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Megaoperação mira facções criminosas em 14 estados e no DF

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Foram emitidos 266 mandados de prisão e 203 de busca e apreensão

Uma megaoperação contra integrantes de facções criminosas acontece nesta terça-feira em 14 estados e no Distrito Federal. A ação é coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNOC), criado para combater o crime organizado no Brasil, com apoio de Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECOs), do Ministério Público.

Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins tiveram ações para cumprir 262 mandados de prisão e 200 de busca e apreensão. O objetivo é prender integrantes das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP), Amigo dos Amigos (ADA), Primeiro Comando de Vitória (PCV) e Okaida RB.

No Rio de Janeiro, duas ações distintas ocorrem nas cidades de Macaé e Magé. Em Macaé, o MP e o Gaeco, em parceria com a Polícia Civil, realizaram a Operação Falkland para cumprir oito mandados de prisão preventiva por associação ao tráfico e comércio de drogas, com emprego de arma de fogo. A denúncia aceita pela 1ª Vara da Comarca de Macaé também teve participação da Delegacia de Combate as Drogas (DCOD). Os denunciados pertencem à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).

A outra operação aconteceu em Magé, também envolvendo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), GAECO e Polícia Civil, e foi denominada de “Arca de Noé”, para cumprir mandados de prisão preventiva de 36 membros do Terceiro Comando Puro (TCP) denunciados por associação para ao tráfico de drogas e realizar 75 mandados de busca e apreensão. A ação foi realizada com aval da Vara Comercial da Comarca de Magé. Um dos mandados foi contra o líder do TCP, Leonardo Pinto Salvador, o Léo Tite.

Em São Paulo, o GAECO, com apoio da Polícia Civil, cumpre 59 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão contra integrantes do PCC nas cidades de Americana, Arujá, Cerquilho, Guarulhos, Hortolândia, Jaboticabal, Limeira, Mogi das Cruzes, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio das Pedras e Santa Bárbara D’Oeste.

Nas Alagoas, o GAECO foi às ruas nas cidades de Maceió e São Miguel dos Milagres para cumprir 14 mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Criminal da Capital. Todos os alvos têm ligação com o PCC e são acusados de crimes como homicídios e tráfico de drogas.

No Distrito Federal, a ação foi coordenada pelo Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do DF (Nupri), com apoio do GAECO e Polícia Civil, com mandados de busca e apreensão e prisão contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As buscas também aconteceram em Goiás, na cidade de Santo Antônio do Descoberto. Foram apreendidos telefones celulares, anotações e cadastros ligados à facção criminosa.

No Espírito Santo foram 13 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Vitória, Vila Velha e Cariacica, com participação de policiais militares e promotores do GAECO.

No Paraná foram três mandados de busca e apreensão no interior da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu II, após ordem expedida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Chapecó, em Santa Catarina. o GAECO de Chapecó e o Ministério Público de Santa Catarina também participaram da ação. No estado de Santa Catarina foram 52 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nas cidades de Chapecó, Capinzal, Joinville, Florianópolis, São Pedro de Alcântara, Itajaí, Campo Erê e São Cristóvão do Sul.

Em Tocantins, também foi realizada uma inspeção na Casa de Prisão Provisória de Palmas, com a finalidade de apreender armas, drogas, explosivos, aparelhos de comunicação móvel e cadastros de faccionados. Fonte-Portal Veja

 

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Ex-secretário da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner é preso pela PF

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Fichtner é acusado de receber propinas no valor de R$ 1,5 milhão enquanto estava no comando da Casa Civil, de 2007 a 2014

Régis Fichtner durante a Operação C’Est Fini, quando foi preso em novembro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Policiais federais prenderam hoje (15) o ex-secretário estadual da Casa Civil Régis Fichtner, que chefiou a pasta durante a gestão de Sérgio Cabral. Ele é acusado de receber propinas no valor de R$ 1,5 milhão enquanto estava no comando da Casa Civil, de 2007 a 2014.

Também foi preso o coronel da Polícia Militar Fernando França Martins – acusado de fazer operações financeiras para o ex-secretário. Fichter já havia sido preso em novembro de 2017, durante a Operação C’Est Fini, mas foi solto.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a nova prisão preventiva foi motivada pelo fato de que, segundo os procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio, Fichtner ainda tem patrimônio ocultado e há indícios de sua atuação para destruir provas.

Ainda de acordo com o MPF, Fichtner era figura central na área administrativa da organização criminosa, supostamente chefiada por Cabral. Os procuradores afirmam que, como chefe da Casa Civil, ele era o responsável por articular os atos de governo mais importantes, “usando de sua habilidade jurídica para buscar saídas minimamente defensáveis”.

A partir dessa posição, ele pode ter feito diversas manobras em favor dos demais membros da organização criminosos, afirma o MPF.

As investigações apontaram ainda que o coronel Fernando França Martins é o responsável por recolher parte da propina recebida pelo ex-secretário. Em informações bancárias, entre 2014 e 2016, houve transferência na ordem de R$ 725 mil do ex-secretário ao coronel.

Fonte Exame

 

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Polícia apreende bens de milícia do Rio avaliados em R$ 5 milhões

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Considerada a maior milícia em ação no Rio de Janeiro, a Liga da Justiça tem como base os bairros da zona oeste da cidade

Rio de Janeiro: viaturas da Polícia Civil (Divulgação/Wikimedia Commons)

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) apreendeu nesta quinta-feira (14), em operação destinada a desarticular Liga da Justiça, quatro imóveis avaliados em cerca de R$ 5 milhões, além de dinheiro e joias.

Considerada a maior milícia em ação no Rio de Janeiro, a Liga da Justiça tem como base os bairros da zona oeste da cidade. A Operação Volante foi realizada pelo recém-criado Departamento Geral de Combate a Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro.

Foram cumpridos 11 do 20 mandados de prisão expedidos pela Justiça, mas 10 dos investigados já estavam presos. Um dos presos, Márcio Gomes da Silva, que é ligado ao grupo criminoso, foi localizado em casa, no município de Itaguaí, região metropolitana do Rio. A operação visava cumprir mandados de prisão em vários pontos da capital e da Baixada Fluminense.

O subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, delegado Fábio Barucke, disse que o objetivo mais importante, que era o sequestro dos bens dos membros da milícia, foi atingido.

“Esse é nosso novo foco, que visa a atender uma política de governo, determinada pelo governador Wilson Witzel, que é o lado financeiro da quadrilha”, afirmou Barucke.

Dois dos líderes da milícia, Wellington da Silva Braga (Ecko) e o irmão dele, Luis Antonio da Silva Braga (Zinho), não foram localizados. O delegado destacou ainda a apreensão de cerca de R$ 125 mil em espécie, além de joias, que foram encontrados na casa de Zinho, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes. O imóvel é avaliado em mais de R$ 1,5 milhão.

As investigações apontaram Zinho como responsável pela lavagem de dinheiro da organização criminosa. Com base em provas colhidas durante o inquérito, os policiais apuraram que alguns integrantes da quadrilha adquiriram bens imóveis usando dinheiro proveniente de crimes como extorsão e venda ilegal de sinal de TV a cabo e de botijões de gás de cozinha, entre outros.

A diretora do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, Patrícia Alemany, disse que os investigados são os proprietários desses imóveis sequestrados, avaliados entre R$ 800mil e R$ 1,5 milhão, localizados nos bairros de Campo Grande e Recreio dos Bandeirantes e nos municípios de Seropédica e Itaguaí, não apresentaram justificativa financeira compatível com esse patrimônio imobiliário.

Fonte Exame

 

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Em blitz contra ataques do PCC, polícia de SP prende 326 pessoas

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Foram 3.362 pontos de bloqueios no estado; policiais militares fizeram mais de 66 mil 

Polícia Militar: 326 pessoas foram presas em blitz montadas em pontos tidos como “estratégicos” de todo o estado (PMSP/Divulgação)

São Paulo – Da manhã de quarta-feira, 13, até a madrugada desta quinta-feira, 14, 326 pessoas foram presas pela Polícia Militar em blitz montadas em pontos tidos como “estratégicos” de todo o estado para evitar ataques em decorrência da transferência de Marco Williams Herbas Camacho, o Marcola, e outros 21 líderes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para três presídios federais.

Foram 3.362 pontos de bloqueios no Estado. Os agentes fizeram mais de 66 mil abordagens, de acordo com balanço publicado nesta quinta-feira pela Secretaria Estadual de Segurança Pública; 33 mil veículos foram vistoriados.

Nesses pontos de bloqueio, a PM decidiu prender 226 pessoas praticando diversos ilícitos, como porte de drogas (97 quilos foram apreendidos, além de 16 armas e 64 carros com queixa de roubo). Além disso, 100 pessoas com mandado de prisão expedidos foram localizadas e capturadas.

A ação preventiva continua nesta quinta-feira. “As equipes permaneceram em locais estratégicos, apontados pelo serviço de inteligência da PM, para sufocar possíveis ações de criminosos. Houve reforço do policiamento em rodovias, terminais de ônibus e aeroportos”, informa a secretaria, por meio de nota.
Fonte Exame
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