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Primeiro serviço de clonagem da China duplica famoso cão do cinema

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Pelo valor mínimo de 55 mil dólares, os donos dos animais podem clonar seus animais de estimação

China: amostras de pele do cão foram coletadas e seu DNA foi isolado e fertilizado em um óvulo (Jason Lee/Reuters)

Pequim – O cão Juice já estrelou em dezenas de filmes e produções da televisão chinesa.

Agora que ele está envelhecendo e sua carreira chega ao ápice, seu dono só deseja que ele possa continuar vivendo – talvez para sempre.

Um vira-lata de nove anos resgatado da rua, Juice – ou “Guozhi” em mandarim – não consegue se reproduzir, já que foi castrado quando ainda era filhote. Mas seu dono, o treinador de animais He Jun, quer preservar a imagem do cão célebre com um clone genético.

“Juice é uma propriedade intelectual com influência social”, afirmou He, que mora em Pequim.

Para conseguir isso ele procurou a Sinogene, primeira empresa de biotecnologia chinesa a oferecer serviços de clonagem de animais de estimação. A Sinogene ficou conhecida em maio do ano passado, quando clonou com sucesso um beagle editado geneticamente, e um mês depois lançou serviços de clonagem comerciais.

Pelo valor mínimo de 55.065 dólares, os donos de pets podem clonar seus animais de estimação.

O diretor-executivo da Sinogene, Mi Jidong, disse que o serviço de clonagem de animais da empresa está em seus primeiros estágios, mas que planeja expandi-los para um dia incluir a edição genética.

“Descobrimos que cada vez mais donos de animais de estimação querem que eles os acompanhem por um período de tempo ainda maior”, disse Mi.

A indústria chinesa de biotecnologia está crescendo rapidamente e, comparada com empreendimentos semelhantes no Ocidente, enfrenta um número relativamente menor de barreiras regulatórias.

No início deste ano um laboratório de Xangai produziu os primeiros clones de macacos do mundo. Em um caso mais controverso, He Jiankui, da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China, afirmou ter usado tecnologia de edição genética para alterar os genes embrionários de duas gêmeas.

Tin-Lap Lee, professor associado de ciências biomédicas da Universidade Chinesa de Hong Kong, disse que, embora a China tenha regulamentos sobre o uso de animais em pesquisas de laboratório, não existem lei que abordam explicitamente a clonagem de animais.

No caso de Juice, amostras de pele foram coletadas do abdômen inferior do cão, e semanas depois a Sinogene conseguiu isolar seu DNA e fertilizar um óvulo, que foi inserido cirurgicamente no útero de uma cadela beagle.

Embora He ainda não tenha encaminhado Little Juice, como o clone foi apelidado, ao show business, ele diz acreditar que o cachorro “será ainda melhor do que o velho Juice”.Fonte-Portal Exame

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Duas novas drogas reduzem mortes por ebola na República Democrática do Congo

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VÍRUS EBOLA VISTO DO MICROSCÓPIO (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Uma cura definitiva para o vírus ebola pode estar próxima: duas drogas reduziram a taxa de mortalidade da doença em testes clínicos na República Democrática do Congo. A chance geral de sobreviver com o novo tratamento é de 90%.Os fármacos usados, chamados de REGN-EB3 e mAb114, atacaram o vírus junto a anticorpos, neutralizando o seu poder de infecção em células humanas.

“Daqui pra frente, não diremos mais que o ebola é incurável”, afirmou Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas da República Democrática do Congo. “Esses avanços ajudarão a salvar milhares de vidas.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (da sigla em inglês, NIAID), a escolha por investir nas drogas veio após o descarte de duas outras, ZMapp e Remdesivir, que tiveram resultados menos eficazes.

O diretor do NIAID, Anthony Fauci, anunciou que a taxa de mortalidade em tratamentos com ZMapp foi de 49%, enquanto que com Remdesivir foi de 53%. Houve menos mortes com o REGN-EB3 (29%) e nos testes de mAb114 (34%).

Pacientes que foram submetidos aos testes logo após de ficarem doentes tiveram resultados ainda melhores, sendo que a taxa de morte com o REGN-EB3 foi de apenas 6% e de só 11% com o mAb114.

Pesquisadores estudam o vírus ebola (Foto: Wikimedia Commons)

As drogas que tiveram os melhores resultados devem ser testadas agora em condições mais diversificadas. “Quanto mais aprendermos sobre esses dois tratamentos, e como eles podem complementar a saúde pública, incluindo em rastreio e vacinação, mais próximos estaremos de transformar o ebola de uma doença assustadora para algo tratável”, afirmou  Jeremy Farrar,diretor de um grupo anti-ebola da OMS.

 

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Ciência

Após queda, homem descobre que seu pênis está se transformando em osso

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NORTE-AMERICANO DE 63 ANOS FOI DIAGNOSTICADO COM DOENÇA DE PEYRONIE, QUE CONSISTE NA FORMAÇÃO DE FIBROSES OU NÓDULOS NO ÓRGÃO REPRODUTOR MASCULINO (FOTO: UROLOGY CASE REPORTS)

Um homem de 63 anos descobriu por acaso que seu pênis está se calcificando, segundo um artigo publicado na Urology Case Reports. O fato ocorreu no Centro Médico Lincoln, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Como relataram os médicos responsáveis pelo caso, o homem foi ao hospital por conta de uma dor no joelho que havia começado após uma queda. Por conta disso, os profissionais resolveram realizar um exame de raios-X no paciente — e daí veio a surpresa.

Os autores escreveram que as imagens mostravam uma “calcificação extensa em forma de placa ao longo da distribuição esperada do pênis”. O paciente havia se queixado aos médicos de dor peniana, mas não teve nenhum outro sintoma, o que retardou o diagnóstico da rara doença de Peyronie.

Imagens mostravam uma “calcificação extensa em forma de placa ao longo da distribuição esperada do pênis” (Foto: Urology Case Reports)

O problema consiste na formação de fibroses ou nódulos no órgão reprodutor masculino, causando desvios na curvatura do pênis, o que provoca dor. Em 2017, um caso semelhante ocorreu com um homem de 40 anos que teve mais de 80% da região calcificada. Felizmente, a doença tem tratamento — que deve ser realizado com auxílio profissional.

No caso do norte-americano, os médicos não puderam ajudar, pois o homem foi embora do hospital mesmo contra a orientação médica.

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Ciência

Para cientista, é questão de tempo para um asteroide atingir a Terra

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Contudo, não há qualquer previsão de quando a colisão poderá acontecer

Asteroide: para cientista americana, impacto de um corpo celeste com o nosso planeta é certo (Science Photo Library – ANDRZEJ WOJCICKI/Getty Images)

São Paulo – Enquanto um asteroide maior do que o icônico prédio americano Empire State Building passou “perto” da Terra no sábado (10), outro cosmo celeste estaria vindo em direção ao nosso planeta. Pelo menos essa é a previsão de uma cientista americana.

Em entrevista à NBC, a americana Danica Remy, presidente da B612 Foundation, organização sem fins-lucrativos que trabalha em métodos de proteger o planeta contra essa ameaça, “é 100% certo de que nós seremos atingidos, mas não há certeza de quando isso vai acontecer.”

Para devastar o planeta seria necessário um asteroide de com mais de 12 quilômetros de diâmetro. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, pelo menos 95% dos corpos celestes com mais de 1 quilômetro de diâmetro já foram catalogados.

O que chegou mais perto de repetir o que aconteceu há 65 milhões de anos, quando os dinossauros foram extintos, foi o 2006 QQ23. Na semana passada, a rocha esteve há pelo menos 4 milhões de quilômetros de distância da Terra.

Mas, de acordo com a cientista, não será um corpo rochoso como os que estrelaram filmes como Armageddon ou Impacto Profundo. O problema, na verdade, são os “mini-asteroides”.

No caso do impacto de um corpo menor, como um medindo aproximadamente 60 metros, uma cidade como Nova York poderia ter a região da ilha de Manhattan completamente destruída. O impacto mataria pelo menos 1,3 milhão de pessoas, de acordo com simulações da Nasa.

“Esse tipo de devastação seria em nível regional, mas traria consequências globais em relação aos sistemas de transporte e rede e também no clima”, afirma Remy. Segundo ela, é preciso estudar a trajetória desses asteroides.

O problema é que isso não é exatamente simples de ser feito. No fim de julho, por exemplo, uma rocha de pouco mais de 135 metros passou há uma distância de 64 mil quilômetros da Terra. Foi o mais próximo que um deles esteve perto do nosso planeta em mais de um século. A descoberta foi feita por astrônomos brasileiros.

Outro caso, esse ainda pior, ocorreu em 2013. Na ocasião, um asteroide de 16 metros entro na atmosfera na cidade de Chelyabinsk, na Rússia. O impacto da rocha com o solo causou danos em pequenas estruturas e deixou mais de mil pessoas feridas.

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