Nossa rede

Saúde

Queijo na dieta? Saiba quais são os mais indicados

Publicado

dia

O alimento dá sensação de saciedade e ajuda a regular a flora intestinal, mas, dependendo do tipo, pode ser muito gorduroso e calórico

O queijo é uma ótima fonte de probióticos, bactérias boas que ajudam a regular a flora intestinal, combatendo problemas como prisão de ventre, excesso de gases e diarreia. O alimento também contém proteínas, cálcio e vitamina B12.

Além disso, o butirato, uma substância que se forma no intestino após a fermentação do queijo, pode aumentar o metabolismo. Por ter alto índice de proteína, o queijo propicia sensação de saciedade. O alimento, no entanto, é gorduroso. Daí surge a dúvida: pode ser consumido por quem está querendo perder peso?

Depende de qual queijo e de quanto será consumido. “Todo alimento tem que ser analisado de forma individualizada. Não só o seu consumo, mas também a quantidade”, afirma a nutricionista Luiza Midlej. Os queijos mais claros, como cottage, ricota, requeijão light, minas frescal, são menos calóricos. Já os amarelos são mais calóricos, têm maiores teores de gordura e de sódio. Uma boa dica é prestar atenção aos rótulos no supermercado para conferir o número de calorias.

E, mesmo que a opção seja pelos menos calóricos, não vale abusar. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir um litro de leite diariamente, o que corresponde a 1.000 mg de cálcio. Essa relação em queijo significa ingerir 100 g dos tipos com menos gordura e sódio, o que equivale a mais ou menos duas fatias de queijo ricota, a duas fatias e meia de queijo minas frescal ou a cerca de três fatias de queijo prato.

A nutricionista Luiza Midlej lembra que, para que os objetivos sejam alcançados, a dieta deve ser individual e respeitar os objetivos e especificidades de cada organismo.

Fonte Metrópoles

Comentário

Saúde

Pesquisadores da UFRJ anunciam que descobriram vírus mayaro no estado do Rio

Publicado

dia

Espécie de ‘primo’ de chikungunya, ele provoca reações semelhantes, como dores de cabeça, febres e intensas dores articulares que podem se prolongar por muitos meses.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciaram a descoberta do vírus mayaro, no Estado do Rio.

O vírus é uma espécie de ‘primo’ da chikungunya e provoca as mesmas reações nos pacientes: febres e intensas dores musculares e articulares que podem se se prolongar por muitos meses. De forma semelhante ao que transmite a febre amarela, o mayaro é um vírus que, pelo menos até agora, existia apenas em áreas silvestres amazônicas. A notícia foi antecipada pelo jornal O Globo.

No entanto, sua presença no estado do Rio não surpreendeu os cientistas da UFRJ – há quase quatro anos, eles já alertavam sobre a possibilidade da existência do vírus em território fluminense, por meio de uma adaptação ao ambiente urbano.

“Recebíamos amostras de sangue de pessoas atendidas pelo SUS com sintomas de chikungunya. Ao fazermos os testes para essa doença, os resultados de algumas delas eram sempre negativos. Como os indivíduos infectados apresentavam dores musculares muito fortes, bastante parecidas com as provocadas pela chikungunya, começamos a desconfiar da presença do mayaro no Rio. Agora, depois da pesquisa, podemos afirmar que ele está aqui”, explicou um dos responsável pela descoberta, o coordenador da Rede Zika da UFRJ, Rodrigo Brindeiro.

A pesquisa apontou que três moradores de Niterói, na Região Metropolitana, foram contaminados com o vírus mayaro. Segundo os pequisadores, nenhum deles viajou até a Amazônia.

“Ou seja, ficou claro que o mosquito florestal Haemogogos – principal vetor de transmissão do vírus – havia chegado ao Rio e se adaptado ao ambiente urbano”, explicou Brindeiro.

Ainda segundo a pesquisa, com o passar do tempo, o mayaro pode se adaptar ainda mais e também ser transmitido tanto pelo Aedes aegyptiquanto pelo pernilongo – Culex – bastante comum no RJ, o que, segundo os pesquisadores, pode aumentar o risco de epidemia.

“No que diz respeito aos sintomas, o mayaro provoca reações físicas semelhantes ao chikungunya. Porém, no que se refere ao combate ao vírus, é importante que as vigilâncias epidemiológicas do Estado e das cidades saibam que começamos a lidar com um novo vírus”, disse.

Ministério da Saúde desconhece casos

Em nota, o Ministério da Saúde informou que não foi notificado sobre a descoberta e que não tem registros de casos no Brasil:

O Ministério da Saúde informa que não há registro recente de casos da febre Mayaro no país, nem registro da doença no estado do Rio de Janeiro. Contudo, a pasta ressalta que o diagnóstico de Mayaro pode ser confundido com o de chikungunya. É importante destacar que as informações concedidas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tratam-se de ‘casos’ identificados em atividade de pesquisa, realizada no ano de 2015. Além disso, a pasta não foi notificada (conforme portaria de notificação compulsória) formalmente pelo pesquisador para avaliação de risco e eventuais medidas de controle, caso se justifiquem, já que são de competência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Vale destacar que, até o momento, não há registro de casos da Febre Mayaro pela transmissão do Aedes aegypti. Os casos detectados pelos serviços de saúde do Brasil são esporádicos, ocorrem em área de mata, rural ou silvestre (não há casos urbanos) e afetam pessoas que adentraram espaços onde têm macacos e vetores silvestres. Na América do Sul, a doença tem sido associada ao ciclo do vírus da Febre Amarela (Haemagogus janthinomys como vetor primário).

O vírus Mayaro é considerado endêmico na região Amazônica, que envolve os estados das regiões Norte e Centro-Oeste. Entre dezembro/2014 e janeiro/2016, foram confirmados 86 casos da doença no país nos estados de Goiás (76), Pará (1) e Tocantins (9). O Ministério da Saúde mantém monitoramento permanente e atua com apoio do Centro de Proteção dos Primatas Brasileiros (ICMBio), Instituto Evandro Chagas (IEC) e o Centro Nacional de Primatas (CENP).

Atualmente, não existe terapia específica ou vacina. Os pacientes devem permanecer em repouso, acompanhado de tratamento sintomático, com analgésicos e/ou drogas anti-inflamatórias, que podem proporcionar alívio da dor e febre. Os sintomas são muito parecidos com os da dengue e/ou chiKungunya. Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. As dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar. A diferenciação se dá por exames laboratoriais específicos e que podem apontar o diagnóstico correto. Não há óbitos associados ou registrados ao Mayaro no Brasil.

Considerando que o horário de maior atividade do vetor primário (Haemagogus janthinomys) se dá entre 9 e 16 horas, recomenda-se evitar exposição em áreas de mata, sobretudo desprotegido, durante esse período. Uso de roupas cumpridas e uso de repelentes podem ajudar a evitar o contato com o vetor e diminuir o risco de infecção.

Ver mais

Saúde

Psicodélicos podem ser tratamento alternativo para o alcoolismo

Publicado

dia

Segundo novo estudo, 83% dos participantes que usavam psicodélicos em casa relataram uma redução significativa no desejo de beber

Segundo a OMS, 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres pelo mundo sofram de transtornos relacionados ao alcoolismo. (Thinkstock/VEJA/VEJA)

Nos últimos anos, os cientistas vêm investigando o potencial terapêutico de psicodélicos, como LSD e cogumelos mágicos, para uma série de condições psicológicas, incluindo depressão e transtorno do estresse pós traumático(TEPT). Os resultados encontrados até agora têm indicado a eficácia desse método alternativo. Agora, estudo publicado no Journal of Psychopharmacologyaponta que essas substâncias também podem ser eficientes no tratamento do alcoolismo. Segundo os pesquisadores, 83% dos participantes que usavam psicodélicos em casa relataram uma redução significativa no desejo de consumir bebida alcoólica.

Os pesquisadores destacaram que ainda não foi possível explicar os mecanismos biológicos e neurológicos do por que isso acontece. No entanto, uma das possíveis explicações para o resultado reside no fato de que as drogas psicodélicas entram em contato com os receptores de serotonina – também conhecido como hormônio do bem-estar – e essa interação desencadeia a redução dos desejos de alguma forma. A equipe ressaltou, no entanto, que as evidências não devem ser encaradas como uma maneira de curar o problema.

Outro estudo, publicado em 2018, na revista Frontiers of Pharmacology, havia indicado que o uso de psicodélicos com acompanhamento psicoterapêutico tinha se mostrado seguro e eficaz no tratamento do alcoolismo.

O estudo

Para chegar a estes resultados, os pesquisadores da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, conduziram uma pesquisa online para investigar pessoas diagnosticadas com transtornos relacionado ao alcoolismo que haviam reduzido a ingestão de bebidas alcoólicas após utilizar drogas psicodélicas.

Do total de 343 participantes que responderam aos questionários, 38% relataram ter diminuído o consumo de álcool através do uso de LSD, enquanto 36% afirmaram que a psilocibina (composto ativo dos cogumelos mágicos) proporcionou efeito similar. Ao todo, 83% dos participantes pareciam ter maior controle sobre os desejos relacionados ao vício com o uso de psicodélicos. A equipe ainda descobriu uma correlação entre a intensidade da natureza mística e espiritual proporcionada pela experiência psicodélica e a melhora dos sintomas do alcoolismo. A razão para estes resultados permanece desconhecida.

Ainda assim, os novos resultados apontam para o potencial terapêutico dos psicodélicos. Segundo os pesquisadores, os achados ressaltam a necessidade de investigar essas substâncias mais de perto para compreender sua atuação como tratamento alternativo para diversas condições psicológicas.

Alcoolismo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo excessivo de álcool pode trazer sérias consequências para a saúde física e mental, além de ser responsável por 3 milhões de mortes por ano. A entidade estima que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres pelo mundo sofram de transtornos relacionados ao alcoolismo.

Já o Ministério da Saúde ressalta que o consumo excessivo de álcool pode comprometer o fígado (cirrose, hepatite alcoólica e câncer de fígado), o estômago (gastrite), o pâncreas (pancreatite) e os nervos (neurite). O alcoolismo ainda está relacionado a maioria dos acidentes de trânsito, violência doméstica, badernas e comportamentos anti-sociais.

Portanto, se achar que tem o problema e deseja parar de beber, procure ajuda de um profissional de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, oferece atendimento gratuito nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) espalhados por todo o país.

Ver mais

Saúde

Capital paulista tem primeiro caso autóctone de sarampo desde 2015

Publicado

dia

Antes da confirmação do caso autóctone, a secretaria havia divulgado somente três casos mas cuja infecção ocorreu na Noruega, em Malta e em Israel

Sarampo: desde 2015, São Paulo não tinha registro de circulação do vírus internamente (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo — A Prefeitura de São Paulo confirmou nesta semana o primeiro caso autóctone (de transmissão interna) de sarampo em quatro anos na cidade. Desde 2015 o município não tinha registro de circulação do vírus internamente. Foram confirmados ainda outros quatro casos importados da doença, além dos três anteriormente divulgados. Há ainda 92 casos suspeitos em investigação. Nenhuma morte foi registrada.

Antes da confirmação do caso autóctone, a secretaria havia divulgado somente três casos diagnosticados na cidade mas cuja infecção ocorreu na Noruega, em Malta e em Israel.

O registro autóctone aumenta o nível de alerta porque é o primeiro indício de que o vírus já pode estar circulando na cidade. O caso foi inicialmente relatado em documento publicado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Estadual da Saúde na última semana e confirmado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) na segunda-feira, 13.

Segundo o CVE, o paciente é um professor universitário de 48 anos, que foi hospitalizado mas que “evolui para cura”.

Já os quatro novos casos importados da doença também confirmados nesta semana ocorreram todos na mesma família. Os pacientes, com idades entre 12 e 42 anos, moram na mesma casa que o doente infectado em Israel.

Embora a transmissão intrafamiliar tenha ocorrido já em São Paulo, a secretaria informou que, pelos critérios epidemiológicos do Ministério da Saúde, os casos foram considerados importados por estarem relacionados a uma infecção importada localizada (a de Israel).

Tanto no caso autóctone quanto nos importados, os pacientes não eram vacinados contra o sarampo, de acordo com o documento do CVE.

Além dos oito registros na capital paulista, 20 infecções já haviam sido confirmadas em Santos, na Baixada Santista, todas decorrentes de um surto que atingiu o navio MSC Seaview em fevereiro. Do total de vítimas no cruzeiro, 17 eram tripulantes, dois eram passageiros e um era profissional de saúde. Todos passam bem.

Bloqueios

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou que, sempre que identificados casos suspeitos, a vigilância epidemiológica desenvolve ações de vacinação no entorno do local de notificação para evitar o contágio, mesmo antes de receber os resultados dos exames conclusivos.

“Imediatamente após a notificação do caso suspeito, sempre realizamos vacinação dentro dos ambientes que a pessoa frequentou, como residência, local de trabalho, escola. Se aparecem indícios mais fortes de confirmação, partimos para a realização de bloqueio vacinal em um raio de oito quarteirões desses locais”, explica Rosa Maria Dias Nakazaki, diretora da divisão de vigilância epidemiológica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da SMS.

De acordo com Rosa, 20 mil pessoas foram vacinadas nas ações de bloqueio realizadas a partir dos oito casos confirmados na cidade. A diretora informou que a secretaria não divulga em quais regiões da cidade foram registrados os casos confirmados, mas reafirmou a necessidade de a população buscar a imunização diante do possível retorno da circulação do vírus.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, está disponível na rede pública gratuitamente e deve ser tomada em duas doses, aos 12 e aos 15 meses de idade. Adultos que não se vacinaram ou que não têm certeza se foram imunizados quando crianças podem procurar os postos também. “Como é uma doença de transmissão por vias respiratórias, altamente contagiosa, estamos permanentemente em alerta para que as pessoas se vacinem”, ressaltou Rosa.

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade