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Negociações comerciais entre China e EUA são retomadas

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No entanto, a missão da Marinha americana no Mar do Sul da China semeia dúvidas quanto à possibilidade de melhora efetiva na relação entre as duas potências

Bandeiras dos EUA e da China: negociações avançam, mas outros entraves colocam dúvidas quanto ao fim da guerra comercial (Yuri Gripas/Reuters)

Pequim – A China adotou um tom positivo nesta segunda-feira, quando as negociações comerciais com os Estados Unidos foram retomadas, mas também expressou irritação com uma missão da Marinha norte-americana no Mar do Sul da China, jogando dúvidas sobre as perspectivas de melhora nos laços entre Pequim e Washington.

Os EUA devem continuar pressionando a China sobre as exigências de que mude a forma como trata a propriedade intelectual das empresas norte-americanas para fecharem um acordo comercial que possa impedir o aumento das tarifas sobre as importações chinesas.

As negociações começarão com discussões entre grupos de trabalho entre segunda e quarta-feiras, antes de discussões de mais alto nível no final da semana. Discussões foram finalizadas em Washington no mês passado sem um acordo e com o principal negociador dos EUA declarando que muito mais trabalho precisa ser feito.

“Nós, claro, esperamos, e as pessoas do mundo querem ver, um bom resultado”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, a repórteres em Pequim.

Os dois lados buscam fechar um acordo comercial antes do prazo de 1 de março em que as tarifas dos EUA sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas subirão para 25 por cento, de 10 por cento.

No mesmo dia que as negociações começaram, dois navios de guerra dos EUA navegaram perto das ilhas reivindicadas pela China no Mar do Sul da China, disse uma autoridade dos EUA à Reuters.

Hua disse que os navios entraram nas águas sem a permissão da China, e que Pequim expressou firme oposição e insatisfação com isso.

A Marinha da China seguiu os navios e os alertou a irem embora, disse Hua, acusando Washington de provocação e de prejudicar a soberania da China.

Fonte Exame

 

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Não há provas de que Trump tenha obstruído justiça, diz procurador-geral

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Trump e sua equipe são investigados pelo procurador especial Robert Mueller por uma suposta atuação com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, (Tom Brenner/Getty Images)

Washington — O secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta quinta-feira que a investigação do procurador especial Robert Mueller não encontrou qualquer evidência de que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha obstruído o inquérito que apura se ele ou membros de sua campanha atuaram juntos com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016.

“O vice-procurador-geral e eu concluímos que as provas levantadas pelo procurador especial não são suficientes para determinar que o presidente cometeu crime de obstrução de Justiça”, disse Barr em entrevista coletiva.

 

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Hostilidade contra jornalistas torna a profissão a mais perigosa no mundo

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Nos 180 países pesquisados, apenas 24% dos jornalistas se consideram em situação boa ou relativamente boa

A hostilidade contra jornalistas aumentou no último ano na América Latina (Francois LOCHON/Getty Images)

O número de países seguros para os jornalistas continua caindo no mundo, devido a uma hostilidade contra o exercício da profissão, segundo o relatório anual da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), que aponta que a maior deterioração ocorreu nas Américas do Norte e do Sul, com o prenúncio de um período sombrio no Brasil.

O País perdeu três posições (105 entre 180 países) no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, e se aproxima da zona vermelha, com quatro jornalistas assassinados. A eleição de Jair Bolsonaro, após uma campanha marcada pelo “discurso de ódio, a desinformação, a violência contra os jornalistas e o desprezo aos direitos humanos, prenuncia um período sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa”.

“A hostilidade contra os jornalistas e inclusive o ódio do qual fazem eco dirigentes políticos em muitos países, acabou provocando agressões mais graves e frequentes” contra estes profissionais, o que suscita um “clima de medo inédito em alguns lugares”, condenou nesta quinta-feira (18) a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A RSF lembra o papel primordial que o WhatsApp teve na campanha eleitoral brasileira. Pelo aplicativo circularam, por exemplo, informações falsas destinadas, sobretudo, a desacreditar o trabalho de jornalistas críticos ao candidato Bolsonaro.

