Além disso, o presidente americano informou que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, viajará “imediatamente” à Arábia Saudita para se reunir com o rei, embora sem dizer a data exata do encontro.

De fato, o presidente americano assinalou na semana passada que tinha conversado sobre o caso com o governo saudita, enquanto tanto o vice-presidente, Mike Pence, como funcionários do alto escalão da Casa Branca ligaram para o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.

No último dia 2, Khashoggi entrou no consulado saudita em Istambul para retirar documentos que precisava para poder se casar com sua namorada turca, que ficou esperando do lado de fora do prédio.

Desde então, não se tem notícias do paradeiro do jornalista, que era crítico com a monarquia saudita.

Segundo o jornal “The Washington Post”, o governo turco teria informado às autoridades dos EUA que tinha gravações de vídeo e áudio que comprovariam que o jornalista foi assassinado no consulado.

Na semana passada, amigos de Khashoggi afirmaram ter certeza de que o jornalista foi assassinado no consulado e que seu corpo teria sido esquartejado e retirado da embaixada dentro malas, mas o governo turco não comentou oficialmente essas acusações e Riad as nega.

Apesar de Trump ter dito que está preocupado com o paradeiro de Khashoggi, ele se mostrou reticente a sancionar a Arábia Saudita pelo desaparecimento do jornalista e afirmou que “não seria aceitável” suspender a venda de armas ao país, aliado próximo de Washington.

Por sua vez, líderes mundiais, como o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente da França, Emmanuel Macron, entre outros, pediram que o desaparecimento seja esclarecido.

Fonte: Portal Exame

 

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Trump vai à Flórida e Geórgia para avaliar danos de furacão Michael

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O furacão Michael atingiu o Golfo do México na Flórida na quarta-feira passada e deixou 17 mortos

Trump: os socorristas criaram centros de distribuição de água e alimentos no dia seguinte ao desastre

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viaja para Flórida e Geórgia nesta segunda-feira (15), quase uma semana depois da passagem do furacão Michael, que atingiu com força os dois estados do sul do país, onde milhares de pessoas tentam sobreviver sem água corrente e eletricidade.

A tempestade de categoria 4 atingiu o Golfo do México na Flórida na quarta-feira passada, com ventos que chegaram a 250 km/h, e depois os estados de Geórgia, Carolina do Norte – que sofreu com o furacão Florence no mês passado – e Virgínia, deixando um rastro de ao menos 17 mortos.

A Casa Branca não deu detalhes sobre essa visita presidencial de um dia. Trump e sua esposa, Melania, partiram de Washington pela manhã.

Na Flórida, a cidade de Panama City e o pequeno balneário Mexico Beach sofreram danos enormes: milhares de lares e estabelecimentos comerciais ficaram destruídos, as linhas elétricas e a rede telefônica estão fora de serviço na maioria dos bairros, e apenas as estradas principais foram liberadas.

Os socorristas, que chegaram ao local no dia seguinte ao desastre, estabeleceram centros de distribuição de água e alimentos. Organizações beneficentes como o Exército da Salvação e muitas congregações religiosas fizeram o mesmo.

Alguns grandes depósitos voltaram a abrir suas portas, mas sem eletricidade, enquanto muitos postos de gasolina permanecem fechados. Nos que ainda têm combustível, era possível ver logo de manhã a formação de longas filas de automóveis.

Sobrevivência e ajuda mútua

“Agora trata-se apenas de sobrevivência”, afirma Daniel Fraga, que vive no modesto bairro de St. Andrew, em Panama City, onde a solidariedade está em alta.

“Nos unimos, ajudamos uns aos outros e todos cuidam dos demais. E os que não participam estão fritos, pois sabemos quem eles são”, disse o jovem eletricista.

Mais da metade do condado de Bay, que inclui Panama City, ainda não tinha eletricidade nesta segunda de manhã, enquanto vários condados do interior sofriam com um corte de mais de 80%, segundo a divisão de gestão de emergências para a Flórida.

O Exército e a Guarda Nacional dos EUA, junto com a polícia, também percorrem Panama City, já que a área fica completamente escura ao anoitecer.

A base da Força Aérea de Tyndall, localizada entre Panama City e Mexico Beach e cuja infraestrutura também ficou gravemente danificada, foi alvo de muita especulação sobre o seu estado. Alguns de seus hangares muito prejudicados abrigam sigilosos aviões F-22 Raptors, conhecidos por seu enorme custo unitário.

“Visualmente todos estavam intactos e pareciam estar em boas condições, se levarmos em conta o dano sofrido pelos edifícios”, declarou a Força Aérea depois de uma ronda de controle no domingo.

“Nossos profissionais de manutenção farão um relatório detalhado sobre os F-22 Raptors e outros aviões antes que possamos estar seguros de que as aeronaves podem ser reparadas e voltar a voar”, acrescentou a Força Aérea.

Fonte: Portal Exame

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