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‘Medida protetiva não serviu pra nada’, diz família de mulher morta por ex no DF

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Corpo de Simone de Sousa Lima, 25 anos, foi enterrado nesta quarta no Gama. Ela foi morta a facadas; suspeito está foragido.

O corpo de Simone de Sousa Lima, de 25 anos – morta com golpes de facão na última segunda-feira (3), em Santa Maria – foi enterrado nesta quarta (5) no cemitério do Gama, no Distrito Federal.

O ex-marido dela, Josias Sacramento dos Santos, é apontado pela polícia como principal suspeito. Ele fugiu logo após o crime e, até as 14h30 desta quarta, continuava foragido.

Na cerimônia, parentes e amigos da família se despediram de Simone. Ela estava grávida e deixa também um filho de três anos.

Um primo da vítima, de 32 anos, contou ao G1 que Simone já tinha relatado casos de agressão do ex-marido, mas costumava esconder as marcas da violência. Ele preferiu manter a identidade em sigilo.

À reportagem, ele lembrou que a prima estava sob medida protetiva há um ano e que ela ainda se encontrava com o agressor, mas costumava esconder as marcas da violência.

“A família perguntava, dava conselhos, mas Simone escondia que era agredida. Ele [Josias] ameaçava ela demais.”
Abalado, ele se referiu ao ex-marido da prima como um “homem violento” e, por isso, a mãe e as irmãs de Simone não aprovavam o relacionamento mantido por três anos.
“É grande a dor de ter uma vida tirada pelas mãos de alguém. A medida protetiva não serviu pra nada.”

Ameaças

Além disso, parentes disseram que as ameaças de Josias se estendiam também a outros membros da família da ex e, por isso, o caso já tinha sido denunciado à polícia por duas vezes no ano passado.

“O erro dela foi ter acreditado que ele ia mudar. Homem que agride a primeira vez, vai agredir sempre”, disse.

“Que sirva de exemplo para outras mulheres. Tem que denunciar, falar sempre”.

O crime

O crime foi na quadra 417, em Santa Maria, por volta das 6h. O corpo foi encontrado pelo cunhado da vítima.

“Ele diz que, pela posição que o corpo foi encontrado, ela deveria estar dormindo. Deve ter havido consumo de drogas, porque foi encontrada cocaína no local”, diz o delegado Paulo Gallindo.

Familiares de Simone disseram à polícia que o casal ficava “entre idas e vindas”. Na madrugada desta segunda (3), ela foi até a casa do ex-marido, atendendo a um chamado dele, e não voltou.

O delegado Rodrigo Corrêa informou que, em depoimentos anteriores, o homem tinha sido descrito pela ex-mulher como “bem violento”.

Em entrevista à TV Globo, a irmã da vítima, Raimunda Sousa, diz que alertou que Simone sobre o risco das agressões, e disse que a família não aprovava o relacionamento devido ao histórico do rapaz.

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PCDF prende quatro suspeitos de tráfico de drogas em Taguatinga Norte

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A Operação Angulis investigava o grupo havia seis meses, por meio de filmagens. Os quatro foram presos em flagrante esta manhã

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Médico acusado de deformar rosto de pacientes no DF e em Goiás é solto, mas não poderá atender

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Prazo da prisão temporária venceu na quinta-feira. Mesmo em liberdade, ele não pode exercer medicina.

Médico Wesley Murakami, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O médico Wesley Murakami, acusado de deformar o rosto de pelo menos 15 pacientes, foi solto da cadeia. A prisão temporária dele venceu na última quinta-feira (17). Ele estava preso desde 21 de dezembro.

O processo corre em sigilo. À época, a justificativa era de que a prisão dele era necessária para preservar as vítimas. Questionada nesta terça (22), a Polícia Civil não informou se ainda existe ameaça às vítimas nem se ele foi indiciado.

“Nesse período [em que ele esteve preso], mais duas vítimas compareceram. Caso haja alguma possibilidade de coação, por parte do médico, uma nova prisão pode ser decretada pela Justiça”, informou a instituição. O G1 não conseguiu contato com a defesa dele.

Registro suspenso

Mesmo respondendo em liberdade, Murakami não pode exercer a medicina. O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) suspendeu dele.

De acordo com o sistema do CRM-DF, o registro profissional dele consta como alvo de “interdição cautelar” desde 14 de dezembro. Isso significa que Wesley Murakami não pode exercer a profissão em todo o território nacional por tempo indeterminado, até o julgamento de processo ético.

Na ocasião, a defesa do médico informou ao G1 que ele não fazia mais atendimentos desde que surgiram as primeiras denúncias. E que vai entrar com recurso junto aos Conselhos de Medicina de Goiás e do DF para que ele possa restabelecer a atividade.

Empresário Alexandre Garzon, atendido pelo médico Wesley Murakami  — Foto: Reprodução/TV Globo

Empresário Alexandre Garzon, atendido pelo médico Wesley Murakami — Foto: Reprodução/TV Globo

Investigação

De acordo com as investigações, as vítimas de Murakami relatam que foram convencidas por ele a fazer a bioplastia – um tratamento estético onde uma substância chamada PMMA é usada para preenchimento cutâneo –, com a promessa de um resultado perfeito.

O polimetilmetacrilato (PMMA) era injetado sob a pele por meio de uma seringa, com o objetivo de mudar a forma do rosto ou do corpo. Os pacientes denunciaram que ficaram com o rosto deformado.

Uma das vítimas é uma professora de Brasília, que preferiu não se identificar. Ela declarou ter procurado o médico em 2014 para reduzir marcas de espinha, mas saiu do consultório convencida a fazer a bioplastia. Pagou R$ 5 mil.

“Eu fiquei deformada, fiquei com vergonha de ir para a escola”Fonte: Portal G1

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SOS DF: pagamentos acima de R$ 300 mil passarão por análise prévia

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Os auditores irão examinar licitações, compras e contratação de pessoal nas áreas de Saúde, Educação e obras


A Controladoria-Geral do Distrito Federal publicou portaria, nesta segunda-feira (21/1), definindo como será feito o acompanhamento dos processos referentes a licitações, compras e contratação de pessoal no âmbito dos órgãos e entidades do governo local envolvidos no SOS DF – um pacote de medidas nas áreas de infraestrutura, saúde e educação que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos brasilienses.

No caso da Saúde, contratos acima de R$ 6 milhões e pagamentos acima de R$ 450 mil só serão liberados após passar pelo crivo da Controladoria. Quanto à área de Educação, os valores sujeitos à análise prévia são R$ 4 mil e R$ 350 mil, respectivamente. Já a Novacap, responsável pelo pacote de obras, terá de submeter à CGDF contratos acima de R$ 3,5 milhões e pagamentos superiores a R$ 300 mil.

De acordo com a regra, o acompanhamento realizado pela Controladoria-Geral deve observar prioritariamente processos que envolvam as seguintes ações: mutirões da saúde; manutenção dos hospitais; recuperação de escolas; abertura de delegacias; operação tapa buracos; conservação de meio-fio; abertura de vias; sinalização; tenda da cidadania; reforço na manutenção da ordem pública; limpeza das galerias pluviais; coleta de lixo; poda, manutenção, remoção e arborização; manutenção da iluminação pública e troca das lâmpadas.

O controlador-geral, Aldemario Araújo Castro, também estabeleceu que a análise prévia poderá ocorrer ao longo de todo o procedimento anterior à contratação, inclusive nos casos de dispensa, inexigibilidade de licitação, entre outros, até o momento da assinatura do contrato.

Com base na portaria, não serão objeto de análise prévia os pagamentos referentes às seguintes despesas: pessoal e encargos sociais e demais custeios relacionados às folhas de pagamento; a auxílio funeral; suprimento de fundos de caráter secreto; a formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep); e sentenças judiciais.

Mais poder à Controladoria
Na primeira semana do ano, Ibaneis assinou decreto ampliando a atuação da Controladoria-Geral. O texto estabelece que todos os dirigentes das unidades de controle interno sejam servidores de carreira.

O documento ordena, ainda, que todas as pastas do GDF cumpram os prazos das solicitações feitas pelos servidores ao órgão de controle e que estes tenham acesso a todas as dependências físicas e documentos que solicitarem. Outra norma é a utilização de formato que permita a divulgação das informações em dados abertos.

O objetivo das medidas é “combater, com mais efetividade, os atos de corrupção, desvio, fraude e improbidade administrativa”, segundo explicou o próprio governador.

Fonte: Portal Metrópoles

 

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