No ranking dos 180 países avaliados, apenas 24% (26% em 2018) estão em situação boa ou relativamente boa.

A Noruega se mantém pelo terceiro ano consecutivo na primeira posição, seguida de Finlândia e Suécia.

Fecham a lista o Turcomenistão, antecedido da Coreia do Norte. Também na lanterna, a China perdeu uma posição (177), assim como a Rússia (149), onde o Kremlin “acentuou a pressão” sobre os meios independentes e a Internet, “com detenções, revistas arbitrárias e leis liberticidas”.

Ameaças de morte nos EUA

Os Estados Unidos (48) perderam três posições e entram na zona “problemática”. Além das declarações do presidente Donald Trump contra a mídia, “os jornalistas americanos nunca tinham sido alvo de tantas ameaças de morte”, nem recorrido de forma tal à segurança privada para sua proteção pessoal, segundo a RSF.

A ONG, sediada em Paris, destaca ainda que a perseguição de jornalistas que incomodam as autoridades “parece agora não ter limites”. Cita o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado de seu país na Turquia, que “enviou uma mensagem assustadora aos jornalistas para além das fronteiras da Arábia Saudita “.

A Espanha subiu duas posições no ranking (29) e a França, uma (32).

O informe aponta que América do Norte e do Sul registraram a maior deterioração regional.

Desconfiança na América Latina

A melhora sutil registrada em 2018 na América Latina “foi breve”, visto que o ambiente em que trabalham os jornalistas é “cada vez mais hostil”. As eleições em países como México (144), Brasil (105), Venezuela (148) e Colômbia (129) provocou um “recrudescimento dos ataques contra jornalistas, praticados sobretudo pela classe política,funcionários públicos e cibermilitantes”.

Estes incidentes “contribuíram para reforçar um clima de desconfiança generalizada – às vezes de ódio – contra a profissão”.

A Nicarágua registrou uma das quedas mais significativas do mundo (114, perdendo 24 posições), segundo a RSF, que denuncia que os jornalistas que cobrem as manifestações contra o governo do presidente Daniel Ortega, considerados opositores, são frequentemente agredidos. “Muitos se exilaram para evitar ser acusados de terrorismo”, indica o informe.

Embora a chegada ao poder do presidente Andrés Manuel López Obrador “tenha acalmado um pouco” as relações entre o poder e a imprensa, o México continua sendo o país mais perigoso do continente para os jornalistas, com dez assassinatos em 2018.

A Venezuela perdeu cinco posições, aproximando-se da zona negra do ranking. O viés autoritário do governo de Nicolás Maduro provocou um aumento da repressão contra a imprensa independente, enquanto a RSF registrou um número recorde de prisões arbitrárias e atos de violência praticados por forças de ordem e serviços de Inteligência. Muitos jornalistas tiveram que se exilar, enquanto jornalistas estrangeiros foram detidos e, inclusive, expulsos.

Maus exemplos

Cuba se manteve como o pior colocado na região (169), apesar de subir três posições, caminho pelo qual segue a Bolívia (113, perda de três posições). Para a ONG, o presidente boliviano, Evo Morales, segue o “modelo cubano”, controlando a informação e censurando “as vozes demasiadamente críticas “.

“Alvo frequente” de ataques armados à imprensa, vítima ainda de pressões e de tentativas de intimidação de parte da classe política, El Salvador perdeu 15 posições e ficou em 81º lugar.

 

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Cúpula entre Putin e Kim Jong-un acontecerá este mês, diz governo russo

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A Rússia informou que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda metade de abril

A data e o local da reunião ainda não foram divulgados (KCNA/Maxim Shipenkov/Reuters)

Moscou — O Kremlin confirmou nesta quinta-feira a realização de uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, na segunda metade de abril.

“O presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda quinzena de abril a convite de Vladimir Putin”, indicou o Kremlin em comunicado.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já tinha afirmado nesta semana que a primeira reunião entre ambos os líderes estava sendo “preparada”, sem oferecer detalhes sobre a data e o local do possível encontro.

 

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