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Mitos e verdades sobre o câncer de pele, tipo da doença mais comum no país

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Durante o verão a incidência de câncer aumenta – e isso é uma verdade. Desvendamos afirmações comuns sobre a doença.

(Pierphotographer/Thinkstock)

O verão é a época do ano com maior risco de incidência do câncer de pele, provocado, na maioria dos casos, pela exposição excessiva aos raios de sol.

Segundo o Instituo Nacional do Câncer (INCA), a doença ganha, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos, sendo o tipo de câncer mais comum no Brasil.

Dessa maneira, esses próximos meses exigem cuidado redobrado. Mas, para conseguir fazer a prevenção direitinho, é preciso, em primeiro lugar, saber o que pode ser bom e o que pode prejudicar a sua pele.

Como circulam muitas informações falsas, e perigosas, por aí sobre o assunto, preparamos uma lista com os principais mitos e verdades sobre câncer de pele que você deve saber, segundo o Dr. João Duprat Neto, cirurgião oncológico do Centro de Referência de Pele do A.C.Camargo Cancer Center.

“Só é necessário passar protetor solar quando o dia estiver ensolarado”

Mito. Apesar de terem insolação menor, os dias nublados ainda contém emissão de raios ultravioletas, que, a longo prazo, danificam as células da pele. Por isso, tome cuidado! Use óculos escuros, chapéus e, é claro, filtro solar.

“Essas recomendações valem para todas as pessoas, principalmente para quem tem a pele muito clara e para aqueles que já foram diagnosticados com câncer de pele anteriormente”.

“O protetor solar é de extrema importância para a proteção da pele”

Verdade. O uso de filtro solar é super importante para a prevenção do câncer de pele, uma vez que diminui o impacto dos raios ultravioletas na pele. 

Mas atenção! Faça a aplicação meia hora antes de ficar exposto ao sol, pois isso garante maior absorção na pele. Além de também reaplicar sempre a cada duas ou três horas e após se molhar.

“Depilação a laser contribui para o desenvolvimento de câncer de pele”

Mito. Não há perigo nenhum em fazer depilação a laser, que tem como foco os pelos e não chega a causar nenhuma modificação no DNA das células.

“Queimaduras podem evoluir para câncer de pele”

Verdade. Grandes queimaduras podem causar câncer futuramente. Por isso se você tem histórico de queimaduras mais graves, principalmente na infância, é bom procurar atendimento médico pra checar se está tudo ok.

“Existem formas seguras de bronzeamento artificial”

Mito. Bronzeamento artificial é sempre nocivo à saúde. A prática, proibida no Brasil, utiliza lâmpadas de raios ultravioleta, que apesar de não causarem queimaduras, podem provocar alterações nas células produtoras do pigmento da pele.

“Creme bronzeador aumenta o risco de câncer de pele”

Verdade. “Até mesmo os cremes bronzeadores mais modernos têm baixo fator de proteção. Além disso, eles costumam ser usados sobre o protetor solar, impedindo que os raios solares sejam filtrados”. Então, já sabe, fuja de bronzeadores!

“Câncer de pele é sempre relacionada ao sol”

Mito. Apesar da exposição ao sol ser a principal causa, há casos em que fatores genéticos são os responsáveis.

Isso será explicado melhor no próximo tópico.

“Câncer de pele pode ser hereditário”

Verdade. Uma pequena parcela dos casos de câncer de pele acontece devido a alterações genéticas hereditárias. Se você tiver casos desse tipo de câncer na família, vale a pena procurar um médico.

“Quanto mais tempo no sol, maior será a absorção de Vitamina D, que fortalece os ossos”

Mito. Dez minutos ao sol, em horários mais intensos (11h-13h) já são suficientes. Além disso, há um limite para a quantidade de Vitamina D no corpo. “Quando ela está em excesso, pode haver graves efeitos colaterais como insuficiência e cálculo renal, perda de apetite e irritabilidade”.

“O tumor pode se espalhar para outros órgãos”

Verdade.  O tumor do tipo melanoma, que é o mais comum, tem alto potencialpara se espalhar pelo corpo. Para evitar que isso aconteça, é necessário que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível.

