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Lideranças globais voltam a debater guerra síria, iniciada há oito anos

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terceira conferência “Apoiando o Futuro da Síria e da Região” começa nesta terça-feira e tratará do futuro de mais de 5,6 milhões de refugiados

Síria: guerra civil assola o país há 8 anos (Omar Sanadiki/Reuters)

Na semana em que a guerra síria completa oito anos, lideranças globais se reúnem mais uma vez para discutir o conflito, que já causou mais de 560 mil mortes. Organizada pela União Europeia (UE) em parceria com as Organizações das Nações Unidas (ONU), a terceira conferência “Apoiando o Futuro da Síria e da Região” começa nesta terça-feira, 12, em Bruxelas, na Bélgica, e se encerra na quinta-feira, 14.

Os principais pontos de tensão do debate devem ser levantados pelos países vizinhos à Síria, como Turquia, Líbano e Jordânia, responsáveis pelo acolhimento de mais de 5,6 milhões de refugiados. Parte da opinião pública desses países deseja que os sírios voltem para sua terra, e cerca de dois terços dos refugiados também desejam retornar.

O presidente libanês, Michel Aoun, chegou a dizer que “ajuda internacional deveria ser dada para encorajar os sírios a voltarem para casa”, pois o fornecimento de auxílios no Líbano estava incentivando os refugiados a ficarem e competirem com os trabalhadores locais.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) está engajado no processo de ajudar os sírios que decidirem retornar ao país de origem, mas não é uma tarefa simples. As equipes da ONU os ajudam a organizar a documentação necessária — certidões de nascimento, certificados de escolaridade — e indicam os pontos estabelecidos na fronteira para o retorno.

No entanto, alguns grupos sírios expressaram descontentamento diante do posicionamento da Acnur e das lideranças políticas exteriores. O Centro para Sociedade Civil e Democracia da Síria publicou uma declaração em que condena a prática de incentivar o retorno dos sírios deslocados, alegando que a atitude que fere as leis humanitárias e a convenção de 1951 que definiu a condição de refugiado. “Um refugiado não deveria ser levado a um país onde ele enfrenta sérias ameaças a sua vida ou liberdade”, afirma o texto.

Por outro lado, as principais potências europeias, como Alemanha, França e Reino Unido estão alinhadas quanto ao posicionamento de não permitir que a UE forneça fundos de reconstrução para a Síria enquanto o líder Bashar al-Assad não aceitar um acordo político. Ajuda financeira e política aos vizinhos Líbano, Jordânia, Iraque e Egito, contudo, devem continuar a acontecer.

Iniciando agora o seu nono ano, o conflito em si não tem um final claro em vista. Em dezembro, o presidente americano, Donald Trump, anunciou o início da retirada de tropas americanas do país por considerar derrotado o grupo terrorista Estado Islâmico. Da atenção total ao esquecimento internacional: eis um dos riscos do futuro sírio a ser debatido esta semana.

Fonte Exame

 

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Serviço de inteligência venezuelano prende chefe de gabinete de Guaidó

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Segundo relatos, agentes estavam munidos de dois rifles e uma granada durante a ação e chegaram à residência em dez veículos

Juan Guaidó: líder oposicionista acusa governo Maduro de sequestrar chefe de gabinete (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Caracas — O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse nesta quinta-feira, 21, em sua conta no Twitter que agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) invadiram a casa de seu chefe de gabinete, Roberto Marrero, e do deputado opositor Sergio Vergara, vizinho de Marrero, durante a madrugada.

 

 

Vergara confirmou a informação e disse que Marrero foi preso pelo serviço de inteligência do país. Os agentes estavam munidos de dois rifles e uma granada durante a ação e chegaram às residências em dez veículos. Ele também afirmou que mais de 40 funcionários do Sebin entraram nas casas e ficaram no local por mais de três horas. Segundo os opositores, os policiais derrubaram portas para entrar nas casas.

“Infelizmente chegaram a mim. Sigam lutando. Não parem. Cuidem do presidente”, disse Marrero em uma gravação telefônica antes de ser detido. Vergara denunciou ante a comunidade internacional que o regime chavista violou sua imunidade parlamentar.

Vergara pediu a Michelle Bachelet, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, que exija a libertação de Marrero, “sequestrado pelo Sebin”, segundo ele.

Em nome do governo da Colômbia, o chanceler Carlos Holmes Trujillo criticou a ação contra os opositores e pediu à comunidade internacional que exija respeito à liberdade, à vida e à integridade dos opositores venezuelanos.

Marrero e Vergara acompanharam Guaidó na viagem que o líder opositor fez pela América Latina para obter apoio em seus esforços para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder. (Com agências internacionais).

Fonte Exame

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O impasse do impasse: Conselho Europeu discute adiar o Brexit

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Theresa May solicitou que a data de saída do Reino Unido do bloco seja adiada para o dia 30 de junho

May: Após pedir adiamento do Brexit à UE, ela culpa parlamento por atraso (Jonathan Brady/Pool/Reuters)

Em meio às dificuldades para o Reino Unido aprovar um acordo de saída da União Europeia (UE), o Conselho Europeu se reunirá nesta quinta-feira, 21, para discutir o Brexit. O órgão, formado pelos líderes dos 27 Estados que compõem a UE, debaterá o pedido formal feito pela primeira-ministra britânica Theresa Mayna última quarta-feira, 20, para adiar a saída do Reino Unido para o dia 30 de junho.

Após a solicitação de May, Donald Tusk, presidente do Conselho, divulgou um comunicado em que afirma ser possível estender o prazo de saída do país, inicialmente estabelecido para o dia 29 de março. Tusk, no entanto, condicionou a postergação da saída à aprovação de um novo acordo na Câmara dos Comuns na próxima semana. O político demonstrou-se disposto a fazer de tudo para evitar que o Reino Unido deixe o bloco sem um acordo.

Para a União Europeia, o Reino Unido pode optar por estender o Brexit até o dia 23 de maio, antes das eleições para o Parlamento Europeu; ou adiá-lo para o final do ano, o que obrigaria os britânicos a participarem do pleito de maio. Em discurso na quarta-feira, 20, May disse que não deseja que seu povo se veja engajado em uma eleição europeia três anos após ter votado por deixar o bloco.

A primeira-ministra costurou um acordo com os outros líderes europeus nos últimos dois anos e meio, mas o Parlamento do seu país negou as duas propostas apresentadas. Na semana passada, os parlamentares, após rechaçarem o segundo texto apresentado por May, decidiram que o país não poderia deixar o bloco sem acordo e que a líder deveria solicitar uma postergação da data de saída. No começo desta semana, o líder da Câmara dos Comuns proibiu que a política apresentasse uma terceira versão similar do texto anterior para nova votação.

O que não está claro ainda é se a União Europeia irá ceder ao prazo pedido pelo Reino Unido ou se May aceitará prorrogar ainda mais o Brexit. As próprias lideranças europeias estão confusas diante do debate. Em entrevista a uma rádio alemã, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que é improvável que o Conselho Europeu consiga tomar uma decisão sobre Brexit nesta quinta-feira e que os líderes provavelmente deverão se encontrar mais uma vez na próxima semana. A espessa neblina de dúvidas dos britânicos deve atravessar o Canal da Mancha nesta quinta-feira.

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3 explosões deixam pelo menos 6 mortos e 23 feridos no Afeganistão

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Autoridades afirmam que número de vítimas pode ser maior; até o momento, nenhum grupo reivindicou o ataque

Ataque em Cabul: homem recolhe estilhaços de vidro após atentado nesta quinta-feira (21) (Parwiz/Reuters)

Cabul — Pelo menos seis pessoas morreram e outras 23 ficaram feridas, nesta quinta-feira, 21, em três explosões similares ocorridas nas imediações de um templo frequentado por membros da minoria xiita em Cabul, capital do Afeganistão, no dia em que se celebra o ano novo afegão, a festividade de Nawroz.

“Até o momento, retiramos 23 feridos e seis mortos do local. Mas estes números podem aumentar nas próximas horas”, disse à Agência EFE, o porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Wahidullah Mayar.

O atentado aconteceu por volta das 9h30 (horário local, 2h de Brasília) na estrada da Universidade de Cabul, perto do templo Kart-e-Sakhi, onde ocorreu a explosão de três artefatos explosivos improvisados (IED), disse à Efe, o porta-voz da polícia local, Basir Mujahid.

Até o momento, nenhum grupo reivindicou o ataque.

Há exatamente um ano, um atentado suicida no mesmo local da capital afegã e reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) deixou mais de 30 mortos e 65 feridos durante as celebrações do ano novo.

O alvo foram também membros da minoria étnica xiita Hazara, frequentemente são atacados por grupos insurgentes como os talibãs e o EI no Afeganistão, e que se dirigiam a Kart-e-Sakhi para saudar o novo ano.

Fonte Exame

 

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