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No dia de combate ao câncer, entidades defendem rapidez em diagnóstico

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A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer estima que, até 2030, o câncer deve ser a principal causa de morte no mundo

Câncer:”À medida que o acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento melhora, a chance de sobrevida também cresce” (iStock/Thinkstock)

A advogada Leide Jane tem 47 anos e descobriu em janeiro de 2017 que tinha câncer de colo de útero. Ela fez o tratamento no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), que incluiu quimioterapia, radioterapia e braquiterapia até setembro de 2017. “De lá para cá, tenho feito acompanhamento de três em três meses”, disse Leide Jane à Agência Brasil.

O câncer levou a advogada a mudar alguns hábitos. “Passei a buscar a prática de esportes, passei a não levar desaforo para casa. Meu temperamento mudou um pouquinho, porque antigamente eu guardava muita coisa e hoje eu não estou disposta mais. Busco estar próxima de pessoas alegres; de pessoas problemáticas eu me afasto.”

Leide estará presente no Inca hoje (4), Dia Mundial de Combate ao Câncer, quando o instituto vai divulgar estudo inédito sobre os sobreviventes do câncer e suas necessidades especiais. O estudo revela que, como as taxas de sobrevida da doença são cada vez maiores, milhares de pessoas têm sobrevivido ao câncer em todo o mundo. Muitas, entretanto, ficam com sequelas, inclusive emocionais. O estudo do Inca pretende mostrar como lidar com essas pessoas, como elas reagem e adotam hábitos mais saudáveis.

Leide Jane disse que está se sentindo mais forte. O câncer, para ela, “foi um aprendizado em muitos aspectos”.

Diagnóstico útil

A campanha global Eu Sou e Eu Vou, organizada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC), marca o Dia Mundial de Combate ao Câncer colocando cada indivíduo, instituição, empresa, governo ou comunidade como potencial vetor de transformação e redução do impacto do câncer. Anualmente, cerca de 9,6 milhões de pessoas em todo o mundo morrem em decorrência do câncer. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) estima que, até 2030, o câncer deve ser a principal causa de morte no mundo. Esses números poderiam ser menores se a doença fosse detectada mais cedo, de modo a permitir um tratamento mais eficaz e assertivo, afirma a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).

Membro da UICC e em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, a Femama convida os brasileiros a se mobilizarem pela aprovação do Projeto de Lei (PLC) 143/2018, ou PLC dos 30 Dias, que pode contribuir com o aumento de diagnósticos em estágios mais iniciais da doença. O projeto foi aprovado pela Câmara Federal em dezembro do ano passado e tramita no Senado.

A presidente voluntária da Femama, Maira Caleffi, reforça que ações em datas como o Dia Mundial de Combate ao Câncer são fundamentais para que a população e o governo deem mais atenção a projetos com potencial de transformação, como a PEC dos 30 Dias. “À medida que o acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento melhora, a chance de sobrevida também cresce; por isso, devemos continuar a fortalecer a luta por uma legislação que permita acesso a diagnóstico ágil do câncer e salve vidas”, afirma.

O projeto estabelece que os exames necessários para a descoberta do câncer ou a confirmação em biópsia devem ser feitas em 30 dias no Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje não há um prazo definido para a confirmação da doença, o que pode fazer com que o câncer evolua, impedindo que os doentes possam se tratar de forma mais rápida.

Mobilização

As 74 ONGs que integram a rede Femama no Brasil foram mobilizadas para entregar documentos aos senadores de seus estados, com explicações sobre a importância do projeto e para que apoiem a medida na Casa.

Dados da Sociedade Americana do Câncer (ACS) revelam que nos Estados Unidos as chances de sobrevida após cinco anos de uma paciente com câncer de colo de útero, por exemplo, que teve diagnóstico nos estágios iniciais, é de 93%, contra 15% nos casos em que o diagnóstico é feito em estágios mais avançados.

A entidade brasileira defende ainda que o tratamento de pacientes com câncer em estágios iniciais é muito mais barato. Segundo a Femama, no caso do câncer de mama, o investimento feito em uma paciente na rede pública de saúde brasileira era de R$ 49.488, em 2016, quando o diagnóstico era feito no primeiro estágio da doença. Quando diagnosticado no terceiro estágio, esse custo evoluía para R$ 93.241.

A população brasileira pode contribuir para o avanço da PEC dos 30 Dias no Senado pela internet, no portal do Senado E-cidadania, votando de maneira afirmativa à pergunta: “Você Apoia essa Proposição?”.Fonte: Exame

 

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Saúde cancela contratos para fabricar 19 remédios de distribuição gratuita

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Ministério diz que suspensão é “transitória”, mas documento recebido por laboratórios diz “encerramento da parceria”; Associação deve acionar a Justiça

Remédios: Ministério da Saúde suspende parceria com laboratórios que produzem 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo SUS (REB Images/Getty Images)

O Ministério da Saúde suspendeu, nas últimas três semanas, contratos com sete laboratórios públicos nacionais para a produção de 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo apontam suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinados à fabricação de remédios para pacientes que sofrem de câncer e diabete e transplantados.

Os laboratórios que fabricam por PDPs fornecem a preços 30% menores do que os de mercado. E já estudam ações na Justiça.

Associações que representam os laboratórios públicos falam em perda anual de ao menos R$ 1 bilhão para o setor e risco de desabastecimento – mais de 30 milhões de pacientes dependem dos 19 remédios. A lista inclui alguns dos principais laboratórios: Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp.

Além disso, devem ser encerrados contratos com oito laboratórios internacionais detentores de tecnologia, além de laboratórios particulares nacionais. Isso porque cada laboratório público, para desenvolver um produto, conta com dois ou três parceiros.

Depois, esses laboratórios públicos têm o compromisso de transferir a tecnologia de produção do medicamento ao governo brasileiro. Essa lista inclui referências da indústria como a GlaxoSmithKline Brasil Ltda. (GSK) e a Libbs, além de Oxygen, Nortec, Biomm, Cristália, ITF, Axis e Microbiológica Química e Farmacêutica Ltda.

Transitório

Procurado, o Ministério da Saúde informou que as PDPs continuam vigentes. Segundo a pasta, foi encaminhado aos laboratórios um ofício que solicita “manifestação formal sobre a situação de cada parceria”.

O órgão federal ainda informou que “o chamado ‘ato de suspensão” é por um período transitório”, enquanto ocorre “coleta de informações”.

O jornal, porém, teve acesso a um dos ofícios em que o ministério é categórico ao informar o encerramento da parceria. O documento, do dia 26 de junho, é assinado por Denizar Vianna Araujo, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde.

A Bahiafarma é informada que, com base em um parecer da Advogacia-Geral da União e da Controladoria-Geral da União, “comunicamos a suspensão da referida PDP do produto Insulina Humana Recombinante Regular e NPH, celebrada com a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos e solicitamos manifestação formal da instituição pública quanto à referida decisão, no prazo improrrogável de dez dias úteis”.

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, disse que os laboratórios já estão tratando as parcerias como suspensas. “Os ofícios dizem que temos direito de resposta, mas que a parceria acabou. Nunca os laboratórios foram pegos de surpresa dessa forma unilateral. Não há precedentes”, afirmou.

Consequências

O entendimento da associação de laboratórios é que a entrega de remédios já programada continua garantida. Isso significa que não deve haver interrupção imediata no fornecimento.

Segundo ele, a maior parte pretende fazer um questionamento jurídico. “A primeira medida que a gente pretende tomar é no âmbito judicial. Nossa linha deve ser alegar a arbitrariedade da forma que isso se deu.”

Já o representante de um laboratório de São Paulo, que falou com o Estado de S. Paulo sob a condição de não ter o nome divulgado, disse que a suspensão das parcerias vai criar um problema de saúde e afetar uma cadeia econômica “imensa”, expondo o Brasil à insegurança jurídica.

Ele cita como exemplo uma planta industrial no valor de R$ 500 milhões, construída em uma parceria de um laboratório privado com o Instituto Butantã e financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa planta toda fica obsoleta. Toda cadeia econômica está severamente afetada”, disse.

“Desmonte”

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, vê retrocesso para a indústria nacional de medicamentos e um risco para a saúde de milhões de pacientes. O laboratório é um dos que tiveram seus contratos suspensos.

“É um verdadeiro desmonte de milhões de reais de investimentos que foram feitos pelos laboratórios ao longo dos anos, além de uma insegurança jurídica nos Estados e entes federativos. Os laboratórios não têm mais como investir a partir de agora. A insegurança que isso traz é o maior golpe da história dos laboratórios públicos.”

O representante do setor destaca que as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) também funcionam como um regulador de preço no mercado. Ele explica que a Bahiafarma, por exemplo, vende insulina a um preço três vezes menor que laboratórios estrangeiros.

Dias ressalta que um processo de compra de medicamento no Ministério da Saúde costuma demorar até 11 meses para ser concluído. Por isso, haveria até risco de desabastecimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Saúde

Semente de girassol versus de abóbora: qual é mais nutritiva?

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Ambas as sementes caem bem como petiscos saudáveis. Mas quais os benefícios de cada uma?

Qual delas você prefere? (Foto: Ratmaner/Getty Images)

Está em busca de petiscos saudáveis? Então pode colocar tanto a semente de girassol como a de abóbora no rol de opções, até porque cada uma tem seus atrativos.

Segundo a nutricionista Bruna Burti, de São Paulo, a de abóbora apresenta teor interessante de fibras, que geram saciedade, aceleram o trânsito intestinal e ajudam a diminuir a absorção de carboidratos e gorduras – colaborando, assim, no emagrecimento e no controle da glicemia. Ainda exibe vitaminas A, E e do complexo B, além de potássio e ferro.

“Já a semente de girassol é ótima fonte de proteínas”, diz Bruna. Fora as vitaminas A e E, concentra magnésio e selênio. Embora oferte mais gordura, perceba que é majoritariamente da versão poli-insaturada. Segundo a nutricionista, esse tipo é capaz de auxiliar na redução dos níveis de colesterol ruim e triglicérides no sangue.

“Uma dica é consumi-las secas e torradas, como aperitivo”, orienta Bruna. De sabor neutro, também combinam com sopas, saladas, risotos, ovos mexidos… Aventure-se – e confira abaixo nossa comparação, nutriente por nutriente:

Energia

Abóbora: 44 calorias
Girassol: 57 calorias

Gorduras totais

Abóbora: 1,9 g
Girassol: 4,9 g

Gorduras poli insaturadas

Girassol: 3,2 g
Abóbora: 0,8 g

Proteínas

Girassol: 2,2 g
Abóbora: 1,8 g

Carboidratos

Girassol: 1,8 g
Abóbora: 5,3 g

Fibras

Abóbora: 3,5 g
Girassol: 0,6 g

Placar SAÚDE

Girassol 3 X 3 Abóbora

Os valores se referem a 10 gramas do alimento,o que corresponde a cerca de 1 ou 2 colheres de sopa

Fonte: Tabela de Composição de Alimentos, de Sonia Tucunduva Philippi

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Saúde

Contra sarampo e febre amarela, EMTU e CPTM recebem campanha de vacinação

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Ao longo da semana estações da CPTM e o Terminal São Mateus receberão profissionais da área da saúde que farão a aplicação das vacinas

O sarampo continua presente em diferentes regiões do mundo e com a circulação global de pessoas passou a representar um desafio para autoridades de saúde de diversos países, pelo risco potencial de importação e disseminação do vírus.

Mesmo em cidades como São Paulo, onde a doença não era registrada há anos, começaram a surgir novos casos de sarampo. Por conta disso, a CPTM e a EMTU recebem campanhas de vacinação contra sarampo e febre amarela na próxima semana.

Quem passar nesta semana pelo Terminal Metropolitano São Mateus, da EMTU, e pelas estações das linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, da CPTM, poderá se vacinar gratuitamente contra sarampo e febre amarela.

No Terminal São Mateus, a imunização acontecerá das 8h30 ao meio-dia, nesta segunda (15) e terça-feira (16). Serão vacinados passageiros com idades entre 15 e 59 anos. As doses aplicadas correspondem à vacina tríplice viral, que além de proteger contra sarampo previne também caxumba e rubéola. A ação é uma parceria da EMTU com a Unidade de Vigilância em Saúde de São Mateus.

Na CPTM, entre segunda e sexta-feira, das 16h às 20h, poderão receber a vacina tríplice viral pessoas com 15 a 29 anos de idade. Na segunda (15), quarta (17) e sexta-feira (19) a vacinação será nas estações Presidente Altino e Osasco, das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Na terça (16) e na quinta-feira (18), haverá imunização nas estações Comandante Sampaio e Quitaúna, da Linha 8-Diamante. A ação é feita com o apoio da Prefeitura de Osasco.

Haverá ainda na quinta-feira, das 10h às 15h30, aplicação de doses da tríplice viral e da vacina contra a febre amarela na Estação Vila Aurora, da Linha 7-Rubi, em parceria com a Unidade Básica de Saúde Parque das Nações.

No dia 20, instituído pelo Governo do Estado como “Dia D da Imunização”, haverá vacinação na Estação Vila Aurora, da Linha 7-Rubi, das 9h às 16h, e nas estações São Miguel Paulista, Jardim Helena-Vila Mara e Jardim Romano, na Linha 12-Safira, das 10h às 16h.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o avanço da doença foi de 300% no último ano. Os principais sintomas do sarampo são febre, tosse persistente, irritação ocular, coriza, mal estar intenso e congestão nasal.

Depois do surgimento desse quadro, também há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que podem passar para os pés e para a palma das mão.

*Com informações do repórter Renato Barcellos

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