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ONU diz que líderes da Líbia tentam impedir eleições

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Facções que dominam país fecharam acordo para fazer pleito e tentar acabar com crise que teve início com conflito que queda de Muammar Gadafi representou

Nações Unidas – A Organização das Nações Unidas (ONU) acusou nesta segunda-feira alguns líderes líbios de tentarem impedir a realização das eleições deste ano e de preferirem manter o conflito no país.

O enviado da organização para Líbia, Ghassan Salamé, disse no Conselho de Segurança que dirigentes que se beneficiam do “status quo” estão fazendo “todo o possível para frear as eleições”.

“Infelizmente, podem fazer muito, especialmente porque têm postos oficiais cruciais e, frequentemente, muito lucrativos”, disse o diplomata, em videoconferência feita de Trípoli.

Em maio, as principais facções que dominam a Líbia finalmente fecharam um acordo para fazer o pleito em dezembro e tentar acabar com a crise que o país vive desde o conflito que a queda do líder Muammar Gadafi representou.

Apesar de mais de 1 milhão de pessoas já terem se registrado para votar nessas eleições, as Nações Unidas advertiram hoje que, por enquanto, não existem condições para a sua realização.

“Sem as condições adequadas, seria pouco inteligente fazer eleições. Sem mensagens claras e contundentes daqueles que tentariam atrasar ou atingir estas eleições, as condições não aparecerão”, explicou Salamé.

Entre outros aspectos, o representante da ONU afirmou que é necessário que esses grupos aceitem os termos legislativos propostos pela Câmara de Representantes, o órgão com sede na cidade de Tobruk e em enfrentamento com o governo de unidade em Trípoli, respaldado pelas Nações Unidas. Salamé também advertiu que a recente reabertura da Companhia Nacional de Petróleo, após a última crise pelo controle das explorações do produto, estará em risco enquanto algumas questões fundamentais sobre a distribuição e o uso não forem resolvidas.

“Se estes assuntos não forem rapidamente tratados, temo que os acordos alcançados para retomar a produção de petróleo não sejam mantidos e será difícil avançar no processo político”, alertou.

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Estação de trem é fechada após tomada de reféns da Alemanha

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O suposto autor da tomada de reféns na estação central de trem de Colônia, no oeste da Alemanha, ficou gravemente ferido

Policial em frente a estação de trem fechada na Alemanha

Alemanha: de acordo com a polícia, não houve indícios do uso de armas de fogo no incidente

Berlim – A tomada de reféns que levou à evacuação da estação central de trem de Colônia, no oeste da Alemanha, acabou após a intervenção de uma unidade especial das forças de segurança, informou a polícia local.

“Uma refém ficou ferida levemente e está recebendo atendimento”, informou a polícia do estado federado de Renânia do Norte-Vestefália no Twitter.

A polícia acrescentou que o suposto autor da tomada de reféns ficou “gravemente” ferido e está recebendo assistência médica.

O alerta que levou à evacuação aconteceu por volta de 12h45 locais (7h45 em Brasília), depois que a polícia recebeu informações sobre uma “situação de ameaça” em uma farmácia.

De acordo com veículos de imprensa locais, algumas testemunhas disseram ter ouvido disparos, mas a polícia declarou que não tem indícios do uso de armas de fogo no incidente.

 

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Rei saudita não sabe o que aconteceu com jornalista turco, diz Trump

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O jornalista saudita Jamal Khashoggi escrevia para o jornal “The Washington Post” foi supostamente assassinado no consulado da Arábia Saudita na Turquia

Ativistas de direitos humanos e amigos de jornalista saudita Jamal Khashoggi protestam em frente ao consulado da Arábia Saudita em Istambul

Khashoggi: Trump disse que o secretário de Estado dos EUA viajará “imediatamente” à Arábia Saudita para se reunir com o rei

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz, não sabe o que aconteceu com o jornalista saudita Jamal Khashoggi, que desapareceu no dia 2 de outubro depois de entrar no consulado de seu país em Istambul.

“Acabo de conversar com o rei da Arábia Saudita, que nega qualquer conhecimento sobre o que pode ter acontecido (a Khashoggi). Disse que estão trabalhando estreitamente com a Turquia para encontrar uma resposta”, afirmou Trump no Twitter.

Além disso, o presidente americano informou que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, viajará “imediatamente” à Arábia Saudita para se reunir com o rei, embora sem dizer a data exata do encontro.

De fato, o presidente americano assinalou na semana passada que tinha conversado sobre o caso com o governo saudita, enquanto tanto o vice-presidente, Mike Pence, como funcionários do alto escalão da Casa Branca ligaram para o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.

No último dia 2, Khashoggi entrou no consulado saudita em Istambul para retirar documentos que precisava para poder se casar com sua namorada turca, que ficou esperando do lado de fora do prédio.

Desde então, não se tem notícias do paradeiro do jornalista, que era crítico com a monarquia saudita.

Segundo o jornal “The Washington Post”, o governo turco teria informado às autoridades dos EUA que tinha gravações de vídeo e áudio que comprovariam que o jornalista foi assassinado no consulado.

Na semana passada, amigos de Khashoggi afirmaram ter certeza de que o jornalista foi assassinado no consulado e que seu corpo teria sido esquartejado e retirado da embaixada dentro malas, mas o governo turco não comentou oficialmente essas acusações e Riad as nega.

Apesar de Trump ter dito que está preocupado com o paradeiro de Khashoggi, ele se mostrou reticente a sancionar a Arábia Saudita pelo desaparecimento do jornalista e afirmou que “não seria aceitável” suspender a venda de armas ao país, aliado próximo de Washington.

Por sua vez, líderes mundiais, como o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente da França, Emmanuel Macron, entre outros, pediram que o desaparecimento seja esclarecido.

Fonte: Portal Exame

 

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Trump vai à Flórida e Geórgia para avaliar danos de furacão Michael

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O furacão Michael atingiu o Golfo do México na Flórida na quarta-feira passada e deixou 17 mortos

Trump: os socorristas criaram centros de distribuição de água e alimentos no dia seguinte ao desastre

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viaja para Flórida e Geórgia nesta segunda-feira (15), quase uma semana depois da passagem do furacão Michael, que atingiu com força os dois estados do sul do país, onde milhares de pessoas tentam sobreviver sem água corrente e eletricidade.

A tempestade de categoria 4 atingiu o Golfo do México na Flórida na quarta-feira passada, com ventos que chegaram a 250 km/h, e depois os estados de Geórgia, Carolina do Norte – que sofreu com o furacão Florence no mês passado – e Virgínia, deixando um rastro de ao menos 17 mortos.

A Casa Branca não deu detalhes sobre essa visita presidencial de um dia. Trump e sua esposa, Melania, partiram de Washington pela manhã.

Na Flórida, a cidade de Panama City e o pequeno balneário Mexico Beach sofreram danos enormes: milhares de lares e estabelecimentos comerciais ficaram destruídos, as linhas elétricas e a rede telefônica estão fora de serviço na maioria dos bairros, e apenas as estradas principais foram liberadas.

Os socorristas, que chegaram ao local no dia seguinte ao desastre, estabeleceram centros de distribuição de água e alimentos. Organizações beneficentes como o Exército da Salvação e muitas congregações religiosas fizeram o mesmo.

Alguns grandes depósitos voltaram a abrir suas portas, mas sem eletricidade, enquanto muitos postos de gasolina permanecem fechados. Nos que ainda têm combustível, era possível ver logo de manhã a formação de longas filas de automóveis.

Sobrevivência e ajuda mútua

“Agora trata-se apenas de sobrevivência”, afirma Daniel Fraga, que vive no modesto bairro de St. Andrew, em Panama City, onde a solidariedade está em alta.

“Nos unimos, ajudamos uns aos outros e todos cuidam dos demais. E os que não participam estão fritos, pois sabemos quem eles são”, disse o jovem eletricista.

Mais da metade do condado de Bay, que inclui Panama City, ainda não tinha eletricidade nesta segunda de manhã, enquanto vários condados do interior sofriam com um corte de mais de 80%, segundo a divisão de gestão de emergências para a Flórida.

O Exército e a Guarda Nacional dos EUA, junto com a polícia, também percorrem Panama City, já que a área fica completamente escura ao anoitecer.

A base da Força Aérea de Tyndall, localizada entre Panama City e Mexico Beach e cuja infraestrutura também ficou gravemente danificada, foi alvo de muita especulação sobre o seu estado. Alguns de seus hangares muito prejudicados abrigam sigilosos aviões F-22 Raptors, conhecidos por seu enorme custo unitário.

“Visualmente todos estavam intactos e pareciam estar em boas condições, se levarmos em conta o dano sofrido pelos edifícios”, declarou a Força Aérea depois de uma ronda de controle no domingo.

“Nossos profissionais de manutenção farão um relatório detalhado sobre os F-22 Raptors e outros aviões antes que possamos estar seguros de que as aeronaves podem ser reparadas e voltar a voar”, acrescentou a Força Aérea.

Fonte: Portal Exame

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