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Na fronteira venezuelana, Maduro se segura por uma ponte

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Caminhões com ajuda humanitária estão bloqueados do lado colombiano, criando nova frente de batalha entre o líder venezuelano, a oposição e o EUA

A PONTE EM CÚCUTA: segundo a oposição, ajuda humanitária pode beneficiar 300.000 pessoas / REUTERS/Luisa Gonzalez (/)

O destino do líder venezuelano Nicolás Maduro está não por um fio, mas por uma ponte. Nesta sexta-feira, uma onda de tensão tomará conta da cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, onde caminhões carregando auxílio humanitário destinados ao país vizinho estão com sua passagem bloqueada por militares venezuelanos.

Escoltados por motos de polícia, os caminhões estacionaram ontem na cidade ao norte da Colômbia, onde venezuelanos desesperados aguardavam para ver se o governo Maduro iria liberar a estrada, permitindo a passagem dos carregamentos de comida e medicamentos doados pelos Estados Unidos. O enviado especial do governo norte-americano à Venezuela, Elliot Abrams, disse que os caminhões “não forçarão a passagem”.

Ontem, o líder da oposição e autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, disse que se a passagem continuar bloqueada reunirá uma multidão na fronteira para pressionar pela liberação da ajuda que, segundo ele, beneficiará 300.000 pessoas.

A situação econômica na Venezuela, como se sabe, é desesperadora. Mais de 3 milhões de pessoas já deixaram o país e quem ficou enfrenta uma batalha diária por comida. Segundo a Assembleia Nacional do país anunciou ontem, a inflação acumulada em 12 meses chega a 2,5 milhões por cento.

Maduro acusa os Estados Unidos de usar a ajuda humanitária como estratagema para uma intervenção militar no país. Ontem, ele assinou uma carta destinada aos Estados Unidos em que afirma que os próximos dias “decidirão se haverá guerra ou paz”.

Também ontem, governo americano afirmou que está preparado para proteger instalações e funcionários diplomáticos na Venezuela. Líderes da Europa e da América Latina reunidos em Montevidéu pediram o diálogo e a realização de eleições para solucionara a crise no país. O Brasil anunciou que daqui para frente manterá contato diplomático com os representantes de Guaidó no país.

Todas essas tensões se materializam na ponte Tienditas, fechada por meia dúzia de blocos de concreto, três grades de ferro, dois contêineres e uma carreta.

Fonte Exame

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Ousado, projeto de brasileiro propõe cobrir Notre-Dame com vitrais

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Quatro meses depois do incêndio que destruiu parte da Catedral de Notre-Dame, em Paris, um arquiteto brasileiro apresentou um projeto para reconstrução do local. A proposta é usar vitrais para refazer o teto e a agulha, as partes mais prejudicadas pelo fogo.

Em uma postagem no Instagram, o arquiteto responsável pelo projeto explicou que a ideia é usar a iluminação natural, que ao passar pelos vitrais, se multiplicará em diversas cores. Alexandre Fantozzi completou que para a parte da noite, a iluminação interior se tornaria uma grande cobertura retroiluminada.

O projeto, batizado de Couronne Divine – ou Coroa Divina – tem como objetivo exaltar uma das características mais importantes do estilo Gótico, que norteia a Catedral. A proposta é usar materiais mais tecnológicos para isso.

O arquiteto reforçou que não pretende intervir no design e não tem aspirações artísticas. Fantozzi afirmou que quer respeitar o significado sagrado de Notre Dame, uma Catedral inaugurada nos anos 1345.

O governo francês pretende entregar as obras de recuperação da estrutura em até cinco anos, mas ainda não deu detalhes da escolha de um projeto de reconstrução.

 

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Impasse político na Itália mantém navio com 134 imigrantes à deriva

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Em meio a uma batalha entre ex-aliados políticos, o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, impediu o desembarque do navio com imigrantes na Itália

Itália: a imigração se tornou um tema central do plano de Salvini para impor novas eleições (Guglielmo Mangiapane/Reuters)

Itália – Um navio de resgate com 134 imigrantes a bordo, a maioria africanos, aguardava no litoral da Itália nesta sexta-feira em meio a uma batalha entre ex-aliados políticos que impediu a embarcação de atracar em Lampedusa, ilha do sul do país.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, determinou que suas autoridades impeçam o navio de desembarcar os imigrantes, que foram resgatados no litoral da Líbia 16 dias atrás, desafiando seu próprio primeiro-ministro e apesar de seis nações da União Europeia terem concordado em recebê-los.

O sofrimento dos imigrantes ressalta o colapso da coalizão governista italiana e como a imigração se tornou um tema central do plano de Salvini de impor novas eleições à nação e voltar ao poder como premiê.

Cinco pessoas seriamente traumatizadas foram retiradas do navio Open Arms, operado por uma organização espanhola homônima, na quinta-feira, acompanhados de quatro familiares. Outras três pessoas que necessitavam cuidado médico urgente foram levadas à terra firme durante a noite com um acompanhante, informou o Open Arms no Twitter.

“Elas estão se flagelando e ficando com raiva de outras pessoas do grupo”, explicou Alessandro di Benedetto, psicólogo do grupo humanitário italiano Emergency, à rádio RAI depois de examinar as cinco pessoas desembarcadas na quinta-feira.

“Algumas delas estão tendo pensamentos suicidas, então pensam que é melhor morrer aqui do que voltar.”

 

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Israel autorizará visita de congressista americana por razão ”humanitária”

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O ministro Aryeh Dery decidiu nesta sexta-feira autorizar a entrada de Rashida Tlaib “para uma visita humanitária a sua avó”

(foto: Ahmad Gharabli/AFP)

Israel autorizará a entrada em seu território da congressista democrata americana Rashida Tlaib para uma “visita humanitária”, anunciou nesta sexta-feira o ministro do Interior.
As autoridades israelenses haviam proibido na quinta-feira as visitas de Tlaib e de outra congressista americana, Ilhan Omar, devido a seu apoio à campanha de boicote ao Estado hebreu e após um pedido do presidente americano, Donald Trump.
Mas o ministro Aryeh Dery decidiu nesta sexta-feira autorizar a entrada de Rashida Tlaib “para uma visita humanitária a sua avó”.
A própria congressista “prometeu não estimular a causa do boicote a Israel durante sua estadia”, afirma um comunicado divulgado pelo ministério.
Rashida Tlaib é a primeira congressista americana de origem palestina. O território de Israel é a porta de entrada para os Territórios Palestinos.
O movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) defende o boicote econômico, cultural e científico de Israel para protestar contra a ocupação dos Territórios Palestinos.
Israel aprovou em 2017 uma lei que permite a proibição de entrada em seu território dos partidários do BDS, que o país denuncia como antissemitas, acusações que os ativistas rejeitam.
Rashida Tlaib escreveu na quinta-feira às autoridades israelenses para solicitar autorização para visitar sua família, em particular sua avó, que mora em Beit Ur al Fauqa, perto da Ramallah, na Cisjordânia ocupada.
“Pode ser minha última oportunidade para visitá-la”, escreveu a congressista. “Me comprometo a respeitar todas as restrições e a não promover o boicote contra Israel durante minha visita”, completou no texto.
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