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Orquestra Sinfônica fará sete concertos gratuitos no DF em outubro; veja datas

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Primeira apresentação acontece nesta terça; concerto vai premiar compositores que venceram concurso nacional. Mês também celebra 50 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Cingapura.

Integrantes da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

Integrantes da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

Sete concertos integram a programação gratuita da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro durante o mês de outubro. Os músicos sobem ao palco do Cine Brasília (106/107 Sul) a partir desta terça-feira (3). O local tem capacidade de 620 lugares.

Para abrir a temporada do mês, a orquestra vai premiar os três vencedores do Concurso Nacional de Composição em homenagem aos 75 anos do maestro Jorge Antunes, carioca radicado em Brasília. Esta é a primeira edição do prêmio, que vai apresentar os compositores vencedores e as obras selecionadas ao público.

A solenidade começa às 20 horas, com a abertura da ópera “A cartomante”. Em seguida, os músicos executam “Azuis, variações para orquestra”, de Carlos dos Santos, terceiro lugar na competição. O objetivo da premiação, segundo o maestro Cláudio Cohen, é “incentivar novos talentos da música”.

A obra “Thermidor”, de Paulo Henrique Raposo, segundo colocado, é tocada em seguida pelos músicos. A composição “Segmentos” encerra o programa da noite, do compositor vencedor do concurso, Helder Oliveira. Todas as obras serão regidas por Jorge Lisboa Antunes, filho do homenageado.

Maestro Jorge Antunes é o homenageado no Concurso Nacional de Composição, em Brasília (Foto: Orquestra Santoro/Divulgação)

Maestro Jorge Antunes é o homenageado no Concurso Nacional de Composição, em Brasília (Foto: Orquestra Santoro/Divulgação)

Concerto internacional

Outro destaque da programação do mês é o concerto comemorativo de 50 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e Cingapura, país do sudeste asiático. A apresentação acontece no dia 11, no Santuário Dom Bosco (702 Sul), às 20 horas.

Para a abertura da noite está prevista a execução da obra “O morcego”, de Johann Strauss. A apresentação será seguida por “Butterfly lover’s”, de Zhang Hao He e Gang Chen, uma composição clássica do país que conta a história de uma jovem que se transveste de menino para conseguir estudar. “A narrativa se passa em uma época que proibia a atividade para mulheres”, explica o maestro.

“É um concerto para violino. Será um espetáculo bem interessante.”

Integração cultural

Em 17 de outubro, o austríaco Johann Strauss terá parte de sua obra executada no “Concerto vienense”. De acordo com o maestro Cohen, uma apresentação mais descontraída, com um compositor conhecido como o “rei da valsa”.

O “Concerto húngaro”, em 24 de outubro, levará ao público “Danças de galanta”, do compositor Zoltán Kodály, e “Concerto para violino e orquestra nº 1”, de Béla Bartók. O violinista húngaro Antal Zalai será solista em “Violin concerto opus 23”, de Karl Goldmark.

Em 26 de outubro, o grupo participa da solenidade de entrega da medalha Mérito Brasília. O concerto aberto ao público terá clássicos universais eruditos.

Encerra a série do mês, em 31 de outubro, o “Concerto esloveno”, com o espetáculo “Slovenic Soul”. Na data, os músicos serão acompanhados pela soprano Manca Izmajlova, cantora representante da Eslovênia que transita entre o canto erudito e popular.

Confira a programação completa:

Programação da Orquestra de Brasília para o mês de outubro (Foto: Agência Brasília/Divulgação)

Serviço:
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro 

Quando: 3, 10, 11, 17, 24, 26 e 31 de outubro
Locais: Cine Brasília (106/107 Sul) e Santuário Dom Bosco (702 Sul)
Entrada gratuita. Verificar lotação dos espaços.

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Cultura

Lula Galvão e outros músicos espalham música em Brasília

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Lula Galvão é um dos instrumentistas escalados para a noite de shows na capital promovida no Clube do Choro e no Feitiço Mineiro

 

 

A música aproximou Lula Galvão e Paulo André Tavares, dois dos maiores violonistas brasileiros, no começo da década de 1980. Amigos desde então, logo eles se distanciaram geograficamente, isso porque um se radicou no Rio de Janeiro, enquanto o outro se manteve em Brasília. Assim, ficaram impossibilitados de realizar trabalhos juntos.

“Eu já tocava violão e tirava músicas de ouvido. Aí, como queria desenvolver a técnica do instrumento, procurei o Paulo André, que era professor da Escola de Música, onde, na época, só havia o ensino de música erudita. Nas horas vagas, ele me dava aulas particulares”, lembra Lula. “Iniciei a carreira tocando no circuito das casas noturnas brasilienses. Foi quando conheci Rosa Passos e passei a acompanhá-la. Logo depois vim para o Rio, onde moro desde então”, acrescenta Lula.
Por conta de agenda cheia — shows, turnês e gravações com artistas consagrados da MPB, como Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque, Guinga, Leny Andrade e Beth Carvalho — o violonista passou a vir menos à cidade. Voltava aqui, vez por outra. “Quando retorno é para tocar na banda de Rosa; ou fazer apresentações no Clube do Choro, onde já me apresentei, por exemplo, com Jaques Morelembaum. Há cinco anos reencontrei o Paulo André, num show que fizemos no Teatro do Sesc, na 504 Sul”, conta.
Mestre do jazz performance pela Queens College de Nova York, Paulo André tomou parte em importantes projetos nos Estados Unidos, ao lado do gaitista Hendrik Meurkens e do saxofonista Joe Hrbek; e gravou com a pianista brasileira Eliane Elias. Seu trabalho mais recente em Brasília foi o DVD com o Cais Trio — os outros integrantes são o pianista Daniel Baker e o cantor Leonel Laterza. Há quatro meses se fixou no Rio e lá restabeleceu o contato com Lula.
“Ao ser convidado para participar do projeto comemorativo do Clube do Choro, fiquei feliz duplamente. Pelo retorno a um dos mais emblemáticos palcos para a música instrumental no país; e por ter a companhia do meu mestre”, comemora Lula. No show, hoje e amanhã (dias 07 e 08/12), às 21h, o duo vai exibir virtuosismo, ao interpretar composições de Dorival Caymmi (Você não soube amar), Edu Lobo (Casa Forte), Caetano Veloso (Trilhos Urbanos), Astor Pizzolla (Vuelvo al sur), entre outras pérolas. “Incluí também no repertório Abaporu, tema de minha autoria”, anuncia.
Lula chegou na semana passada da Alemanha, onde fez shows com a cantora germânica Ulla Hensen, de quem é professor de violão; e acertou detalhes para lançamento de um disco solo gravado naquele país. Antes, no Rio, ele havia acompanhado Edu Lobo, Dori Caymmi e Marcos Valle, na gravação de um CD.

Universo roseano

Outro destaque na programação musical de hoje (07/12, quinta) na cidade, é o show que os cantores e compositores Celso Adolfo e Aloísio Brandão fazem às 21h30, no Feitiço Mineiro. Idealizado pelo escritor e pesquisador Ruy Godinho, esse encontro leva os dois artistas a lançar um olhar sobre o universo de Guimarães Rosa.
Mineiro de São Domingos do Prata, Celso é um estudioso da obra de Rosa. Compositor de talento e cantor com timbre original, ele lançou oito discos entre 1983 e 2011. O mais recente é o Estrada real de Vila Rica. A música de maior dele é Coração Brasileiro, gravada por Milton Nascimento e Elba Ramalho. Flor benvinda e Azedo mascavo ganharam interpretação em disco de outros cantores.
Baiano do sertão, Aloísio nasceu e foi criado em um ambiente roseano, acompanhando ladainhas, cantorias, desafios de repentistas e ouvindo narrativas sobre coronéis, jagunços e religiosos. “Aprendi a me dedicar à contemplação das coisas visíveis e das que só podem ser vistas com os olhos de dentro”, diz o compositor, parceiro de Luhli, Lucina, Climério Ferreira, Vicente Sá e outros artistas brasilienses.
Lula Galvão e Paulo André Tavares 
Show hoje (dia 07/12, quinta), às 21h, pelo projeto Clube do Choro — 40 Anos. No Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 40 4e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações. 3225-1199.
Celso Adolfo e Aloísio Brandão

Show hoje (dia 07/12, quinta), às 21h30, no Feitiço Mineiro (306 Norte). Couvert artístico: R$ 30. Não recomendado para menores de 18 anos. Informações: 3272-3032.

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Cultura

Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional faz apresentações de Natal no Cine Brasília

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Clássicos como ‘O Quebra-Nozes’ fazem parte da programação especial de fim de ano. Concertos são nos dias 5 e 12 de dezembro; entrada é gratuita.

Integrantes da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Foto: Tony Winston/Agência Brasília)

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro faz dois concertos especiais de Natal no Cine Brasília, nos dias 5 e 12 de dezembro. No repertório, suítes de clássicos como “O quebra-nozes”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky, e “O pássaro de fogo”, de Igor Stravinsky. Os espetáculos começam às 20h e a entrada é gratuita.

No primeiro concerto, nesta terça-feira (5), os músicos sobem ao palco para tocar o tema principal do filme “A lista de Schindler”, obra do compositor John Williams. Na sequência, o “Concerto nº 2 para piano e orquestra”, do russo Sergei Rachmaninoff, com participação do solista Alvaro Siviero, e a “Sinfonia nº 3”, de Johannes Brahms.

No dia 12 de dezembro, “Vals Intermezzo Leda”, do costa-riquenho Julio Fonseca e “Concerto barroco”, de Benjamim Gutiérrez fazem parte do repertório. Encerram o programa “Passeio de trenó” e “Christmas festival”, do compositor norte-americano Leroy Anderson.

As duas apresentações serão as últimas no Cine Brasília neste ano. Segundo o maestro Cláudio Cohen, responsável pela regência, a orquestra retoma as apresentações em fevereiro, após o recesso coletivo dos músicos.

Entre as duas apresentações na capital, os músicos viajam para Curitiba (PR). Na quinta (7), a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional se apresenta como convidada no Centro Cultural Teatro Guaíra.

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Cultura

Confira os eventos que prometem agitar a semana dos brasilienses

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O destaque da semana fica por conta de ‘Cabaré’ que encerrará a turnê aqui na capital

 

O último Cabaré 

Eduardo Costa e Leonardo desembarcam em Brasília nesta quinta-feira para o show de despedida da turnê Cabaré night club, no Ginásio Nilson Nelson (Eixo Monumental), a partir das 22h. No show, os cantores revisam os sucessos dos principais ícones da música sertaneja, tais como Chitãozinho & Xororó, Amado Batista e Reginaldo Rossi. Os ingressos variam de R$ 60 (área superior) a R$ 250 (cadeiras premium) e podem ser adquiridos nas lojas físicas da Bilheteria Digital, Setemares, Casa do Cowboy ou na Fest Tour e pelo site www.oquevemporai.com. Valores de meia-entrada. Não recomendado para menores de 16 anos e 18 anos nas áreas open bar.

Desenho natalino
Depois de encantar a criançada brasiliense em setembro, o espetáculo Masha e o Urso está de volta à cidade com o live show Especial de Natal. Com apresentação única no sábado, às 15h, a menina ajudará o Papai Noel nas entregas dos presentes natalinos. Os ingressos estão à venda na Bilheteria Digital e custam R$ 50 (especial); R$ 60 (vip gold lateral); R$ 70 (vip gold); R$ 50 (cadeirante especial); e R$ 70 (cadeirante vip gold). Os valores são referentes à meia-entrada. Classificação indicativa é livre.

Música romântica
Conhecido pelos trabalhos na dramaturgia, o também cantor Daniel Boaventura volta à capital para apresentar a turnê Your song, na qual canta sucessos de Roberto Carlos, Frank Sinatra, Elton John, Maroon 5 e Elvis Presley. O show será no sábado, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental), a partir das 21h30. Ingressos a R$ 40 (poltrona superior) e R$ 75 (poltrona vip gold). Os valores são referentes à meia-entrada e sujeitos a alterações sem aviso prévio. A compra pode ser realizada pela Central de Ingressos do Brasília Shopping ou pelo site www.eventim.com.br. Não recomendado para menores de 12 anos.

Conexão Portugal-Brasil 
A cantora portuguesa Carminho vem a Brasília no domingo apresentar o show Carminho canta Tom Jobim, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental), às 19h. A banda que acompanhará a artista conta com Jaques Morelembaum, Paulo Jobim e Daniel Jobim. A noite será uma grande homenagem a Tom Jobim e às canções eternas do Maestro Soberano, como Sabiá e Por causa de você, que ganham o sotaque lusitano. O show não é recomendado para menores de 12 anos. Os ingressos estão à venda a partir de R$ 80 (meia-entrada).

Vanessa da Mata 

Neste sábado, na Bamboa Brasil (SHS), quem agitará a noite, a partir das 22h, é Vanessa da Mata. A cantora traz o show Caixinha de música, com canções novas, como Orgulho e nada mais, Caixinha de música e Gente feliz, e os clássicos da carreira, a exemplo de Ai ai ai, Boa sorte e Ainda bem. Os ingressos estão à venda a R$ 70 (frente palco) e R$ 90 (camarote). O evento não é recomendado para menores de 16 anos.

Espetáculo natalino

Em clima de Natal, a cia. de comédia Os Melhores do Mundo apresentará no sábado, no Teatro dos Bancários, às 19h, o espetáculo Dingou Béus. Nesta peça, as mais famosas lendas natalinas, como o Papai Noel e o menino Jesus, estarão reunidas numa história que mistura passado e presente, além de muito humor. Os ingressos estão à venda por R$ 40 (meia-entrada). O espetáculo não é recomendado para menores de 14 anos.

Cinema candango
A mostra de cinema Brasília em plano aberto, que teve um evento a cada mês, termina nesta quarta-feira, no CCBB (SCES, Tc. 2). O evento exibirá curtas-metragens com a temática “Destino”, a partir das 19h30. Após a exibição, também ocorrem debates com os cineastas participantes. A entrada é franca, mediante retirada de ingressos 1 hora antes do início das sessões. Não recomendado para menores de 16 anos.

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Cultura

Foyer do Teatro Nacional, no DF, será reinaugurado após 3 anos fechado

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Espaço poderá abrigar mostras, saraus e lançamentos de livros a partir de janeiro. Governo também vai sancionar Lei Orgânica da Cultura e reativar Prêmio José Aparecido de Oliveira após 5 anos.

Teatro Nacional de Brasília (Foto: Marcelo Brandt/G1)

O foyer da sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, será reinaugurado nesta quinta-feira (7) após três anos fechado, informou o Secretário de Cultura, Guilherme Reis. O espaço poderá abrigar mostras, saraus e lançamentos de livros a partir de janeiro. Na ocasião, também será sancionada a Lei Orgânica da Cultura e reativado o Prêmio José Aparecido de Oliveira, há cinco anos parado (entenda abaixo).

Após o foyer, as obras serão direcionadas para a sala Martins Pena, que deve ser reaberta até o final do ano que vem – o mês não foi especificado pelo governo. A reforma da Villa-Lobos começará logo em seguida, segundo a secretaria, ainda no final do ano.

Para garantir a reforma da Martins Pena, o GDF informou que será feita parceria com uma organização da sociedade civil que será responsável por captar recursos por meio da Lei Rouanet. “É preciso não apenas reformar o Teatro Nacional, mas renovar a forma de gestão do espaço”, disse Reis.

Teatro Nacional de Brasília (Foto: Marcelo Brandt/G1)

A lei pode ser usada por artistas, produtores, técnicos e, ainda, por pessoas jurídicas, desde que tenham a cultura como foco de atuação. A reforma do teatro será realizada em cooperação com Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal (IEL-DF) e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops).

Segundo informou o secretário de Cultura, Guilherme Reis, em abril, a reabertura do espaço deve gerar economia de metade do preço inicialestimado para reformas, de R$ 220 milhões.

Lei da Cultura e premiação

Festival Latinidades é conhecido pelos debates e oficinas e é patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF (Foto: Chaia Dechen/Divulgação)

Nesta quinta (7), durante a cerimônia de reabertura do foyer, o governador Rodrigo Rollemberg também deve sancionar a Lei Orgânica da Cultura, aprovada pela Câmara Legislativa no dia 10 de outubro. A norma reúne rege a produção artística e cultural da cidade e, segundo a Secretaria de Cultura, é um “marco histórico” no setor.

Segundo o secretário Guilherme Reis, o prêmio José Aparecido de Oliveira também será reativado – a última edição ocorreu em 2012. Ele foi governador do Distrito Federal entre 9 de maio de 1985 e 19 de setembro de 1988 – no penúltimo ano de gestão, Brasília recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco.

No mesmo ano, a área central da cidade foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Por conta disso, o prêmio foi instituído em 2007 a fim de reconhecer trabalhos que contribuem para a preservação de Brasília como patrimônio cultural.

Outros lugares de cultura

Memorial dos Povos Indígenas em Brasília (Foto: G1)

Outros centros de cultura do Distrito Federal também passam por reformas e mudanças no formato de gestão. Entre eles, está o Memorial dos Povos Indígenas, cujo vencedor da licitação foi o Centro de Trabalho Indígena, que deve começar a trabalhar no espaço ainda nesta semana, disse Reis.

A Biblioteca Pública de Brasília, que fica da 512 Sul, também deve ser reinaugurada em janeiro, segundo o governo. O Centro de Dança, que seria reinaugurado em outubro segundo última previsão da Secretaria de Cultura, ainda aguarda publicação do edital de chamamento público.

Saguão do Espaço Cultural Renato Russo. Obra foi licitada e é prevista para 2016 (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

O Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, que está fechado desde 2013 por falta de segurança das estruturas, deve ser reaberto a partir de abril do ano que vem, segundo Reis. O prazo de reinauguração do espaço foi adiado três vezes: de março para outubro de 2017, depois para fevereiro de 2018 e, agora, para abril de 2018.

O Cine Brasília também deve receber um novo café bistrô. A disputa pelo espaço será feita por meio de pregão eletrônico e os interessados têm até sexta-feira (8) para conhecer o edital e enviar a proposta de negócio. Segundo o GDF, a intenção é que o café tenha condições de funcionar de terça à domingo, das 10h às 22h.

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Cultura

Feira reúne escritoras, poetas e artistas em torno da diversidade de ideias

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Única no DF a reunir exclusivamente mulheres, a feira idealizada por Tatiana Nascimento e produzida pela editora Padê conta com 27 expositoras das mais diversas áreas e origens

 
É para driblar o mercado, mas também porque o mundo hoje é feito de nichos (e a internet está aí para provar), que experiências como a Semilla  Feyra de publicadoras — programada para ocupar o Ernesto Café (115 Sul) durante o sábado — existem e fazem sucesso.

Única no DF a reunir exclusivamente mulheres, a feira idealizada por Tatiana Nascimento e produzida pela editora Padê conta com 27 expositoras das mais diversas áreas e origens. São editoras, escritoras, poetas, artistas, zineiras e ilustradoras reunidas em torno da ideia de dar às publicações independentes uma vida e um espaço que não conseguem ter no grande mercado.
Realizada pela internet, a seleção da Semilla foi feita por meio de chamada pública destinada a qualquer pessoa. O critério: ser uma publicadora independente. A ideia de Tatiana é a mesma que a guiou quando montou a editora Padê: dar visibilidade à produção de autoras negras ou lésbicas, mulheres transexuais, bissexuais.
“Porque mesmo no mercado fértil de publicações alternativas, aquelas que estão fora do grande mercado editorial, ainda têm muito mais homens publicando”, constata a editora. “A criação da Semilla pega carona nesse ímpeto de difundir as obras de mulheres negras, mulheres trans, mulheres lésbicas. A ideia surgiu pra que a gente, como editoras, conhecesse o trabalho de outras editoras e/ publicadoras independentes.”
A primeira edição da Semilla, em 2016, reuniu 30 expositoras. Este ano, o número é um pouco menor, mas Tatiana reparou na enorme quantidade de zineiras que se inscreveram. O formato é simples, acessível e barato, o que contribui para a divulgação. Nessas publicações, há um pouco de tudo, de quadrinhos, ficção e poemas a receitas, opiniões e desenhos.

Trabalho de Michelle Cunha que vai estar na Semilla

Diversidade

O caráter de ativismo da feira não se restringe aos temas dos quais tratam as autoras. Tatiana lembra que só o fato de serem negras, lésbicas ou trans e estarem publicando já é um ato de ativismo. O conteúdo, ela defende, não precisa nem deve estar preso a essas questões, embora seja natural que as autoras escrevam sempre de um ponto de vista subjetivo.
“Tem bastante diversidade a produção, não são temas específicos. O patriarcalismo e o racismo produzem financiamento de determinados corpos e expressões, então só de elas estarem produzindo, já é um ativismo. O racismo não pode prender a gente no tema. Temos direito à expressão literária do sublime”, diz. Todas as mulheres que se inscreveram foram incluídas na feira. Tatiana não fez nenhuma seleção. O único cuidado foi atentar para que pelo menos metade das participantes fossem negras.

Propositivo

Para que houvesse representatividade significativa, Tatiana tomou o cuidado de difundir a chamada para a Semilla entre as redes de mulheres negras, de ativistas feministas e de mulheres travestis e transexuais. Ela mesma já participou de eventos de publicações independentes como a Dente e a Motim, o que ajudou nos contatos. “É um cenário muito fértil, ao mesmo tempo crítico e desconstrutivo, propositivo e construtivo, e que tem inspirado o surgimento de uma leva de coletivos de mulheres”, aponta.
Durante o evento, além dos estandes de vendas das publicações e dos objetos, haverá também sarau de poesia com Lara Nogueira, performance de Maria Léo Araruna, que vai encenar o Manifesto Trav(Eco)-Ciborgue, e lançamento do livro Nós, trans — escrevivências de resistência, do grupo Transcritas Coletivas.
Uma roda de conversa sobre literatura negra reúne Paula Gabriela, do projeto Lendo mulheres negras, Calila das Mercês, do Escritoras negras da Bahia, e Ana Flávia Magalhães, do selo Maria Firmina dos Reis. Literatura lésbica também é tema de bate-papo com Julianna Motter, Victória Sales e Nina Ferreira. Também está programada a exibição do filme Mulheres do barro, de Edileuza Penha de Souza, que vai conversar com o público após a sessão.

Programação

10h Abertura com performance de Lidi Leão
10h30 Poesia com Lara Nogueira
11h Roda de conversa Literatura Lésbica: Nina Ferreira, Julianna Motter e Victória Sales. Mediação: Tatiana Nascimento.
12h30 Lançamento de livro Espevitada, de Noélia Ribeiro (poemas)
12h45 Exibição do filme Mulheres do barro, de Edileuza Penha de Souza, seguida de roda de conversa com a diretora
14h Roda de conversa Literaturas negras: Paula Gabriela (projeto Lendo Mulheres Negras), Calila das Mercês (projeto Escritoras Negras da Bahia), Ana Flávia Magalhães (selo Maria Firmina dos Reis da Biblioteca Nacional). Mediação: Luciene Rêgo
16h00 Manifesto Trav(Eco)-Ciborgue, performance de Maria Léo Araruna
 
16h30 Lançamento do livro Nós, trans – escrevivências de resistência, do grupo Transcritas Coletivas, com participação
de autorxs e leitura

17h30 Sarau Quanta!, com declamação de poesia com Victória Sales (SP), lançando o livro de poemas Um jazz pra duas, Nina Ferreira, Nanda Fer Pimenta e apresentações musicais de Moara, Beatriz Águida, Daniela Vieira e Tatiana Nascimento. Apresentação de Jana Almeida, da Força Afro Brasil
 
20h Encerramento
Semilla — Feyra de publicadoras 
Sábado, das 10h às 19h, no Ernesto Cafés Especiais (CLS 115, Bl. C, Lj 14) 44 Produções, Pareia Comunicação e da ONG Força Afro Brasil

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Cultura

Show de sertanejo e axé embalam encerramento do Festival Bar em Bar

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Para marcar o fim do festival será realizada uma festa no Outro Calaf

 

A 11ª edição do Festival Bar em Bar está chegando ao fim. No domingo (3/11), será realizada a festa de encerramento do festival gastronômico, no Outro Calaf, a partir das 16h. A dupla sertaneja brasiliense Pedro Paulo & Matheus e a banda de axé Sapito embalarão a festa.

Também no domingo, os estabelecimentos participantes serão premiados em sete categorias: melhor ambiente, melhor atendimento, melhor garçom, melhor petisco, melhor chopp ou cerveja mais gelada, melhor barman e melhor drink.

Desde 16 de novembro, 31 restaurantes e bares da cidade estão servindo petiscos a R$ 30. A cada prato consumido, R$ 1 será doado para um a instituição de caridade do Distrito Federal. O evento é realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) e visa “fortalecer a identidade gastronômica de Brasília valorizando os ingredientes produzidos na nossa terra”, explica o presidente da Abrasel-DF Rodrigo Freire.

 

Confira os bares participantes: 

Bar Brahma (201 sul Bl. C lj 33) – Surpresa Boa

Bar Brasília (506 sul) – Coxinhas no Cerrado

Beirute Norte (107 norte Bl. D lj 19-29) – Trinca de Kibeirute

BSB Grill (413 sul e 304 norte) – Empanado Folhado

Café Savana (116 norte Bl. A lj 4) – Coxinhas de galinha com dip de tabasco

Carpe Diem (104 sul Bl. D lj 1 e Terraço Shopping) – Três poderes da República suína

Cervejaria Criolina (SOF sul Q. 1 cj B lt 6, Guará) – Bolinho de arroz com recheio de milho cremoso

Cru Balcão Criativo (SCES Tr 2 cj 2, Clube de Golf) – Ceviche do Cerrado

Dudu Bar Asa Sul (303 sul Bl. A lj 3) – Espetinho de Paella de autor

Dudu Bar Lago Sul (QI 11 Bl. I lj 16, Lago Sul) – Croquete de Feijão

Feitiço Mineiro (306 Norte Bl. B lj 45) – Mix Bolinho Sertanejo

Godofredo (408 Norte Bl. B lj 12) – Marylou do Cerrado

Ilê Praia Park (Estacionamento 9 do Parque da Cidade) – Salteados do Mar

IVV Swine Bar (314 Norte Bl. B lj 21) – Top Apps

La Rubia Café (404 Norte Bl. B lj 44) – Bolinho Planaltino

LêBar (209 Sul Bl. A lj 37) – Lê Camarão

Liv Lounge (SCES Tr 2 lt 3 lj 125) – Almôndegas Liv

Nosso Mar (115 Norte Bl. B lj 3) – Farol da 15

Outro Calaf (SBS Q. 2 Bl. Q lj 4) – Catalão do Cerrado

Parrilla Burguer (408 Sul Bl. D lj 1) – Croquetta de Maminha

Pinella (408 Norte Bl. B lj 18) – Doris

Primeiro Bar (SIG Q. 8, Sudoeste) – Picolé de Coxinha de Baroa

Rabisco Tatoo Lounge e Bar (210 Sul Bl. C lj 6) – Coxtela

Restaurante Oliver (SCES Tr 2 cj 2, Clube de Golf) – Bolinho Cabra da Peste com Maionese Galega

Restaurante Universal (210 Sul Bl. C lj 18) – Bolinhos de Pamonha Frita

Rio Butiquim (Rua 33/34 Norte lt 1/2 lj 22, Águas Claras) – Frango à Moda Butiquim

Ticiana Werner Restaurante e Empório (201 Sul Bl. C lj 11) – Brusquettas

Villa Carioca (310 Norte cj 10 lt 3, Águas Claras) – Joelho de Porco Assado

400Quatrocentos (410 Norte Bl. E) – Sanduba de maminha defumada

 

Serviço

Encerramento Bar em Bar 2017

Outro Calaf (SBS Q. 2 Bl. Q Ed. João Saad)

Domingo (3), às 16h. Ingressos: R$ 20. Não recomendado para menores de 18 anos.

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