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Maduro apela pela paz em carta dirigida ao povo dos EUA

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O presidente da Venezuela afirmou que o governo americano quer mandar para o país o mesmo “ódio que enviaram ao Vietnã”

Maduro: no poder desde 2013, Maduro enfrenta manifestações da oposição para deixar a presidência e convocar novas eleições (Carlos Barria/Reuters)

Caracas- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou na quinta-feira uma carta aberta dirigida ao povo dos Estados Unidos e os apelos pela paz em seu país e que o presidente americano, Donald Trump, que tire suas “mãos” da Venezuela.

“Acabo de assinar pela paz, acabo de assinar pela soberania sagrada da Venezuela em apoio ao direito à independência, à autodeterminação”, disse, após assinar a carta em um ato com simpatizantes no centro de Caracas.

Maduro, no poder desde 2013, enfrenta o desafio do chefe do Parlamento, Juan Guaidó, que há 15 dias disse ter assumido os poderes do Executivo como presidente encarregado, diante da “usurpação”, considerada por ele, faz o líder chavista.

No entanto, Maduro classificou esta iniciativa de um “show”, ao mesmo tempo que acusou os Estados Unidos de promove-la para propiciar uma mudança de regime no país sul-americano.

Nesse sentido, na carta o governante alerta aos americanos na carta de que “os próximos dias definirão o futuro de nossos países entre guerra e paz”.

“Seus representantes em Washington querem enviar às nossas fronteiras o mesmo ódio que enviaram ao Vietnã, querem invadir a Venezuela como fizeram em nome da liberdade”, acrescenta o documento.

Os Estados Unidos, que foram o primeiro país em reconhecer Guaidó como presidente interino, lideram uma coalizão de países que levará ajuda humanitária para a Venezuela do Brasil, Colômbia, e uma ilha do Caribe que não foi anunciada ainda.

Maduro afirmou que a Venezuela não precisa dessa ajuda, e rejeita recebê-la argumentando que isso poderia levar a uma invasão armada para produzir uma mudança de governo.

Fonte: Exame

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Vice-presidente do Parlamento faz greve de fome na prisão, diz Guaidó

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Preso desde 8 de maio, Edgar Zambrano completa nove dias sem comer, de acordo com o líder da oposição

Venezuela: Guaidó acusa Maduro de tentar desmontar o Parlamento (Manaure Quintero/Reuters)

O vice-presidente do Parlamento venezuelano, Edgar Zambrano, detido em 8 de maio passado, destacado por apoiar um motim contra o presidente Nicolás Maduro, completou nove dias em greve de fome, denunciou nesta quinta-feira (18) o líder opositor Juan Guaidó.

 

Zambrano “completa nove dias em greve pelos direitos de todos os venezuelanos, de seus companheiros sequestrados com ele e de todos os presos políticos”, denunciou em sua conta no Twitter o líder parlamentar, reconhecido como presidente encarregado por meia centena de países.

Guaidó não detalhou o estado de saúde do deputado, limitando-se a indicar que “sua luta (…) não descansa”.

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de orientação governista, abriu processo penais contra Zambrano e outros 14 legisladores pelo levante frustrado de cerca de 30 militares em 30 de abril, liderados por Guaidó.

A pedido do TSJ, a Assembleia Constituinte chavista e que controla o país com poderes absolutos, suspendeu sua imunidade.

Em uma operação cinematográfica, narrada no Twitter pelo próprio legislador, Zambrano foi detido em maio por agentes de inteligência com armas longas que o interceptaram em seu veículo e que, ao se negar a sair, o levaram com um reboque.

Após as acusações, os outros legisladores se refugiaram em sedes diplomáticas, fugiram para o exterior ou passaram à clandestinidade.

A denúncia de Guaidó, que acusa o governo socialista de Maduro de tentar desmontar o Parlamento – o único em poder da oposição – coincide com conversas entre delegados dos dois lados em Barbados, auspiciadas pela Noruega para resolver a crise política.

Segundo a ONG local de direitos humanos Foro Penal, há 589 “presos políticos” na Venezuela, embora Maduro desconheça esta qualificação.

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Antes mesmo de eleições, Trump diz que Boris Johnson fará um bom trabalho

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Trump também disse que a atual primeira-ministra, Theresa May, fez um “trabalho muito ruim”

Donald Trump: “Falei com ele ontem. Eu acho que ele fará um ótimo trabalho. Acho que teremos uma ótima relação” (Leah Millis/Reuters)

Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que está ansioso para trabalhar com Boris Johnson, o favorito a ser próximo primeiro-ministro do Reino Unido, e acredita que Johnson resolverá o Brexit.

“Falei com ele ontem. Eu acho que ele fará um ótimo trabalho. Acho que teremos uma ótima relação”, disse Trump a repórteres em evento na Casa Branca.

Em referência à premiê Theresa May, criticada por Trump repetidamente pelo modo como lidou com a separação do Reino Unido da União Europeia, o presidente norte-americano disse que “a primeira-minista anterior fez um trabalho muito ruim com o Brexit”.

“É um desastre e não deveria ser assim. Eu acho que Boris endireitará isso”, afirmou Trump.

 

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Merkel critica ataques de Trump contra mulheres congressistas

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A chanceler alemã destacou que a “a força dos Estados Unidos está no fato de que pessoas de diferentes origens contribuem para a grandeza do país”

Angela Merkel: Chanceler alemã condena tuítes racistas do presidente Donald Trump (Axel Schmidt/Reuters)

A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou nesta sexta-feira (19) que os recentes tuítes do presidente Donald Trump contra mulheres congressistas de origem estrangeira são contra a “grandeza dos Estados Unidos” e manifestou seu apoio incondicional a essas representantes.

“Eu me distancio claramente desses ataques e sou favorável a essas mulheres”, afirmou Merkel em uma entrevista coletiva.

“A força dos Estados Unidos está no fato de que pessoas de diferentes origens contribuem para a grandeza do país”, insistiu a chanceler, que mantém relações difíceis com o presidente Trump.

Na segunda-feira, a primeira-ministra britânica, Theresa May, já havia considerado as declarações de Trump sobre as representantes democratas de origem estrangeira “totalmente inaceitáveis“.

No Twitter, o presidente americano perguntou, em alusão às parlamentares críticas de sua gestão: “Por que não voltam e ajudam a consertar os lugares completamente falidos e tomados de crimes de onde vocês vêm?”.

Trump não citou nenhuma congressista, mas sua menção às “representantes democratas progressistas” foi interpretada como uma alusão a Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York; Ilhan Omar, de Minnesota; Rashida Tlaib, de Michigan; e Ayanna Pressley, de Massachusetts.

 

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