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Mansueto: Apesar de início confuso, cenário é positivo para ajuste fiscal

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Secretário do Tesouro Nacional destacou que Bolsonaro foi eleito com bastante apoio popular, o que para ele tende a facilitar o processo de ajuste fiscal

São Paulo – O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta quarta-feira que, embora o início do novo governo ainda seja “um pouco confuso”, o cenário é positivo no que se refere ao ajuste fiscal e defendeu as privatizações.

Mansueto ainda considerou como remotas as chances de as discussões sobre o projeto de lei que trata da cessão onerosa ocorrerem este ano.

“Apesar de umas declarações um pouco desencontradas, o cenário do novo governo é positivo”, disse ele durante evento em São Paulo. “O início desse novo governo é ainda um pouco confuso, mas é um governo que toda a área econômica é focada em três linhas: ajuste fiscal, privatizações e abertura comercial”, disse.

Mansueto, que permanecerá no cargo no governo de Bolsonaro, disse, depois do evento, que sua afirmação sobre declarações “desencontradas do próximo governo” refere-se a um “processo natural de um governo de transição”. Ele afirmou ainda que acredita que tais arestas serão aparadas rapidamente com a definição de porta-vozes oficiais e de outras funções essenciais para a convergência dos discursos.

O secretário do Tesouro destacou que Jair Bolsonaro foi eleito presidente com bastante apoio popular, o que para ele tende a facilitar o processo de ajuste fiscal.

“Temos um governo que saiu das urnas forte e que, se fizer uma boa coalizão política, vai conseguir fazer uma série de ajustes que são importantes para a questão orçamentária”, disse.

“Todo ajuste fiscal que o Brasil fez foi em cima de carga tributária. Essa é a primeira vez que se tenta fazer um ajuste pautado no corte de despesa. As escolhas são simples, mas não significa que são fáceis. O Brasil tem potencial para realizar uma reforma gradual”, completou o secretário.

Mansueto defendeu ainda as privatizações como uma forma de ganhar eficiência, dando como exemplo as distribuidoras da Eletrobras.

“A privatização é interessante porque só o que você ganha de eficiência é gigantesco. Mas isso não quer dizer que seja fácil.Com o poder político que o novo ministro da Economia (Paulo Guedes) vai ter, o andamento da agenda de privatizações vai ficar mais fácil”, afirmou.

Previdência

Sobre a reforma da Previdência, o secretário do Tesouro afirmou que ainda não se sabe como se dará, mas que o cenário é claro sobre a necessidade de que aconteça, embora ainda haja resistência.

Em declaração a jornalistas após participar de painel de discussão, Mansueto afirmou que ninguém tem dimensão do valor envolvido em um eventual leilão do petróleo excedente da área da cessão onerosa.

“Tanto o governo que está saindo quanto o governo que está entrando, ninguém tem a dimensão do valor envolvido, então não se sabe até hoje o seguinte: quanto é que o governo vai arrecadar? Você não tem a modelagem do leilão, ainda não foi feita a renegociação do contrato da cessão onerosa”, disse.

A votação do projeto de lei vem sofrendo recorrentes adiamentos enquanto o governo discute, entre outras coisas, como seria o repasse a Estados e municípios dos recursos obtidos.

“Acho que essa é uma discussão que vai ser muito difícil de ser feita em duas ou três semanas. É muito difícil começar a discutir uma repartição com Estados e municípios sem ter noção de valor”, afirmou. Fonte-Portal Exame

 

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Economia

BNDES cria grupo para atender CPI que examina operações do banco

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Deputados e assessores participaram de apresentações sobre as atividades do banco, interagindo com o corpo técnico e a diretoria

BNDES: CPI de olho nas operações entre 2003 e 2015 (Pilar Olivares/Reuters)

Rio de Janeiro — O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um Grupo de Trabalho para atender com informações e documentos solicitados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, criada para examinar operações do banco de 2003 a 2015, com foco no financiamento à internacionalização de empresas. Uma comitiva de parlamentares da CPI visitou a sede do BNDES nesta quarta-feira, 17, e foi recebida pelo presidente do banco, Joaquim Levy, e por membros do Grupo de Trabalho, informou a instituição de fomento, em nota.

Segundo o BNDES, deputados e assessores participaram de apresentações sobre as atividades do banco, interagindo com o corpo técnico e a diretoria. “O controle feito pelo Poder Legislativo é fundamental em um regime democrático”, afirmou Levy, segundo a nota divulgada pelo BNDES.

A visita começou com uma apresentação institucional sobre a governança, a transparência e a efetividade do BNDES, feita pelo superintendente da Área de Planejamento, Mauricio Neves. Na sequência, os parlamentares puderam conhecer e debater as ações de apoio à exportação conduzidas pelo BNDES. O superintendente da Área de Exportações, Leonardo Pereira Rodrigues dos Santos, explicou a tramitação dos processos de financiamento de exportação de serviços de engenharia a partir de 2005, desde a assinatura pelo governo federal de memorandos de entendimento com alguns países, até o detalhamento do volume de crédito a ser concedido.

A visita se encerrou às 16 horas, informou o BNDES. Segundo a nota do banco, a comitiva foi formada pelos deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP), presidente da CPI, Paula Belmonte (PPS-DF), 1ª vice-presidente, Altineu Cortes (PR-RJ), relator, Coronel Chrisóstomo (PSL-RO), Glauber Braga (PSOL-RJ) e Paulo Ramos (PDT-RJ), além do secretário-executivo da CPI, Saulo Augusto Pereira, e pelo consultor legislativo Fabiano Jantália Barbosa.

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Economia

Indústria brasileira pode sofrer impacto com freada argentina

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Presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou nesta quarta-feira um pacote de medidas para tentar amenizar a crise no país

Pacote anunciado para tentar amenizar a crise na Argentina não será suficiente para reduzir os impactos que a recessão tem causado no Brasil (Toru Hanai/Reuters)

O pacote anunciado nessa quarta-feira, 17, pelo presidente argentino, Mauricio Macri, para tentar amenizar a crise não será suficiente para reverter a trajetória de queda da economia – nem reduzir os impactos que a recessão no país vizinho tem causado no Brasil. O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, projeta uma recessão de 2,2% na Argentina em 2019 e nessa quarta revia para baixo a estimativa de crescimento da indústria brasileira por causa da queda esperada nas exportações para o país. O novo número será divulgado apenas na próxima semana, mas será inferior ao 1,9% que havia sido calculado em março.

“No fim de 2018, esperávamos uma melhora na Argentina no segundo semestre deste ano. Essa expectativa não se configura mais. A notícia de hoje (quarta-feira), de se mexer nos preços dos produtos, é péssima, é um sinal de que as coisas saíram do controle”, disse Luana Miranda, economista do Ibre. “Estamos finalizando a nova projeção da indústria, muito em parte por causa do efeito argentino”, acrescentou.

Em recessão, a Argentina deve reduzir ainda mais as compras de produtos brasileiros, principalmente de itens industrializados. Luana destaca que, entre janeiro e abril de 2018, os embarques do Brasil para o país cresceram quase 8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Após a chegada da crise – entre maio e dezembro -, eles despencaram 30%. No acumulado de 2019, o recuo chega a 48%.

Além de prejudicar as exportações e a indústria brasileira, situação argentina serve de alerta para o País, diz o economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos. “O excesso de gradualismo é uma estratégia de risco alto, que depois pode criar a necessidade de um ajuste econômico e social mais forte”, afirma, em referência a política de Macri de fazer um ajuste fiscal lentamente. O gradualismo é apontado por economistas como um dos responsáveis pela crise argentina.

Ramos destaca ainda que, no Brasil, se fala da necessidade de se fazer um ajuste desde o fim do primeiro mandato de Dilma Rousseff. Até agora, porém, muito pouco foi feito. “Estamos incubando vulnerabilidade.” O economista compara o cenário argentino atual com o do Brasil do fim de 2014, quando Joaquim Levy assumiu o ministério da Fazenda e as expectativas estavam desancoradas, o câmbio desvalorizado e a inflação subia apesar dos altas na taxa de juros básica, a Selic, impostas pelo Banco Central. “A situação argentina é muito parecida, mas num patamar muito maior.”

Janela de oportunidade

Para o economista Fabio Giambiagi, a crise no país vizinho mostra a “importância de não se perder uma janela de oportunidade” para fazer um ajuste. Na Argentina, diz ele, havia esse espaço no começo do governo Macri, quando o mercado estava de lua de mel com o presidente.

Giambiagi destaca, no entanto, que, apesar de também ter a necessidade de passar por um ajuste fiscal, o Brasil está em uma situação melhor que a da Argentina, pois não há descontrole de preços nem déficit de conta corrente.

 

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Economia

Dólar tem leves variações antes de feriado e após adiamento na CCJ

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Às 9:07, o dólar recuava 0,05 por cento, a 3,9324 reais na venda

Câmbio: dólar tinha leves variações ante o real no início do pregão desta quinta-feira (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

São Paulo — O dólar tinha leves variações ante o real no início do pregão desta quinta-feira, véspera de feriado nacional, com investidores adotando cautela ligada à Previdência após o adiamento da votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na quarta-feira.

Às 9:07, o dólar recuava 0,05 por cento, a 3,9324 reais na venda.

Na véspera, a divisa avançou 0,83 por cento, a 3,9343 reais, maior patamar de fechamento desde 27 de março.

O dólar futuro rondava a estabilidade.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 5,350 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de maio, no total de 5,343 bilhões de dólares.

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