Nossa rede

Tecnologia

Na contramão da web, Instagram libera publicação em várias contas por vez

Publicado

dia

Bom, mas…: Novo recurso para publicar fotos em mais de uma conta por vez deve ajudar influenciadores, mas traz riscos (Getty Images/Getty Images)

Bom, mas…: Novo recurso para publicar fotos em mais de uma conta por vez deve ajudar influenciadores, mas traz riscos (Getty Images/Getty Images)

São Paulo — O Instagram liberou um novo recurso que permite aos usuários publicar uma mesma foto ou um mesmo vídeo em mais de uma conta de uma vez. A novidade, confirmada por um porta-voz da empresa ao site TechCrunch e por ora limitada ao iOS, é uma boa notícia para influenciadores e marcas. No entanto, vai na contramão do que vêm fazendo Twitter e até mesmo WhatsApppara inibir a propagação de spam.

A solução deve facilitar o trabalho de influenciadores e administradores de contas de negócios, que por vezes precisam fazer uma publicação igual em diferentes perfis. Mas isso não significa que a novidade será limitada a empresas: qualquer usuário que tiver mais de uma conta pessoal também poderá se beneficiar. O Instagram não menciona nenhuma limitação, fora as impostas por suas políticas de uso.

Mas apesar de tornar mais fácil o trabalho das marcas, o recurso também traz um risco, mesmo com os termos de uso: pode acabar agilizando a vida de quem divulga spam e promove desinformação na rede social. É uma “praga” que o Instagram até tentou, mas que não conseguiu eliminar completamente até hoje — mesmo depois de ter sido atingido em cheio no último período eleitoral norte-americano, em 2016.

Um relatório preparado no final do ano passado para o comitê de inteligência do Senado dos EUA comprovou que a plataforma foi muito eficaz para a veiculação de propagandas eleitorais há três anos. Mais do que o Facebook, inclusive: o alcance das publicações sobre as eleições feitas pela Internet Research Agency (IRA, grupo bancado pelo governo russo) foi menor, mas o engajamento (curtidas e comentários) foi muito maior na rede social de fotos.

O Twitter também sentiu o efeito das ações do IRA em 2016. Mais de 1,4 milhão de pessoas foram alcançadas por essas propagandas no mesmo período, segundo o estudo do Senado. Além disso, a empresa revelou que encontrou mais de 50 mil contas ligadas a propaganda russa cadastradas em sua plataforma.

Foi justamente para bloquear a ação de bots e reduzir a propagação de spam eleitoral que a companhia bloqueou as ferramentas de publicação de tweets em massa no começo de 2018. Medida parecida foi tomada pelo WhatsApp, do mesmo grupo de empresas do Instagram. Terreno fértil para espalhar conteúdo (verdadeiro ou falso), o app de mensagens limitou o encaminhamento de mensagens para tentar combater o problema.

A expectativa é de que o novo recurso do Instagram chegue a todos os usuários de iOS nos próximos dias. Ainda não há previsão de estreia da solução no Android. Fonte: Portal Exame

 

Comentário

Tecnologia

Produção de veículos elétricos sofre com redução de financiamento na China

Publicado

dia

Este ano, os fabricantes chineses de elétricos levantaram apenas US$ 783,1 milhões até meados de junho, ante US$ 6 bilhões no mesmo período do ano anterior

Carros elétricos: Ansiosa para conter a poluição e impulsionar sua própria indústria automobilística, a China disse que quer os chamados veículos de energias novas (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Hong Kong/Pequim — No ano passado, Wei Qing e sua equipe de investimentos privados visitaram mais de 20 startups chinesas de fabricação de veículos elétricos. O resultado? Eles decidiram não investir em nenhuma.

“Há muitas incertezas desde quando uma empresa conta uma história no estágio inicial, até quando produz um carro teste e levanta capital para a eventual produção em massa”, disse Wei, diretor-gerente da Sailing Capital, de Xangai. Wei, que se recusou a nomear os fabricantes que sua equipe visitou, disse que acha que apenas alguns deles sobreviverão. A Sailing Capital decidiu investir em um fornecedor de peças para veículos elétricos, acrescentou.

Suas preocupações refletem o que os banqueiros descrevem como tempos de financiamento cada vez mais difíceis para os fabricantes chineses de veículos elétricos, que precisam brigar por atenção em um setor lotado e apresentar argumentos convincentes sobre sua rentabilidade futura, apesar dos cortes do governo nos subsídios e planos para, aos poucos, eliminá-los.

Este ano, os fabricantes chineses de elétricos levantaram apenas 783,1 milhões de dólares em meados de junho, ante 6 bilhões de dólares no mesmo período do ano anterior e 7,7 bilhões em todo o ano de 2018, segundo o provedor de dados PitchBook.

Ansiosa para conter a poluição e impulsionar sua própria indústria automobilística, a China disse que quer os chamados veículos de energias novas – que também incluem híbridos, híbridos plug-in e carros de célula de combustível – para responder por um quinto das vendas de automóveis em 2025 comparado com 5% agora.

Essas ambições geraram uma infinidade de startups de veículos elétricos competindo não apenas umas com as outras, mas também as montadoras globais e a Tesla, que planeja iniciar a produção na China este ano.

Cerca de 330 empresas de elétricos estão registradas para algum tipo de subsídio, mostram dados do governo, embora o número de startups mais bem estabelecidas seja muito menor, em torno de 50.

Mas em meio às críticas de que algumas empresas se tornaram excessivamente dependentes dos fundos do governo, Pequim reduziu os subsídios, elevou os padrões necessários para que os veículos se qualificassem e sinalizaram que os encerraram completamente depois de 2020.

Isso levou a uma desaceleração acentuada à medida que os preços dos veículos aumentam. As vendas de veículos de energias novas em maio subiram apenas 1,8% em relação ao ano anterior, em comparação com 18,1% em abril e 62% em 2018.

Sobrevivendo no atual ambiente de financiamento, exige muita disciplina de custos, disse o presidente-executivo, Daniel Kirchert, da fabricante Byton, de Nanjing, à Reuters.

“Dada a situação atual, não é suficiente para qualquer startup criar bons produtos e ser rápida no mercado. Pelo menos é igualmente importante gerenciar custos. Não apenas custos fixos, mas custos variáveis”.

Ver mais

Tecnologia

Entenda como criptomoedas substituem outras formas de pagamento

Publicado

dia

Facebook anunciou sua nova moeda digital nesta terça-feira, a libra

As criptomoedas vivem em um ambiente volátil, uma espécie de montanha russa que o Facebook busca mudar com sua nova moeda Libra.

A nova moeda digital será supervisionada por uma organização sem fins lucrativos e será apoiada por ativos reais para ser confiável e estável.

Como funcionam as criptomonedas

Para usar moedas como a Libra, as pessoas precisarão instalar um software conhecido como carteira digital.

Várias carteiras digitais estão disponíveis, mas uma chamada Calibra está sendo projetada por uma subsidiária do Facebook para smartphones dos sistemas operacionais Apple e Android e será integrada aos serviços de mensagens Messenger e WhatsApp.

Esse sistema “permite que todos guardem seu dinheiro com segurança em seus telefones”, disse à AFP o vice-presidente de produtos da Calibra, Kevin Weil.

Uma carteira digital escolhida pelo usuário deve estar vinculada a contas bancárias ou cartões de crédito para transferências ou transações on-line.

“Da mesma forma que você pode recorrer a qualquer navegador para se conectar à internet, você poderá escolher qualquer carteira digital”, disse Weil.

As vantagens

A Libra foi lançada como um ecossistema aberto, para que qualquer negócio, ou serviço, possa aceitá-la como meio de pagamento.

As instituições financeiras também poderão oferecer empréstimos, ou créditos, em Libra.

“Imagine guardar as economias de sua vida em casa. É mais seguro levá-las com você em seu telefone”, alegou Weil.

O Calibra poderá, por exemplo, ser usado para enviar dinheiro para amigos, ou familiares, em outro país. Também servirá para comprar em lojas on-line, ou no mundo real, da mesma maneira que se usa o Pay Apple, ou o Google Pay.

Atualmente, mais de um bilhão de pessoas usam o WhatsApp e o Messenger para se comunicar. Segundo essa empresa, faz sentido, portanto, fornecer a eles uma maneira de movimentar dinheiro.

“Com o tempo, à medida que o ecossistema da Libra crescer e a Libra for incorporada a produtos e serviços, haverá mais coisas que poderão ser feitas”, disse Weil.

Como transformar dinheiro vivo em criptomoeda

Pessoas sem acesso a bancos poderão ir a uma casa de câmbio, por exemplo, para converter o dinheiro em Libra.

Uma vez em um smartphone, a Libra poderá ser enviada como uma mensagem de texto. Os destinatários terão a opção de salvá-la em suas próprias carteiras para uso futuro, ou convertê-la em suas moedas locais.

“Faremos com que seja fácil converter para a moeda local”, acrescentou Weil.

“Se você não tiver conta em banco, poderá recorrer a lugares como casas de câmbio que operem com a Libra”, completou.

As comissões de câmbio de dinheiro poderão ser administradas pelo mercado, mas provavelmente serão menores do que as cobradas pelas empresas que transferem fundos.

O Calibra terá proteção contra fraudes e recuperação de senhas, e haverá um procedimento para reconhecer o cliente, por meio de documento de identidade oficial.

“Este é o dinheiro do povo. Sentimos uma grande responsabilidade de mantê-lo seguro”, completou Weil.

Ver mais

Tecnologia

Niantic processa grupo de supostos trapaceiros do ‘Pokémon Go’

Publicado

dia

Empresa afirma que o Global++ está destruindo o jogo com seu aplicativo

A Niantic processou membros do Global++ por supostamente oferecerem versões “derivadas não autorizadas” (hackeadas) do Pokémon Go, do Ingress e até mesmo do ainda beta Harry Potter: Wizards Unite. Os aplicativos móveis modificados não só violam os direitos de propriedade intelectual, disse a Niantic, mas “afetam a integridade da experiência de jogo” ao ajudar os jogadores a trapacear. Isso prejudica o entusiasmo das pessoas e, portanto, poderia “interferir” nos negócios da Niantic.

Alguns dos membros do Global++ foram nomeados, incluindo o suposto líder, Ryan Hunt, e o promotor do YouTube, Alen Hundur. Fora isso, existem também 20 membros anônimos que não foram identificados até o momento.

Apesar de não ter divulgado comunicado oficial, a Global++ retirou seu site e servidores do ar. Ela diz estar fechando “indefinidamente” para honrar suas “obrigações legais”.

Assim como acontece com outros processos judiciais, alguns aspectos do processo da Niantic podem ser controversos. Embora a Global++ claramente não tenha permissão para modificar os apps da empresa, alguns questionam se os estúdios estão realmente perdendo receita devido a isso.

Contudo não existem dúvidas de que aplicativos que ajudam a trapacear podem estragar a experiência do usuário, e a Niantic deve achar que uma ação judicial impedirá outras possíveis dores de cabeça com trapaceiros.

Via: Engadget

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade