Nossa rede

Mundo

Kim Jong-un se reúne com Xi Jinping pensando em Trump

Publicado

dia

Visita do líder norte-coreano a Pequim em busca de apoio econômico pressiona Washington nas negociações sobre sanções

Líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, em foto divulgada em 20 de junho de 2018 (KCNA/Reuters)

A visita do líder norte-coreano, Kim Jong-un, à China pode prenunciar novas cúpulas sobre o futuro da península coreana, mas também é uma maneira de pressionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devido ao impasse nas negociações – avaliam analistas.

As negociações entre Pyongyang e Washington sobre o arsenal nuclear da Coreia do Norte estão paralisadas desde a histórica cúpula de junho entre Kim e Trump em Singapura.

Os Estados Unidos optam por manter as sanções até que a Coreia do Norte renuncie às armas nucleares. Pyongyang propõe, por sua vez, um alívio imediato da punição.

Em seu discurso de Ano Novo, Kim advertiu que seu país poderá “não ter escolha a não ser explorar uma nova maneira de defender (sua) soberania e (seus) interesses”, se Washington não mudar de rumo.

Com sua viagem à China, Kim “quer lembrar o governo Trump de que há possibilidades diplomáticas e econômicas além daquelas que Washington e Seul podem propor”, considera Harry Kazianis, do Center for the National Interest, localizado em Washington.

Os Estados Unidos têm motivos para se preocupar com o interesse da Coreia do Norte em fortalecer os laços com Pequim, porque quase todas as trocas comerciais norte-coreanas passam pela China, acrescentou ele.

“Uma melhora nas relações com Pequim enfraquece a estratégia americana de pressão máxima”, completou.
Atualmente, há negociadores de Washington em Pequim para tratar da guerra comercial entre as duas principais economias mundiais.

Do ponto de vista chinês, a visita de Kim acontece no “melhor momento”, avalia Kazianis. “Isso mostra claramente que Pequim pode jogar a carta norte-coreana, se achar conveniente”, reforçou.

Compromisso

A China desempenhou um papel essencial na defesa do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-53) e continua sendo o principal apoio diplomático e econômico de Pyongyang.

As autoridades chinesas temem que uma queda do regime norte-coreano signifique a fuga em massa de refugiados para seu território e a chegada de tropas dos Estados Unidos em suas fronteiras. No entanto, nos últimos anos, elevaram o tom, preocupados com as aspirações nucleares de Pyongyang.

A espetacular distensão na península coreana permitiu que Kim encerrasse seis anos de isolamento diplomático e fosse a Pequim, sua primeira viagem ao exterior como líder. Outras se seguiram. Xi ainda não foi a Pyongyang.
Também foram realizados três encontros entre Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

Pequim emprestou para Kim o avião, com o qual viajou para Singapura. Foi nessa cidade que Kim e Trump assinaram um compromisso bastante vago com a desnuclearização da península. Desde então, houve pouco progresso neste sentido.

Alívio nas sanções

Para Cheong Seong-chang, pesquisador do Instituto Sejong, em Seul, a visita chinesa de Kim é um sinal de que ele poderá viajar para Seul, ou encontrar Donald Trump novamente.

No ano passado, ele viajou para a China antes de se encontrar com Kim e Moon, recorda.

A composição da delegação norte-coreana, que inclui Kim Yong-chol, interlocutor de Pyongyang junto ao secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para negociações, sugere que “a flexibilização das sanções” é um dos tópicos discutidos.

A Coreia do Sul entrou em um diálogo com a Coreia do Norte, e analistas sul-coreanos estimam que as perspectivas de acordo melhorariam com as garantias chinesas.

“A Coreia do Norte pode se sentir ameaçada, se renunciar completamente a seus programas nucleares”, afirma o professor de Estudos Norte-Coreanos, Koh Yu-hwan, na Universidade de Dongguk.

“Mas, se Pequim prometer a Pyongyang que fornecerá ajuda econômica e garantirá a segurança do regime caso abandone suas armas atômicas, o Norte se sentirá mais seguro”, acrescentou.

E está claro que a China concorda com os Estados Unidos sobre a importância de desnuclearizar a Coreia do Norte. Fonte: Portal Exame

 

Comentário

Mundo

Holanda julgará quatro pessoas por assassinato pela derrubada do voo MH17

Publicado

dia

Investigadores identificaram como suspeitos três russos e um ucraniano pela derrubada do avião da Malaysia Airlines, em 2014

Os promotores da Holanda devem indiciar quatro pessoas por assassinato no caso da derrubada, com um míssil russo, do voo MH17, da Malaysia Airlines, na Ucrânia em 2014 e o julgamento começará em março de 2020, anunciaram nesta quarta-feira (17) as famílias das vítimas.

“Um julgamento começará em 9 de março de 2020 contra quatro pessoas acusadas de assassinato”, afirmou à imprensa Silene Fredriksz, que perdeu um filho e sua nora na tragédia, pouco depois de um encontro das famílias das vítimas com as autoridades holandesas sobre a investigação.

Três russos e um ucraniano são suspeitos na derrubada do avião MH17

A equipe internacional que investiga a derrubada do voo MH17 anunciou nesta quarta-feira que ordens de prisão foram emitidas contra três russos e um ucraniano suspeitos de envolvimento no caso.

Os investigadores identificaram como suspeitos os russos Serguei Dubinski, Igor Girkin e Oleg Pulatov, assim como o ucraniano Leonid Karchenko. Os quatro são processados por assassinato pela Promotoria holandesa.

 

Ver mais

Mundo

Doador de sêmen é considerado pai por Justiça na Austrália

Publicado

dia

O Supremo australiano decretou que o homem, que doou o sêmen há mais de 10 anos, tem direito de visitar regularmente a criança

Austrália: o homem identificado como Robert, doou sêmen para uma amiga lésbica em 2006 (FatCamera/Getty Images)

Um homem que há mais de 10 anos doou sêmen para uma amiga lésbica tem direitos parentais sobre a filha gerada pela mulher, decidiu nesta quarta-feira a Suprema Corte da Austrália.

O tribunal destacou que o homem figura na certidão de nascimento da menina e se manteve “extremamente próximo” da filha, o que lhe dá o direito de se manifestar sobre a possibilidade de que ela vá morar na Nova Zelândia.

O homem, identificado apenas como “Robert” nos documentos legais, concordou em doar seu esperma a uma amiga em 2006 para uma inseminação artificial.

Segundo o tribunal, apesar de não viver junto, “Robert” tem um “papel central no suporte financeiro da menina, em sua educação e no seu bem-estar em geral”.

Os problemas surgiram quando a mãe da menina e sua companheira decidiram se mudar para a Nova Zelândia, em 2015.

A juíza Margaret Cleary decretou que um tribunal inferior se enganou ao decidir contra a paternidade, e determinou que a menina permaneça na Austrália para que “Robert” tenha direito a visitas regulares.

Ver mais

Mundo

Egito acusa ONU de querer “politizar” morte de Mursi

Publicado

dia

Ex-presidente egípcio Mohamed Mursi desmaiou e faleceu pouco depois após sair de audiência no tribunal

Mohamed Mursi: Ex-presidente egípcio morreu após mal súbido (Mark Wilson/AFP)

O governo do Egito acusou nesta quarta-feira a ONU de querer “politizar” a morte de Mohamed Mursi, uma reação ao pedido do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos por uma investigação “minuciosa e independente” sobre o falecimento, na segunda-feira, do ex-presidente islamita.

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Ahmed Hafez, criticou em um comunicado o pedido da ONU após a morte do ex-presidente, que faleceu quando estava no tribunal. Ele afirmou que esta é uma “tentativa deliberada de politizar um caso de morte natural”.

“Qualquer morte súbita na prisão deve ser acompanhada por uma investigação rápida, imparcial, minuciosa e transparente, realizada por um órgão independente para revelar a causa da morte”, afirmou na terça-feira Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos.

Mohamed Mursi ficou preso durante quase seis anos e permaneceu em isolamento. Na segunda-feira, quando estava no tribunal, desmaiou e faleceu pouco depois.

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade