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Moraes Moreira retorna à capital com show intimista

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O músico baiano toca em Brasília pelo projeto Clube do Choro Convida hoje e amanhã

 


Moraes Moreira se apresenta ao lado do acordeonista Meninão(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)

Uma mudança radical. Depois de se apresentar acompanhado por banda em Salvador e no Recife, durante o carnaval, Moraes Moreira está de volta a Brasília para um show acústico hoje e amanhã, às 21h, no Espaço Cultural do Choro, pelo projeto Clube do Choro Convida, tendo ao seu lado em cena apenas um músico, o acordeonista Meninão.

“Num clima mais intimista, vou passear pelos clássicos da minha obra e por canções compostas mais recentemente. Na companhia do sanfoneiro Menina, com quem desfruto uma intimidade musical muito grande, me sinto à vontade para tocar e cantar ritmos diversos, de canções a frevos, de xote a sambas, além de recitar alguns poemas dentro da linguagem do cordel”, anuncia o coautor de algumas das músicas mais emblemáticas do legado dos Novos Baianos.

Aliás, a última vez que Moraes esteve em Brasília foi em 1º de julho de 2017, quando, com Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes, reuniu 10 mil pessoas no Ginásio Nilson Nelson. O concerto fez parte da vitoriosa turnê de Acabou chorare, comemorativa dos 45 anos do antológico álbum, que deu origem ao primeiro DVD, lançado pelo grupo, em 8 de novembro, pela Som Livre.

Paralelamente à turnê dos Novos Baianos, que vai ser retomada em abril, Moraes vem fazendo shows solo por todo o país. No domingo de carnaval, em cima de um trio independente, Moraes cantou para uma multidão na Praça Castro Alves, em Salvador. Já na terça-feira, num dos palcos instalados no Recife, acompanhado pela orquestra do maestro Spock, ele botou milhares de pessoas para dançar na Praça do Arsenal, no encerramento da folia na capital pernambucana.

Enquanto a turnê dos Novos Baianos não reinicia, o cantor e compositor segue cumprindo agenda de apresentações e tocando novos projetos. Em março, há shows marcados para São Paulo (Bar Brahma e Espaço das Américas), Minas Gerais (Congonhas e Ouro Preto). A gravação de um novo disco solo está bem encaminhado. Embora não revele mais detalhes desse trabalho, sabe-se que boa parte do repertório já está gravado.

Ferro na boneca

(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)

Foi com o mítico espetáculo O desembarque dos bichos depois do dilúvio universal, apresentado no verão de 1968, em Salvador, que teve início a trajetória de Moraes, na companhia de Galvão, Paulinho, Baby, Pepeu e Dadi. No ano seguinte, eles participaram do 5º Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, com a canção De Vera. Logo em seguida, o grupo lançou o LP Ferro na boneca, que o apresentou ao Brasil.

Mas foi com o Acabou chorare, de 1972, que os Novos Baianos alcançaram sucesso e prestígio, com a execução pelas rádios e de todo o país de músicas como Brasil pandeiro, Preta Pretinha e a que dá nome ao LP. Tempos depois, numa enquete promovida pela revista Rolling Stone, foi escolhido por jornalistas, críticos musicais e especialistas como o melhor disco da história da música popular brasileira.

Depois de deixar os Novos Baianos, em 1975, Moraes começou a escrever sua história individual. Ele foi o primeiro cantor de trio elétrico, a bordo do trio de Dodô e Osmar. Pombo Correio, a marchinha que compôs com Osmar Macedo, foi seu primeiro grande sucesso. Outros, como Chão da praça, Meninas do Brasil, Festa do interior, La vem o Brasil descendo a ladeira e Chame gente também são destaques em sua obra, registrada em mais de 30 discos. Moraes lançou ainda o cordel intitulado A História dos Novos Baianos e Outros Versos.

Moraes Moreira

Show do cantor e compositor baiano, acompanhado pelo acordeonista Meninão, hoje e amanhã, às 21h, pelo projeto Clube do Choro Convida. No Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarãeas). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599.

 

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Cultura

Jammil faz luau na capital no fim de semana

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Nomes consagrados da cena brasiliense também sobrem ao palco ao lado da banda baiana.

Divulgação

O Luau do Jammil  promete agitar a noite de sábado (22) na Capital Federal. Com as músicas que prometem ser sucesso no próximo verão, a banda baiana vai sacudir a galera em um show no Iate Clube Brasília. Nomes consagrados da cena brasiliense também sobrem ao palco. O ingresso custa 91 reais (masculino) e 71 reais (feminino), disponíveis para venda pelo site sympla.com.br/luaudojammil. Os valores são referentes à meia-entrada e primeiro lote, sujeitos à alteração sem aviso prévio.

A banda chega na cidade com grandes novidades para o público, a começar pelo novo hit Rega, trilha sonora da novela Segundo Sol, que conta a história da Bahia e do Axé. O hit é o primeiro de uma série de quatro canções que vão embalar o público até o verão e que fazem parte do EP, que será lançado em 2019.

Com o cantor Levi Lima a frente desde 2011, a banda tem comemorado nos últimos anos ainda uma série de conquistas. Além de prêmios como o Jovem Brasileiro em 2013, na categoria Melhor Música, o grupo foi indicado ao Grammy Latino no ano anterior pelo DVD Jammil Na Real, que unia 10 clipes e um documentário sobre a Estrada Real, que conta a saga do ouro no Brasil.

Serviço
Lual do Jammil
Data: 22 de setembro, sábado
Hora: a partir das 16h
Local: Iate Clube Brasília – Setor de Clubes Esportivos Norte Trecho 2 Conjunto 4 – Asa Norte, Brasília/DF

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Cultura

Manifestantes ocupam Ministério da Cultura por políticas para movimentos de matriz africana

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Ato envolve cerca de 25 pessoas. Acampamento acontece no 9º andar do prédio.

Manifestantes ligados à cultura africana em ocupação no Minc (Foto: Arquivo Pessoal)

Manifestantes ocuparam na noite desta terça-feira (7) um prédio do Ministério da Cultura, em Brasília. O protesto é da Frente Liberta Matriz Africana (Flama) e envolve cerca de 25 pessoas.

Entre outros pontos, pede a implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos de Matrizes Africanas e de Terreiros.

Também quer que a presidência da Secretaria Especial de Políticas de Igualdade Racial seja ocupada por um conselheiro eleito pelo Conselho Nacional de Igualdade Racial.

Até a manhã desta quarta (8), os manifestantes estavam acampados no 9º andar do prédio, que fica próximo ao Parque da Cidade.

Panelas e suprimentos trazidos para ocupação no Minc (Foto: Arquivo Pessoal)

Eles querem falar com o ministro, Sergio Sá Leitão. No entanto, como ele está em viagem, a expectativa é de que outro representante se reúna o grupo.

Para o ocupação, os manifestantes também levaram panelas e alimentos. O protesto é pacífico. Não há informação sobre depredação.

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Cultura

Música na Árvore leva experiência musical gratuita ao seio de Brasília

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Grupos de música instrumental se apresentam nos três dias de evento

Novo projeto de Dillo D’Araujo, GuitarrÁfrika se apresenta três noites seguidas. (foto: Gui Campos/Divulgação)

Com o mote música e natureza, o Música na Árvore volta para a inédita edição dedicada ao estilo instrumental. Iniciativa de André Trindade, o evento busca oferecer conscientização ambiental e boa música. “O Música na Árvore sempre teve a pegada de pegar bens culturais e levar ao público gratuitamente”, explica.

Ele defende que a música instrumental merece mais espaço do que tem, e define como bem cultural pela riqueza que pode proporcionar em termos experimentais. “Queremos democratizar a música experimental, que é referência para tantos artistas e as pessoas não param para escutar às vezes, chamam de chato”, defende.

Duas atrações se apresentam por dia a partir desta quinta-feira (25/7), em frente ao Conic. Novo projeto do guitarrista Dillo D’Áraujo, GuitarrÁfrika percorre os três dias da programação e ainda divide a agenda com o contraste entre pop e underground de Transquarto, a brasilidade jazzística de Mario Noya e o saxofone experiente de Leo Gandelman.

Fusão de Matizes

Experimental é como se encaixa o estilo de Dillo D’Áraujo, que, movido pela vontade de fazer som distinto, viajou em pesquisa à África, onde colheu referências para o projeto GuitarrÁfrika.

O afrobeat e outros rítmos do continente ancestral foram fundidos à tupiniquim guitarrada, gênero tradicional paraense. Apesar de os ingredientes serem bastantes conhecidos e explorados por músicos, “a fusão é nova”, segundo ele.

“Eu estava em busca de uma contribuição inédita ao fundir essas matizes, além de outras”, revela o guitarrista, que se apresentará acompanhado do baixista Lucas Tufas e do baterista Robinho Batera.

O público poderá observar Dillo tocar uma oil can, instrumento africano incorporado a sua nova sonoridade. O músico aguarda lançamento de “álbum visual” gravado ao vivo, com imagens das passagens por África e Chile.

Programação 

25/7 (quarta): Transquarto e GuitarrÁfrika

26/7 (quinta): Mario Noya e GuitarrÁfrika

27/7 (sexta): GuitarrÁfrika e Leo Gandelman

 

Serviço

Música na Árvore

CONIC (SHCS Edifício Venâncio).  Em 25 a 27 de julho. Com GuitarrÁfrika, Leo Gandelman, Transquarto e Mario Noya. Entrada franca. Classificação indicativa livre
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