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Para virar o jogo, Rollemberg precisa conquistar 50 mil votos por dia

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De acordo com pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas nesta semana, governador tem 25% dos votos válidos, contra 75% de Ibaneis Rocha

FILIPE CARDOSO / ESPECIAL PARA O METRÓPOLES

De acordo com os números apresentados, nesta quinta-feira (17/10), pelo Instituto Datafolha, Rodrigo Rollemberg (PSB) precisa tomar, por dia, quase 50 mil eleitores do concorrente Ibaneis Rocha (MDB) para conseguir a reeleição em 28 de outubro. O governador foi apontado como preferido por 22% dos eleitores no levantamento. Ao traduzir essa intenção de votos em dados reais, o percentual do socialista equivaleria hoje a 457.868 mil brasilienses.

O emedebista apareceu com 65% nos números gerais e ultrapassaria a marca de 1,35 milhão de votantes. Se forem considerados somente os votos válidos (quando são desprezados os brancos, nulos e indecisos), Ibaneis ganharia por 75% a 25% do adversário. A mesma diferença de 50 pontos percentuais foi apontada pela pesquisa Ibope, na quarta-feira (16).

Em outras palavras, o advogado tem três vezes mais votos do que Rollemberg. A nove dias para o fim das eleições, portanto, o governador tem de mudar, a cada 24 horas, 2,8 pontos dessa estimativa, uma vez que só sairá vencedor se conquistar 50% dos votos válidos mais um. A margem de erro das pesquisas é de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

Segundo o mestre em comunicação política e governança pela George Washington University (EUA) Aurélio Maduro, Ibaneis está numa situação confortável desde o primeiro turno, mas a virada de jogo não é algo impossível.

“A questão primordial é que a intenção de voto não é o único índice que Rollemberg teria de mudar. O governador precisaria reverter a alta rejeição que ele carrega desde o início da campanha e, que desde então, está praticamente estagnada”, explicou o especialista. Ao Ibope, 59% dos entrevistados disseram não votar no socialista “de jeito nenhum”.

Para Aurélio Maduro, a falta de reforços políticos na campanha do gestor prejudica o crescimento dele. “Ainda que a gente saiba que o eleitor esteja revoltado e não tem dado importância para apoios de ex-candidatos ou de nomes eleitos, a falta desses gestos e declarações, por menor que seja, impacta de forma negativa”, disse.

Disputas acirradas
As eleições ao Governo do Distrito Federal terminaram quase sempre no segundo turno. De 1994 até hoje, apenas em 2010 o pleito terminou antecipadamente, com a vitória de José Roberto Arruda (PR). No entanto, esta é a primeira vez que os dois candidatos chegam à final eleitoral com números tão díspares.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ibaneis foi escolhido por 634.008 eleitores em 7 de outubro, o correspondente a 41,97% dos votos válidos. Em segundo lugar, Rollemberg contabilizou 210.510 sufrágios (13,94%).

Nos tempos de polarização entre azuis e vermelhos (uma referência ao grupo de Joaquim Roriz contra os candidatos do Partido dos Trabalhadores), as brigas pela principal cadeira do Palácio do Buriti sempre foram mais acirradas e os então líderes tiveram de lutar voto a voto pela vitória.

Em 1994, o candidato de Roriz, Valmir Campelo, representou o PTB na disputa com o então desconhecido Cristovam Buarque (à época no PT). O segundo turno foi anunciado com uma diferença de pouco mais de 2% entre os adversários, com vantagem ao então petebista. O representante vermelho, contudo, virou o placar e venceu com 53,89% dos votos válidos, contra 46,11% do adversário.

Reeleições
Ao tentar a reeleição contra o próprio Joaquim Roriz, Cristovam não teve a mesma sorte. Ele chegou a fechar o resultado do primeiro turno com 42,67% contra 39,23% do então emedebista. No final do jogo, Roriz tomou a liderança com 51,74% a 48,26%.

Na eleição seguinte, em 2002, o ex-governador decidiu buscar a reeleição. O PT, naquele ano, escolheu o candidato Geraldo Magela. O azul venceu o primeiro turno com resultados bastante apertados: 42,98% contra 40,87%. No segundo turno, Roriz conseguiu a reeleição com 50,62% a 49,38% do petista.

Em 2006, o ex-governador indicou sua então vice Maria de Lourdes Abadia, pelo PSDB, ao GDF e decidiu encarar o Senado. Eleito com grande votação para o Congresso Nacional, ele acabou dividindo o apoio ao Buriti, mesmo de forma velada, entre a indicada e José Roberto Arruda (PR), que acabou vencendo no primeiro turno, com 50,38%.

A volta dos vermelhos
Abatido pela Operação Caixa de Pandora, Arruda ficou impedido de concorrer à reeleição. Foi então que o PT conseguiu voltar ao  poder com Agnelo Queiroz, ao lado do PMDB de Tadeu Filippelli. Também impedido pela Lei da Ficha Limpa de concorrer ao GDF, pelo caso conhecido como Bezerra de Ouro, Roriz escolheu a mulher Weslian para substituí-lo na campanha.

O petista encerrou o primeiro turno com 48,41%, contra 31,50% da ex-primeira-dama, uma diferença de pouco mais de 16 pontos percentuais. Na segunda fase do pleito, a preferência do eleitorado foi referendada e Agnelo venceu com 66,10% a 33,90%.

Com uma alta rejeição no fim do mandato, o petista não conseguiu se manter no governo e amargou um terceiro lugar no primeiro turno das eleições de 2014. Rollemberg foi para o segundo turno com Jofran Frejat (PR) com uma liderança de pouco mais de 17 pontos percentuais (45,23% a 27,97%). Apesar da diferença ter sido reduzida no segundo turno, o socialista saiu vitorioso com 55,56%. Agora, ele tem um cenário bem distinto a enfrentar.

Fonte: Metrópoles
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Fraga, Izalci e Rosso gastam R$ 271 mil com publicidade após eleições

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Os três não integram mais a Câmara dos Deputados. Antes de saírem, destinaram o montante para divulgação de suas atividades parlamentares

Três deputados federais do Distrito Federal que não estarão mais na Câmara a partir deste ano gastaram, somados, R$ 271 mil dos cofres públicos para divulgação das ações tomadas em seus mandatos após as eleições de 2018. Alberto Fraga (DEM) e Rogério Rosso (PSD) – derrotados na campanha ao Governo do Distrito Federal – e Izalci Lucas (PSDB), eleito senador, foram os autores dos gastos. Além deles, apenas a deputada petista Erika Kokay também realizou desembolsos, de R$ 30 mil. Os outros quatro parlamentares do DF não recorreram às verbas para divulgarem seus feitos.

Fraga foi o parlamentar que mais gastou, segundo demonstram as notas fiscais apresentadas nos meses de novembro e dezembro à Câmara. Ele pagou um total de R$ 141.200 em serviços gráficos. Esse dinheiro foi dividido entre duas iniciativas. Em uma delas, o político bancou a confecção de uma revista divulgando o que ele considerou como as principais realização de seu último mandato. Pagou R$ 89.200, conforme a prestação de contas encaminhada à Casa. A publicação tem 35 páginas e teve a sua impressão determinada no dia 17 de dezembro, ficando pronta uma semana depois.

Paralelamente, Alberto Fraga também reimprimiu informativos para divulgar seu trabalho na Câmara. A tiragem de 100 mil unidades custou R$ 52 mil aos cofres do Parlamento. Procurado, ele disse que precisava “dar publicidade” ao seu trabalho.

“Se trabalhamos, temos que mostrar. Fiz uma revista e um informativo para prestar contas à população que votou em mim. Lá estão descritos todos os projetos que fiz ao longo do meu mandato, com prestação de contas, conforme manda a lei”, afirmou.

Prestes a assumir mandato como senador, o deputado Izalci Lucas (com Fraga na foto em destaque) gastou R$ 92 mil no mês de dezembro, em duas ações. Na primeira, imprimiu 180 mil informativos, que custaram R$ 69 mil. A outra despesa foi com “serviços de comunicação”, no valor de R$ 29 mil – a nota não especifica o que foi feito.

O senador eleito afirmou que os gastos com publicidade são normais e realizados pela maioria dos deputados quando encerram o mandato. “Foi um balanço com tudo que fizemos, é um papel nosso prestar contas. Tudo dentro da normalidade. Se a pessoa vota em você, ela precisa saber o que foi feito. A cota parlamentar existe exatamente para isso”, destacou.

Rogério Rosso (foto abaixo), que ficou em terceiro lugar na corrida pelo Palácio do Buriti, mandou confeccionar 12 mil revistas, ao custo de R$ 38.040. Usou a cota parlamentar para pagar os exemplares, em dinheiro vivo.

 IGO ESTRELA/METRÓPOLES

Questionado sobre a necessidade de produzir esse tipo de publicação, Rosso afirmou: “As verbas fazem parte da atividade parlamentar, o erro seria não divulgar o que foi feito. Eu fui um dos deputados que mais apresentou e aprovou projetos, é importante que toda a população, e principalmente meus eleitores, saiba disso”.

Entre os outros cinco parlamentares que representaram o DF até janeiro de 2019, somente a deputada Erika Kokay (PT) fez o uso da cota parlamentar para divulgação das atividades. A petista gastou R$ 30.070 com publicidade em dezembro de 2018. Procurada, ela não retornou o contato até a publicação desta matéria. O espaço está aberto à sua manifestação.

Augusto Carvalho (Solidariedade), Laerte Bessa (PR), Rôney Nemer (PP) e Ronaldo Fonseca (Podemos) não usaram dinheiro público para divulgar as realizações de seus mandatos na Câmara dos Deputados.

Cota parlamentar
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar é um auxílio mensal para pagar despesas de parlamentares em exclusivo exercício da função. Os valores variam de R$ 30 mil a R$ 45 mil, a depender de qual unidade da Federação o deputado representa.

O montante pode ser usado para custear despesas com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, assinatura de publicações, fornecimento de alimentação ao parlamentar, hospedagem e outras despesas com locomoção.

Os deputados que não utilizam toda a sua cota mensal podem acumular o saldo e aplicá-lo no mês seguinte. A legislação veta que nos 120 dias anteriores às eleições o dinheiro seja usado para divulgação de atividades parlamentares.

Em setembro, o Metrópoles mostrou um balanço dos gastos dos deputados nos meses que antecederam as Eleições 2018. Entre julho e agosto foram usados R$ 18,7 milhões dessa cota, e a maior parte do dinheiro acabou destinada à compra de passagens aéreas.Fonte: Metrópoles

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Em Davos, Bolsonaro terá tratamento de pop star

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Pompa e rapapés

 

(Adriano Machado/Reuters)

 Organização do Fórum Econômico Mundial em Davos colocou um helicóptero à disposição de Jair Bolsonaro. Ele terá tratamento de pop star, com direito a segurança extra e hospedagem no hotel dos figurões do evento. Fonte: Portal Veja

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Governo recua e anula nomeação controversa para dirigir o Enem

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Indicação para o cargo gerou polêmicas. Ligado a Olavo de Carvalho, o economista Murilo Resende não tem experiência com educação básica

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (Valter Campanato/Agência Brasil)

São Paulo – O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tornou sem efeito nesta quinta-feira, 17, a portaria publicada na véspera que indicou o doutor em Economia Murilo Resende Ferreira à diretoria do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) responsável pela gestão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A decisão que destitui Ferreira do cargo de diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, publicada na noite desta quinta. No texto, o ministro da Casa Civil não explica o motivo da dispensa do economista.

A indicação de Ferreira para o cargo provocou controvérsia desde que foi anunciada, no início do ano. Ligado ao guru bolsonarista Olavo de Carvalho, o economista não tem experiência com educação básica, foi acusado de plagiar um texto acadêmico e teve posições homofóbicas reveladas em antigas publicações em redes sociais. Ferreira também já chamou professores de “manipuladores” e de “gente que não quer estudar”.

Fonte: Portal Exame

 

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