Nossa rede

Mundo

Presidentes dos principais órgãos do Judiciário do Peru renunciam

Publicado

dia

Renúncias ocorrem em meio a uma crise provocada por casos de corrupção que envolvem o alto escalão do Judiciário

Lima – Os presidentes do Poder Judicial do Peru, Duberlí Rodríguez, e do Conselho Nacional da Magistratura (CNM), Orlando Velásquez, renunciaram nesta quinta-feira aos seus cargos de maneira irrevogável, no meio de uma crise provocada por casos de corrupção que envolvem o alto escalão do Judiciário.

“Titular do Poder Judicial, Duberlí Rodríguez, apresenta sua renúncia irrevogável à presidência deste poder do Estado”, informou o Poder Judicial em sua conta no Twitter.

Pouco antes, o presidente do CNM convocou uma entrevista coletiva para também anunciar sua renúncia irrevogável, junto a outros dois membros dessa instituição, seriamente questionada por casos de corrupção.

O escândalo foi revelado na semana passada, com a publicação de uma série de escutas telefônicas que revelaram uma ampla rede de tráfico de influência, suborno e prevaricação nas mais altas instâncias do Judiciário, que inclui magistrados, empresários e políticos.

Comentário

Mundo

Eleições em Israel: rivais de Netanyahu formam aliança eleitoral

Publicado

dia

Apesar de investigações de corrupção, Netanyahu acredita na vitória e lidera o que é considerado o governo mais à direita da história de Israel

Benny Gantz: o respeitado ex-militar, que já foi comandante do Estado-Maior, anunciou uma aliança eleitoral com o político centrista Yair Lapid (Agence France-Presse/AFP)

Os dois principais rivais do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu nas eleições de abril anunciaram nesta quinta-feira a formação de uma aliança eleitoral para tentar derrotar o chefe de Governo.

Benny Gantz, um respeitado ex-militar, que já foi comandante do Estado-Maior, e o político centrista Yair Lapid anunciaram em comunicados a formação de uma lista conjunta para as eleições de 9 de abril e que devem estabelecer um rodízio à frente do governo em caso de vitória.

Gantz lidera o novo partido Resistência Israel, enquanto Lapid comando o Yesh Atid, que atualmente tem 11 cadeiras das 120 do Parlamento.

As pesquisas mostram os dois como os principais adversários de Netanyahu, que acredita na vitória apesar das investigações de corrupção que envolvem seu nome.

O ex-ministro da Defesa Moshe Yaalon se uniu ao partido de Gantz, assim como outro ex-comandante militar, Gabi Ashkenazi, informaram os comunicados.

“Por um sentido de profunda responsabilidade nacional, Benny Gantz, Yair Lapid e Moshe Yaalon decidiram a criação de uma lista unificada que servirá como o novo partido de governo de Israel”, afirma o comunicado divulgado pelo Yesh Atid.

“O partido apresentará uma nova equipe de liderança que garantirá a segurança de Israel e reunirá os elementos divididos da sociedade israelense”.

Netanyahu foi primeiro-ministro de 1996 a 1999 e retornou ao poder em 2009, somando 13 anos à frente do Executivo. Atualmente lidera o que é considerado o governo mais à direita da história de Israel.

Fonte Exame

 

Ver mais

Mundo

Guaidó irá em caravana à fronteira com a Colômbia por ajuda humanitária

Publicado

dia

A oposição monta estrutura que, além de ofertar ajuda humanitária, receberá autoridades e fará um grande show com artistas como Alejandro Sanz

(Manaure Quintero/Reuters)

O líder opositor Juan Guaidó, autoproclamado chefe de Estado interino da Venezuela, partirá em caravana nesta quinta-feira (21) rumo à fronteira com a Colômbia para chefiar a entrada da ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos, o que foi considerado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, um “show barato”.

Guaidó, reconhecido por cerca de 50 países como presidente interino venezuelano, viajará em seu carro com deputados opositores, seguindo uma caravana de ônibus, com partida prevista para as 06h de quinta-feira (07h, horário de Brasília), de um setor do leste de Caracas, de acordo com sua assessoria de imprensa.

“É um show barato. Donald Trump não sabe onde fica a Venezuela (…) Inventaram uma suposta ajuda humanitária de uma comida podre, cancerígena e querem introduzi-la à força”, disse Maduro, assegurando que o presidente americano planeja uma invasão militar ao país.

Guaidó anunciou mais cedo que brigadas de voluntários – que espera que cheguem a um milhão – vão buscar a ajuda em vários pontos nos estados de Táchira (oeste) e Bolívar (sul), fronteiriços com Cúcuta (Colômbia) e Roraima (Brasil), onde há centros de distribuição, e a Puerto Cabello e La Guaira – os dois principais portos do país.

Em Cúcuta fica o principal centro de distribuição de remédios e alimentos enviados pelos Estados Unidos e a localidade será, na sexta-feira, palco de um megaconcerto em uma extremidade da ponte binacional Tienditas, organizado pelo bilionário Richard Branson para arrecadar 100 milhões de dólares.

Em contrapartida, o governo de Maduro anunciou shows para a sexta, o sábado e o domingo na outra extremidade da mesma ponte, que liga Cúcuta a Ureña, no departamento de Táchira.

“Por mar e por terra… Devemos abrir o canal humanitário seja como for”, reiterou Guaidó, que marcou para a entrada da ajuda o dia em que completa um mês de sua autoproclamação como presidente encarregado, depois de o Congresso declarar Maduro um “usurpador”.

Mas o governo de Maduro ordenou que os militares bloqueiem a ponte com contêineres de caminhões, suspendeu as partidas em todos os portos do país e determinou, ainda, o cessar do tráfego aéreo privado e de voos comerciais – além do marítimo – com Aruba, Bonaire e Curaçao, ilha onde também se armazena ajuda.

Guaidó, que também é chefe do Legislativo, convocou manifestações no sábado para acompanhar várias caravanas que vão buscar a ajuda e uma mobilização às guarnições militares.

O presidente socialista também convocou seus seguidores para participar de manifestações no mesmo dia em todo o país.

“Povo às ruas, ruas e mais ruas”, conclamou.

Em reação ao que considera uma ameaça, o governo de Maduro convocou os 46 países que o apoiam na ONU, como China, Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba e Nicarágua, a pedirem juntos ao secretário-geral da organização, António Guterres, que “freie todos os chamados a uma solução militar” para pôr um fim à crise na Venezuela.

“Hands off” e “Aid Live”

Na véspera do dia ‘D’ será realizado em Cúcuta, em um extremo da ponte Tienditas, o show “Venezuela Aid Live”, ao qual irão os presidentes colombiano, Iván Duque; chileno, Sebastián Piñera, e paraguaio, Mario Abdo.

Fernán Ocampo, porta-voz da organização do evento, disse que é aguardado um público de 250.000 pessoas, mas a capacidade instalada pode receber 500.000.

Uns 30 voos privados chegam nestes dias a Cúcuta trazendo os artistas, enquanto 1.500 policiais e um dispositivo militar serão deslocados para o evento.

Vão se apresentar artistas do porte dos espanhóis Alejandro Sanz e Miguel Bosé, o dominicano Juan Luis Guerra, os colombianos Juan Vives Guerra, os colombianos Carlos Vives e Juanes, os mexicanos Maná e Paulina Rubio, o porto-riquenho Luis Fonsi e os venezuelanos José Luis Rodríguez (conhecido como ‘El Puma’), Nacho e Ricardo Montaner.

Ainda não foram anunciados os participantes do concerto chavista, denominado “Hands Off Venezuela” (Tirem as mãos da Venezuela), o qual, segundo o ministério das Comunicações, denunciará a agressão contra o país.

“O que fizerem do outro lado da fronteira é problema deles (…) Nós defenderemos nosso território”, disse nesta quarta à imprensa o líder chavista Darío Vivas na entrada da ponte.

Fronteira porosa

A grande incógnita é como vão passar a carga se Maduro, apoiado pela Força Armada, rejeitou a ajuda por considerá-la uma “esmola” e uma porta de entrada à invasão militar americana.

“Senhores da Força Armada, têm três dias para se colocar ao lado da Constituição. Esta ajuda é para salvar vidas”, assegurou Guaidó.

Mas embora os militares bloqueiem algumas áreas, a fronteira de 2.200 km entre a Venezuela e a Colômbia é muito porosa. Alguns setores são controlados por máfias de contrabando de gasolina e narcotráfico que operam em passagens clandestinas.

Angustiados pela escassez e pela hiperinflação voraz, todos os dias centenas de venezuelanos passam pela ponte Simón Bolívar, principal passagem de pedestres, que liga Cúcuta e San Antonio Táchira, e pelas cerca de 30 passagens ilegais que, segundo a Polícia colombiana, existem na região.

“Não descartamos absolutamente nada”, disse Guaidó, perguntado se a ajuda pode passar por estes caminhos.

Tentando contrabalançar a ofensiva do opositor, o governo de Maduro fará jornadas de assistência médica gratuitas na fronteira e a distribuição de 20 mil caixas de alimentos a moradores de Cúcuta.

“O governo não tem como ganhar este jogo, está tentando minimizar os danos”, avaliou o analista Luis Vicente León.

Fonte Exame

 

Ver mais

Mundo

Presidente da Câmara dos EUA quer bloquear manobra de Trump por muro

Publicado

dia

Os congressistas têm até a tarde desta quinta para apoiar a petição contra a decisão por estado de emergência e apresentá-la na sexta-feira à Câmara

Nancy Pelosi: a democrata e presidente da Câmara dos EUA faz oposição às políticas para construção do muro de Trump (Carlos Barria/Reuters)

A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, defendeu na quarta-feira o bloqueio da manobra do presidente Donald Trump para construir um muro na fronteira com o México.

Trump decidiu declarar estado de emergência nacional para evitar o Congresso, que aprovou em seu orçamento apenas 25% dos 5,6 bilhões de dólares solicitados por Trump para o projeto.

Dezesseis estados apresentaram ações para impugnar a decisão esta semana, mas o governo Trump continua buscando recursos federais até a quantia de 6,6 bilhões de dólares, boa parte procedente do Departamento de DefesaO representante do Texas Joaquín Castro apresentou na semana passada um pedido para bloquear a decisão de Trump. Os congressistas têm até a tarde desta quinta-feira para apoiar a petição e apresentá-la formalmente na sexta-feira na Câmara.

“Escrevo para convidar todos os membros do Congresso a copatrocinar a iniciativa de Castro”, afirma Pelosi em uma carta a democratas e republicanos.

“A decisão do presidente de sair dos limites da lei para tentar obter o que não conseguiu no processo constitucional legislativo viola a Constituição e deve acabar”, completou.

“Diante do ataque do presidente temos uma responsabilidade solene de defender a Constituição e nosso sistema de freios e contrapesos”, concluiu.

Fonte Exame

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade