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Quem a SpaceX vai levar para a Lua

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O anúncio é considerado pela empresa um grande passo na comercialização de viagens espaciais

Quem será o primeiro turista na lua? Nesta segunda-feira, Elon Musk, presidente da companhia de exploração espacial SpaceX vem a público para divulgar quem será a primeira pessoa que irá pagar por um “voo” comercial até a lua. O contrato já foi firmado e foi anunciado por Musk em sua conta no Twitter na última sexta-feira.

“A SpaceX assinou com o primeiro passageiro privado do mundo para que voe ao redor da Lua a bordo de nosso veículo de lançamento Big Falcon Rocket (BFR)”, afirmou a empresa. Segundo a SpaceX trata-se de um grande passo para a aviação espacial comercial, um foco da companhia, que trabalha para reduzir os custos de viagens espaciais, tanto para passageiros quanto para cargas. No começo no ano, a empresa lançou o Falcon Heavy, um cargueiro espacial carregando um carro esportivo da montadora Tesla, outra das empresas de Musk.

O Falcon Heavy é uma nave com 70 metros de altura e capacidade de transporte de até 64 toneladas de carga comercial, o que o torna o quarto cargueiro mais potente já feito e o maior em operação atualmente. A nave foi enviada para uma órbita elíptica ao redor do sol, entre a Terra e Marte. Com capacidade de reciclar seus propulsores, ele também é um passo gigante na questão comercial. Segundo informações da própria SpaceX, o custo de lançamento da nave é de 90 milhões de dólares, um terço do custo do concorrente Delta IV Heavy, da United Launch Alliance.

Com a redução dos custos para viagens espaciais, a SpaceX tira a exclusividade  das viagens internacionais das mãos dos governos e começa a colocar nas mãos de alguns milionários. Musk, indagado por seus seguidores no Twitter se ele próprio seria o enviado à missão, respondeu simplesmente com uma bandeira do Japão, o que muitos consideraram a nacionalidade do tripulante.

Mas se as coisas vão bem na SpaceX, Musk ainda tem muito o que explicar e trabalhar na Tesla, a montadora de carros elétricos que também promete mudar o curso da humanidade. Investidores se viram desesperados no último mês quando Musk anunciou que iria tornar a empresa privada, apenas para voltar atrás dias depois. Para completar, o presidente apareceu em uma entrevista consumindo maconha — o que gerou severas críticas no conservador mercado de investimentos — e dois executivos deixaram a empresa, inclusive o diretor de contabilidade, que havia assumido pouco antes do anúncio de tornar a Tesla privada. São poucas boas notícias na SpaceX, mas muitas más notícias na Tesla.

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Qual o próximo passo do Facebook com inteligência artificial?

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Laboratório de pesquisas da empresa realiza estudos há cinco anos e prevê máquinas que aprendem sozinhas

. (Reprodução/Getty Images)

São Paulo — O Facebook cada vez mais deixa de se basear apenas na manutenção da rede social que deu origem a uma das maiores empresas de tecnologia do século. Além de apostar em outras plataformas de interação, como o Instagram e o WhatsApp, a companhia tem investido alto nas tecnologias “do futuro”. Um dos maiores exemplos disso é o seu Laboratório de Inteligência Artificial (FAIR), que completa cinco anos neste mês, como lembra uma reportagem do site TechCrunch.

O local funciona como um centro de pesquisa, tem oito unidades pelo mundo e pretende estar na linha de frente das próximas iniciativas da empresa fundada por Mark Zuckerberg. E seus futuros projetos incluem até mesmo fazer com que máquinas criem algum bom senso.

Pesquisa, comunidade e pensamento a longo prazo

A criação do FAIR, no final de 2013, foi um marco na história do Facebook. Acostumada a focar em projetos de curto prazo (até seis meses para a conclusão), a empresa entendeu que precisava de um lugar onde fosse permitido criar, testar e avaliar as ideias sem pressão por resultados rápidos. Além disso, os trabalhos de pesquisa costumam ser publicados como artigos científicos, beneficiando toda a comunidade de pesquisadores de inteligência artificial pelo mundo. Uma linha do tempo com as contribuições foi publicada pelo Knightlab, laboratório de jornalismo da Universidade Northwestern, em comemoração aos cinco anos do laboratório.

Porém, como tudo no Vale do Silício, existe uma verdadeira corrida entre as empresas sobre o domínio e lançamento das tecnologias mais recentes e inovadoras. Assim, a separação entre o FAIR e a área de Aprendizado de Máquina Aplicado (AML) do Facebook é o que garante a paz da equipe, na visão do cientista chefe de inteligência artificial do Facebook, Yann LeCun. Para ele, a medida é o que dá ao grupo “enorme margem de manobra para realmente pensar a longo prazo”, conforme explicou ao TechCrunch.

A estratégia de operação do FAIR parece ter agradado os líderes do Facebook, já que o grupo se expandiu e hoje tem laboratórios em Menlo Park, Nova York, Paris, Montreal, Tel Aviv, Seattle, Pittsburgh e Londres. Parcerias com universidades também têm sido um ponto forte da iniciativa.

Assistentes virtuais, imagens e auto-aprendizado

Para LeCun, uma das maiores tendências na qual a equipe aposta é a melhoria das respostas que as interações com as máquinas darão aos usuários. “Tivemos esse projeto que é um sistema de perguntas e respostas que basicamente pode responder a qualquer questão se as informações estiverem em algum lugar na Wikipédia. Porém, ainda não é possível tirar dúvidas realmente complicadas, que exigem a extração de informações de vários artigos da Wikipédia e referências cruzadas”, disse o cientista ao TechCrunch.

Essas ideias poderão ser aproveitadas no próprio assistente do Facebook, lançado recentemente. O laboratório da empresa inclusive pretende aprimorar a capacidade de suas máquinas aprenderem sozinhas, sem supervisão de um ser humano. Segundo LeCun, o FAIR já utiliza técnicas que permitem às máquinas traduzir textos entre idiomas para os quais elas não foram treinadas inicialmente. “O grande objetivo que estamos almejando é essa ideia de aprendizado auto-supervisionado — fazer com que as máquinas aprendam mais como humanos e animais e exigindo que elas tenham algum tipo de bom senso.”

Evolução do sistema de computação visual do Facebook (2012-2017) (Facebook/Reprodução)

Outra área na qual o FAIR tem investido é o aprendizado de máquina relacionado à leitura de imagens. A equipe aposta no progresso da compreensão contextual das máquinas, e LeCun afirma que elas deverão ficar cada vez mais precisas. “Você verá sistemas que podem não apenas reconhecer o objeto principal em uma imagem, mas basicamente delinear todos os objetos e fornecer uma descrição textual do que está acontecendo na imagem, uma espécie de compreensão diferente e mais abstrata do que está acontecendo”, explica. Fonte: Portal Exame

 

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Lenovo anuncia smartphone com 12 GB de RAM e tela deslizante

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Aparelho é mais um que deixa o famigerado “notch” de lado, indicando uma tendência que as fabricantes devem abraçar em 2019

Só tela: sem um “notch”, display do Z5 Pro GT ocupa mais de 95% da frente do aparelho, segundo a empresa (Lenovo/Divulgação)

São Paulo — A chinesa Lenovo mostrou nesta terça-feira (18) que, pelo jeito, 10 GB de memória RAM não são o limite para um smartphone. Em um evento realizado em Pequim, na China, a empresa revelou seu novo modelo Z5 Pro GT, que carrega 12 GB de RAM — que o colocam no topo da lista de celulares com mais memória no mercado. O aparelho também é mais um a ter tela deslizante, uma das soluções que as fabricantes de celular têm adotado para não ter que recorrer ao famigerado entalhe (o “notch”) no alto dos displays.

O aparelho da Lenovo também é o segundo modelo anunciado no mundo que virá equipado com o novo Snapdragon 855 da Qualcomm — o primeiro revelado é um smartphone ainda sem nome da OnePlus. Além de ser mais potente do que o atual 845, o chip dá aos aparelhos suporte a redes 5G. Não ficou claro, no entanto, se esse será o caso do novo celular. O modelo terá ainda 512 GB de armazenamento, câmera dupla na traseira (16 e 24 MP), entrada de fone de ouvido e bateria de 3350 mAh.

Fora a quantidade enorme de memória RAM e o processador, o aspecto mais curioso do dispositivo é a tela deslizante de 6,39 polegadas e resolução Full HD+. A tecnologia é similar à usada no Find X, da também chinesa Oppo, e no Mi Mix 3, da Xiaomi: a câmera frontal fica escondida atrás do display, que desliza sempre que ela precisa ser usada — seja para tirar uma foto ou para desbloquear o aparelho por reconhecimento facial. Não há nenhuma interferência visual sobre a tela, que parece ser “mais infinita” e ocupa cerca de 95% da frente do aparelho, de acordo com as contas da fabricante.

O fim dos “notches”?

Mesmo que seja um tanto quanto complexa (é uma solução que interfere na mecânica do aparelho, afinal), a ideia é uma alternativa interessante para o questionável “notch”. O entalhe nas telas foi popularizado em 2017 pelo iPhone X e adotado em massa pelas fabricantes de aparelhos com Android neste ano. A própria Lenovo recorreu a um em seu modelo Z5, assim como fizeram Motorola (com o One), Asus (com o Zenfone 5), LG (com o G7 e o V40) e tantas outras fabricantes chinesas.

Algumas empresas, como Oppo e Xiaomi, já testaram um entalhe menor, em forma de gota. Mas das grandes empresas do setor, apenas a Samsung se manteve longe dessa tendência. Só que a empresa sul-coreana está tentando lançar uma própria neste final de 2018: a do “furo” na tela. A solução Inifnity-O é usada no recém-anunciado Galaxy A8s e consiste em basicamente incluir um pequeno orifício no canto do display, onde fica a câmera frontal.

Não ficou claro se outros aparelhos da empresa, como o futuro Galaxy S10, terão um visual parecido. Mas a chinesa Huawei — ainda que não por influência da Samsung — fez algo similar no Nova 4, revelado nesta semana, e incluiu um sensor de 24 megapixels no “buraco”.

Fabricantes, como a Asus, já disseram em conversas com jornalistas que o “notch” é só uma questão de limitação técnica. As empresas o adotaram massivamente porque não sabiam como contorná-lo. Pelos avanços mostrados nestes aparelhos recentes, essa história deve mudar em 2019, que é quando chegam ao mercado os três novos aparelhos.

O Samsung Galaxy A8s ainda não tem preço definido, mas o Huawei Nova 4 custará a partir de 490 dólares e o Z5 Pro GT com 12 GB de RAM sairá por 650 dólares. Ainda não há previsão de chegada de nenhum dos modelos ao Brasil. Fonte: Portal Exame

 

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Drone de Stanford pode levantar 40 vezes seu próprio peso

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Corpo de insetos e répteis inspirou engenheiros de Stanford

. (Stanford University/Reprodução)

São Paulo – A principal utilidade dos drones atualmente é a capacidade de realizar filmagens aéreas. Porém, várias funções são estudadas para aumentar as possibilidades de uso dos veículos aéreos não tripulados, como no setor agrícola. Buscando dar mais interação aos dispositivos, pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram drones que podem se aderir em superfícies e levantar objetos que são 40 vezes o seu próprio peso.

Chamados de robôs “FlyCroTugs”, por serem pequenos, voadores e rebocadores, os drones modificados pela equipe de engenharia de Stanford em parceria com a Escola Politécnica de Lausana, na Suíça, têm adaptações que os permitem ancorar em superfícies lisas ou ásperas, além de uma versatilidade que os tornam úteis em diversas situações.

“O que fizemos até agora foi aprovar um conceito que diz ‘sim, você pode ter veículos aéreos pequenos que podem interagir vigorosamente com o mundo ao se ancorar e rebocar [objetos]. Então, se você está passando por um terremoto ou explosão e quer algo que possa ir rapidamente até um prédio, entrar, olhar ao redor, mas também talvez tirar um pedaço de detrito do caminho, ou desobstruir alguma coisa. E para isso, agora ele precisa se ancorar e puxar com força” explica Mark Cutkosky, um dos coordenadores da pesquisa.

Inspiração na natureza

Os engenheiros que desenvolveram o FlyCroTug dizem ter se inspirado na natureza para adaptar os drones. A maneira como alguns animais conseguem permanecer grudados em superfícies e empurrar ou carregar pesos muito maiores que seus corpos orientou a equipe na busca das soluções para seu desafio.

Um dos seres estudados foi a vespa, que costuma analisar o peso de suas presas para saber qual decisão tomar. “Vespas podem voar rapidamente para um pedaço de comida, e então, se a coisa é pesada demais para levar, elas a arrastam pelo chão. Então isso foi uma espécie de inspiração inicial para a abordagem que tomamos”, disse Cutkosky na página de imprensa da Universidade.

Já em relação à capacidade dos drones de se aderir às superfícies, os pesquisadores encontraram respostas no corpo das lagartixas e no de alguns insetos. Em superfícies lisas, os drones se ancoram com adesivos que não grudam, mas que imitam as estruturas dos dedos das lagartixas para criar forças intermoleculares capazes de mantê-los parados. Em superfícies ásperas, cada FlyCroTug possui 32 micro-espinhas semelhantes a anzóis para se manterem fixados.

Os drones modificados já podem abrir portas, escalar ruínas para monitorar o ambiente e levantar garrafas com água. Agora, a equipe pretende aprimorar o controle autônomo e a logística de administrar vários drones voando ao mesmo tempo.

Veja a seguir o vídeo de divulgação do FlyCroTug (legendas geradas automaticamente):

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