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PMI industrial do Brasil cai a 50,9 pontos em setembro, diz IHS Markit

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Indicador cedeu em setembro, após ter atingido nível mais elevado em quatro meses em agosto, mas permaneceu acima do patamar de 50 pontos

Índice dos gerentes de compras do setor industrial do Brasil cedeu a 50,9 pontos em setembro (Reprodução/Agência Brasil)

São Paulo – O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Brasil cedeu a 50,9 pontos em setembro, após 51,1 pontos em agosto, revertendo a melhora verificada no mês anterior, mostram dados da IHS Markit. O indicador cedeu em setembro, após ter atingido nível mais elevado em quatro meses em agosto, mas permaneceu acima do patamar de 50 pontos, o que indica condições ainda favoráveis, conforme a consultoria.

Os dados de setembro, aponta a IHS Markit, mostram uma melhora das condições operacionais, sustentadas pela alta mais forte de novos pedidos em cinco meses. Por outro lado, o ritmo de crescimento do volume de produção foi o menor desde junho.

Já as exportações tiveram a queda mais significativa desde o início de 2017, prejudicadas pelas dificuldades em mercados emergentes, especialmente na Argentina, que é um grande importador de produtos brasileiros.

Para o diretor de Economia da IHS Markit, Paul Smith, a pesquisa de setembro foi positiva por mostrar um crescimento adicional da produção industrial brasileira, mas também oferece algumas preocupações. “Ao mesmo tempo em que houve uma melhoria no crescimento do volume de novos pedidos, a exposição a condições desafiadoras nos mercados emergentes, especialmente na vizinha Argentina, resultou numa queda considerável nas vendas para exportação”, disse em nota

“Houve também um indício de excesso de capacidade no setor, como foi evidenciado por um declínio dos pedidos em atrasos e outro pequeno corte de empregos. Mas o que mais chamou a atenção foi o aumento mais recente nos preços, já que o fortalecimento do dólar americano continua a exercer uma pressão desconfortável sobre os custos dos fabricantes”, explicou Smith. “Segundo os dados mais recentes, os preços dos insumos cresceram pela taxa mais forte na história da pesquisa, deixando as empresas sem outra opção a não ser repassar esses aumentos aos clientes”, complementou.

A IHS Markit constatou que a valorização do dólar ante o real pressionou os custos de insumos, que tiveram o maior aumento líquido de preços desde o início da coleta de dados, em fevereiro de 2006. ” A inflação foi irrefutavelmente vinculada ao fortalecimento do dólar americano e ao resultante movimento cambial desfavorável em relação ao real”, apontou o relatório. “Como resposta, as empresas aumentaram seus preços a um grau bem elevado. Os preços dos produtos aumentaram pela segunda taxa mais alta na história da pesquisa (excedida apenas pela de fevereiro de 2016)”, ressaltou o documento.

Sobre o futuro, a pesquisa verificou que o grau de otimismo melhorou em setembro, atingindo o patamar mais alto desde março deste ano. “Entre os 71% de entrevistados que antecipam um crescimento, vários esperam se beneficiar de uma demanda mais sólida e de vendas mais elevadas”, explicou a consultoria.

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Brasil foi o país que mais abriu seu mercado em 2018, diz OMC

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Michel Temer adotou 16 medidas para facilitar o comércio e abrir o mercado para produtos estrangeiros

Imagem de arquivo de Michel Temer: presidente adotou medidas para pressionar abertura de mercado (Adriano Machado/Reuters)

Genebra – O Brasil foi o país que mais medidas adotou para abrir seu mercado a produtos estrangeiros, entre outubro de 2017 e outubro de 2018. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 11, pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que destaca uma proliferação do protecionismo pelo mundo e alerta os países para que tomem iniciativas para “desescalar” a tensão.

No total, o governo de Michel Temer adotou 16 medidas para facilitar o comércio, incluindo reduções de tarifas de importação, suspensão de certas barreiras e incentivos para exportadores. Alguns impostos de importação foram eliminados, como no caso de vacinas e outros remédios. Produtos químicos, bens de capital e outros setores também foram beneficiados.

Uma de cada dez medidas para facilitar o comércio no mundo em 2018 foi adotada pelo governo brasileiro.

A constatação é uma reviravolta profunda em comparação às conclusões que a OMC tirava sobre o comportamento do Brasil até 2014, quando o País liderava entre os governos que mais medidas protecionistas adotavam.

No período avaliado, o Canadá adotou apenas uma medida para facilitar o comércio. Na União Europeia, também houve apenas uma iniciativa, contra seis na China. Nos Estados Unidos, foram duas medidas de abertura em todo o ano.

No mesmo período avaliado, o governo brasileiro iniciou apenas nove investigações antidumping, contra 12 no ano anterior e 15 em 2016. A taxa brasileira, porém, ficou distante das mais de 40 medidas antidumping iniciadas pelos americanos em 2018.

No Brasil, o governo ainda impôs dez taxas antidumping, também no mesmo período entre 2017 e 2018. O número foi inferior às 14 medidas adotadas no ano passado. A liderança, nesse caso, é da Índia, com 43 medidas. Outras 34 foram implementadas pelo governo de Donald Trump.

Mas o comportamento do governo brasileiro destoa de uma tendência mundial, com a aceleração de medidas protecionistas e a guerra comercial entre EUA e China. Ao apresentar seu informe aos países em Genebra, o diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, indicou que há um “aumento significativo” da cobertura do comércio mundial afetado por barreiras.

O documento é o primeiro levantamento completo das medidas adotadas no mundo diante da atual tensão entre potências. “A proliferação de medidas restritivas e as incertezas criadas por tais ações poderia ameaçar a recuperação econômica”, afirmou Azevêdo. “Peço a todos os membros que usem todos os meios de que dispõem para desescalar essa situação”, pediu o brasileiro. Fonte: Portal Exame

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Mercado de energia ultrapassa marca de US$ 241 bilhões no mundo

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Segundo a EY,  energia renovável representou 41% do volume global de negócios no terceiro trimestre

Energia elétrica. (zhengzaishuru/Thinkstock)

São Paulo – O mundo vive hoje um momento de crescimento expressivo no setor de energias renováveis e de diversificação da matriz energética.

Até setembro, o valor das transações globais de energia atingiu um recorde de US$ 241,8 bilhões de acordo com o relatório da Ernst & Young Power Transactions and Trends.

Segundo a EY,  52 contratos de energia renovável foram fechados em todo o mundo no terceiro trimestre, o que representa 41% do volume global de negócios registrado no setor de energia e serviços públicos. Os outros 59% foram transações de serviços de gás.

O mercado atingiu a marca de US$28,8 bilhões nas Américas do Sul e do Norte, o que representa quase metade (46%) do valor de transações, que totalizou US$ 61,9 bilhões no período.

Nas duas regiões, as movimentações em energia renovável alcançaram US$ 4,5 bilhões nos meses de julho, agosto e setembro, sendo que 96% deles foram realizados nos EUA.

Para o quarto trimestre (out-dez), a consultoria estima que os investimentos serão reforçados com a conclusão das discussões entre os 28 países-membros da União Europeia sobre o futuro regulatório do mercado de eletricidade na região. Fonte: Portal Exame

 

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Mercado Livre tem R$ 245 mi para emprestar a empreendedores

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O foco do aporte são os vendedores que oferecem seus produtos e serviços em seu marketplace, o maior comércio eletrônico do país

O Mercado Crédito já concedeu mais de 665 milhões de reais em crédito para vendedores online no Brasil, utilizando uma análise de pontuação própria que permite a pré-aprovação do crédito (//Divulgação)

O Mercado Livre vem disputando cada vez mais o lugar dos bancos. Por meio do Mercado Crédito, sua unidade de negócios, a empresa quer agora ampliar o oferta de crédito para os empreendedores. A empresa captou 245 milhões de reais junto de investimentos do BID Invest, instituição de setor privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID), e pela Captalys.

O foco do aporte são os vendedores que oferecem seus produtos e serviços em seu marketplace, o maior comércio eletrônico do país. Para esse público, a companhia já oferece maquininhas de cartão de crédito, além da possibilidade de recebimento de pagamentos sem taxas com QR Code. Em breve, esses empreendedores terão acesso a um cartão de crédito.

Segundo a empresa, esse valor tem o objetivo de impulsionar a oferta de crédito para pequenos negócios, que hoje têm acesso limitado a crédito junto às instituições financeiras. Dados do Boletim Ceper/Fundace mostram que os empréstimos para micro, pequenas e médias empresas caíram 25% desde o início de 2018, em comparação com o ano passado.

“Poderemos atender às necessidades de nossos clientes e ajudar a impulsionar seus negócios, democratizando o acesso ao crédito para micro e pequenos empreendedores”, afirma Daniel Stephens, Gerente Sênior do Mercado Crédito no Brasil.

O Mercado Crédito já concedeu mais de 665 milhões de reais em crédito para vendedores online no Brasil, utilizando uma análise de pontuação própria que permite a pré-aprovação do crédito. Os empréstimos chegam a 350 mil reais, que podem ser pagos em até 12 parcelas, dependendo da avaliação do histórico transacional do cliente. Fonte: Portal Veja

 

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