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PRP oficializa Anthony Garotinho na disputa do governo do Rio

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Anthony Garotinho

Ex-governador disputa a volta ao cargo mesmo depois de ter sido condenado em segunda instância por improbidade administrativa

RIO – A convenção do PRP confirmou neste domingo a candidatura do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho para disputar a volta ao cargo, mesmo depois do político ter sido condenado em segunda instância por improbidade administrativa no final de julho. Segundo a assessoria do candidato, a condenação não torna o político inelegível por não se referir a enriquecimento ilícito.

Prometendo ressuscitar programas lançados no passado, como o Cheque Cidadão, e vida saudável para idosos, Garotinho também trouxe de volta um antigo jingle de campanha, mais próximo do ritmo gospel do que do samba que marcou a campanha anterior.

A volta foi um tema recorrente na convenção, assim como o ataque aos adversários de campanha. Sobre Romário, candidato do Podemos, disse até gostar como jogador, “mas não se vota no mais famoso, no mais bonito, se vota no mais bem preparado”, disparou.  Já para o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, o recado foi direto: “Vão botar o Eduardo Paes para soltar o Cabral (Sérgio Cabral, ex-governador do Rio que está preso)”, disse referindo-se ao apoio do MDB a Paes, que era do partido, mas migrou para o DEM para disputar o governo do estado.

O político prometeu que vai reativar novamente o setor produtivo do estado, com ênfase no setor naval, metalúrgico e do turismo, mas que também quer mudar a relação com a Petrobras, sem explicar o que pretende propor. “Vamos trabalhar para reestruturar todo o setor produtivo do estado, com incentivos fiscais que gerem emprego, como eu fiz (quando era governador) no setor naval e metalúrgico.”, afirmou em seu discurso na convenção.

Já com vice-presidente escolhido para a sua chapa, mas sem querer adiantar o nome, Garotinho descartou qualquer risco da sua candidatura ser impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Garotinho foi acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) de participar de um esquema criminoso que desviou R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, quando a governadora era sua esposa, Rosinha Garotinho. Na decisão foi confirmada a dispensa indevida de licitação para contratação da Fundação Pró-Cefet , que foi viabilizado depois que Garotinho, então secretário do governo Rosinha, rompeu um contrato em vigor com a Fundação Escola de Serviço Público (Fesp).

Garotinho e Rosinha também estiveram presos de novembro a dezembro do ano passado e foram soltos por habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Na semana passada, a procuradora geral da República, Raquel Dogde, pediu ao Supremo Tribunal Federal que dê prioridade ao julgamento de um agravo contra o ex-governador do Rio pela condenação feita pela 100ª Zona Eleitoral por corrupção com compra de votos para as eleições de 2016 em Campos dos Goytagazes, município no interior do estado do Rio de Janeiro.

Apoiado até o momento por quatro partidos – PRB, Pros, PMB e Patriota-, Garotinho disse que vai se isentar das eleições presidenciais. “A minha chapa tem cinco candidatos a presidente diferentes, então o melhor é que eu me mantenha neutro”, afirmou.

A convenção do PRP foi realizada em uma quadra de escola de samba no Centro da cidade do Rio de Janeiro, que ficou lotada de pessoas que chegaram em dezenas de ônibus fretados e vans.

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BRASIL Promotores interrogam João de Deus e preparam terceira denúncia

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João de Deus já é réu em duas ações por violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável

João de Deus: o MP-GO já recebeu mais de 600 contatos sobre o médium (Cesar Itiberê/Fotos Públicas)

Os promotores Gabriella Queiroz e Paulo Penna Prado, do Ministério Público de Goiás, foram até o Complexo Penitenciário Aparecida de Goiânia na manhã desta terça-feira, 22, para interrogar João de Deus. O depoimento deve servir para embasar uma nova denúncia contra o médium.

A promotoria não quis detalhar por quais crimes João de Deus será acusado agora. Atualmente, ele já é réu em duas ações por violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

Preso desde 16 de dezembro, o médium também foi indiciado no dia 10 de janeiro pela Polícia Civil por posse ilegal de armas. Na ocasião, ele também foi indiciado por violação sexual mediante fraude por um crime que teria sido cometido há três anos contra uma vítima de São Paulo.

A força-tarefa do Ministério Público goiano já recebeu mais de 600 contatos sobre o médium, dos quais foram identificadas cerca de 300 vítimas. Fonte: Portal Exame

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Mais de 10 mil pessoas são afetadas pelas tempestades no RS

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se reuniu ontem prefeitos da região para buscar apoio financeiro do governo federal

Chuvas: 5 mil pessoas estão desalojadas, 1,5 mil desabrigadas e 3,5 mil com danos em suas casas (Defesa Civil/Divulgação)

Pelo menos 25 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul sofrem as consequências das tempestades que atingem o estado. De acordo com a Defesa Civil, são mais de 10 mil pessoas afetadas, das quais 5 mil desalojadas, 1,5 mil desabrigadas e 3,5 mil com danos em suas casas. Foram registradas quatro mortes em Alegrete, Santana da Boa Vista e Quaraí.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) cessou o alerta hidrológico para o Rio Grande do Sul, informando que há tendência de normalização do nível dos rios. Porém, a Defesa Civil do Estado mantém o monitoramento.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reuniu ontem prefeitos da região para buscar apoio financeiro do governo federal. O objetivo é encaminhar para Brasília as demandas dos municípios.

“O Estado tem feito tudo o que pode, mas o volume de recursos para reconstrução das cidades deve vir do governo federal. Por isso, quanto mais nós conseguirmos nos articular e concentrar os esforços mais força teremos em Brasília”, afirmou o governador.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Julio Cesar Rocha Lopes, disse que para evitar mais prejuízos serão reivindicados recursos na União, além de ajuda do Exército, principalmente com combustível.

As demandas serão levadas de forma articulada pelos prefeitos, juntamente com representantes do governo do estado para Brasília, para a Defesa Civil Nacional e para o Ministério da Integração.

*Com informações do governo do Rio Grande do Sul. Fonte: Portal Exame

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Minha Casa Minha Vida levou a população para periferia, mostra FGV

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Criado em 2009, o programa está completando uma década de existência, consolidado como o maior programa habitacional do país na atualidade

Minha Casa Minha Vida: programa tem empreendimentos em 92% dos municípios brasileiros (Lia Lubambo/EXAME)

São Paulo – O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) contribuiu para a expansão das metrópoles, mas levando unidades habitacionais para locais distantes dos centros urbanos e carentes de serviços públicos. Essa é a principal conclusão do estudo divulgado nesta terça-feira, 22, “Morar Longe: o Programa Minha Casa Minha Vida e a expansão das Regiões Metropolitanas”, do Instituto Escolhas, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O foco do estudo foram os empreendimentos voltados para a faixa 1 do MCMV, destinados a famílias com renda mensal de até R$ 1.600, a população mais pobre atendida pelo programa habitacional. Nessa faixa, o subsídio chega a 95% do valor da moradia.

A partir de uma análise estatística por imagens de satélite, o estudo constatou que municípios com empreendimentos da faixa 1 do MCMV desenvolveram novos núcleos de moradias muito longes dos centros urbanos.

O levantamento indica também que, ao concentrar a população de baixa renda em locais distantes, o programa federal repetiu o padrão dos programas de habitação popular anteriores, em vez de inovar e induzir a construção de unidades habitacionais nos espaços não utilizados das áreas mais centrais e já urbanizadas das grandes cidades brasileiras.

“A escassez de terrenos baratos em bairros com melhor provisão de serviços públicos e de infraestrutura leva o programa a buscar localidades periféricas para implantar as unidades, o que acaba por estimular a expansão nas bordas das cidades”, disse Sergio Leitão, um dos coordenadores do estudo.

A pesquisa apontou ainda que um dos principais problemas causados por essa expansão é o impacto na mobilidade urbana, pois incentiva que a população tenha um elevado tempo de deslocamento dentro da cidade, gerando congestionamento de tráfego e poluição do ar. “Além disso, a distância entre a moradia e os empregos induz a desigualdade de oportunidades e o crescimento na periferia urbana incentiva a deterioração das áreas centrais”, afirma Leitão.

No estudo, foram analisadas as regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Campinas, Cuiabá, Curitiba, Distrito Federal, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória.

Para se aprimorar a política habitacional no País, seria preciso articular iniciativas conjuntas no setor de uso e ocupação do solo – que está à cargo das prefeituras – e no setor de crédito imobiliário – sob tutela do governo federal – para se garantir a ampliação de empreendimentos nos centros urbanos e a oferta de juros acessíveis para a habitação de baixa renda comprarem suas próprias moradias.

Dez anos

Criado em 2009, o Minha Casa Minha Vida está completando uma década de existência, consolidado como o maior programa habitacional do País na atualidade e com tamanho similar ao de outros projetos do passado.

O MCMV tem empreendimentos em 92% dos municípios brasileiros. Segundo a Caixa Econômica Federal, já foram investidos cerca de R$ 319 bilhões para a construção de 4,4 milhões de unidades habitacionais.

Esse é o mesmo número de unidades construídas entre 1964 e 1986 (22 anos) pelo Programa Nacional de Habitação (BNH). Para a faixa 1 do MCMV, foram investidos R$ 84 bilhões e construídas cerca de 1,8 milhões de unidades. Fonte: Portal Exame

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