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Conheça o Lego para crianças que não enxergam

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Brinquedo ajuda no entendimento do braille, o sistema de escrita com pontos em relevo que permite a pessoas cegas ler pelo tato

Lançamento do Grupo Lego em parceria com ONG brasileira ajuda crianças a aprenderem braille (Foto: Luca_Daviddi/Getty Images)

A disponibilidade de audiolivros e aplicativos para deficientes visuais é cada vez maior. Por isso, o aprendizado do braille às vezes tem ficado em segundo plano. Só que isso dificulta o desenvolvimento da autonomia das crianças que não enxergam ou têm baixa visão

Para virar esse jogo, o Grupo Lego, junto com a Fundação Dorina Nowill para Cegos e a Universidade Estadual Paulista, criou o projeto Lego Braille Bricks. São kits de 250 peças moldadas com o mesmo número de pontos em relevo de letras e números do alfabeto para deficientes visuais.

“Se não entenderem coisas simples como letras maiúsculas, separação de palavras e pontuação, essas crianças poderão ter dificuldades, mais tarde, de se inserir na universidade e no mercado de trabalho”, justifica Ika Fleury, membro do Conselho Curador da Fundação Dorina Nowill. Com o brinquedo, a meninada aprende se divertindo.

Outras formas de aprender Braille

O Lego não é a única forma de os pequenos desbravarem o alfabeto para cegos: jogos interativos que dependem do tato também podem ser usados na escola. Mas, segundo Ika Fleury, eles são apenas complementos.

A máquina de escrever com teclas em braille ou o reglete com punção (instrumento de madeira com ponta metálica que perfura o papel) compõem o sistema tradicional.

 

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Dicas de saúde da vovó que funcionam até hoje

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Mel para aliviar a tosse, canja para amenizar sintomas da gripe… Entenda por que algumas soluções naturais antigas têm fundamento, sim.

Nós vamos a médicos e seguimos as orientações deles para cuidar da saúde e principalmente para nos medicarmos (lembre-se: automedicação NUNCA é uma boa ideia), mas tem casos em que a receita da vovó é que parece fazer tudo melhorar. Aquele chá quando a comida não desce bem, a canja durante a gripe…

Os remédios fazem efeito, é claro, mas essas estratégias que passam de geração para geração e chegaram até nós, muitas vezes, são a salvação! E olha só que legal: para muitas delas, existem explicações médicas que indicam que não se trata de crendice ou “chute sortudo” dos antigos, não.

O clínico geral e geriatra Paulo Camiz, professor colaborador de Clínica Geral no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e parte do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein (SP) explicou para o MdeMulherqual é a dinâmica de cinco dicas de saúde da vovó certeiras.

Canja de galinha atenua os sintomas da gripe

A receita de canja de galinha tem vários elementos que aliviam os sintomas mais chatos da gripe. O ingrediente principal – a carne de galinha ou de frango – é rico em zinco, que age na formação dos glóbulos brancos, cujo papel na defesa do organismo é importantíssimo.

A cebola e o alho usados para a base do tempero da canja atuam diretamente no sistema imunológico. Além disso, o fato de ser consumida quente fluidifica as vias aéreas, ou seja, ajuda a desentupir o nariz e diminui a sensação de irritação da garganta.

Mel faz bem para quem está com tosse

Graças à glicose-oxidase, uma enzima que inibe inflamações e ajuda na reconstrução de tecidos do corpo, o mel é um anti-inflamatório que realmente alivia a tosse. Ele também tem ação mucolítica, o que significa que dissolve o muco das vias respiratórias e dá uma forcinha na expectoração.

Em uma revisão de estudos sobre a ação do mel sobre a tosse, em que foram analisadas pesquisas dos EUA, do Irã e do Brasil, concluiu-se que o mel consegue ser mais benéfico e de efeitos mais rápidos que os xaropes industrializados – e com menos efeitos colaterais, por ser natural.

Chá de camomila ajuda a dormir

A camomila é rica em apigenina, um flavonoide que se liga a um receptor semelhante àquele em que os calmantes farmacológicos atuam. Ou seja: tem efeito calmante, sim.

O melhor chá de camomila para dormir é o feito com as folhas secas naturais, tá? O de saquinho é infinitamente mais fraco.

Chá de boldo auxilia na digestão

A comida não desceu ou não bateu bem e você está com AQUELE mal-estar. Solução: um chá de boldo. Gostoso não é (a não ser que você seja fã de sabores amargos – daí, ele é uma delícia!), mas faz você ficar bem na hora.

O boldo tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que estimulam a secreção de bile, algo super necessário no processo digestivo. Ele dissipa gases e elimina a azia de forma muito rápida. Respire fundo e beba tudo de uma vez. Vale a pena.

Ameixa solta o intestino preso

Além de ser riquíssima em fibras (que estimulam a flora intestinal, trabalham o bolo fecal e ajudam na evacuação), a ameixa é fonte natural de sorbitol, elemento de efeito laxante muito conhecido e até utilizado em remédios para tratamento de intestino preso.

Não está conseguindo fazer o número 2? Invista em ameixas in natura ou secas e esteja pronta para correr para o banheiro.

 

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Cientistas criam exame de sangue que aponta risco de convulsão

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A descoberta poderá levar ao desenvolvimento de um sistema de alerta precoce capaz de beneficiar principalmente epilépticos

Marion Hogg detectou aumento de partículas de RNA na corrente sanguínea um pouco antes da complicação
(foto: Maxwell Photography/Divulgacao)

Pesquisadores da Irlanda detectaram um padrão de aparecimento de moléculas na corrente sanguínea pouco antes da ocorrência de uma crise convulsiva. Segundo eles, há aumento de fragmentos de RNA no sangue minutos antes da complicação. A descoberta, detalhada recentemente no Journal of Clinical Investigation, poderá levar ao desenvolvimento de um sistema de alerta precoce capaz de beneficiar principalmente epilépticos.

“Pessoas com epilepsia relatam frequentemente que um dos aspectos mais difíceis de conviver com a doença é nunca saber quando uma convulsão ocorrerá”, justifica Marion Hogg, professora honorária do Royal College of Surgeons (RCSI, na sigla em inglês) e principal autora do estudo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a epilepsia acometa 50 milhões de pessoas no mundo.

Para chegar à conclusão, a equipe fez o sequenciamento de RNA em amostras de plasma de voluntários saudáveis e em amostras coletadas de pessoas com epilepsia antes e depois de terem sofrido uma convulsão. “Nós procuramos por moléculas de RNA de transferência (tRNA) e encontramos três que eram mais altas nas amostras coletadas uma hora antes da convulsão do que nas coletadas após ou naquelas de pessoas sem epilepsia”, conta Marion Hogg.

Segundo os cientistas, esse processo acontece porque as células estão estressadas, e as moléculas são cortadas em fragmentos de RNAs de transferência, as tRNAs, um produto químico intimamente relacionado ao DNA e que desempenha papel importante na construção de proteínas dentro das células.

Dessa forma, níveis mais altos dos fragmentos no sangue podem refletir que as células cerebrais estão sob estresse durante um evento convulsivo. “Os resultados desse estudo são muito promissores. Esperamos que nossa pesquisa de tRNA seja um primeiro passo fundamental para o desenvolvimento de um sistema de alerta precoce”, frisa Marion Hogg.

Os pesquisadores cogitam a criação de um dispositivo que sirva de alerta para epilépticos, considerando os níveis dos fragmentos de RNA no sangue. “Com base nessa pesquisa, esperamos desenvolver um protótipo de teste, semelhante a um monitor de glicemia, que possa prever quando uma convulsão pode ocorrer”, diz David Henshall, professor de fisiologia molecular e neurociência no RCSI e coautor do artigo.

Mais vulneráveis

Um dispositivo do tipo resultaria em ganhos de qualidade de vida. A imprevisibilidade das convulsões deixa os epilépticos mais fragilizados, mostrou um estudo da Aarhus University, na Dinamarca, divulgado no mês passado. “Pessoas com epilepsia e esquizofrenia são particularmente vulneráveis. Há certamente espaço para melhorias na maneira como o sistema de saúde lida com elas e com o tratamento a elas oferecido”, ressalta, em comunicado, Jakob Christensen, um dos pesquisadores que participou do estudo.

A equipe acompanhou 1,5 milhão de pessoas diagnosticadas com epilepsia, esquizofrenia, as duas doenças ou nenhuma delas antes de completarem 25 anos. A taxa de mortalidade aos 50 anos foi de 3,1% para os voluntários saudáveis, de 10,7% para epilép-ticos, de 17,4% para esquizofrênicos e de 27,2% para os que tinham as duas complicações.

50 milhões: Estimativa de pessoas com epilepsia no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

 

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