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Rede pública de saúde do DF está com extintores vencidos desde 2015, diz secretário

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Diretores das unidades de saúde estão levantando os locais que devem receber os primeiros equipamentos; ainda não há prazo para troca.

O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto — Foto: Reprodução/TV Globo

Hospitais e unidades da rede de saúde Distrito Federal estão com extintores de incêndio vencidos desde 2015, segundo o secretário de Saúde Osney Okumoto. O tema é antigo e em entrevista ao G1, Okumoto disse que equipe da pasta também relatou o problema após visitas realizadas aos hospitais do DF. (Veja abaixo)

Na Unidade Básica nº 2 do Guará e no Hospital de Ceilândia os equipamentos estão vencidos desde 2017, como flagrou a equipe da TV Globo na última sexta-feira (8). O mesmo acontece na unidade básica nº 5 de Ceilândia e no posto de saúde nº 14 do Cruzeiro.

A secretaria de Saúde informou que “irá aderir à Ata de registros de preços da secretaria de Planejamento para contração do serviço para a rede pública de saúde.” O valor da ata é de R$ 1.092 milhão durante um ano.

Segundo o secretário, a licitação foi concluída no fim de fevereiro, mas eles ainda aguardam a chegada dos extintores para realizar a troca, que ainda não tem prazo definido.

Enquanto isso, diretores das unidades de saúde estão levantando os locais que devem receber as primeiras trocas do equipamento.

Rede de saúde do DF está com extintores vencidos desde 2015 segundo o secretário da pasta — Foto: Luana Almeida/G1

Rede de saúde do DF está com extintores vencidos desde 2015 segundo o secretário da pasta — Foto: Luana Almeida/G1

O secretário disse que a pasta busca solucionar “problemas já encontrados como os extintores de incêndio que estavam todos vencidos em 2015” e que para isso, realizou a compra dos extintores para toda a secretaria.

De acordo com o titular da pasta, apesar de ainda com a situação de Emergência em vigência – o que possibilita ao governo fazer compras sem licitação – com a adesão à ata, a aquisição será realizada em caráter emergencial.

Troca imediata

O problema não é novo. Em 2018, o Tribunal de Contas do DF determinou que a substituição imediata dos extintores do então Instituto Hospital de Base que estavam fora do prazo de validade. O pedido havia sido feito pelo Ministério Público de Contas do DF em 2017.

Em 2012, o Corpo de Bombeiros encontrou equipamentos com a data de validade expirada há mais de ano em hospitais do Plano Piloto e do entorno.

Sem segurança

Extintores estão vencidos em várias unidades de saúde do DF

Extintores estão vencidos em várias unidades de saúde do DF

De acordo com o engenheiro de segurança do trabalho, Celso Cavalcanti, o extintor fora do prazo de validade não dá garantia de funcionamento do equipamento. “Às vezes eu tenho uma máquina importante, um raio-x, uma tomografia, eu preciso fazer o primeiro combate e eu não consigo”. O fogo se alastra e em vez de ser só, especificamente o equipamento, eu posso perder um setor inteiro, explicou.

Foi o que aconteceu no Hospital Regional de Taguatinga, em após um curto-circuito provocou um princípio de incêndio no hospital.

Nesse caso, o próprio secretário disse que o curto circuito na galeria da rede elétrica da unidade só não causou mais danos porque provocou o rompimento de um cano de água que ajudou a conter .

Vistorias

Desde o início da gestão, a secretaria de Saúde realiza vistorias nas unidades do DF. O secretário Osney Okumoto disse que tem convidado o diretor, superintendente, administrador e até deputados que militam na região administrativa para as visitas aos hospitais.

Em entrevista ao G1, ele também disse que tomógrafos e equipamentos de ultrassonografia estavam sem manutenção e que a secretaria vai realizar a contratação, possivelmente emergencial para resolver a questão o mais rápido possível.

Além dos problemas, as vistorias também ajudaram a equipe a detectar programas e ações que funcionam na rede e podem ser valorizadas.

Um dos exemplos citados foi a Farmácia Viva, no Riacho Fundo, que é pioneira no Brasil em fornecimento de medicamentos fitoterápicos para a rede pública de saúde. Após visita em fevereiro, o secretário disse que quer ampliar e ‘dar mais corpo’ à estrutura do local”.

Vistorias já realizadas

  • Hospital da Polícia Militar
  • Hospital da Criança
  • Hospital de Base
  • Hospital Regional de Santa Maria
  • Hospital da Região Leste (antigo hospital do Paranoá)
  • Hospital Regional de Planaltina

Fonte G1

 

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Circus Maximus: PF cumpre novos mandados contra desvios no BRB

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MPF apura suposto esquema criminoso no banco, que teria movimentado R$ 348 milhões e pagamento de propina no valor de R$ 40 milhões

A Polícia Federal está nas ruas mais uma vez, nesta quinta-feira (21/3), cumprindo mandados no âmbito da Operação Circus Maximus no Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal (MPF) investiga suposto esquema criminoso no Banco de Brasília (BRB), que teria movimentado R$ 348 milhões e pagamento de propina no valor de R$ 40 milhões.

No último dia 3, o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara de Justiça Federal em Brasília, tornou réus 17 denunciados pelo Ministério Público Federal(MPF), envolvidos nas supostas irregularidades. Eles vão responder por crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro.

A Circus Maximus foi deflagrada no final de janeiro com o objetivo de apurar irregularidades praticadas no BRB envolvendo fundos de investimentos, com a atuação de agentes públicos, empresários e agentes financeiros autônomos.

O magistrado afirmou que “está demonstrada, até agora, a plausibilidade das alegações em face da circunstanciada exposição dos fatos tidos por criminosos e as descrições das condutas em correspondência aos elementos que instruem a denúncia”.

Denúncia
De acordo com a denúncia, as práticas criminosas começaram em 2014, e a organização se manteve em atividade até mesmo durante a deflagração da operação. “Nesse contexto, as apurações que resultaram na presente denúncia se concentraram nas dissimulações mediante o pagamento de propinas que justificaram os investimentos em, pelo menos, dois empreendimentos: o FIP LSH (relacionando ao antigo Trump Hotel, na Barra da Tijuca) e o FII SIA (relacionado ao empreendimento Praça Capital, desenvolvido pela Odebrecht Realizações e pela Brasal Incorporações)”, informa o MPF.

Alguns dos réus estão presos, entre eles Ricardo Leal, arrecadador da campanha do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e considerado o líder do esquema pelo MPF, e o ex-presidente do BRB Vasco Gonçalves.

Confira abaixo a lista dos réus:

1. Ricardo Luís Peixoto Leal (ex-conselheiro do BRB, arrecadador de campanha de Rodrigo Rollemberg e apontado como chefe da organização)
2. Henrique Domingues Neto
3. Henrique Leite Domingues
4. Adonis Assumpção Pereira Júnior
5 . Vasco Cunha Gonçalves (ex-presidente do BRB)
6 . Nilban de Melo Júnior (ex-diretor do BRB)
7. Arthur César de Menezes Soares Filho
8 . Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
9 . Ricardo Siqueira Rodrigues
10. Felipe Bedran Calil
11. Felipe Bedran Calil Filho
12. Nathana Martins Bedran Calil
13. Diogo Rodrigues Cuoco
14. Adriana Fernandes Bijara Cuoco
15. Paul Elit Altit
16. Paulo Ricardo Baqueiro de Melo
17. Dilton Castro Junqueira Barbosa

Notas fiscais frias
A peça enviada à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, detalha as articulações entre os agentes públicos, financeiros e empresários. O documento comprova a emissão de notas fiscais frias a fim de “branquear dinheiro em espécie acumulado, que não poderia entrar novamente no sistema legítimo sem uma base negocial com aparência de legitimidade”.

Além disso, foram demonstradas diversas trocas de e-mails com o envio de informações privilegiadas entre os acusados que trariam ganhos financeiros ilícitos aos envolvidos, a despeito de investimentos duvidosos com o dinheiro público. Os procuradores da República que assinam a ação dividiram a explanação dos crimes no âmbito do que aconteceu no BRB, nas negociações que envolveram o FIP LSH e nas negociações sobre o FII SIA.

A investigação do MPF comprovou o recebimento fracionado de mais de R$ 20 milhões em propinas, que eram recebidos por Henrique Domingues Neto, em nome do seu filho, Henrique Leite Domingues, sob orientação e comando de Ricardo Leal, ex-conselheiro do BRB, para posterior distribuição aos demais agentes do banco.

Os pagamentos contavam com um complexo sistema de doleiros e entregadores de dinheiro, que possuíam sua base de operações no Uruguai. A descoberta dos repasses somente foi possível pelo batimento de contas dos sistemas drousys, utilizados pela Odebrecht, e pelo sistema de compensações dos doleiros.

Com essas informações – e a colaboração de empresários que atuaram no esquema – foi possível desvendar o caminho dos valores desde os “emissores” de moeda, que lavaram valores de vantagens ilícitas de propagandas políticas e obras superfaturadas das Olimpíadas, até os funcionários da instituição financeira em Brasília.

Para a FT Greenfield, ficou comprovado o uso da estrutura da BRB DTVM para concentrar as deliberações sobre a administração dos empreendimentos e a decisão se um investimento geraria oportunidades para a cobrança de propinas. Além da corrupção, restou claro que a estrutura montada gerava conflitos de interesses, além do reiterado desatendimento de regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entenda o caso
A LSH Barra Empreendimentos Imobiliários S.A, responsável pelo LSH Lifestyle Hotels, ex-Trump Hotel Rio, criou, em 2012, o Fundo de Investimento em Participações (FIP) LSH a fim de viabilizar o projeto.

A LSH foi ao mercado e lançou debêntures (títulos de dívida) junto a instituições financeiras para captar recursos destinados à construção do hotel na Barra da Tijuca, bairro nobre da capital fluminense. A operação totalizou R$ 80 milhões em valores corrigidos, conforme noticiou a Coluna Radar, da Revista Veja, em julho do ano passado. Desse total, 42% são do BRB (R$ 33,6 milhões). O Banco de Brasília adquiriu, administrou e custodiou o fundo por quase quatro anos, entre 2013 e 2017.

Segundo balanço publicado em março de 2018, a instituição financeira teve outra participação no negócio. A BRB-DTVM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., coligada do BRB, fez um aporte de R$ 18,5 milhões no fundo criado pela empresa LSH. Esse valor, contudo, foi a título de investimento e não é cobrado na ação judicial movida pelo Banco de Brasília.

Os problemas começaram a aparecer com o desenrolar, nos últimos anos, de investigações da Polícia Federal que apontavam irregularidades na gestão da empresa carioca. A situação complicou-se a ponto de o hotel que ostentava a marca de Donald Trump precisar mudar de nome.

Devido a entraves contratuais e com a Polícia Federal no encalço de pessoas ligadas à LSH, o grupo norte-americano desfez a parceria. Em 2016, o Trump Hotel Rio passou a se chamar LSH Lifestyle Hotels. Confira aqui o papel de cada um no suposto esquema.

Fonte Metrópoles

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Batida entre dois carros complica trânsito em cruzamento na W3 Sul, em Brasília

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Carros envolvidos em batida na W3 Sul — Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros

Uma batida entre dois carros travou o trânsito na W3 Sul, na altura da 701 Sul, na manhã desta quarta-feira (21). Uma jovem de 19 anos ficou ferida, levada ao Hospital de Base com dores pelo corpo.

O trânsito para quem seguia em direção à área central foi desviado pelo Detran para o Setor Comercial Sul.

O acidente ocorreu no cruzamento entre a W3 Sul e a via que liga o Setor Comercial ao Parque da Cidade.

Um dos carros envolvidos na batida ficou com o para-choque destruído. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre a dinâmica do acidente.

Local onde ocorreu batida entre carros na W3 Sul — Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros

Local onde ocorreu batida entre carros na W3 Sul — Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros

Fonte G1

 

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Suspeito de feminicídio no DF disse que ganhou na loteria e pediu demissão após crime

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Suspeito de feminicídio no DF mandou mensagem para patrão dizendo que havia ganhado na loteria — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Uma mensagem de WhatsApp enviada pelo cabeleireiro Antônio Pereira Alves, de 50 anos, para o dono do salão onde trabalhava, no Distrito Federal, é uma das pistas seguidas pela Polícia Civil que coloca Alves como principal suspeito pela morte da namorada Maria dos Santos Gaudêncio, de 52

Ela foi encontrada morta dentro de casa, na noite de terça-feira (19). De acordo com a investigação, Maria foi morta com um golpe na nuca, no domingo (17).

Na segunda-feira (18), Alves pediu demissão dizendo que havia ganhado na loteria. Disse ao patrão que tinha deixado a chave de casa, doado as roupas e a máquina de cortar cabelo – e que iria embora (veja mensagem acima).

Depois disso, o cabeleireiro não foi mais visto. Ele e Maria namoravam há pouco mais de um ano e, segundo parentes, não tinham nenhum histórico de violência.

No domingo, dia do assassinato, eles almoçaram na casa de uma das filhas de Maria, em Ceilândia. No domingo, o cabeleireiro foi visto saindo da casa da vítima, no Itapoã, por volta das 23h.

‘Vontade de matar alguém’

Maria dos Santos Gaudêncio, vítima de feminicídio no DF, em foto com o namorado que é o principal suspeito pelo crime — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

De acordo com depoimentos dados à Polícia Civil, no sábado (16), um dia antes do crime, Alves pediu para “acertar o salário” com o dono do salão onde trabalhava. Ele teria dito que iria para a casa de um primo que havia morrido, em Goiás. Mas uma frase do cabeleireiro chamou a atenção.

“Ele disse que estava com vontade matar alguém, sem dizer a quem se referia, informou uma testemunha.”

Em outra mensagem enviada para o patrão, na segunda-feira – depois da morte de Maria – Alves mostra parte do suposto bilhete de loteria premiado. Ele explica que ainda não havia conferido o resultado do jogo feito na semana anterior.

Mensagem de WhatsApp enviada por suspeito de feminicídio para o patrão, no DF, antes de desaparecer — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Mensagem de WhatsApp enviada por suspeito de feminicídio para o patrão, no DF, antes de desaparecer — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Filha encontrou corpo da mãe

Maria dos Santos Gaudêncio morava com uma das filhas. Foi a filha quem descobriu o corpo.

A jovem não dormiu em casa no domingo. Na segunda-feira, viu que a porta do quarto da mãe estava trancada, mas disse que não tentou abrir.

Ela contou ao policiais que na terça-feira foi para a aula e só voltou a noite. A casa estava do mesmo jeito, segundo relato à polícia, mas a jovem teria sentido um forte cheiro vindo do quarto e decidiu arrombar a porta.

Até o começo da noite desta quarta-feira (20), o suspeito Antônio Pereira Alves continuava foragido.

Fachada da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) do Distrito Federal, — Foto: TV Globo/Reprodução

Fachada da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) do Distrito Federal, — Foto: TV Globo/Reprodução

Segundo caso na mesma semana no Itapoã

O crime contra Maria dos Santos Gaudêncio foi o segundo caso de violência contra mulher no Itapoã nesta semana. Na noite de segunda-feira, um homem de 21 anos colocou fogo em um colchão, ligou o gás de cozinha e trancou a mulher e a filha de 3 anos dentro de casa.

As duas se salvaram graças a uma vizinha, que viu a fumaça. A vítima disse na delegacia que o ex-companheiro, Alisson Douglas Alves Panta, chegou na casa dizendo “vou te matar”.

Depois de colocar fogo, ele ainda feriu a ex-companheira com uma faca e fugiu, levando as chaves da casa. A Justiça decretou a prisão preventiva de Alisson.

Fonte G1

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