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May afirma que parlamento deve optar entre acordo ou eleições europeias

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Acordo prevê um adiamento da saída até 22 de maio, desde que o parlamento britânico vote a favor do acordo na próxima semana

Theresa May: premiê insistiu que seguirá trabalhando para conseguir o apoio da Câmara dos Comuns (Piroschka Wouw/Reuters)

Bruxelas — A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou nesta quinta-feira, 21, que a prorrogação condicional do Brexit concedida pela União Europeia (UE) significa que os parlamentares britânicos devem decidir entre apoiar o acordo de saída pactuado pelo seu governo ou ver-se obrigados a convocar eleições europeias.

O acordo alcançado pelos 27 membros que permanecerão na UE prevê um adiamento da saída do Reino Unido até 22 de maio, desde que o parlamento britânico vote a favor do acordo na próxima semana e, caso a Câmara dos Comuns não dê seu apoio ao texto, fixa um limite até 12 de abril para que o governo britânico proponha um plano alternativo.

Para May este acordo deixa claro quais são as opções para a Câmara dos Comuns se quiserem cumprir o mandato que receberam dos britânicos em 2016, quando votaram em referendo para sair da UE.

Por um lado, segundo disse, “aprovar o texto na próxima semana, o que implica em uma extensão até 22 de maio para ratificar a legislação, cumprir com o referendo e deixar a UE de forma ordenada”.

Por outro, “não aprová-lo significa que teríamos que voltar ao Conselho Europeu com um plano para seguir adiante, mas, se isto implica em uma extensão mais longa, significa que teríamos que realizar eleições europeias”.

“Acredito que a escolha está clara”, declarou May, que considerou que seria “errôneo pedir às pessoas para participarem destas eleições três anos depois que votaram para sair da UE”.

O dia 12 de abril é a data limite para que o Reino Unido convoque eleições europeias, que acontecerão entre 23 e 26 de maio, algo que teria que fazer obrigatoriamente se continuar sendo Estado-membro da UE por um período mais longo.

May insistiu que seguirá trabalhando para conseguir o apoio da Câmara dos Comuns ao acordo que selou com Bruxelas em novembro, completado com as garantias adicionais que ofereceu a UE com o chamado “Acordo de Estrasburgo”, também aprovado hoje pelos líderes.

Isto permitiria, de acordo com a primeira-ministra britânica, uma saída negociada e ordenada que seria “a melhor opção”.

Apesar de May ressaltar que a decisão do Conselho Europeu desemboca na disjuntiva entre aprovar o acordo de saída ou convocar eleições europeias, o certo é que o plano alternativo que poderia apresentar chegado o 12 de abril poderia incluir uma saída sem nenhum tipo de pacto ou inclusive a revogação do artigo que ativou o Brexit.

A primeira-ministra, no entanto, não quis pronunciar-se concretamente sobre por qual alternativa se inclinaria no caso em que na próxima semana o parlamento rejeite pela terceira vez o acordo de retirada, embora tenha afirmado que não acredita que se deva revogar o Brexit, uma vez que os britânicos o respaldaram. “Sairemos da UE”, garantiu.

Fonte Exame

 

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Venezuela registra maior número de casos de covid-19 em 24 horas

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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, justificou que a maior parte dos novos casos foi importada da vizinha Colômbia

Venezuela: segundo dados fornecidos pelo próprio país, local não está entre os mais afetados pelo coronavírus na América do Sul (Fredy Builes/Getty Images)

A Venezuela registrou, nesse domingo (24), 111 novos casos de covid-19 em 24 horas, elevando para 1.121 o número de contágios, após 70 dias de confinamento.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que 73 dos novos casos foram importados da vizinha Colômbia, por pessoas entraram no país por fronteiras terrestres, nos estados de Apure, Táchira e Zúlia.

O número de pessoas que se recuperaram da doença é de 262 e há dez mortes associadas à covid-19.

Maduro voltou a acusar o presidente colombiano, Iván Duque, de ter um plano para infectar a Venezuela com a covid-19, por meio de venezuelanos que regressaram da Colômbia.

“Está provado que os ônibus foram contaminados, para que os venezuelanos regressem doentes ao país. É uma ordem de Iván Duque. A Venezuela é um país assediado pela maldade”, disse Maduro à televisão estatal venezuelana.

Por outro lado, o chefe de Estado venezuelano alertou que apenas 60% da população cumprem a quarentena social preventiva da covid-19.

Novas medidas

“As pessoas, depois de semanas [de isolamento], saíram para atividades, para a vida econômica”, explicou.

Apesar do aumento de casos no país, Maduro e a vice-presidente, Delcy Rodríguez, disseram que avaliam medidas para flexibilizar a quarentena.

A imprensa venezuelana informou que as novas medidas vão incluir, além do uso obrigatório de máscara, o uso de óculos.

Os ônibus deverão circular com as janelas abertas e com vários lugares de separação entre passageiros. Os venezuelanos deverão tomar as medidas de segurança ao chegar em casa.

Entretanto, as autoridades do estado venezuelano de Táchira, a 800 quilômetros a oeste de Caracas, fecharam por tempo indeterminado o popular Mercado das Pulgas, por suspeita de ter sido detectado “um foco de contágio” de covid-19.

Instabilidade interna

Cinco milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos seis anos, para fugir à crise econômica, tendo cerca de 50 mil regressado ao país durante a pandemis, de acordo com os dados oficiais.

A Venezuela está desde 13 de março em estado de alerta, o que permite ao Executivo decretar “decisões drásticas” para combater a epidemia. O estado de alerta está em vigor até o próximo 13 de junho.

Desde 16 de março os venezuelanos estão em quarentena e impedidos de circular livremente entre os vários estados do país.

 

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Aliado de Trump assume chefia dos serviços de inteligência dos EUA

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Nomeação feita por Trump foi criticada pela oposição democrata por sua falta de experiência e proximidade com o presidente

Trump: indicação do republicano John Ratcliffe foi aprovada nesta quinta-feira (21) no Senado (Doug Mills – Pool/Getty Images)

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (21) a nomeação do representante republicano John Ratcliffe, próximo ao presidente Donald Trump, para chefiar os serviços de inteligência do país.

Ratcliffe foi aprovado para o cargo por uma margem estreita de 49 votos contra 44 votos, dez meses depois que o presidente retirou sua indicação para a liderança da Direção Nacional de Inteligência (DNI), que supervisiona e coordena as atividades da CIA, a NSA e 15 outras agências.

Trump anunciou no início de agosto passado sua intenção de nomear Ratcliffe para o cargo, mas este ex-prefeito de um rico condado de Dallas e procurador federal por um ano em 2007 recebeu críticas da oposição democrata por sua falta de experiência e proximidade com o presidente. Entre os republicanos, ele não despertou muito entusiasmo.

Trump finalmente retirou sua indicação, atacando a “maneira muito injusta” em que ele havia sido tratado pela imprensa.

O presidente ordenou que Joseph Maguire, então chefe do contraterrorismo, assumisse a liderança do DNI em caráter provisório após a saída em 15 de agosto de Dan Coats, com quem ele discordava, principalmente sobre a Rússia e a Coreia do Norte.

Maguire estava a caminho de ser confirmado no cargo, mas em uma audiência no Congresso se referiu à interferência da Rússia na campanha de reeleição de Trump, provocando a ira do presidente.

Em fevereiro, Trump anunciou a substituição de Maguire por Richard Grenell, que estava servindo como embaixador em Berlim.

Mas Grenell fez lobby pela saída de vários funcionários da inteligência cuja lealdade a Trump foi questionada e anunciou reorganizações sem informar ao Congresso com antecedência, como devido.

Quando o presidente reintroduziu o nome de Ratcliffe, vários republicanos o consideraram melhor que Grenell.

Durante sua audiência no Congresso no início de maio, Ratcliffe prometeu “contar a verdade” a Trump e apresentar relatórios de inteligência confiáveis.

 

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Uruguai retomará aulas presenciais em junho

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Retorno às escolas acontecerá de maneira gradual e voluntária; país tem 749 casos de Covid-19 e 20 mortes

Professor conduz aula em escola rural em San Jose, Uruguai – 22/04/2020 Mariana Greif/Reuters

O Uruguai retomará as aulas presenciais em junho, segundo anúncio feito nesta quinta-feira 21 pelo presidente do país, Luis Lacalle Pou. A volta às escolas será organizada em uma programação de três etapas e com comparecimento voluntário.

“Temos um apoio muito importante dos cientistas uruguaios, que elaboraram um protocolo que foi discutido”, declarou o chefe de governo em entrevista coletiva após de ter se reunido nesta quinta com o comitê consultivo da Covid-19.

O Uruguai suspendeu todas as aulas no dia 13 de março, quando detectou os primeiros casos de coronavírus, e declarou emergência sanitária. No fim de abril, possibilitou o retorno voluntário de escolas rurais em quase todos os departamentos, com exceção de Montevidéu e Canelones, com uma frequência de cerca de 50%.

Segundoi o plano anunciado, primeiramente, em 1º de junho, os alunos de escolas rurais de todo o país retornarão à sala de aula e, exceto em Montevidéu e na região metropolitana, centros para alunos com particular vulnerabilidade educacional e social, escolas de educação especial e o último ano do bacharelado e formação profissional (UTU).

Em 15 de junho, a volta será viabilizada em centros de educação infantil e inicial (até 5 anos) em todo o Uruguai, assim como no último ano de bacharelado e UTU na capital. Na mesma data, serão abertas escolas primárias e secundárias, exceto em Montevidéu e na região metropolitana. O retorno de todos os demais está marcado para 29 de junho.

Os dias educativos serão inferiores a quatro horas por dia e a entrada nos centros será escalonada para garantir a distância mínima, disse o presidente do Conselho Diretor Central da Administração Nacional de Educação Pública (ANEP), Robert Silva, que disse que haverá discussões com os centros sobre como os grupos de ensino serão divididos para atender em dias diferentes.

Além disso, na próxima segunda-feira, 25, os integrantes das equipes de ensino e gestão poderão retornar aos centros e não serão submetidos a testes diagnósticos de coronavírus, como foi o caso de 300 professores rurais, a menos que haja indicações médicas para isso.

“Estamos dando esse passo porque o risco é mínimo, senão não estaríamos dando”, destacou Lacalle Pou, que também ressaltou que em nenhum caso o nível de demanda será reduzido.

De acordo com os últimos dados oficiais, o Uruguai teve até agora 749 casos de coronavírus, três deles nas últimas 24 horas, e 20 mortes por Covid-19.

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Suécia: a arriscada experiência do país na pandemia de coronavírus

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Enquanto a Europa inteira se isolava, o governo não impôs restrições e deixou a critério da população manter o distanciamento

ADORADORES DO SOL – Parque de Estocolmo: distância é mantida, mas não há fiscalização Anders Wiklund/EPA/EFE

Citada como exemplo pelo presidente Jair Bolsonaro e por aliados de Donald Trump nos Estados Unidos, a Suécia decidiu tomar um caminho diferente no combate ao novo coronavírus. Não impôs quarentena, não fechou lojas e restaurantes e seguiu com o ano escolar, limitando-se a recomendar que os idosos ficassem em casa, que todos mantivessem a distância regulamentar de 2 metros e que não houvesse ajuntamentos de mais de cinquenta pessoas. Não há fiscalização nem punição de infratores. O obje­tivo era promover a imunização natural mais abrangente possível da população em curto prazo, tática contida no controvertido conceito de “imunidade de rebanho” — que o governo sueco, no entanto, rejeita e nega praticar. Agora, a conta chegou: na semana de 13 a 20 de maio, a Suécia registrou o mais alto número de mortos per capita do mundo, 6,08 para cada 1 milhão de habitantes. A taxa de mortalidade passa dos 12%, acima da dos Estados Unidos e da Espanha e muito superior à dos demais países da Escandinávia.

Com mais de 32 000 casos confirmados, a Suécia, na quinta-feira 21, contava quase 4 000 mortes, cerca de 30% acima da média do período em anos normais e até dez vezes mais do que os vizinhos escandinavos (veja no quadro ao lado). O país admite falha no cuidado com os idosos — mais da metade dos mortos acima de 70 anos estava em casas de repouso, despreparadas para lidar com a Covid-19. “Não prevíamos uma alta taxa de mortalidade. Calculamos que muitos ficariam doentes, mas as mortes foram uma surpresa”, disse o epidemiologista Anders Tegnell, à frente da resposta sueca à pandemia e uma espécie de Anthony Fauci — o americano que segura o ímpeto liberalizante de Donald Trump — às avessas. No entanto, a expe­riência mostra que, quanto menos controle, mais aumenta o número de vítimas. Os governos do Reino Unido e da Holanda também flertaram com a ideia de se limitar a restrições suaves no início da epidemia, mas desistiram diante do impacto social da escalada de contaminação e mortes.

Até agora, o primeiro-ministro social-­democrata Stefan Löfven não deu sinal de que vá implantar maiores controles, confiante em que o acerto de sua estratégia vai ser observado no futuro, quando a pandemia tiver passado. “A vantagem deste sistema é que podemos mantê-lo enquanto durar a pandemia, sem necessidade de reaberturas bruscas. Também fica mais fácil apertar um pouco as regras se acontecerem novos surtos”, diz o imunologista Kjell Torén, professor da Universidade de Gotemburgo e um apoiador das medidas do governo — como, de resto, a maioria da população. Ajuda muito a evitar uma disseminação descontrolada do novo coronavírus o fato de a Suécia, diferentemente do Brasil, ser um país de pouco mais de 10 milhões de habitantes escolarizados e disciplinados, registrar uma baixa densidade populacional, ter um grande contingente de pessoas que moram sozinhas e contar com um excelente serviço de saúde. Mesmo com a desobrigação de cumprir quarentena rígida, um terço dos suecos optou por trabalhar em esquema de home office, a frequência nos restaurantes caiu 70% em abril (voltou a crescer com a subida da temperatura) e o transporte público tem sido menos usado.

As projeções do governo são de que 40% a 60% da população da Suécia terá os anticorpos contra o coronavírus até junho. Mike Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), vê na imunização natural da população “um cálculo muito perigoso”, pelo potencial de mortes que carrega. O ex-primeiro-­ministro Carl Bildt chegou a recomendar que o epidemiologista Tegnell fosse amordaçado cada vez que se dispusesse a conceder uma coletiva à imprensa. Por sua vez, a premissa dourada de que menos restrições fariam reduzir o impacto econômico da pandemia também não está se confirmando nas estatísticas. O Banco Central da Suécia prevê para este ano um recuo no PIB da ordem de 7% a 10%, semelhante ao dos demais países da Europa. É melhor começar a procurar outro exemplo.
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Argentina corre para não decretar nono default com credores

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A economia da Argentina está em recessão desde 2018 e a crise do novo coronavírus deve agravar a situação

Argentina: termina hoje (22) o prazo de carência do governo para honrar o pagamento da dívida de US$ 503 milhões (Esteban Collazo/Argentina Presidency/Handout/Reuters)

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Maior celebração do islamismo terá toque de recolher este ano

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Países muçulmanos devem aumentar as medidas de controle do coronavírus no feriado Eid-al-Fatr

Islamismo: feriado religioso de três dias será celebrado de outra forma por conta do coronavírus (/)

O mundo islâmico celebra neste final de semana o Eid-al-Fatr, feriado religioso de três dias em que as famílias e amigos fazem grandes comemorações e as crianças ganham presentes. Este ano, a celebração será bem diferente.

Na Arábia Saudita, o governo já determinou que haverá um toque de recolher à noite para evitar que as pessoas saiam de casa. No Egito, os fiéis deverão estar em casa pontualmente às 17h e não poderão sair até a manhã do dia seguinte. O presidente Recep Erdogan, da Turquia, anunciou que será implantado um lockdown em todo o país durante o Eid-al-Fatr.

O objetivo é evitar um súbito aumento na propagação do coronavírus. Na Turquia, já há mais de 153.000 casos registrados. Na Arábia Saudita, a covid-19 já atingiu mais de 65.000 pessoas. A maior preocupação, agora, é manter as pessoas em casa durante uma das maiores celebrações do mundo islâmico.

O Eid al-Fatr (“feriado da quebra do jejum”, em árabe) marca o fim do Ramadã, o período de quatro semanas em que os fiéis jejuam e se dedicam a práticas espirituais destinadas a uma maior aproximação com o profeta Maomé, o fundador da religião islâmica. A data de início do Ramadã e do Eid-al-Fatr é definida pela chegada da lua crescente. Por isso, pode ter pequenas variações de país para país.

Este ano, o feriado deve começar a ser celebrado no sábado, 23, na maior parte do mundo islâmico. As comemorações, a portas fechadas, devem ir até segunda, 25, ou terça, 26. Para impedir aglomerações, quase todas as mesquitas estarão fechadas. Na Arábia Saudita, as duas mesquitas de Meca e Medina, os polos mais importantes do islamismo, não abrirão as portas.

Em Jerusalém, a mesquita Al-Aqsa, construída por volta do ano 700 depois de Cristo e a terceira mais importante da religião muçulmana, também não vai receber os fiéis este ano. A expectativa é que pelo menos ela possa reabrir de forma escalonada depois do feriado. “Estamos estudando todos os detalhes para não quebrar as regras de saúde pública”, disse Omar al-Kiswani, diretor da mesquita, à agência AFP. Mas, neste Eid, as preces serão feitas em casa.

 

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