Nossa rede

Política BSB

Novo ministro do Trabalho diz que se necessário fará uma limpa na pasta

Publicado

dia

Caio Vieira de Mello afirmou que poderá fazer mudanças no ministério, afetado por denúncias de corrupção

BRASÍLIA (Reuters) – Ao tomar posse nesta terça-feira (10), o novo ministro do trabalho, Caio Vieira de Mello, afirmou que poderá fazer mudanças no ministério, afetado por denúncias de corrupção e cujo ex-ministro Helton Yomura foi proibido pela Justiça de entrar no prédio.

Ao ser perguntado insistentemente, depois de sua cerimônia de posse, se faria uma limpa no ministério, Vieira de Melloindicou que poderá ter que tomar medidas para sanear a pasta, ainda hoje dominada por indicações políticas.

“Se necessário, poderá ser feito. Vou examinar bem e medidas serão tomadas. O ministério tem que ser técnico, tem que funcionar tecnicamente”, disse.

Vieira de Mello é desembargador aposentado, foi vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região entre 2008 e 2009.

A escolha, de acordo com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, foi pessoal do presidente Michel Temer e não teve interferências políticas.

Vieira de Mello foi indicado na tarde de segunda-feira para substituir Yomura. Na semana passada, o então ministro –ex-secretaria-executivo da pasta, indicado pelo PTB– foi impedido pela Justiça de voltar a entrar no ministério.

Dominado há vários anos pelo PTB, o ministério é o centro das três fases da operação Registro Espúrio que, em sua segunda fase chegou a fazer buscas em endereços ligados à deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que chegou a ser indicada por Temer para comandar a pasta, mas não assumiu após um imbróglio judicial. Na primeira fase, foram alvos os deputados petebistas Jovair Arantes (GO) e Wilson Filho (PB) e Paulinho da Força (SP), do Solidariedade.

Na quinta-feira, diante de um ministério acéfalo –o secretário-executivo, Leonardo Arantes, havia sido preso há um mês, na segunda etapa da operação– Temer nomeou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, como interino, acumulando os dois cargos. Padilha concordou, mas avisou o presidente que não queria ficar na posição por muito tempo.

Vieira de Mello disse que fará um “exame apurado” de todas as situações nos próximos dias. Perguntado se seis meses de governo não é pouco tempo, disse que isso não era um problema para ele e que acredita que poderá colaborar.

O novo ministro disse ainda que há uma “tensão muito grande entre capital e trabalho”, mas que não vê necessidade de mudança na reforma trabalhista. “É muito precário emitir opinião sem uma aplicação efetiva da reforma”, disse, acrescentando, no entanto que se mudanças forem consideradas necessárias no futuro, podem vir a ser feitas.

Comentário

É Destaque

TSE aprimora consulta sobre como verba eleitoral é gasta por candidato

Publicado

dia

Novidade no sistema do Tribunal Superior Eleitoral permite acessar e obter dados de despesa de candidatos

Estatísticas consolidadas sobre a prestação de contas de candidatos e partidos políticos relativas às eleições de outubro estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para consulta de qualquer interessado.

Até a semana passada, no link “Estatísticas Eleitorais” já era possível acessar informações detalhadas sobre candidaturas e eleitorado, em abas específicas. Agora, a novidade é que na aba “Prestação de Contas” o cidadão pode obter dados consolidados a partir de um resumo geral.

Com base nessas informações, o sistema pode trazer uma busca refinada com, por exemplo, informações de Receitas/Despesas contratadas e pagas; Receitas obtidas de recursos públicos e privados, e ainda despesas pagas com recursos públicos e privados, onde é possível saber o tipo de prestador, os tipos de despesa mais frequentes, as fontes de despesas, e os maiores fornecedores.

Também é possível pesquisar recursos de comercialização de bens ou realização de eventos, doações pela internet, financiamento coletivo, de outros candidatos, de partidos políticos, de pessoas físicas, recursos próprios e rendimentos de aplicações financeiras.

Outra possibilidade é fazer a pesquisa por estado, município, partido, cargo, tipos de receita, fontes de receita e situação de candidatura, além de consultar a receita do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, e verificar a aplicação dos recursos em candidaturas por gênero.

Segundo a Justiça Eleitoral, a diferença das informações disponíveis nessa nova aba das estatísticas eleitorais para o Divulgacandcontas é que nela os dados estão consolidados com as informações enviadas à Justiça Eleitoral até o momento.

*Com informações do TSE.

Ver mais

É Destaque

PGR adia investigação de senadores do MDB, ministro do TCU e Mantega

Publicado

dia

Inquérito apura suspeitas de pagamentos milionários do grupo J&F a parlamentares do MDB

Brasília – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por 60 dias das investigações sobre um suposto esquema de pagamentos milionários do grupo J&F a parlamentares do MDB.

O pedido diz respeito a um inquérito que investiga os senadores do MDB Dário Berger (SC), Eduardo Braga (AM), Eunício Oliveira (CE), Jader Barbalho (PA), Renan Calheiros (AL) e Valdir Raupp (RO), além do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo e os ex-ministros Helder Barbalho (MDB-PA) e Guido Mantega (PT-SP). O inquérito apura suspeitas de prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por essas autoridades.

As suspeitas foram levantadas nas delações premiadas do executivo Ricardo Saud, da J&F, e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Raquel Dodge destacou que Sérgio Machado, em sua delação premiada, narrou “ter chegado ao seu conhecimento que o Grupo JBS faria doações à bancada do Senado do PMDB no montante aproximado de R$ 40.000.000,00 (quarenta milhões de reais), a pedido do Partido dos Trabalhadores – PT, para as eleições do ano de 2014”.

Saud, por sua vez, afirmou que houve pagamento de R$ 46 milhões a senadores do MDB a pedido do PT, ressaltou a procuradora-geral da República. A suspeita é a de que, embora muitas doações tenham sido realizadas de forma oficial, se trataria na verdade de vantagem indevida, uma vez que dirigentes petistas estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 como forma de assegurar a aliança entre os dois partidos.

As acusações também foram reforçadas pelo empresário Joesley Batista, que disse em depoimento que se reuniu com Guido Mantega em julho de 2014, quando o então ministro da Fazenda lhe teria pedido para transferir R$ 40 milhões para senadores da bancada do MDB.

Os políticos negam irregularidades.

Viabilidade

Na avaliação da procuradora-geral da República, o “conjunto de elementos probatórios até agora arrecadados revelam a absoluta viabilidade da investigação em curso”. “A interrupção prematura desta apuração impedirá, de plano, o exaurimento de hipótese investigativa em exame”, observou Raquel Dodge.

Raquel Dodge mencionou uma série de providências que ainda não foram realizadas, como os depoimentos de Ricardo Saud e Sérgio Machado, a análise de doações eleitorais feitas pelo grupo J&F ao diretório nacional do MDB e repassadas a diretórios estaduais, o exame da documentação apresentada pelos colaboradores e uma pesquisa sobre os quadros societários de empresas que teriam sido utilizadas pelo grupo J&F para intermediação dos repasses.

“Assim, a Procuradoria-Geral da República requer a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito por 60 (sessenta) dias, considerada a existência de diligências pendentes e necessárias ao deslinde das investigações, indicadas na presente manifestação, sem prejuízo de outras reputadas úteis”, escreveu Raquel Dodge.

Ver mais

É Destaque

Em redes sociais, Bolsonaro posta foto andando e agradece apoio

Publicado

dia

O líder nas pesquisas de intenção de voto para presidente está internado desde o último dia 6, quando levou uma facada durante campanha em MG

 O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, postou uma foto em suas redes sociais em que aparece andando com a ajuda de uma enfermeira e de um de seus filhos, Carlos. Na publicação, o líder nas pesquisas de intenção de voto para presidente agradece ao apoio que vem recebendo desde que foi internado no último dia 6, quando levou uma facada durante campanha em Juiz de Fora (MG).

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade