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‘Política não é muito da mulher’, diz presidente nacional do PSL

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Luciano Bivar se declarou contrário à regra que determina um mínimo de 30% das candidaturas em eleições para o sexo feminino

Luciano Bivar, o presidente nacional do PSL (Valter Campanato/ABr/VEJA)

O fundador e presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, se declarou contrário à lei que estabelece uma cota mínima de candidaturas do sexo feminino para partidos em eleições. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada na edição deste domingo 10, ela afirmou: “[A política] não é muito da mulher. Eu não sou psicólogo, não. Mas eu sei isso”.

Na mesma entrevista, Bivar se defendeu sobre as acusações do jornal de que o partido, mesma sigla do presidente Jair Bolsonaro, utilizou uma “candidatura fantasma” nas eleições de 2018 para desviar 400 mil reais de recursos públicos em Pernambuco.

Denúncias recentes da mesma publicação apontaram quatro casos semelhantes em Minas Gerais, relacionado a desvios de verbas eleitorais para assessores do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que também nega o uso ilegal de dinheiro público e a utilização de “laranjas” na disputa por cargos eleitorais.

Uma das declarações que mais repercutiram da entrevista do presidente nacional do PSL esteve relaciona à regra que determina que os partidos devem inscrever no mínimo 30% de mulheres entre suas candidaturas.

Você tem que ir pela vocação, tá certo? Tem que ir pela vocação. Se os homens preferem mais política do que a mulher, tá certo, paciência, é a vocação. Se você fizer uma eleição para bailarinos e colocar uma cota de 50% para homens, você ia perder belíssimas bailarinas, porque a vocação da mulher para bailarina é muito maior do que a de homem. Tem que ser aberto”, declarou Bivar.

Questionado pela reportagem se estava relacionando vocação política ao gênero dos candidatos, o presidente nacional do partido prosseguiu: “eu acho, é uma questão de vocação. Eu não sei na sua casa [da repórter que realizou a entrevista], se sua mãe gosta tanto de política quanto seu pai. Você tem que gostar porque é jornalista política. Mas se alguém fosse candidato na sua casa, estou aqui fazendo uma ilação, certamente seu pai seria candidato e sua mãe não seria. Ela tem outras preferências. Ela prefere ver o Jornal Nacional e criticar, do que entrar na vida partidária. Não é muito da mulher. Eu não sou psicólogo, não. Mas eu sei isso”.

No complemento da reposta, Bivar listou exceções em sua teoria: “Agora, quando as mulheres entram, elas têm sucesso enorme. E muito bem. Tem a Bia Kicis, que é extraordinária. Tem a Joyce [Hasselmann], que é formidável. Tem a Carla Zambelli, que é formidável, a Aline… Tem mulheres que dão de 10 a zero nos homens, até em mim. Mas não é a regra geral, tá certo? Você não pode fazer uma lei que submete o homem… Você não pode violentar o homem”.

Defesa sobre acusações de “candidaturas fantasmas”

As cotas para candidaturas do sexo feminino foram mencionadas quando Bivar apresentou sobre sua versão sobre a acusação de que o PSL, mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro, utilizou mulheres como “candidatas fantasmas” para realizar desvios de dinheiro público nas eleições de 2019.

Folha de S. Paulo denunciou neste domingo o caso de Maria de Lourdes Paixão, secretária do partido que obteve apenas 274 votos e recebeu repasse de 400 mil reais para concorrer como deputada federal em Pernambuco, Estado de Bivar – dinheiro que teria sido desviado pelo partido. Segundo o jornal, um total de 380 mil reais foi gasto em uma gráfica que não existe.

Bivar negou que Paixão tenha sido uma “laranja” ou “candidata de fachada” e que o dinheiro foi utilizado dentro da legalidade. “R$ 400 mil? Uma campanha para deputado federal pode até R$ 2,5 milhões. Essa gráfica não existe? Não acredito. Vou ver isso aqui agora”, disse o político durante a entrevista. Ele, porém, não conseguiu contato no momento com ninguém do partido que pudesse comprovar a existência da gráfica, mas considerou a informação “capciosa”.

Na última semana, o mesmo jornal denunciou outros quatro casos de candidaturas de mulheres que teriam sido utilizadas como “laranjas” para desvios do PSL em Minas Gerais. A acusação, que envolve a assessores do atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, também foi negada pelo partido.

Fonte Veja

 

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O Pires da Nova Política

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Transição bem-sucedida

Sergio Moro em entrevista ao Fantástico (Reprodução/TV Globo)

No último governo da ditatura militar de 64, sempre que o presidente João Figueiredo via sua autoridade contestada ameaçava chamar o Pires. No caso, o ministro do Exército, o general Walter Pires. Nem o Pires salvou Figueiredo do desfecho melancólico de deixar o Palácio do Planalto pela porta dos fundos.

No primeiro governo civil da chamada Nova República, vez por outra o presidente José Sarney também ameaçava chamar o Pires. O ministro do Exército à época atendia pelo nome de Leônidas Pires Gonçalves. Serviu a Sarney com lealdade, e ao contrário de Walter, jamais pensou em colaborar para que o tempo político se fechasse.

O Pires do governo do capitão, mas não só dele é Sérgio Moro, juiz até um dia desses, ministro da Justiça e da Segurança Pública desde então. Bolsonaro chamou Moro para investigar o laranjal do PSL, o partido da Nova Política. O presidente do Senado chamou Moro para descobrir quem tentou fraudar a recente eleição naquela casa.

Moro é mais seletivo do que os outros Pires. É bem verdade que Bolsonaro não lhe pediu para apurar os rolos de Onyx Lorenzoni, duas vezes envolvido com dinheiro de caixa dois. Mas provocado sobre o assunto, Moro foi logo dizendo que Onyx já pedira perdão. Logo, ele não tinha por que investigá-lo.

Os rolos de Queiroz e de Flávio Bolsonaro? Moro não viu razão para se preocupar com eles. Quebrou a cara quem duvidou que Moro fosse capaz de fazer com sucesso a transição entre o judiciário e a política.

Fonte Veja

 

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Preferida dos Bolsonaro rejeita críticas a Carlos: ‘É minha inspiração’

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Alana Passos (PSL) segue os passos de Carlos

Carlos e Alana Passos: amizade (reprodução/Reprodução)

Única parlamentar do Rio com livre acesso à família Bolsonaro, a deputada estadual Alana Passos (PSL) diz que o estilo pitbull de Carlos Bolsonaro (PSC) é a grande inspiração de seu mandato.

Nem a confusão em que Carlos se meteu nos últimos dias, ao fritar publicamente o ministro Gustavo Bebianno, assusta a deputada.

“Tenho enorme admiração. Vejo a postura dele como de proteção, antes do Jair ser o presidente, é o pai dele”, diz.

“Carlos tem uma conversa direta, sem intermediários, com seus eleitores. É nele que me inspiro na hora de conversar com os meus”, afirma.

Desde o início do mandato, Alana, que frequenta a casa de Jair Bolsonaro, mantém contato com o presidente.

“Bolsonaro tem me dado suporte, por exemplo, no projeto para implantar escolas militares no Rio”, diz.

Fonte Veja

 

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Reunião com a Globo pode ter sido estopim para Bolsonaro fritar Bebianno

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Bolsonaro se sente traído por Bebianno

Bebianno e Bolsonaro: amizade desfeita (Marcos Corrêa/PR)

Uma das razões para a irritação exagerada de Jair Bolsonaro com o  ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, é um profundo sentimento de traição.

Como Bebianno sustenta, os dois, de fato, trocaram áudios nos últimos dias.

Num deles, Bolsonaro dá uma bronca em seu ministro porque ele marcou uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, no Palácio do Planalto.

No áudio, Bolsonaro diz: “Como você coloca nossos inimigos dentro de casa?”

Bebianno vinha atuando para abrir um canal de diálogo com a emissora. A relação entre Bolsonaro e a Globo está muito estremecida desde o escândalo das movimentações suspeitas feitas por assessores de Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro achou exagerada a maneira como a emissora se comportou com relação ao caso.

Ver o auxiliar se movimentar para abrir esse canal com “os inimigos” ajudou a colocar lenha na fogueira em que Bolsonaro queimou Bebianno em público.

Evidentemente, não é algo razoável. Mas o “capitão” já demonstrou que o equilíbrio não é uma de suas qualidades.

Fonte Veja

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