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Oitavo menino é retirado de caverna e Tailândia encerra 2º dia de resgates

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Os meninos, membros de um time de futebol juvenil, estavam presos no local há duas semanas

Reprodução/Facebook

Subiu para oito o total de crianças resgatadas de uma caverna inundada na Tailândia, segundo as autoridades militares do país. Os meninos, membros de um time de futebol juvenil, estavam presos no local há duas semanas. Restam ainda mais quatro crianças dentro da caverna, além do técnico da equipe, mas a operação foi dada como encerrada por hoje.

Após serem retirados da caverna, os meninos foram levados de ambulância até o hospital de Chiang Rai. Eles ficarão isolados de seus familiares enquanto realizam exames para detectar se contraíram alguma doença.

As autoridades estão se apressando para resgatar as crianças – que têm de 11 a 16 anos – e seu treinador devido às chuvas de monções que atingem a região nesta época do ano. Técnicos têm bombeado água para fora da caverna e disseram que a forte chuva que caiu de madrugada não elevou o nível de água do complexo de cavernas.

Os meninos e seu técnico foram explorar o local no dia 23 de junho, após o treino de futebol, e foram surpreendidos por uma chuva que inundou o local. As equipes de buscas levaram 10 dias para localizar o grupo, que se abrigou numa parte seca do complexo.

O caso tomou proporções internacionais e o governo dos Estados Unidos enviou técnicos para ajudar no resgate. Na missão de ontem, participaram 13 mergulhadores estrangeiros e cinco membros da Marinha tailandesa. Na noite de quinta-feira, um ex-mergulhador tailandês morreu enquanto trabalhava como voluntário nos esforços de resgate colocando cilindros de oxigênio ao longo da rota utilizada para chegar às crianças.

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Países da América Latina exigem fim da violência na Nicarágua

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Brasil e outros doze países expressaram, em nota, preocupação com “a violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais”

O Brasil e outros doze países da América Latina, entre eles Argentina, Uruguai, Costa Rica e Honduras, exigiram nesta segunda-feira – em declaração conjunta – o “fim imediato dos atos de violência” na Nicarágua e o “desmantelamento dos grupos militares”.

Os treze países, que participam da reunião de chanceleres da União Europeia (UE) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac) em Bruxelas, condenaram ainda a violência que provocou a “perda de mais de 300 vidas humanas e deixou centenas de feridos”, assim como a “repressão” contra estudantes e civis, segundo a declaração divulgada pela chancelaria brasileira.

A nota, firmada ainda por Colômbia, Equador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai e Peru, expressa a preocupação dos doze países com “a violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais” de destaca sua “mais firme condenação aos graves e reiterados fatos de violência que se vêm produzindo na Nicarágua e que provocaram até o momento a lamentável perda de mais de 300 vidas humanas e centenas de feridos; pela repressão e violência contra estudantes e membros da sociedade civil, bem como pelo atraso na prestação de assistência médica urgente aos feridos”.

O grupo exige “o fim imediato dos atos de violência, intimidação e ameaças dirigidas à sociedade nicaraguense; e o desmantelamento dos grupos paramilitares”, e insiste na “reativação do diálogo nacional, dentro de um clima de respeito às liberdades fundamentais, que envolva todas as partes para gerar soluções pacíficas e sustentáveis (…) e e o fortalecimento da democracia, dos Direitos Humanos e do Estado de Direito” na Nicarágua.

Os doze apoiam a Conferência Episcopal da Nicarágua em seu trabalho “em prol da busca e da promoção de soluções para o conflito e em respeito aos direitos humanos dos nicaraguenses”, e agradece à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por “investigar os eventos”.

Finalmente, o grupo faz um apelo ao governo da Nicarágua e a outros “atores sociais para que demonstrem seu compromisso e participem construtivamente de negociações pacíficas com resultados concretos que abordem os desafios fundamentais do país, de forma pacífica, incluindo o fortalecimento das instituições democráticas, a implementação das recomendações da Missão de Observação Eleitoral da OEA e a celebração de eleições livres, justas e oportunas, em um ambiente livre de medo, intimidação, ameaças ou violência”.

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ONU diz que líderes da Líbia tentam impedir eleições

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Facções que dominam país fecharam acordo para fazer pleito e tentar acabar com crise que teve início com conflito que queda de Muammar Gadafi representou

Nações Unidas – A Organização das Nações Unidas (ONU) acusou nesta segunda-feira alguns líderes líbios de tentarem impedir a realização das eleições deste ano e de preferirem manter o conflito no país.

O enviado da organização para Líbia, Ghassan Salamé, disse no Conselho de Segurança que dirigentes que se beneficiam do “status quo” estão fazendo “todo o possível para frear as eleições”.

“Infelizmente, podem fazer muito, especialmente porque têm postos oficiais cruciais e, frequentemente, muito lucrativos”, disse o diplomata, em videoconferência feita de Trípoli.

Em maio, as principais facções que dominam a Líbia finalmente fecharam um acordo para fazer o pleito em dezembro e tentar acabar com a crise que o país vive desde o conflito que a queda do líder Muammar Gadafi representou.

Apesar de mais de 1 milhão de pessoas já terem se registrado para votar nessas eleições, as Nações Unidas advertiram hoje que, por enquanto, não existem condições para a sua realização.

“Sem as condições adequadas, seria pouco inteligente fazer eleições. Sem mensagens claras e contundentes daqueles que tentariam atrasar ou atingir estas eleições, as condições não aparecerão”, explicou Salamé.

Entre outros aspectos, o representante da ONU afirmou que é necessário que esses grupos aceitem os termos legislativos propostos pela Câmara de Representantes, o órgão com sede na cidade de Tobruk e em enfrentamento com o governo de unidade em Trípoli, respaldado pelas Nações Unidas. Salamé também advertiu que a recente reabertura da Companhia Nacional de Petróleo, após a última crise pelo controle das explorações do produto, estará em risco enquanto algumas questões fundamentais sobre a distribuição e o uso não forem resolvidas.

“Se estes assuntos não forem rapidamente tratados, temo que os acordos alcançados para retomar a produção de petróleo não sejam mantidos e será difícil avançar no processo político”, alertou.

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Encharcada e sorridente, presidente da Croácia conquista admiradores

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Kolinda Grabar Kitarovic participou ontem, 16, da cerimônia de premiação da final da Copa do Mundo da Rússia

Zegreb – A presidente da Croácia, Kolinda Grabar Kitarovic, conquistou muitos admiradores na final da Copa do Mundo em Moscou, onde se sujeitou a uma chuva forte na cerimônia de premiação e sorriu e abraçou todos os jogadores dos dois times.

A Croácia perdeu de 4 x 2 para a França na emocionante decisão de domingo.

Vestindo a camiseta vermelha e branca da seleção croata, Kolinda subiu no pódio com o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente francês, Emmanuel Macron, quando as medalhas foram entregues aos jogadores.

Enquanto Putin recebeu um guarda-chuva, ela continuou debaixo de chuva, encharcada mas sorridente e claramente feliz com a demonstração de coragem dos croatas. Depois assessores também lhe deram um guarda-chuva.

“A melhor cena da Copa do Mundo. Um temporal, nada de guarda-chuva e Kolinda Grabar Kitarovic abraça cada jogador da Croácia e da França, embora a Croácia tenha acabado de perder. É puramente emotivo e muito afetuoso. Nada de política, só esporte! Parabéns aos dois times!”, disse um comentário publicado em uma rede social.

Outro apontou para o comportamento elegante demonstrado por Kolinda apesar da derrota croata na final.

“Uma presidente da Croácia de coração partido mostra elegância na derrota abraçando todos os jogadores!”, disse.

“Ela deixou os torcedores mais comovidos”, acrescentou outro comentário.

Kolinda mostrou grande paixão pela seleção de seu país durante o torneio, acompanhando a equipe em todos os jogos após a fase de grupos e só perdendo a semifinal contra a Inglaterra por causa de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas.

“A presidente croata está saindo como vencedora. Camisa de futebol, chuva, choro, cabelo bagunçado e ela nem liga”, foi outro de muitos comentários.

Outros também viram uma grande demonstração de espírito esportivo quando ela abraçou os jogadores dos dois times: “Amei seu gesto e espírito esportivo durante o jogo da final da Copa do Mundo. Você é a verdadeira epítome do espírito esportivo. Mandou bem!”.

Mais tarde nesta segunda-feira a capital croata, Zagreb, sediará uma cerimônia de boas-vindas para a seleção, que conquistou seu maior sucesso na história do futebol croata e superou a atuação de 20 anos atrás, quando ficou com o terceiro lugar na Copa do Mundo da França. O hexa não veio, mas o Brasil é vencedor da Copa do Mundo no Facebook. 

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