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Pior momento para economia global pode ter ficado para trás

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Economistas avaliam que a queda terminará neste trimestre ou no próximo, dando lugar a uma aceleração mais no fim do ano

Economia mundial: FMI prevê crescimento global de 3,5% em 2019 (Getty Images/Getty Images)

A economia mundial pode estar na fase de maior instabilidade desde a crise financeira, mas há motivos para acreditar que a desaceleração atual terá vida curta.

A Bloomberg Economics, o Deutsche Bank e o Morgan Stanley são algumas das instituições cujos economistas avaliam que a queda terminará neste trimestre ou no próximo, dando lugar a uma aceleração mais no fim do ano.

“Somando a pausa do Federal Reserve, a trégua comercial e os estímulos da China, esperamos tocar o fundo no primeiro trimestre e acelerar bastante moderadamente mais adiante”, disse Tom Orlik, economista-chefe da Bloomberg Economics.

Bancos centrais ao resgate

Liderados pelo Fed, muitos bancos centrais seguraram o aperto da política monetária ou introduziram novos estímulos, diminuindo o temor dos investidores a respeito de uma desaceleração. O presidente do Fed, Jerome Powell, diz que ele e os colegas terão paciência para elevar as taxas de juros novamente, enquanto o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, descartou fazê-lo neste ano e revelou um novo lote de empréstimos baratos para os bancos.

Em outros lugares, autoridades da Austrália, do Canadá e do Reino Unido estão entre os que adotaram a postura de esperar para ver o que acontecerá. A China, em seu Congresso Nacional do Povo, neste mês, sinalizou a disposição de flexibilizar as políticas monetárias e fiscais para respaldar a expansão.

Dinheiro fácil

Após o aperto do fim do ano passado, que ajudou a levar o Fed a repensar as perspectivas, as condições financeiras relaxaram. Depois de atingir o menor patamar em dois anos e meio em dezembro, o Bloomberg U.S. Financial Conditions Index — que mede o nível geral de estresse financeiro nos mercados cambial, de títulos e de ações — vem se recuperando.

Em um reflexo da visão mais positiva do investidor, tem havido também uma recuperação das ações neste ano. O S&P 500 subiu quase 20 por cento desde a mínima registrada em dezembro, enquanto o Shanghai Composite avançou cerca de 22 por cento.

A força menor do dólar em comparação com 2018 também deu alívio para os mercados emergentes, tirando um pouco de pressão dos bancos centrais para que se protegessem contra fugas de capitais. Os números de crédito para China e Japão em fevereiro aumentaram fortemente em relação ao ano passado.

Novas perspectivas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda prevê crescimento global de 3,5% em 2019, um ritmo muito bom para este estágio da expansão. Alan Ruskin, estrategista do Deutsche Bank, argumenta também que há mais motivos para otimismo do que sugerem as manchetes. A economia da China, por exemplo, é cinco vezes maior que a de 2000, o que significa que uma taxa de crescimento de 6 por cento de agora equivale a 30 por cento de expansão daquela época.

“Até mesmo ao fazer comparações de longo prazo, os níveis absolutos e as mudanças se tornam ainda mais importantes do que a perspectiva limitada oferecida pelas mudanças percentuais”, escreveu, em nota aos clientes, nesta semana.

Fonte Exame
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Economia

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento do PIB para 1,24%

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Na semana passada, a expectativa era de expansão de 1,45%, segundo o boletim Focus, do Banco Central

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,04% para 4,07 este ano

Pela 12ª semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu a estimativa de crescimento da economia neste ano. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzida de 1,45% para 1,24%.

De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), para 2020, a expectativa foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,04% para 4,07 este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção caiu de 7,50% para 7,25% ao ano. Para o ano que vme, a previsão foi mantida em 8% ao ano e em 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50% ao ano.

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Economia

Governo anunciará novos bloqueios no Orçamento na quarta

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O Orçamento passará por um novo desafio na próxima quarta-feira (22). Em meio à desaceleração econômica, a Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia anunciará mais um contingenciamento (bloqueio temporário de verbas) na nova edição do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas.

Publicado a cada dois meses, o relatório traz as atualizações das estimativas oficiais para a economia brasileira e o impacto dela nas previsões de receitas e despesas. Com base nas receitas, o governo revisa as despesas para garantir o cumprimento da meta de déficit primário (resultado negativo das contas do governo excluindo os juros da dívida pública) de R$ 139 bilhões e do teto de gastos federais.

Na última semana, o governo recebeu diversos sinais amarelos em relação à economia. O Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), indicou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) fechará o ano em 1,45%. A previsão deve baixar no próximo boletim, a ser divulgado na segunda-feira (20).

Outro alerta foi dado pelo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, que funciona como uma prévia do PIB. Famoso por antecipar tendências da economia, o indicador fechou o primeiro trimestre com queda de 0,68% em dados dessazonalizados (que desconsideram as oscilações típicas de determinadas épocas do ano).

A desaceleração da economia reduz a arrecadação de tributos, impactando a receita do governo. A queda de receita deve ser parcialmente neutralizada pela alta no preço internacional do petróleo, que está no maior nível em sete meses. Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento na última terça-feira (14), o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, confirmou que o próximo relatório terá bloqueios adicionais de verbas.

No fim de março, a Secretaria Especial de Fazenda tinha anunciado o contingenciamento de quase R$ 30 bilhões do Orçamento. De lá para cá, o volume total bloqueado não foi alterado, mas o governo fez remanejamentos que retiraram recursos da educação e desencadearam uma onda de protestos na última quarta-feira (15) pela manutenção das verbas.

Pela lei, somente despesas discricionárias (não obrigatórias) podem ser contingenciadas. O volume de contingenciamento, no entanto, pode ser parcialmente reduzido se a equipe econômica reestimar reduções de gastos obrigatórios, geralmente reservas para cumprimento de decisões judiciais ou de gastos com o funcionalismo.

 

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Economia

Saiba como você deve investir para alcançar o primeiro R$ 1 milhão

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Especialistas dão dicas a quem pretende acumular dinheiro suficiente para alcançar a independência financeira e garantem que, com foco, disciplina e organização, é possível atingir o objetivo

Para Acácio Pereira Lima, dono de um restaurante na Asa Sul, é preciso dedicação e carinho, além de controlar os gastos: “Esqueça a vaidade”
(foto: Gabriela Tunes/Esp. CB/D.A Press)

Chegar ao primeiro milhão é o sonho de muitos brasileiros. Muitas pessoas querem atingir esse valor dependendo da sorte, seja jogando na loteria, seja esperando o dinheiro surgir de outra forma fácil. Mas, segundo especialistas, é possível chegar ao primeiro milhão com o próprio trabalho. Para isso, entretanto, é preciso ter muita organização, disciplina e foco.

De acordo Fabrizio Gueratto, financista dono do canal do Youtube 1Bilhão Educação Financeira, empreender, ou seja, abrir o próprio negócio, é o caminho mais eficaz para a riqueza. “Ganhar o próprio dinheiro deve vir antes de começar a investi-lo. O empreendimento torna a pessoa rica, o investimento potencializa o que ela conquistou e protege o capital da inflação e do custo de vida”, explica. Isso não significa, porém, que se aventurar nos negócios seja algo fácil.

Além das aptidões necessárias, como disposição, visão prática, dedicação e persistência, o primeiro passo para começar a empreender é ter disciplina financeira. Segundo Gueratto, a disciplina é essencial, independentemente da renda. “É o tema mais importante da vida profissional e financeira. Não importa quanto a pessoa ganhe ou poupe”, disse.

Segundo o financista, uma das formas de manter disciplina é separar de 20% a 30% da renda, não importa qual o valor que se ganhe. Além disso, observa Gueratto, é importante não aumentar o próprio custo de vida proporcionalmente ao aumento da renda, para não surgirem dívidas. “As pessoas costumam subir o padrão de vida à medida que ganham mais dinheiro. Isso é falta de disciplina e leva ao endividamento”, adverte.

Foi dessa forma que Gueratto chegou ao seu primeiro milhão. Ele começou a empreender aos 29 anos. “Após abrir minha empresa, se em um ano ganhava 30% a mais, subia no máximo 10% do meu padrão de vida”, conta. Além disso, organizou-se poupando parte do dinheiro ganho.“É preciso ter prazer em guardar dinheiro, definindo pequenas metas”, disse. Com os recursos economizados, ele partiu para os investimentos. Hoje, metade de seu patrimônio está em ações.

Trauma

O fundador do canal Primo Rico, Thiago Nigro, atingiu a independência financeira aos 26 anos, após uma tentativa sem sucesso de investir aos 18. “Por falta de conhecimento na área, perdi tudo”, disse. Após o trauma da perda, Nigro começou a estudar o assunto e a separar parte dos rendimentos. Trabalhou como garçom, como bancário e chegou a ganhar apenas R$ 232,50 por mês. Porém, com o tempo e as economias obtidas, abriu, mais tarde, seu próprio escritório de investimentos, que presta consultoria a clientes. Hoje, tem patrimônio de cerca de R$ 2 bilhões.

Mesmo sendo investidor, ele afirma que investir não é o primeiro passo para tornar-se um milionário. Assim como Gueratto, ele afirma que, antes de mais nada, é preciso ganhar dinheiro e aumentar a renda. “As pessoas têm que entender que não é o investimento que enriquece. É preciso ter um objetivo em mente”, resssalta Nigro.

Para aumentar a renda, Nigro indica começar a parar de gastar e de contrair dívidas. “Não é uma forma de enriquecer, mas de começar a se organizar”, destacou. Da mesma forma, para ele é bastante importante trabalhar em um ambiente meritocrático, que premie pelo resultado, ou ser um empreendedor. “Caso contrário, enriquecerá só no final da vida”, diz. Outra forma é fazer um segundo trabalho para ter mais uma fonte de renda. Paralelamente a pessoa deve começar a investir. “Enquanto está trabalhando gerando renda, seu dinheiro investido também estará gerando renda”, observa.

Segundo Thiago Nigro, há uma ordem cronológica a ser seguida: “Primeiro, a pessoa deve se organizar financeiramente. Parar de contrair dívidas, de gastar com supérfluos. O segundo passo é ganhar mais dinheiro. Não adianta apenas procurar investir, se for pouco dinheiro. Quem acha que é só investir para ficar rico está errado”. Ele explica que a pessoa que quer chegar ao primeiro milhão deve procurar bicos, empreender ou trabalhar em um local meritocrático e ser um empreendedor, para complementar a renda, e, aí sim, começar a investir.

Seja qual for o montante de que cada um dispõe para investir, há uma regra básica a ser seguida, “As pessoas sempre reclamam que não sobra dinheiro, mas é porque querem investir o que sobra depois de gastar, em vez de gastar o dinheiro que sobra depois de investir”, explica Nigro.

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